sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Encontro discute gerenciamento de substâncias químicas
Ministério do Meio Ambiente (MMA) participa de 14 a 16 de fevereiro, noPanamá, do Encontro Regional da América Latina e Caribe da AbordagemEstratégica Internacional para Gerenciamento de Substâncias Químicas(SAICM). A iniciativa, acordada durante a Cúpula Mundial sobreDesenvolvimento Sustentável (2002), simboliza o esforço de mais de 100países em tornar a gestão dos produtos químicos mais seguros para osseres humanos e para o planeta. Participam da estratégia governos,instituições internacionais, organizações não governamentais dasociedade civil e representantes da indústria.A primeira reunião na América Latina tem como objetivo trocarexperiências e avaliar a situação da implementação da estratégia daSAICM nos países, segundo informa o Diretor de Departamento de QualidadeAmbiental na Indústria do MMA, Rudolf de Noronha. Dois workshopsprecedem o encontro: um sobre a gestão de PCBs (bifenilas policloradas),substâncias orgânicas persistentes, a exemplo dos óleos usadores emtransformadores, e outro sobre Governança para Segurança Química. Estãoprevistas, ainda, várias reuniões visando o gerenciamento de substânciasquímicas, como o Quick Start Programme do SAICM e a discussão dasposições da região para a próxima Conferencia Internacional para oGerenciamento de Substâncias Químicas, em 2009.As discussões ocorrem em momento oportuno. De acordo com o Programa dasNações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) entre 70 e 100 mil produtosquímicos estão no mercado e estima-se que 1,5 mil novos sejam criados acada ano. Ao mesmo tempo, a produção química está sendo deslocada dospaíses desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. No Brasil, aspreocupações do governo nesse setor são com a gestão de áreascontaminadas, as emergências ambientais e substâncias como mercúrio, PCB(óleos usadores em transformadores, por exemplo) e emissõesatmosféricas. "É uma agenda extremamente relevante", destaca Noronha.De acordo com Noronha, a SAICM também tem o desafio de ser umguarda-chuva para as três principais convenções deste setor: a Convençãode Estocolmo sobre poluentes orgânicos persistentes (POPs), Convenção deRotterdam sobre o Consentimento Informado Prévio e Convenção da Basiléiapara o Controle dos Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos esua disposição.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Mapa de Indicadores
Brasil terá mapa digital de indicadores
Ferramenta desenvolvida pelo Ministério das Cidades terá imagens de satélite e cerca de 790 dados sobre os 5.564 municípios brasileiros
O governo federal deve lançar, em 40 dias, um mapa digital com imagens de satélite e cerca de 790 indicadores para os 5.564 municípios brasileiros. A ferramenta, que poderá ser acessada pela internet, está em fase final de testes no Ministério das Cidades. Com características semelhantes ao Google Maps, ao Atlas do Desenvolvimento Humano e à Wikipedia, o software será chamado de GeoSNIC e aberto a todos os internautas, apesar de ter como função primordial auxiliar gestores municipais no planejamento urbano.Construído com software livre, o GeoSNIC parte da idéia de que sua base de dados pode ser permanentemente ampliada com a colaboração de prefeituras, governos estaduais e ministérios. "Como se fosse umaWikipedia, mas alimentada pelo poder público e gerenciada pelo Ministério das Cidades", diz Fausto Alvim, analista de programa daunidade de Políticas Sociais do PNUD.O analista prevê que jornalistas e pesquisadores entrem no site comfreqüência. "Os usuários farão o controle social dos dados e apontarão problemas a serem corrigidos, além de pressionar órgãos públicos para divulgar mais informações", espera. Como é feito com código aberto, oGeoSNIC pode ser aperfeiçoado e modificado, mesmo estando on-line.Na versão atual, o mapa digital tem imagens via satélite de 40 mil obras federais, a maioria do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Há,ainda, indicadores socioeconômicos, demográficos e de desenvolvimentohumano, além de estatísticas das finanças municipais, como arrecadaçãode impostos, gastos e obras do poder público. O software traz tambémdados eleitorais e da gestão dos municípios (por exemplo, sobre aexecução dos planos diretores).Para o gerente técnico do projeto, Enos Josué Rose, se houver"colaboração dos ministérios e dos governos em prover informações", aferramenta pode incluir a localização de reservas ambientais, terrasindígenas, hospitais, escolas, universidades, presídios e malhas rodoviárias estaduais.O GeoSNIC - em parte inspirado no Atlas do Desenvolvimento Humano, "quetem um estilo funcional", assinala Alvim - faz parte de um projetomaior, chamado SNIC (Sistema Nacional de Informações das Cidades), que inclui um software para a edição de imagens de satélites - o Terraview,do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ele será fornecido para as prefeituras, que poderão mapear o território municipal, marcando os locais onde estão os prédios públicos, os terrenos e as ruas nas imagens feitas com satélite.Os municípios poderão publicar, no GeoSNIC, imagens, textos e mapas, através de um sistema de senhas que será moderado pelo Ministério dasCidades. "Haverá cursos para que os técnicos das prefeituras aprendam ausar o SNIC", diz Enos Rose. Até agora, 17 universidades foram contratadas pelo ministério para dar o treinamento, que começa em março.Devem ser formados cerca de 1.150 servidores de 560 municípios, segundo o gerente técnico."Manteremos o controle do que entra no GeoSNIC para evitar propaganda eleitoral e promoção pessoal de parlamentares e prefeitos", afirma ele.O SNIC evoluiu a partir do SNIU (Sistema Nacional de InformaçõesUrbanas), um grande banco de indicadores que também recebeu apoio doPNUD para ser desenvolvido
Ferramenta desenvolvida pelo Ministério das Cidades terá imagens de satélite e cerca de 790 dados sobre os 5.564 municípios brasileiros
O governo federal deve lançar, em 40 dias, um mapa digital com imagens de satélite e cerca de 790 indicadores para os 5.564 municípios brasileiros. A ferramenta, que poderá ser acessada pela internet, está em fase final de testes no Ministério das Cidades. Com características semelhantes ao Google Maps, ao Atlas do Desenvolvimento Humano e à Wikipedia, o software será chamado de GeoSNIC e aberto a todos os internautas, apesar de ter como função primordial auxiliar gestores municipais no planejamento urbano.Construído com software livre, o GeoSNIC parte da idéia de que sua base de dados pode ser permanentemente ampliada com a colaboração de prefeituras, governos estaduais e ministérios. "Como se fosse umaWikipedia, mas alimentada pelo poder público e gerenciada pelo Ministério das Cidades", diz Fausto Alvim, analista de programa daunidade de Políticas Sociais do PNUD.O analista prevê que jornalistas e pesquisadores entrem no site comfreqüência. "Os usuários farão o controle social dos dados e apontarão problemas a serem corrigidos, além de pressionar órgãos públicos para divulgar mais informações", espera. Como é feito com código aberto, oGeoSNIC pode ser aperfeiçoado e modificado, mesmo estando on-line.Na versão atual, o mapa digital tem imagens via satélite de 40 mil obras federais, a maioria do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Há,ainda, indicadores socioeconômicos, demográficos e de desenvolvimentohumano, além de estatísticas das finanças municipais, como arrecadaçãode impostos, gastos e obras do poder público. O software traz tambémdados eleitorais e da gestão dos municípios (por exemplo, sobre aexecução dos planos diretores).Para o gerente técnico do projeto, Enos Josué Rose, se houver"colaboração dos ministérios e dos governos em prover informações", aferramenta pode incluir a localização de reservas ambientais, terrasindígenas, hospitais, escolas, universidades, presídios e malhas rodoviárias estaduais.O GeoSNIC - em parte inspirado no Atlas do Desenvolvimento Humano, "quetem um estilo funcional", assinala Alvim - faz parte de um projetomaior, chamado SNIC (Sistema Nacional de Informações das Cidades), que inclui um software para a edição de imagens de satélites - o Terraview,do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ele será fornecido para as prefeituras, que poderão mapear o território municipal, marcando os locais onde estão os prédios públicos, os terrenos e as ruas nas imagens feitas com satélite.Os municípios poderão publicar, no GeoSNIC, imagens, textos e mapas, através de um sistema de senhas que será moderado pelo Ministério dasCidades. "Haverá cursos para que os técnicos das prefeituras aprendam ausar o SNIC", diz Enos Rose. Até agora, 17 universidades foram contratadas pelo ministério para dar o treinamento, que começa em março.Devem ser formados cerca de 1.150 servidores de 560 municípios, segundo o gerente técnico."Manteremos o controle do que entra no GeoSNIC para evitar propaganda eleitoral e promoção pessoal de parlamentares e prefeitos", afirma ele.O SNIC evoluiu a partir do SNIU (Sistema Nacional de InformaçõesUrbanas), um grande banco de indicadores que também recebeu apoio doPNUD para ser desenvolvido
Bicicletários
A prefeitura e a SulAmérica Seguros assinaram contrato para a colocação e manutenção de bicicletários no Rio de Janeiro. O projeto inclui quatro fases e está orçado em R$ 3 milhões. A SulAmérica terá a contrapartida em publicidade.Além de ampliar as unidades já existentes, o projeto prevê a integração delas com trem, metrô e ônibus. Também está prevista a construção de bicicletários que funcionarão durante 24 horas.
Segundo o adjunto da Diretoria de Planejamento do Instituto Pereira Passos (IPP), Sérgio Belo Franco, na cidade são feitas diariamente 350 mil viagens de bicicletas, sendo que 56% delas nos bairros de Realengo, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz. O objetivo é construir os bicicletários perto de terminais de ônibus, trens e metrô. “Após a conclusão das quatro fases do projeto, queremos viabilizar o sistema de aluguel de bicicletas nos moldes do existente em cidades européias”, disse Sérgio.
Na primeira fase, que será realizada neste verão, a previsão é de que seja duplicada a capacidade de vagas – atualmente são 350 – na orla, do Aterro do Flamengo a São Conrado. Cada bicicletário terá capacidade para seis bicicletas. Na segunda fase, será a vez do trecho da orla entre as praias da Barra e da Macumba. No trecho, que atualmente tem 200 vagas, haverá o dobro em 120 dias. A terceira fase vai contemplar a integração com ônibus, trem e metrô. Na última fase, serão construídos dois terminais, em local a ser definido, com cerca de 300 vagas cada um. Segundo Franco, os terminais serão cobertos, fechados e mais confortáveis. Terão banheiros, locais para cafezinho e conserto de bicicletas.
Segundo o adjunto da Diretoria de Planejamento do Instituto Pereira Passos (IPP), Sérgio Belo Franco, na cidade são feitas diariamente 350 mil viagens de bicicletas, sendo que 56% delas nos bairros de Realengo, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz. O objetivo é construir os bicicletários perto de terminais de ônibus, trens e metrô. “Após a conclusão das quatro fases do projeto, queremos viabilizar o sistema de aluguel de bicicletas nos moldes do existente em cidades européias”, disse Sérgio.
Na primeira fase, que será realizada neste verão, a previsão é de que seja duplicada a capacidade de vagas – atualmente são 350 – na orla, do Aterro do Flamengo a São Conrado. Cada bicicletário terá capacidade para seis bicicletas. Na segunda fase, será a vez do trecho da orla entre as praias da Barra e da Macumba. No trecho, que atualmente tem 200 vagas, haverá o dobro em 120 dias. A terceira fase vai contemplar a integração com ônibus, trem e metrô. Na última fase, serão construídos dois terminais, em local a ser definido, com cerca de 300 vagas cada um. Segundo Franco, os terminais serão cobertos, fechados e mais confortáveis. Terão banheiros, locais para cafezinho e conserto de bicicletas.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Urbanização das Margens do Canal do Cunha
Serla vai urbanizar margens do Canal do CunhaA Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) já estádesenvolvendo o projeto de urbanização das margens do Canal do Cunha, um dospontos da Baía de Guanabara. A idéia é transformar a Faixa Marginal de Proteção(FMP) em área de lazer para os moradores da comunidade da Maré e evitar novasocupações irregulares no seu entorno.Para realizar as intervenções, que incluem a construção de uma ciclovia einstalação de mobiliário urbano, e proteger o corpo d’água, a Serla promoveu arealocação das famílias que ocupavam irregularmente as margens do Canal doCunha.As habitações que estavam na FMP foram demolidas para liberar a área. Além decolocarem em risco a vida de seus moradores, em razão de um eventualtransbordamento do corpo hídrico provocado pelas chuvas, elas contrariavam aLegislação Ambiental, sobretudo porque obstruíam o curso da água.Fonte: Agência Riohttp://app.crea-rj.org.br/portalcreav2/CMS?idMateria=D8D6EDAD-7752-F52E-8A6B-2F640D482E8D&idSecao=FA4B9D3E-40FB-570F-2407-CBAE81E54915
Dengue
Dengue
O verão está chegando e, com ele, vem o aedes aegypti, o mosquito
transmissor da dengue e da febre amarela. A Prefeitura já está agindo
desde o verão passado, fazendo com o que fumacê percorra várias ruas da
cidade. Só tem um detalhe: muita gente fecha a janela quando o fumacê
passa. E mais: muitos continuam a ignorar as recomendações para combater
o mosquito.
CUIDADO COM ÁGUA PARADA
No verão, as chuvas e o calor tendem a aumentar a proliferação do
mosquito transmissor. O mosquito da dengue gosta de água limpa e parada.
Por isso, preste atenção em plantas na água, pratos com xaxim e vasos,
caixas d´ água e cisternas mal tampadas, piscinas, poços, recipientes
plásticos, bocais de garrafas nos muros, pneus, aquários e marquises.
Observe também latões e todos os recipientes que possam acumular água da
chuva. Todos devem estar bem vedados.
ELIMINANDO O MOSQUITO
Sua planta pode ser um foco do mosquito da dengue. Mas é fácil eliminar
a larva. Ao regar as plantas, duas vezes por semana, use a seguinte
mistura de água com água sanitária. A planta não morre mas a mistura
mata as larvas.
BROMÉLIAS
Estas plantas são ideais para a proliferação do aedes, pois suas folhas
acumulam água. Para evitar que isso aconteça, use a mistura de água com
água sanitária ou lave a planta com um forte jato de água.
LIMPEZA
As fêmeas costumam depositar seus ovos nas paredes de recipientes.
Esfregue-os com um pano ou bucha ou substitua a água dos vasos de
plantas por areia.
SINTOMAS
Febre alta, dor no corpo e nos olhos, dor de cabeça, vômito e diarréia.
TRATAMENTO
Hidratação ( beber pelo menos 3 litros d'água por dia) ou soro na veia.
COLABORE
Lembre-se: por decreto, todos são responsáveis pelo combate ao mosquito.
Siga as recomendações das autoridades sanitárias. A eliminação dos focos
não pode ser feita só pelo fumacê. Cabe a cada um, em sua casa, nos
condomínios, empresas, órgãos públicos, empresas e comércio zelar pela
bem estar de todos. Ajude a eliminar os focos do mosquito da dengue. A
população agradece.
Saiba como se prevenir contra a Dengue
* Evite deixar plantas em vasos com água, substituindo a água por terra.
* Troque semanalmente a água dos vasos das plantas e lave com uma escova
ou pano os pratinhos que acumulam água.
* Lave as jarras de flores para eliminar os ovos dos mosquitos que ficam
grudados nas suas paredes.
* Para não acumular água, as latas devem ser furadas antes de jogadas
fora.
* As garrafas vazias devem ser guardadas de boca para baixo.
* Lave os bebedouros dos animais com escova ou bucha e esvazie-os à
noite, sempre que possível.
* Pneus velhos devem ser mantidos em lugares cobertos para não acumular
água da chuva.
* Os poços, tambores, caixas d´água, cisternas e outros depósitos de
água devem estar sempre tampados.
* O lixo caseiro deve estar ensacado e posto à disposição da limpeza
urbana nos horários previstos.
Perguntas mais freqüentes sobre a Dengue
- Quais são os sintomas da dengue?
Febre, dores de cabeça, dores nas articulações, fraqueza, falta de
apetite, manchas avermelhadas na pele, coceira no corpo atingindo também
palmas das mãos e plantas dos pés, pequenos sangramentos de nariz ou
gengivas, náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal, tonturas ao sentar
ou levantar; vertigem, sonolência, torpor, confusão mental, convulsões,
coma, pré-choque caracterizado por queda de pressão arterial com
tendência a pressão convergente, diminuição ou ausência do fluxo
urinário, muito suor, frieza de extremidades; pulso fraco ou
imperceptível.
- Quais as medicações que podem ser tomadas no caso de dengue?
O paciente deve se manter bem hidratado, ingerindo muito líquido (água,
sucos, sopas). Pode tomar o paracetamol para aliviar dores e febre. O
ideal é procurar atendimento médico. Não deve tomar nenhum medicamento
que contenha ácido acetilsalicílico.
- Onde buscar atendimento?
No posto de saúde ou hospital mais próximo de sua residência.
- Para que telefone ligar para denunciar possíveis focos?
Tele-Dengue: 2575-0007
- Quais os locais onde podemos encontrar focos do mosquito?
Em qualquer local que possa juntar água limpa e parada: pratos de vasos
de plantas, caixas d'água mal tampadas, latas, garrafas, plásticos,
cacos, pneus, piscinas sem tratamento da água, calhas, etc.
- O que se recomenda às pessoas que estão com os sintomas da doença?
O principal é procurar atendimento médico. Além disso, é importante
fazer repouso e iniciar a hidratação o mais rápido possível, bebendo
muito líquido, incluindo soro caseiro.
- Qual o tempo de incubação do vírus?
De três a quinze dias, em média 5 a 7 dias.
- É verdade que o mosquito da dengue só ataca durante o dia?
Sim. O Aedes aegypti é diurno e gosta de calor, umidade e água limpa e
parada.
- Qual é o raio de vôo do mosquito?
De 300 a 1000 metros
- Em que parte do corpo ele ataca?
O mosquito ataca mais nas pernas, mas pode picar qualquer parte
descoberta do corpo.
- Velas de citronela ou andiroba e repelentes ajudam a evitar a dengue?
São paliativos, que não eliminam o mosquito e o mantêm distante por
algum tempo. As velas têm raio de alcance restrito. Os repelentes
possuem duração de proteção limitada.
- Quais os sinais que podem alertar para uma evolução mais grave da
doença?
Sangramento, tontura ao sentar ou levantar, dor abdominal e vômito.
Neste caso procurar imediatamente um serviço de emergência. As pessoas
acima de 60 anos e com doenças crônicas associadas ou aquelas que já
tiveram dengue anteriormente devem procurar atendimento médico às
primeiras manifestações suspeitas de dengue.
- Todo mosquito Aedes aegypti tem o vírus da dengue?
Não. Ele se torna portador do vírus ao picar alguém contaminado. As
fêmeas podem passar o vírus para seus ovos, gerando mosquitos que já
nascem contaminados. O Aedes portador do vírus contamina toda pessoa
picada que pode ou não desenvolver a doença aparente.
- Quanto tempo vive um Aedes?
O período de vida é, em média, de trinta dias.
- Quem já teve dengue está imune a contraí-la?
Não. Há quatro tipos de dengue. O paciente só fica imune ao tipo que
produziu a infecção.
- Como diferenciar a dengue de outras viroses?
Só com o exame de sangue específico.
- O perigo maior é em casa ou na rua?
Em casa. Calcula-se que 90% dos focos do mosquito sejam domésticos.
- O fumacê resolve o problema?
Não, mas ajuda. Ele mata parte dos mosquitos adultos na área de
aplicação da fumaça, mas seu efeito é de três horas.
- Como evitar focos de mosquito nas plantas?
Coloque areia no prato ou troque a água uma vez por semana. Mas não
basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos
do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do
nível da água. O mesmo vale para qualquer recipiente com água.
- Além dos vasos de plantas, que outros possíveis focos devem ser
combatidos?
Pneus velhos devem ser furados e guardados com cobertura ou recolhidos
pela limpeza pública. Garrafas pet e outros recipientes vazios também
devem ser entregues à limpeza pública. Vasos e baldes vazios devem ser
colocados de boca para baixo. Limpe diariamente as cubas de bebedouros
de água mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de
chuva. Tampe as caixas d'água.
O verão está chegando e, com ele, vem o aedes aegypti, o mosquito
transmissor da dengue e da febre amarela. A Prefeitura já está agindo
desde o verão passado, fazendo com o que fumacê percorra várias ruas da
cidade. Só tem um detalhe: muita gente fecha a janela quando o fumacê
passa. E mais: muitos continuam a ignorar as recomendações para combater
o mosquito.
CUIDADO COM ÁGUA PARADA
No verão, as chuvas e o calor tendem a aumentar a proliferação do
mosquito transmissor. O mosquito da dengue gosta de água limpa e parada.
Por isso, preste atenção em plantas na água, pratos com xaxim e vasos,
caixas d´ água e cisternas mal tampadas, piscinas, poços, recipientes
plásticos, bocais de garrafas nos muros, pneus, aquários e marquises.
Observe também latões e todos os recipientes que possam acumular água da
chuva. Todos devem estar bem vedados.
ELIMINANDO O MOSQUITO
Sua planta pode ser um foco do mosquito da dengue. Mas é fácil eliminar
a larva. Ao regar as plantas, duas vezes por semana, use a seguinte
mistura de água com água sanitária. A planta não morre mas a mistura
mata as larvas.
BROMÉLIAS
Estas plantas são ideais para a proliferação do aedes, pois suas folhas
acumulam água. Para evitar que isso aconteça, use a mistura de água com
água sanitária ou lave a planta com um forte jato de água.
LIMPEZA
As fêmeas costumam depositar seus ovos nas paredes de recipientes.
Esfregue-os com um pano ou bucha ou substitua a água dos vasos de
plantas por areia.
SINTOMAS
Febre alta, dor no corpo e nos olhos, dor de cabeça, vômito e diarréia.
TRATAMENTO
Hidratação ( beber pelo menos 3 litros d'água por dia) ou soro na veia.
COLABORE
Lembre-se: por decreto, todos são responsáveis pelo combate ao mosquito.
Siga as recomendações das autoridades sanitárias. A eliminação dos focos
não pode ser feita só pelo fumacê. Cabe a cada um, em sua casa, nos
condomínios, empresas, órgãos públicos, empresas e comércio zelar pela
bem estar de todos. Ajude a eliminar os focos do mosquito da dengue. A
população agradece.
Saiba como se prevenir contra a Dengue
* Evite deixar plantas em vasos com água, substituindo a água por terra.
* Troque semanalmente a água dos vasos das plantas e lave com uma escova
ou pano os pratinhos que acumulam água.
* Lave as jarras de flores para eliminar os ovos dos mosquitos que ficam
grudados nas suas paredes.
* Para não acumular água, as latas devem ser furadas antes de jogadas
fora.
* As garrafas vazias devem ser guardadas de boca para baixo.
* Lave os bebedouros dos animais com escova ou bucha e esvazie-os à
noite, sempre que possível.
* Pneus velhos devem ser mantidos em lugares cobertos para não acumular
água da chuva.
* Os poços, tambores, caixas d´água, cisternas e outros depósitos de
água devem estar sempre tampados.
* O lixo caseiro deve estar ensacado e posto à disposição da limpeza
urbana nos horários previstos.
Perguntas mais freqüentes sobre a Dengue
- Quais são os sintomas da dengue?
Febre, dores de cabeça, dores nas articulações, fraqueza, falta de
apetite, manchas avermelhadas na pele, coceira no corpo atingindo também
palmas das mãos e plantas dos pés, pequenos sangramentos de nariz ou
gengivas, náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal, tonturas ao sentar
ou levantar; vertigem, sonolência, torpor, confusão mental, convulsões,
coma, pré-choque caracterizado por queda de pressão arterial com
tendência a pressão convergente, diminuição ou ausência do fluxo
urinário, muito suor, frieza de extremidades; pulso fraco ou
imperceptível.
- Quais as medicações que podem ser tomadas no caso de dengue?
O paciente deve se manter bem hidratado, ingerindo muito líquido (água,
sucos, sopas). Pode tomar o paracetamol para aliviar dores e febre. O
ideal é procurar atendimento médico. Não deve tomar nenhum medicamento
que contenha ácido acetilsalicílico.
- Onde buscar atendimento?
No posto de saúde ou hospital mais próximo de sua residência.
- Para que telefone ligar para denunciar possíveis focos?
Tele-Dengue: 2575-0007
- Quais os locais onde podemos encontrar focos do mosquito?
Em qualquer local que possa juntar água limpa e parada: pratos de vasos
de plantas, caixas d'água mal tampadas, latas, garrafas, plásticos,
cacos, pneus, piscinas sem tratamento da água, calhas, etc.
- O que se recomenda às pessoas que estão com os sintomas da doença?
O principal é procurar atendimento médico. Além disso, é importante
fazer repouso e iniciar a hidratação o mais rápido possível, bebendo
muito líquido, incluindo soro caseiro.
- Qual o tempo de incubação do vírus?
De três a quinze dias, em média 5 a 7 dias.
- É verdade que o mosquito da dengue só ataca durante o dia?
Sim. O Aedes aegypti é diurno e gosta de calor, umidade e água limpa e
parada.
- Qual é o raio de vôo do mosquito?
De 300 a 1000 metros
- Em que parte do corpo ele ataca?
O mosquito ataca mais nas pernas, mas pode picar qualquer parte
descoberta do corpo.
- Velas de citronela ou andiroba e repelentes ajudam a evitar a dengue?
São paliativos, que não eliminam o mosquito e o mantêm distante por
algum tempo. As velas têm raio de alcance restrito. Os repelentes
possuem duração de proteção limitada.
- Quais os sinais que podem alertar para uma evolução mais grave da
doença?
Sangramento, tontura ao sentar ou levantar, dor abdominal e vômito.
Neste caso procurar imediatamente um serviço de emergência. As pessoas
acima de 60 anos e com doenças crônicas associadas ou aquelas que já
tiveram dengue anteriormente devem procurar atendimento médico às
primeiras manifestações suspeitas de dengue.
- Todo mosquito Aedes aegypti tem o vírus da dengue?
Não. Ele se torna portador do vírus ao picar alguém contaminado. As
fêmeas podem passar o vírus para seus ovos, gerando mosquitos que já
nascem contaminados. O Aedes portador do vírus contamina toda pessoa
picada que pode ou não desenvolver a doença aparente.
- Quanto tempo vive um Aedes?
O período de vida é, em média, de trinta dias.
- Quem já teve dengue está imune a contraí-la?
Não. Há quatro tipos de dengue. O paciente só fica imune ao tipo que
produziu a infecção.
- Como diferenciar a dengue de outras viroses?
Só com o exame de sangue específico.
- O perigo maior é em casa ou na rua?
Em casa. Calcula-se que 90% dos focos do mosquito sejam domésticos.
- O fumacê resolve o problema?
Não, mas ajuda. Ele mata parte dos mosquitos adultos na área de
aplicação da fumaça, mas seu efeito é de três horas.
- Como evitar focos de mosquito nas plantas?
Coloque areia no prato ou troque a água uma vez por semana. Mas não
basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos
do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do
nível da água. O mesmo vale para qualquer recipiente com água.
- Além dos vasos de plantas, que outros possíveis focos devem ser
combatidos?
Pneus velhos devem ser furados e guardados com cobertura ou recolhidos
pela limpeza pública. Garrafas pet e outros recipientes vazios também
devem ser entregues à limpeza pública. Vasos e baldes vazios devem ser
colocados de boca para baixo. Limpe diariamente as cubas de bebedouros
de água mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de
chuva. Tampe as caixas d'água.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
O mito do lacre da latinhade alumínio
Entenda porque coletar anéis de latas de alumínio pode ser um péssimo negócio O boato sobre os anéis das latinhas vem muito antes da "moda" da reciclagem: junte-as e troque por uma cadeira de rodas. O boato virou lenda e continuou crescendo e se espalhando - seções de hemodiálise, computadores... Por fim temos pessoas com uma boa quantidade do material, mas que, surpreendentemente, não conseguem trocar e nem ao menos vender os anéis.Ninguém sabe a origem da lenda do lacre de latinhas, mas podemos descrever abaixo porque ninguém, efetivamente, as quer.As ligas de alumínio são constituídas por pequenas porcentagens de cobre, silício, magnésio e zinco. A diferente composição dos elementos e o fato de poderem ser tratados termicamente, conferem-lhe uma gama variada de aplicações. O corpo da lata precisa ser fino para manter seu custo reduzido. A tampa precisa ser mais forte e resistente.Já o lacre... pode ter uma composição bem pobre de alumínio. Essa característica reduz o rendimento da reciclagem dos lacres nos fornos que derretem o material. Por este motivo, as recicladoras de alumínio aceitam o lacre junto da latinha, mas não separado. É necessário uma média de 70 latinhas para chegar a um quilo de material e mais de 3.300 lacres para obter o mesmo peso. Mesmo que você já tenha quilos de anéis da latinha, sua liga, pobre em alumínio, reduz muito o valor ao do lacre junto da lata, o suficiente para ser recusado.O processo de transporte e peneiragem do material para a reciclagem também teria que ser revisto, prevendo os anéis soltos. É por isso que o sistema de lacre prende o anel a tampa da lata.Bem, se você está convencido que tem um "mal negócio" estocado, vamos imaginar logo o que fazer com ele, ou você está pensando em mandá-lo para o aterro!!Uma boa dica é tentar vender os lacres para quem trabalha com artesanato, profissional que tem inúmeras idéias de como usar o material. Ou quem sabe despertar a "criatura" criativa que habita dentro de você. A imagem que ilustra esse texto é o início de uma futura cortina de anéis de latinha que é feita sem pressa, mas que um dia fica pronta! FONTE:http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=112
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Aquecimento global já causa modificações em atlas
Os efeitos do aquecimento global sobre as paisagens da Terra, principalmente sobre as regiões litorâneas, já são visíveis - provocando inclusive modificações nos mapas, segundo cartógrafos responsáveis pelas referências mundiais do "Atlas Completo do Mundo Times 2007".Seus autores afirmaram nesta segunda-feira (03), durante o lançamento da publicação, que tiveram de redesenhar rios e mudar de classificação algumas regiões em relação à última edição de 2003."Podemos literalmente ver os desastres ambientais acontecerem diante de nossos olhos. Acreditamos verdadeiramente que, em um futuro próximo, famosas paisagens desaparecerão para sempre", afirmou Mick Ashworth, redator-chefe do atlas. "O contorno de certas regiões muda, como em Bangladesh. O nível do mar se eleva em 3 mm por ano, o que tem efeitos curiosos sobre a costa", indicou.O rio Huang He (rio Amarelo), segundo maior da China, "talvez não chegue a se juntar ao mar, o que acarretará alterações na costa", completa Ashworth.Os autores também estão preocupados com o fato de que grandes rios como o Grande e o Colorado, nos Estados Unidos, ou o Tigre, no Iraque, possam ficar sem alguns afluentes que correm o risco de secar no verão.Outras mudanças importantes também são conseqüências da ação do homem - freqüentemente por atividades de irrigação -,como o desaparecimento de três quartos do mar de Aral em 40 anos, de 95% do lago Chade desde 1963 ou a diminuição de 25 metros do mar Morto em 50 anos.Pelo lado positivo, os especialistas constataram que vastas extensões do pântano da Mesopotâmia, um dos maiores do mundo (situado na confluência do Tigre com o Eufrates), foram realimentadas pela água e estavam mais verdes. A água que chegava ao local havia sido drenada por Saddam Hussein. (Folha Online)
Marina defende criação de agência ambiental ligada à ONU
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse, nesta segunda-feira (03), que o Brasil está aberto para discutir a criação de uma agência ligada à ONU - Organização das Nações Unidas nos moldes da OMC - Organização Mundial do Comércio e da OMS - Organização Mundial de Saúde. Na Convenção sobre Mudança do Clima e do Protocolo de Kyoto, em discurso para ministros de Meio Ambiente de 22 países, Marina disse que o assunto será o principal tema discutido na reunião ministerial desta segunda.
A proposta de criação da agência é da França e tem o apoio já declarado da África do Sul, Argentina e Brasil. Os Estados Unidos são o principal opositor à idéia.
No discurso de abertura, Marina defendeu que, mais do que a criação da agência, é necessário implementar o conceito de transversalidade do desenvolvimento sustentável em toda a estrutura das Nações Unidas.
"É embaraçoso justificar para os cidadãos de nossos países porque assumimos tantos compromissos, participamos de tantas reuniões e conferências, porque existem tantos organismos ambientais e, ao mesmo tempo, constatarmos os alarmantes indicadores de degradação ambiental do planeta", disse a ministra.
Cooperação - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu um novo impulso político para que se alcance uma efetiva cooperação internacional. De acordo com Amorim, a demora na adoção de normas ambientais está impedindo uma cooperação mais eficiente entre os países.
"A criação de uma nova organização ou agência no sistema das Nações Unidas, que poderá resultar dessa reflexão, deve contribuir para a coesão e eficácia das instâncias existentes", afirmou Amorim, que discursou na abertura do evento, no Palácio Itamaraty, no centro do Rio.
Amorim também lembrou que há muitas dificuldades para o cumprimento de diferentes acordos ambientais, por causa da "persistência e aprofundamento das assimetrias no sistema internacional". (Estadão Online)
A proposta de criação da agência é da França e tem o apoio já declarado da África do Sul, Argentina e Brasil. Os Estados Unidos são o principal opositor à idéia.
No discurso de abertura, Marina defendeu que, mais do que a criação da agência, é necessário implementar o conceito de transversalidade do desenvolvimento sustentável em toda a estrutura das Nações Unidas.
"É embaraçoso justificar para os cidadãos de nossos países porque assumimos tantos compromissos, participamos de tantas reuniões e conferências, porque existem tantos organismos ambientais e, ao mesmo tempo, constatarmos os alarmantes indicadores de degradação ambiental do planeta", disse a ministra.
Cooperação - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu um novo impulso político para que se alcance uma efetiva cooperação internacional. De acordo com Amorim, a demora na adoção de normas ambientais está impedindo uma cooperação mais eficiente entre os países.
"A criação de uma nova organização ou agência no sistema das Nações Unidas, que poderá resultar dessa reflexão, deve contribuir para a coesão e eficácia das instâncias existentes", afirmou Amorim, que discursou na abertura do evento, no Palácio Itamaraty, no centro do Rio.
Amorim também lembrou que há muitas dificuldades para o cumprimento de diferentes acordos ambientais, por causa da "persistência e aprofundamento das assimetrias no sistema internacional". (Estadão Online)
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Agenda 21
A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente. Constitui-se na mais abrangente tentativa já realizada de orientar para um novo padrão de desenvolvimento para o século XXI, cujo alicerce é a sinergia da sustentabilidade ambiental, social e econômica, perpassando em todas as suas ações propostas.
Contendo 40 capítulos, a Agenda 21 Global foi construída de forma consensuada, com a contribuição de governos e instituições da sociedade civil de 179 países, em um processo que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), no Rio de Janeiro, em 1992, também conhecida por Rio 92.
Além da Agenda 21, resultaram desse mesmo processo quatro outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, a Convenção sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.
O programa de implementação da Agenda 21 e os compromissos para com a carta de princípios do Rio foram fortemente reafirmados durante a Cúpula de Joanesburgo, ou Rio + 10, em 2002.
A Agenda 21 traduz em ações o conceito de desenvolvimento sustentável
A comunidade internacional concebeu e aprovou a Agenda 21 durante a Rio 92, assumindo, assim, compromissos com a mudança da matriz de desenvolvimento no século XXI. O termo "Agenda" foi concebido no sentido de intenções, desígnio, desejo de mudanças para um modelo de civilização em que predominasse o equilíbrio ambiental e a justiça social entre as nações.
Além do documento em si, a Agenda 21 é um processo de planejamento participativo que resulta na análise da situação atual de um país, estado, município, região, setor e planeja o futuro de forma sustentável. E esse processo deve envolver toda a sociedade na discussão dos principais problemas e na formação de parcerias e compromissos para a sua solução a curto, médio e longo prazos. A análise do cenário atual e o encaminhamento das propostas para o futuro devem ser realizados dentro de uma abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica, social, ambiental e político-institucional da localidade. Em outras palavras, o esforço de planejar o futuro, com base nos princípios da Agenda 21, gera inserção social e oportunidades para que as sociedades e os governos possam definir prioridades nas políticas públicas.
É importante destacar que a Rio 92 foi orientada para o desenvolvimento, e que a Agenda 21 é uma Agenda de Desenvolvimento Sustentável, onde, evidentemente, o meio ambiente é uma consideração de primeira ordem. O enfoque desse processo de planejamento apresentado com o nome de Agenda 21 não é restrito às questões ligadas à preservação e conservação da natureza, mas sim a uma proposta que rompe com o desenvolvimento dominante, onde predomina o econômico, dando lugar à sustentabilidade ampliada, que une a Agenda ambiental e a Agenda social, ao enunciar a indissociabilidade entre os fatores sociais e ambientais e a necessidade de que a degradação do meio ambiente seja enfrentada juntamente com o problema mundial da pobreza. Enfim, a Agenda 21 considera, dentre outras, questões estratégicas ligadas à geração de emprego e renda; à diminuição das disparidades regionais e inter-pessoais de renda; às mudanças nos padrões de produção e consumo; à construção de cidades sustentáveis e à adoção de novos modelos e instrumentos de gestão.
Em termos das iniciativas, a Agenda 21 não deixa dúvida. Os Governos têm o compromisso e a responsabilidade de deslanchar e facilitar o processo de implementação em todas as escalas. Além dos Governos, a convocação da Agenda 21 visa mobilizar todos os segmentos da sociedade, chamando-os de "atores relevantes" e "parceiros do desenvolvimento sustentável".
Essa concepção processual e gradativa da validação do conceito implica assumir que os princípios e as premissas que devem orientar a implementação da Agenda 21 não constituem um rol completo e acabado: torná-la realidade é antes de tudo um processo social no qual todos os envolvidos vão pactuando paulatinamente novos consensos e montando uma Agenda possível rumo ao futuro que se deseja sustentável.
Contendo 40 capítulos, a Agenda 21 Global foi construída de forma consensuada, com a contribuição de governos e instituições da sociedade civil de 179 países, em um processo que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), no Rio de Janeiro, em 1992, também conhecida por Rio 92.
Além da Agenda 21, resultaram desse mesmo processo quatro outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, a Convenção sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.
O programa de implementação da Agenda 21 e os compromissos para com a carta de princípios do Rio foram fortemente reafirmados durante a Cúpula de Joanesburgo, ou Rio + 10, em 2002.
A Agenda 21 traduz em ações o conceito de desenvolvimento sustentável
A comunidade internacional concebeu e aprovou a Agenda 21 durante a Rio 92, assumindo, assim, compromissos com a mudança da matriz de desenvolvimento no século XXI. O termo "Agenda" foi concebido no sentido de intenções, desígnio, desejo de mudanças para um modelo de civilização em que predominasse o equilíbrio ambiental e a justiça social entre as nações.
Além do documento em si, a Agenda 21 é um processo de planejamento participativo que resulta na análise da situação atual de um país, estado, município, região, setor e planeja o futuro de forma sustentável. E esse processo deve envolver toda a sociedade na discussão dos principais problemas e na formação de parcerias e compromissos para a sua solução a curto, médio e longo prazos. A análise do cenário atual e o encaminhamento das propostas para o futuro devem ser realizados dentro de uma abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica, social, ambiental e político-institucional da localidade. Em outras palavras, o esforço de planejar o futuro, com base nos princípios da Agenda 21, gera inserção social e oportunidades para que as sociedades e os governos possam definir prioridades nas políticas públicas.
É importante destacar que a Rio 92 foi orientada para o desenvolvimento, e que a Agenda 21 é uma Agenda de Desenvolvimento Sustentável, onde, evidentemente, o meio ambiente é uma consideração de primeira ordem. O enfoque desse processo de planejamento apresentado com o nome de Agenda 21 não é restrito às questões ligadas à preservação e conservação da natureza, mas sim a uma proposta que rompe com o desenvolvimento dominante, onde predomina o econômico, dando lugar à sustentabilidade ampliada, que une a Agenda ambiental e a Agenda social, ao enunciar a indissociabilidade entre os fatores sociais e ambientais e a necessidade de que a degradação do meio ambiente seja enfrentada juntamente com o problema mundial da pobreza. Enfim, a Agenda 21 considera, dentre outras, questões estratégicas ligadas à geração de emprego e renda; à diminuição das disparidades regionais e inter-pessoais de renda; às mudanças nos padrões de produção e consumo; à construção de cidades sustentáveis e à adoção de novos modelos e instrumentos de gestão.
Em termos das iniciativas, a Agenda 21 não deixa dúvida. Os Governos têm o compromisso e a responsabilidade de deslanchar e facilitar o processo de implementação em todas as escalas. Além dos Governos, a convocação da Agenda 21 visa mobilizar todos os segmentos da sociedade, chamando-os de "atores relevantes" e "parceiros do desenvolvimento sustentável".
Essa concepção processual e gradativa da validação do conceito implica assumir que os princípios e as premissas que devem orientar a implementação da Agenda 21 não constituem um rol completo e acabado: torná-la realidade é antes de tudo um processo social no qual todos os envolvidos vão pactuando paulatinamente novos consensos e montando uma Agenda possível rumo ao futuro que se deseja sustentável.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Aquecimento Global
Aquecimento Global
O termo aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto superfície da Terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e à possibilidade da sua continuação durante o corrente século. Se este aumento se deve a causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno.
O Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC - (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito estufa, causado pelo aumento nas concentrações de gases estufa de origem antropogênica (incluindo, para além do aumento de gases estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição).
Fenômenos naturais tais como variação solar combinados com vulcões provavelmente levaram a um leve efeito de aquecimento de épocas pré-industriais até 1950, mas um efeito de resfriamento a partir dessa data.
Essas conclusões básicas foram endorsadas por pelo menos 30 sociedades e comunidades científicas, incluindo todas as academias científicas nacionais dos principais países industrializados. A Associação Americana de Geologistas de Petróleo,e alguns poucos cientistas individuais não concordam em partes.
Modelos climáticos referenciados pelo IPCC projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100.A variação dos valores reflete no uso de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar de que a maioria dos estudos tem seu foco no período de até o ano 2100, espera-se que o aquecimento e o aumento no nível do mar continuem por mais de um milênio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem.Isso reflete na grande capacidade calorífica dos oceanos.
Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível do mar e em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas. Podem também haver alterações nas freqüências e intensidades de eventos de temperaturas extremas, apesar de ser difícil de relacionar eventos específicos ao aquecimento global. Outros eventos podem incluir alterações na disponibilidade agrícola, recuo glacial, vazão reduzida em rios durante o verão, extinção de espécies e aumento em vetores de doenças.
Incertezas científicas restantes incluem o exato grau da alteração climática prevista para o futuro, e como essas alterações irão variar de região em região ao redor do globo. Existe um debate político e público para se decidir que ação se deve tomar para reduzir ou reverter aquecimento futuro ou para adaptar às suas conseqüências esperadas. A maioria dos governos nacionais assinou e ratificou o Protocolo de Kyoto, que visa o combate a emissão de gases estufa.
O termo aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto superfície da Terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e à possibilidade da sua continuação durante o corrente século. Se este aumento se deve a causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno.
O Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC - (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito estufa, causado pelo aumento nas concentrações de gases estufa de origem antropogênica (incluindo, para além do aumento de gases estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição).
Fenômenos naturais tais como variação solar combinados com vulcões provavelmente levaram a um leve efeito de aquecimento de épocas pré-industriais até 1950, mas um efeito de resfriamento a partir dessa data.
Essas conclusões básicas foram endorsadas por pelo menos 30 sociedades e comunidades científicas, incluindo todas as academias científicas nacionais dos principais países industrializados. A Associação Americana de Geologistas de Petróleo,e alguns poucos cientistas individuais não concordam em partes.
Modelos climáticos referenciados pelo IPCC projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100.A variação dos valores reflete no uso de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar de que a maioria dos estudos tem seu foco no período de até o ano 2100, espera-se que o aquecimento e o aumento no nível do mar continuem por mais de um milênio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem.Isso reflete na grande capacidade calorífica dos oceanos.
Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível do mar e em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas. Podem também haver alterações nas freqüências e intensidades de eventos de temperaturas extremas, apesar de ser difícil de relacionar eventos específicos ao aquecimento global. Outros eventos podem incluir alterações na disponibilidade agrícola, recuo glacial, vazão reduzida em rios durante o verão, extinção de espécies e aumento em vetores de doenças.
Incertezas científicas restantes incluem o exato grau da alteração climática prevista para o futuro, e como essas alterações irão variar de região em região ao redor do globo. Existe um debate político e público para se decidir que ação se deve tomar para reduzir ou reverter aquecimento futuro ou para adaptar às suas conseqüências esperadas. A maioria dos governos nacionais assinou e ratificou o Protocolo de Kyoto, que visa o combate a emissão de gases estufa.
Protocolo de Kyoto
Protocolo de Kyoto
O protocolo da cidade de Kyoto, assinado em 1997 no Japão, ganhou notoriedade porque foi a primeira vez que se realizou um acordo internacional no sentido de comprometer as nações industrializadas a reduzir suas emissões de gases estufa. Ele estabelece que entre 2008 e 2012 os países desenvolvidos reduzam as emissões em 5,2% em relação aos níveis de 1990.Vale ressaltar que os EUA e a Austrália se recusaram a ratificar o protocolo, alegando que a redução das emissões comprometeria suas economias.
Países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, não têm metas obrigatórias, embora sejam reconhecidos atualmente como grandes emissores. O Brasil, por exemplo, é o quarto maior emissor de gases estufa do planeta devido às queimadas na floresta amazônica.Embora tenha sido uma importante iniciativa, o protocolo de Kyoto se mostra insuficiente hoje em dia frente ao tamanho do problema do Aquecimento Global. Passaram-se dez anos desde que o acordo foi firmado, mas o que vemos atualmente são ações ainda muito tímidas e uma grande resistência em se estabelecer metas mais ousadas.
A realidade atual é mais preocupante do que na década de 90, e isso porque as emissões de gases estão aumentando ao invés de diminuir. De acordo com a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, a China conseguiu superar os Estados Unidos como maior produtor de dióxido de carbono do mundo em 2006. Segundo a agência, os principais fatores que levaram a China a esta situação foram a queima de carvão para gerar energia e a produção de cimento.
A agência holandesa informa ainda que a emissão de gás carbônico gerada pela queima de combustíveis fósseis cresceu 9% na China em 2006, enquanto nos EUA caiu 1,4% e na Europa se manteve constante.Os países do G8 (os oito países mais ricos do planeta) contabilizam atualmente mais de 80% das emissões históricas dos gases estufa e emitem 40% de todo o CO2 lançado à atmosfera.
Como é possível perceber, o problema é grande e exige ações à altura para superá-lo. Mas não é isso o que está acontecendo atualmente.Basta lembrar a reação da China e dos EUA quando os relatórios do IPCC foram divulgados este ano para entender que ainda estamos engatinhando quando o assunto é responsabilidade. Os representantes destes países, sobretudo dos EUA, pressionaram fortemente no sentido de rever as metas de emissões e de não ser tão categórico ao responsabilizar o Homem como causador do Aquecimento Global no último século.
O ponto de vista defendido pelo governo estadunidense afirma que o Aquecimento Global já é um fato consumado e que não resta muito a fazer, cabe à humanidade se adaptar aos seus efeitos. É por conta desta visão que os EUA se recusaram a ratificar o protocolo de Kyoto e oferecem tanta resistência quando se fala em reduzir a emissão de gases estufa.
O acordo realizado em Kyoto em 1997, por estas e outras razões, se mostra ultrapassado e precisa ser revisto, aperfeiçoado. Existem iniciativas para isso acontecer? Quais são os compromissos para depois de 2012? Essas perguntas ainda não têm resposta e nem uma definição concreta. O que há, por enquanto, são apenas especulações e nada mais além disso.Os relatórios produzidos pelo IPCC oferecem informações indispensáveis para combater o Aquecimento Global. O que é necessário a partir de agora são ações concretas e vontade política para enfrentar este problema que certamente atingirá boa parte da população mundial.Para ler o protocolo de Kyoto na íntegra, consultar a página do Ministério da Ciência e Tecnologia: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/4006.html
O protocolo da cidade de Kyoto, assinado em 1997 no Japão, ganhou notoriedade porque foi a primeira vez que se realizou um acordo internacional no sentido de comprometer as nações industrializadas a reduzir suas emissões de gases estufa. Ele estabelece que entre 2008 e 2012 os países desenvolvidos reduzam as emissões em 5,2% em relação aos níveis de 1990.Vale ressaltar que os EUA e a Austrália se recusaram a ratificar o protocolo, alegando que a redução das emissões comprometeria suas economias.
Países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, não têm metas obrigatórias, embora sejam reconhecidos atualmente como grandes emissores. O Brasil, por exemplo, é o quarto maior emissor de gases estufa do planeta devido às queimadas na floresta amazônica.Embora tenha sido uma importante iniciativa, o protocolo de Kyoto se mostra insuficiente hoje em dia frente ao tamanho do problema do Aquecimento Global. Passaram-se dez anos desde que o acordo foi firmado, mas o que vemos atualmente são ações ainda muito tímidas e uma grande resistência em se estabelecer metas mais ousadas.
A realidade atual é mais preocupante do que na década de 90, e isso porque as emissões de gases estão aumentando ao invés de diminuir. De acordo com a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, a China conseguiu superar os Estados Unidos como maior produtor de dióxido de carbono do mundo em 2006. Segundo a agência, os principais fatores que levaram a China a esta situação foram a queima de carvão para gerar energia e a produção de cimento.
A agência holandesa informa ainda que a emissão de gás carbônico gerada pela queima de combustíveis fósseis cresceu 9% na China em 2006, enquanto nos EUA caiu 1,4% e na Europa se manteve constante.Os países do G8 (os oito países mais ricos do planeta) contabilizam atualmente mais de 80% das emissões históricas dos gases estufa e emitem 40% de todo o CO2 lançado à atmosfera.
Como é possível perceber, o problema é grande e exige ações à altura para superá-lo. Mas não é isso o que está acontecendo atualmente.Basta lembrar a reação da China e dos EUA quando os relatórios do IPCC foram divulgados este ano para entender que ainda estamos engatinhando quando o assunto é responsabilidade. Os representantes destes países, sobretudo dos EUA, pressionaram fortemente no sentido de rever as metas de emissões e de não ser tão categórico ao responsabilizar o Homem como causador do Aquecimento Global no último século.
O ponto de vista defendido pelo governo estadunidense afirma que o Aquecimento Global já é um fato consumado e que não resta muito a fazer, cabe à humanidade se adaptar aos seus efeitos. É por conta desta visão que os EUA se recusaram a ratificar o protocolo de Kyoto e oferecem tanta resistência quando se fala em reduzir a emissão de gases estufa.
O acordo realizado em Kyoto em 1997, por estas e outras razões, se mostra ultrapassado e precisa ser revisto, aperfeiçoado. Existem iniciativas para isso acontecer? Quais são os compromissos para depois de 2012? Essas perguntas ainda não têm resposta e nem uma definição concreta. O que há, por enquanto, são apenas especulações e nada mais além disso.Os relatórios produzidos pelo IPCC oferecem informações indispensáveis para combater o Aquecimento Global. O que é necessário a partir de agora são ações concretas e vontade política para enfrentar este problema que certamente atingirá boa parte da população mundial.Para ler o protocolo de Kyoto na íntegra, consultar a página do Ministério da Ciência e Tecnologia: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/4006.html
quinta-feira, 26 de julho de 2007
O Brasil em busca de um etanol sustentável
Por Roberto Villar Belmonte
Para minimizar as críticas internacionais contra a indústria do álcool produzido a partir da cana-de-açúcar, o governo brasileiro anunciou que vai proibir os canaviais na Amazônia e no Pantanal. Além disso, pesquisadores e produtores pretendem acabar com a queima dos canaviais e promovem a coleta de cana crua, a plantação direta e a rotatividade com cultivos de alimentos para dar uma resposta aos principais temores que desperta uma expansão descontrolada da cana-de-açúcar. Após a divulgação, este ano, de novos dados científicos sobre a gravidade do impacto do aquecimento global provocado sobretudo pelos combustíveis fósseis, o etanol, ou álcool combustível, passou a ser visto como alternativa para reduzir o consumo de gasolina, pois sua combustão emite menos gases causadores do efeito estufa. Este atributo ecológico acelerou o boom da indústria alcooleira no Brasil e deu lugar a preocupações ambientais, apresentadas com insistência pelos presidentes Fidel Castro, de Cuba, e Hugo Chávez, da Venezuela. A queima da cana para eliminar as folhas ou resíduos antes da colheita, que acontece na maioria das plantações, lança na atmosfera quase 4,5 toneladas de dióxido de carbono por hectare. Outro temor é que os novos canaviais ocupem áreas destinadas a alimentos, como ocorreu nos últimos anos na região de Monte Azul, norte do Estado de São Paulo, tradicional produtora de laranja que viu muitos desses cultivos serem substituídas por cana-de-açúcar. Um possível maior desmatamento da Amazônia também preocupa os ambientalistas. Em parte para contra-atacar esses argumentos, o Ministério da Agricultura anunciou, no dia 17 deste mês, que proibirá canaviais na Amazônia e no Pantanal, gigantesca área úmida no oeste do país. A proibição se tornará efetiva por meio de um ordenamento territorial das áreas onde poderão ser praticadas novas plantações, e que estará pronto em um ano. O propósito é incentivar o avanço da cana em zonas agrícolas já degradadas por pastagens. Outra medida anunciada é a certificação social e ambiental de toda a cadeia produtiva açucareira, na qual trabalham técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) e que será discutida em breve com os empresários do setor. “A expansão da cana-de-açúcar em São Paulo já acontece principalmente em regiões de pastagens, e inclusive integrada à agropecuária. Não há necessidade de ocupar florestas, pois este país tem muita terra degradada disponível”, disse ao Terramérica Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Um estudo deste órgão, vinculado ao governo paulista, mostra que nos últimos 30 anos a produtividade passou de 65 toneladas de cana por hectare para 90 toneladas por hectare. Também cresceu a quantidade de colheitas, de três para seis, o que reduziu os custos de novas semeaduras e seu impacto ambiental. Além disso, cresce a colheita mecânica da cana crua. Dessa forma, as folhas não são queimadas e caem no solo como adubo. Segundo Landell, em algumas áreas são depositadas até 20 toneladas de resíduos por hectares ao ano, o que representa um grande retorno de material orgânico para os solos tropicais. A cana-de-açúcar ocupa sete milhões de hectares no Brasil, quatro milhões apenas no Estado de São Paulo. Com a produtividade de 30 anos atrás, seria necessário o dobro de superfície para obter a mesma quantidade de álcool que é obtida atualmente, cerca de sete mil litros por hectare, que os empresários esperam aumentar para até 11 mil litros nos próximos anos, por meio de melhoramentos genéticos e industriais. Dentro de mais 15 anos, o aumento do rendimento em todo o sistema produtivo deverá ser de 80%. “Deste modo, a área plantada não passaria de 30 milhões de hectares”, segundo Landell. Na última década, os planos de melhoramento permitiram plantar mais de 80 tipos de cana-de-açúcar, “o cultivo com maior número de variedades em cada propriedade. Esta diversidade cria resistência e serve como proteção às doenças”, explicou o pesquisador. Portanto, usa-se menos pesticida, pois as variedades desenvolvidas são resistentes a muitas doenças comuns dos canaviais. Segundo o IAC, o avanço açucareiro pode impulsionar a produção de alimentos. Do total plantado no Brasil, 15% ficam disponíveis a cada ano para a rotação de cultivos em função da renovação dos canaviais, o que representa milhões de hectares que podem ser destinados para plantar soja, amendoim e outros cultivos. Na região paulista de Ribeirão Preto, a plantação direta, sem remoção nem limpeza do solo, é cada vez mais usada quando os canaviais são renovados. Os produtores plantam e colhem variedades precoces de soja e amendoim sobre os resíduos de cana, antes de iniciar uma nova plantação. Em algumas propriedades, a nova cana é plantada sobre os resíduos da colheita das leguminosas colhidas. “Esta é uma tendência irreversível”, afirmou Landell. A plantação direta sem queima das folhas pode ser adotada em todas as regiões produtoras do Brasil, afirma a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegocios (APTA). Estima-se que a colheita de cana crua captura uma tonelada de dióxido de carbono por hectare. “Quando a colheita de cana crua, cujos resíduos aumentam a umidade e fertilidade do solo, se soma à plantação direta, são potencializados os benefícios ambientais”, disse ao Terramérica o pesquisador Denizart Bolonhezi, da APTA. Em Ribeirão Preto, há 40 mil hectares de amendoim plantados com semeadura direta e tradicional em áreas de renovação de cana. Duas cooperativas, a Coopercana, na região de Sertãozinho, e a Coplana, na região de Guariba, recebem e vendem a oleaginosa. “Com a tecnologia atual pode-se conciliar a produção de alimentos e a de cana” para etanol, assegurou Bolonhezi. Os avanços brasileiros permitem que a expansão do álcool combustível tenha bases sustentáveis, afirmam seus defensores. Resta saber se o governo conseguirá estabelecer critérios de produção adequados ao meio ambiente e, sobretudo, fiscalizar as novas áreas plantadas, e também impulsionar a busca de combustíveis mais ecológicos do que os hidrocarbonos.
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde
Para minimizar as críticas internacionais contra a indústria do álcool produzido a partir da cana-de-açúcar, o governo brasileiro anunciou que vai proibir os canaviais na Amazônia e no Pantanal. Além disso, pesquisadores e produtores pretendem acabar com a queima dos canaviais e promovem a coleta de cana crua, a plantação direta e a rotatividade com cultivos de alimentos para dar uma resposta aos principais temores que desperta uma expansão descontrolada da cana-de-açúcar. Após a divulgação, este ano, de novos dados científicos sobre a gravidade do impacto do aquecimento global provocado sobretudo pelos combustíveis fósseis, o etanol, ou álcool combustível, passou a ser visto como alternativa para reduzir o consumo de gasolina, pois sua combustão emite menos gases causadores do efeito estufa. Este atributo ecológico acelerou o boom da indústria alcooleira no Brasil e deu lugar a preocupações ambientais, apresentadas com insistência pelos presidentes Fidel Castro, de Cuba, e Hugo Chávez, da Venezuela. A queima da cana para eliminar as folhas ou resíduos antes da colheita, que acontece na maioria das plantações, lança na atmosfera quase 4,5 toneladas de dióxido de carbono por hectare. Outro temor é que os novos canaviais ocupem áreas destinadas a alimentos, como ocorreu nos últimos anos na região de Monte Azul, norte do Estado de São Paulo, tradicional produtora de laranja que viu muitos desses cultivos serem substituídas por cana-de-açúcar. Um possível maior desmatamento da Amazônia também preocupa os ambientalistas. Em parte para contra-atacar esses argumentos, o Ministério da Agricultura anunciou, no dia 17 deste mês, que proibirá canaviais na Amazônia e no Pantanal, gigantesca área úmida no oeste do país. A proibição se tornará efetiva por meio de um ordenamento territorial das áreas onde poderão ser praticadas novas plantações, e que estará pronto em um ano. O propósito é incentivar o avanço da cana em zonas agrícolas já degradadas por pastagens. Outra medida anunciada é a certificação social e ambiental de toda a cadeia produtiva açucareira, na qual trabalham técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) e que será discutida em breve com os empresários do setor. “A expansão da cana-de-açúcar em São Paulo já acontece principalmente em regiões de pastagens, e inclusive integrada à agropecuária. Não há necessidade de ocupar florestas, pois este país tem muita terra degradada disponível”, disse ao Terramérica Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Um estudo deste órgão, vinculado ao governo paulista, mostra que nos últimos 30 anos a produtividade passou de 65 toneladas de cana por hectare para 90 toneladas por hectare. Também cresceu a quantidade de colheitas, de três para seis, o que reduziu os custos de novas semeaduras e seu impacto ambiental. Além disso, cresce a colheita mecânica da cana crua. Dessa forma, as folhas não são queimadas e caem no solo como adubo. Segundo Landell, em algumas áreas são depositadas até 20 toneladas de resíduos por hectares ao ano, o que representa um grande retorno de material orgânico para os solos tropicais. A cana-de-açúcar ocupa sete milhões de hectares no Brasil, quatro milhões apenas no Estado de São Paulo. Com a produtividade de 30 anos atrás, seria necessário o dobro de superfície para obter a mesma quantidade de álcool que é obtida atualmente, cerca de sete mil litros por hectare, que os empresários esperam aumentar para até 11 mil litros nos próximos anos, por meio de melhoramentos genéticos e industriais. Dentro de mais 15 anos, o aumento do rendimento em todo o sistema produtivo deverá ser de 80%. “Deste modo, a área plantada não passaria de 30 milhões de hectares”, segundo Landell. Na última década, os planos de melhoramento permitiram plantar mais de 80 tipos de cana-de-açúcar, “o cultivo com maior número de variedades em cada propriedade. Esta diversidade cria resistência e serve como proteção às doenças”, explicou o pesquisador. Portanto, usa-se menos pesticida, pois as variedades desenvolvidas são resistentes a muitas doenças comuns dos canaviais. Segundo o IAC, o avanço açucareiro pode impulsionar a produção de alimentos. Do total plantado no Brasil, 15% ficam disponíveis a cada ano para a rotação de cultivos em função da renovação dos canaviais, o que representa milhões de hectares que podem ser destinados para plantar soja, amendoim e outros cultivos. Na região paulista de Ribeirão Preto, a plantação direta, sem remoção nem limpeza do solo, é cada vez mais usada quando os canaviais são renovados. Os produtores plantam e colhem variedades precoces de soja e amendoim sobre os resíduos de cana, antes de iniciar uma nova plantação. Em algumas propriedades, a nova cana é plantada sobre os resíduos da colheita das leguminosas colhidas. “Esta é uma tendência irreversível”, afirmou Landell. A plantação direta sem queima das folhas pode ser adotada em todas as regiões produtoras do Brasil, afirma a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegocios (APTA). Estima-se que a colheita de cana crua captura uma tonelada de dióxido de carbono por hectare. “Quando a colheita de cana crua, cujos resíduos aumentam a umidade e fertilidade do solo, se soma à plantação direta, são potencializados os benefícios ambientais”, disse ao Terramérica o pesquisador Denizart Bolonhezi, da APTA. Em Ribeirão Preto, há 40 mil hectares de amendoim plantados com semeadura direta e tradicional em áreas de renovação de cana. Duas cooperativas, a Coopercana, na região de Sertãozinho, e a Coplana, na região de Guariba, recebem e vendem a oleaginosa. “Com a tecnologia atual pode-se conciliar a produção de alimentos e a de cana” para etanol, assegurou Bolonhezi. Os avanços brasileiros permitem que a expansão do álcool combustível tenha bases sustentáveis, afirmam seus defensores. Resta saber se o governo conseguirá estabelecer critérios de produção adequados ao meio ambiente e, sobretudo, fiscalizar as novas áreas plantadas, e também impulsionar a busca de combustíveis mais ecológicos do que os hidrocarbonos.
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde
terça-feira, 10 de julho de 2007
Paris Sobre Duas Rodas
Prefeitura revoluciona transporte publico com bicicletas em Paris moradores terão mais de 10 mil bicicletas como alternativa de transporte publico. A capital francesa se prepara para uma revolução ecológica e de transportes. Decidido em reduzir em 40% a circulação de carros ate 2020, o Prefeito Bertrand Delanoë vai despejar no dia 15 de julho 10.648 bicicletas por toda cidade. E até o final do ano este numero será dobrado. Presente para os parisienses passearem? Não: as bicicletas, chamadas Vélib, com desing especial, vão ser integradas ao sistema de transporte publico.
Vai ser o mais vasto serviço do gênero no mundo. Quatrocentos empregos estão sendo criados em Paris só por conta do lançamento do projeto. O grupo francês JCDecaux foi escolhido para explorar o sistema. Por um investimento de noventa milhões de euros, e um contrato de dez anos, a empresa espera um retorno de sessenta milhões de euros por ano. A idéia e que parisienses e turistas utilizem as bicicletas da mesma forma como fazem quando tomam um ônibus ou o metro. Um morador do bairro de Saint-Germain des Près, por exemplo, que precisa ir ao dentista na Bastille, pega uma bicicleta no ponto perto de sua casa e a deposita no ponto mais próximo do seu destino. No dia quinze, haverá setecentos e cinqüenta pontos de bicicleta na cidade. Mas até o final do ano o número de pontos passará para um mil quatrocentos e cinqüenta e um. A primeira meia hora é gratuita; depois, paga-se.
Paris está copiando Lyon, que iniciou a experiência há dois anos, com sucesso. Marselha e Provença vão seguir pelo mesmo caminho. Na realidade, é uma revolução na forma de usar bicicleta, que já acontece em varias cidades da Espanha – pioneira no sistema – em Bruxelas, na Bélgica, e Viena, na Áustria. A prefeitura distribuiu três milhões e meio de panfletos e equipas para fazer demonstrações pela cidade. Três tipos de carteira de assinatura estão sendo propostas aos parisienses. Paga-se vinte e nove euros pelo direito de usar as bicicletas por um ano, cinco euros por semana, e um euro por dia. Pode-se usar as bicicletas varias vezes no mesmo dia sem pagar, desde que haja um intervalo e não se ultrapasse os trinta minutos a cada utilização. Ultrapassada a meia hora, funciona como um taxímetro: um euro a primeira hora suplementar, dois euros pela segunda, e quatro euros pela terceira.
- A idéia deste tipo de pagamento é dizer aos usuários que as bicicletas estão ai para servirem de transporte de pouca duração – explicou Céline Lepault, chefe do projeto Vélib. Para evitar roubos, nos três tipos de assinatura é preciso deixar uma pré-autorização de débito no cartão de crédito de cento e cinqüenta euros, o preço da bicicleta. Cabe aos parisienses acionarem suas companhias de seguro para cobrir o prejuízo em caso de roubo..
Fonte: http://www.globo.com
Vai ser o mais vasto serviço do gênero no mundo. Quatrocentos empregos estão sendo criados em Paris só por conta do lançamento do projeto. O grupo francês JCDecaux foi escolhido para explorar o sistema. Por um investimento de noventa milhões de euros, e um contrato de dez anos, a empresa espera um retorno de sessenta milhões de euros por ano. A idéia e que parisienses e turistas utilizem as bicicletas da mesma forma como fazem quando tomam um ônibus ou o metro. Um morador do bairro de Saint-Germain des Près, por exemplo, que precisa ir ao dentista na Bastille, pega uma bicicleta no ponto perto de sua casa e a deposita no ponto mais próximo do seu destino. No dia quinze, haverá setecentos e cinqüenta pontos de bicicleta na cidade. Mas até o final do ano o número de pontos passará para um mil quatrocentos e cinqüenta e um. A primeira meia hora é gratuita; depois, paga-se.
Paris está copiando Lyon, que iniciou a experiência há dois anos, com sucesso. Marselha e Provença vão seguir pelo mesmo caminho. Na realidade, é uma revolução na forma de usar bicicleta, que já acontece em varias cidades da Espanha – pioneira no sistema – em Bruxelas, na Bélgica, e Viena, na Áustria. A prefeitura distribuiu três milhões e meio de panfletos e equipas para fazer demonstrações pela cidade. Três tipos de carteira de assinatura estão sendo propostas aos parisienses. Paga-se vinte e nove euros pelo direito de usar as bicicletas por um ano, cinco euros por semana, e um euro por dia. Pode-se usar as bicicletas varias vezes no mesmo dia sem pagar, desde que haja um intervalo e não se ultrapasse os trinta minutos a cada utilização. Ultrapassada a meia hora, funciona como um taxímetro: um euro a primeira hora suplementar, dois euros pela segunda, e quatro euros pela terceira.
- A idéia deste tipo de pagamento é dizer aos usuários que as bicicletas estão ai para servirem de transporte de pouca duração – explicou Céline Lepault, chefe do projeto Vélib. Para evitar roubos, nos três tipos de assinatura é preciso deixar uma pré-autorização de débito no cartão de crédito de cento e cinqüenta euros, o preço da bicicleta. Cabe aos parisienses acionarem suas companhias de seguro para cobrir o prejuízo em caso de roubo..
Fonte: http://www.globo.com
domingo, 17 de junho de 2007
Homem já 'come' quase metade da Terra
No Dia Mundial do Meio Ambiente, ciência revela que há pouco
para comemorar. Modelo de desenvolvimento esgota recursos
do planeta e ameaça biodiversidade.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
Há pouco para comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente, apesar dos esforços de pesquisa e conscientização que marcaram as últimas décadas. Retórica à parte, o chamado desenvolvimento sustentável continua distante da prática: de fato, as estimativas mais recentes indicam que a humanidade nunca viveu de forma menos sustentável. As mais de 6 bilhões de pessoas monopolizam hoje 45% de toda a matéria viva produzida em terra firme - e nada indica que essa taxa esteja parando de crescer.
O cálculo, feito por pesquisadores como o americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, e Stuart Pimm, da Universidade Duke (ambas nos Estados Unidos), é o mais abrangente possível. Os estudos se baseiam numa medição da produtividade primária - a massa viva produzida pelas plantas a cada ano. As plantas usam a luz solar e o gás carbônico do ar para produzir seu próprio alimento e, assim, construir seu organismo. (É o processo conhecido como fotossíntese.) Todos os animais dependem direta ou indiretamente das plantas para viver; por isso, a produtividade delas dá uma medida clara do funcionamento de um determinado ambiente.
Os cientistas costumam comparar esse processo ao rendimento de juros em um banco: as plantas que estão fazendo fotossíntese já têm sua própria massa (o equivalente ao dinheiro investido) e passam a aumentá-la. Examinando fatores como a área plantada com alimentos no mundo, as fatias de terra destinadas a pastos e as regiões florestais que são exploradas comercialmente ou para subsistência, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a humanidade se apropria de 45% da produtividade primária da Terra. Ou seja, o homem gasta quase metade do "rendimento em juros" das formas de vida terrestres. Números parecidos são encontrados nos rios e mares do planeta.
O número já é impressionante por si só, mas o grande problema é que as enormes demandas por matérias-primas e energia das sociedades modernas podem muito bem fazer com que a humanidade gaste todos os rendimentos da Terra e ainda por cima entre no cheque especial, por assim dizer. Na verdade, isso só não aconteceu ainda porque a maior parte das pessoas não tem o mesmo padrão de consumo que o do cidadão médio dos Estados Unidos, por exemplo. Se, por um passe de mágica, todos os 6 bilhões de seres humanos pudessem consumir bens no mesmo patamar dos americanos, só a produtividade primária de cinco Terras poderia saciá-los.
É claro que o avanço tecnológico tem permitido sustentar cada vez mais gente de forma cada vez mais eficiente, mas não há o menor sinal de que uma solução tecnológica, sozinha, será capaz de evitar uma catástrofe caso o padrão mundial de consumo continue a crescer no ritmo atual. O correto seria evitar o crescimento dos padrões de consumo.
para comemorar. Modelo de desenvolvimento esgota recursos
do planeta e ameaça biodiversidade.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
Há pouco para comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente, apesar dos esforços de pesquisa e conscientização que marcaram as últimas décadas. Retórica à parte, o chamado desenvolvimento sustentável continua distante da prática: de fato, as estimativas mais recentes indicam que a humanidade nunca viveu de forma menos sustentável. As mais de 6 bilhões de pessoas monopolizam hoje 45% de toda a matéria viva produzida em terra firme - e nada indica que essa taxa esteja parando de crescer.
O cálculo, feito por pesquisadores como o americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, e Stuart Pimm, da Universidade Duke (ambas nos Estados Unidos), é o mais abrangente possível. Os estudos se baseiam numa medição da produtividade primária - a massa viva produzida pelas plantas a cada ano. As plantas usam a luz solar e o gás carbônico do ar para produzir seu próprio alimento e, assim, construir seu organismo. (É o processo conhecido como fotossíntese.) Todos os animais dependem direta ou indiretamente das plantas para viver; por isso, a produtividade delas dá uma medida clara do funcionamento de um determinado ambiente.
Os cientistas costumam comparar esse processo ao rendimento de juros em um banco: as plantas que estão fazendo fotossíntese já têm sua própria massa (o equivalente ao dinheiro investido) e passam a aumentá-la. Examinando fatores como a área plantada com alimentos no mundo, as fatias de terra destinadas a pastos e as regiões florestais que são exploradas comercialmente ou para subsistência, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a humanidade se apropria de 45% da produtividade primária da Terra. Ou seja, o homem gasta quase metade do "rendimento em juros" das formas de vida terrestres. Números parecidos são encontrados nos rios e mares do planeta.
O número já é impressionante por si só, mas o grande problema é que as enormes demandas por matérias-primas e energia das sociedades modernas podem muito bem fazer com que a humanidade gaste todos os rendimentos da Terra e ainda por cima entre no cheque especial, por assim dizer. Na verdade, isso só não aconteceu ainda porque a maior parte das pessoas não tem o mesmo padrão de consumo que o do cidadão médio dos Estados Unidos, por exemplo. Se, por um passe de mágica, todos os 6 bilhões de seres humanos pudessem consumir bens no mesmo patamar dos americanos, só a produtividade primária de cinco Terras poderia saciá-los.
É claro que o avanço tecnológico tem permitido sustentar cada vez mais gente de forma cada vez mais eficiente, mas não há o menor sinal de que uma solução tecnológica, sozinha, será capaz de evitar uma catástrofe caso o padrão mundial de consumo continue a crescer no ritmo atual. O correto seria evitar o crescimento dos padrões de consumo.
Fim da Feema e da Serla à vista
Rio - A Secretaria Estadual do Ambiente enviou mensagem ontem à Assembléia Legislativa para criar o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que vai substituir a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), a Superintendência Estadual de Rios e Lagos (Serla) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF).
O projeto também prevê um concurso para contratar 245 funcionários para o novo órgão. São 60 vagas para técnicos, com salários de R$ 1 mil, e 185 para funcionários de nível superior, com rendimentos de R$ 2 mil.
Um dos principais objetivos do novo órgão, segundo o secretário Carlos Minc, é dar maior agilidade ao licenciamento ambiental. “Hoje, alguns empreendimentos demoram anos para tirar as três licenças, da Feema, da Serla e do IEF. Agora, vamos ganhar tempo, porque a licença sairá de uma só vez”.
O instituto também vai criar agências regionais em nove municípios para descentralizar as ações . Dos novos concursados, 90 serão deslocados para essas agências, que deverão operar com o Ibama.
O projeto também prevê um concurso para contratar 245 funcionários para o novo órgão. São 60 vagas para técnicos, com salários de R$ 1 mil, e 185 para funcionários de nível superior, com rendimentos de R$ 2 mil.
Um dos principais objetivos do novo órgão, segundo o secretário Carlos Minc, é dar maior agilidade ao licenciamento ambiental. “Hoje, alguns empreendimentos demoram anos para tirar as três licenças, da Feema, da Serla e do IEF. Agora, vamos ganhar tempo, porque a licença sairá de uma só vez”.
O instituto também vai criar agências regionais em nove municípios para descentralizar as ações . Dos novos concursados, 90 serão deslocados para essas agências, que deverão operar com o Ibama.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Pedágio Urbano Incentiva o Uso da Bicicleta
A cidade de Nova York pretende implementar um pedágio urbano de US$ 8 (cerca de R$ 16) na região de Manhattan em uma tentativa de combater as mudanças climáticas.
O piloto do pedágio urbano, esquema já em vigor em cidades como Londres e Oslo, faz parte do programa PlaNYC: A Greener, Greater New York (Planeje Nova York: Uma Nova York mais verde e maior, em português) apresentado no dia 27/04/2007 pelo prefeito Michael R. Bloomberg. Espera-se que o pedágio resulte na redução do número de carros na cidade, contribuindo para a diminuição das emissões de gases poluentes em 30%.
A idéia é incentivar o uso do transporte público e de bicicleta. Serão criadas rotas expressas para os ônibus e bicicletas, além da ampliação dos serviços de trens. "Dos nova-iorquinos que trabalham em Manhattan, mas moram fora, apenas 5% vão para o trabalho de carro", disse Bloomberg. Em seu editorial desta segunda-feira, o jornal The New York Times afirmou que o plano de Bloomberg é "amplo, complicado e empolgante". O pedágio urbano é, segundo o jornal, o ponto mais "polêmico" e "crucial", mas "deverá enfrentar muita oposição especialmente na área de legislatura, onde muitas boas idéias como esta morrem".
O plano de Bloomberg, anunciado no Dia da Terra, também inclui a plantação de um milhão de árvores na próxima década e a criação de pelo menos um parque em cada bairro da cidade.Fonte: http://www.pedal.com.br
O piloto do pedágio urbano, esquema já em vigor em cidades como Londres e Oslo, faz parte do programa PlaNYC: A Greener, Greater New York (Planeje Nova York: Uma Nova York mais verde e maior, em português) apresentado no dia 27/04/2007 pelo prefeito Michael R. Bloomberg. Espera-se que o pedágio resulte na redução do número de carros na cidade, contribuindo para a diminuição das emissões de gases poluentes em 30%.
A idéia é incentivar o uso do transporte público e de bicicleta. Serão criadas rotas expressas para os ônibus e bicicletas, além da ampliação dos serviços de trens. "Dos nova-iorquinos que trabalham em Manhattan, mas moram fora, apenas 5% vão para o trabalho de carro", disse Bloomberg. Em seu editorial desta segunda-feira, o jornal The New York Times afirmou que o plano de Bloomberg é "amplo, complicado e empolgante". O pedágio urbano é, segundo o jornal, o ponto mais "polêmico" e "crucial", mas "deverá enfrentar muita oposição especialmente na área de legislatura, onde muitas boas idéias como esta morrem".
O plano de Bloomberg, anunciado no Dia da Terra, também inclui a plantação de um milhão de árvores na próxima década e a criação de pelo menos um parque em cada bairro da cidade.Fonte: http://www.pedal.com.br
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Servidores do Ibama entram em greve por tempo indeterminado
Retirado do site: www.click21.com.br
Texto de: Kelly Oliveira
BRASÍLIA (Agência Brasil), 14 de maio - Os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) inciaram nesta segunda-feira (14) greve por tempo indeterminado. Eles querem que o governo desista da Medida Provisória 366/07, que estabelece a divisão do órgão ambiental com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
“O que a gente espera é que o governo retire essa medida provisória e venha discutir essa reforma na área ambiental. Porque da forma que ela foi imposta, sem nenhuma discussão prévia, os servidores não aceitam. A nossa proposta é que se fortaleça o Ibama”, argumentou o presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa.
Ele acrescentou que a medida provisória “quebra a unicidade da gestão ambiental”. “O Ibama, quando foi criado em 1989, foi criado como pressão da sociedade para que o meio ambiente fosse tratado como um todo”, disse.
Corrêa prevê que até a próxima quarta-feira (16), 100% dos 6,4 mil servidores do Ibama entrem em greve. Atualmente, segundo ele, estão paralisadas as atividades do órgão no Distrito Federal, Amazonas, Paraná e Sergipe. Segundo o presidente da associação, os servidores dos outros estados ainda estão organizando as atividades de paralisação.
Nesta manhã, os trabalhadores fizeram uma manifestação em frente à sede do Ibama, em Brasília, na qual discutiram como serão feitas manifestações contra a medida provisória. Em Brasília, eles pretendem chamar a atenção da sociedade com a entrega de manifestos em shopping centers, rodoviária, além de conversar com parlamentares no Congresso Nacional.
Nas primeiras horas da manifestação, a Polícia Federal esteve presente para garantir a entrada de servidores que quisessem trabalhar, mas não houve nenhum tumulto. “Não precisamos fazer piquete. Os servidores estão muito conscientes”, disse o presidente da associação.
Segundo Corrêa, ainda não foi agendada nenhuma reunião com o governo para discutir sobre a greve. A direção do Ibama ainda não se manifestou.
Texto de: Kelly Oliveira
BRASÍLIA (Agência Brasil), 14 de maio - Os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) inciaram nesta segunda-feira (14) greve por tempo indeterminado. Eles querem que o governo desista da Medida Provisória 366/07, que estabelece a divisão do órgão ambiental com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
“O que a gente espera é que o governo retire essa medida provisória e venha discutir essa reforma na área ambiental. Porque da forma que ela foi imposta, sem nenhuma discussão prévia, os servidores não aceitam. A nossa proposta é que se fortaleça o Ibama”, argumentou o presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa.
Ele acrescentou que a medida provisória “quebra a unicidade da gestão ambiental”. “O Ibama, quando foi criado em 1989, foi criado como pressão da sociedade para que o meio ambiente fosse tratado como um todo”, disse.
Corrêa prevê que até a próxima quarta-feira (16), 100% dos 6,4 mil servidores do Ibama entrem em greve. Atualmente, segundo ele, estão paralisadas as atividades do órgão no Distrito Federal, Amazonas, Paraná e Sergipe. Segundo o presidente da associação, os servidores dos outros estados ainda estão organizando as atividades de paralisação.
Nesta manhã, os trabalhadores fizeram uma manifestação em frente à sede do Ibama, em Brasília, na qual discutiram como serão feitas manifestações contra a medida provisória. Em Brasília, eles pretendem chamar a atenção da sociedade com a entrega de manifestos em shopping centers, rodoviária, além de conversar com parlamentares no Congresso Nacional.
Nas primeiras horas da manifestação, a Polícia Federal esteve presente para garantir a entrada de servidores que quisessem trabalhar, mas não houve nenhum tumulto. “Não precisamos fazer piquete. Os servidores estão muito conscientes”, disse o presidente da associação.
Segundo Corrêa, ainda não foi agendada nenhuma reunião com o governo para discutir sobre a greve. A direção do Ibama ainda não se manifestou.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Relatório sobre aquecimento global prevê 200 milhões de "refugiados do clima" até o final do século
Notícia do site:www.clubedeengenharia.org.br
Relatório produzido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), patrocinado pelas Nações Unidas e a Organização Meteorológica Mundial, indica que o mundo sofrerá nos próximos anos grandes transformações no clima, "muito provavelmente" devido à contribuição da atividade humana para o aquecimento global. O IPCC projeta um aumento médio de temperatura superficial do planeta entre 1,4 e 4º C até o ano 2100. O nível do mar deve subir de 18 a 59 cm nesse mesmo período.
Os cientistas afirmaram que as emissões passadas e futuras de CO² continuarão contribuindo para o aquecimento global e a elevação do nível dos mares durante mais de um milênio, levando em consideração sua permanência na atmosfera. Se os países não adotarem os meios para reduzir a poluição da atmosfera, a temperatura média pode aumentar até 6,4%. Também aumentarão os períodos de secas, calor e chuvas, que poderão resultar em 200 milhões de "refugiados do clima" até o final do século.
Longe de advertências isoladas, os 500 delegados reunidos em Paris dessa vez apresentaram conclusões unânimes sobre o planeta e avisaram que o clima é "como um comboio que iniciou a sua marcha e que, durante os próximos séculos, ninguém poderá travar o percurso". O IPCC reuniu nos últimos seis anos mais de seis mil cientistas das mais variadas áreas de investigação para debaterem o futuro do planeta e as implicações do aquecimento global no clima.
No relatório de 2007, o quarto da série, sai reforçada a posição da comunidade científica sobre a responsabilidade humana no aquecimento global, devido ao uso excessivo dos combustíveis fósseis. Baseados em observações dos últimos 50 anos, os peritos do IPCC garantem que o aquecimento global não pode ser atribuído única e exclusivamente à variabilidade natural. Eles sustentam que as concentrações de CO² na atmosfera nunca foram tão elevadas nos últimos 650.000 anos.MUDANÇAS EXTREMAS
O texto assegura que existem provas reais sobre as mudanças extremas do clima, com reflexos nos regimes dos ventos e chuvas, na concentração de sal nos oceanos e nas camadas de gelo. O Painel aponta fatos "palpáveis" como o aumento das temperaturas no Ártico – que atingiram o dobro da média mundial – nos países do Mediterrâneo e na África, e a ocorrência de tempestades nos continentes asiático e americano.
Segundo o presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, "está mais do que na hora de as sociedades tomarem conhecimento que as emissões de dióxido de carbono trará prejuízo para todos. – Isto é uma atitude necessária para sobrevivência da própria humanidade – adverte.
Para o conselheiro do Clube Leon Clement Rousseau, sempre haverá solução para os problemas do ambiente, "basta vontade, decisão e ação: com a engenharia, com a agronomia e com a química 'verdes'".
CONTROVÉRSIA CIENTÍFICA
As previsões do IPCC baseiam-se em modelos utilizados para estabelecer a importância de diferentes fatores no aquecimento global, como emissões humanas de gases causadores de efeito estufa e de aerosóis. Foram gerados 35 cenários distintos, que variam entre pessimistas e otimistas. As previsões do aquecimento global dependem do tipo de cenário levado em consideração, nenhum dos quais leva em consideração qualquer medida para evitar o aquecimento global. Apesar das previsões do IPCC serem consideradas as melhores disponíveis, elas são o centro de uma grande controvérsia científica. O IPCC admite a necessidade do desenvolvimento de melhores modelos analíticos e compreensão científica dos fenômenos climáticos, assim como a existência de incertezas nas pesquisas de campo.
Críticos apontam para o fato de que os dados disponíveis não são suficientes para determinar a importância real dos gases causadores do efeito estufa nas mudanças climáticas. A sensibilidade do clima aos gases estufa estaria sendo superestimada, enquanto fatores externos estariam sendo subestimados.
Por outro lado, o IPCC não atribui qualquer probabilidade aos cenários em que suas previsões são baseadas. Segundo os críticos isso leva a distorções dos resultados finais, pois os cenários que predizem maiores impactos seriam menos passíveis de concretização. Para mais informações consulte o site www.ipcc.ch.
Relatório produzido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), patrocinado pelas Nações Unidas e a Organização Meteorológica Mundial, indica que o mundo sofrerá nos próximos anos grandes transformações no clima, "muito provavelmente" devido à contribuição da atividade humana para o aquecimento global. O IPCC projeta um aumento médio de temperatura superficial do planeta entre 1,4 e 4º C até o ano 2100. O nível do mar deve subir de 18 a 59 cm nesse mesmo período.
Os cientistas afirmaram que as emissões passadas e futuras de CO² continuarão contribuindo para o aquecimento global e a elevação do nível dos mares durante mais de um milênio, levando em consideração sua permanência na atmosfera. Se os países não adotarem os meios para reduzir a poluição da atmosfera, a temperatura média pode aumentar até 6,4%. Também aumentarão os períodos de secas, calor e chuvas, que poderão resultar em 200 milhões de "refugiados do clima" até o final do século.
Longe de advertências isoladas, os 500 delegados reunidos em Paris dessa vez apresentaram conclusões unânimes sobre o planeta e avisaram que o clima é "como um comboio que iniciou a sua marcha e que, durante os próximos séculos, ninguém poderá travar o percurso". O IPCC reuniu nos últimos seis anos mais de seis mil cientistas das mais variadas áreas de investigação para debaterem o futuro do planeta e as implicações do aquecimento global no clima.
No relatório de 2007, o quarto da série, sai reforçada a posição da comunidade científica sobre a responsabilidade humana no aquecimento global, devido ao uso excessivo dos combustíveis fósseis. Baseados em observações dos últimos 50 anos, os peritos do IPCC garantem que o aquecimento global não pode ser atribuído única e exclusivamente à variabilidade natural. Eles sustentam que as concentrações de CO² na atmosfera nunca foram tão elevadas nos últimos 650.000 anos.MUDANÇAS EXTREMAS
O texto assegura que existem provas reais sobre as mudanças extremas do clima, com reflexos nos regimes dos ventos e chuvas, na concentração de sal nos oceanos e nas camadas de gelo. O Painel aponta fatos "palpáveis" como o aumento das temperaturas no Ártico – que atingiram o dobro da média mundial – nos países do Mediterrâneo e na África, e a ocorrência de tempestades nos continentes asiático e americano.
Segundo o presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, "está mais do que na hora de as sociedades tomarem conhecimento que as emissões de dióxido de carbono trará prejuízo para todos. – Isto é uma atitude necessária para sobrevivência da própria humanidade – adverte.
Para o conselheiro do Clube Leon Clement Rousseau, sempre haverá solução para os problemas do ambiente, "basta vontade, decisão e ação: com a engenharia, com a agronomia e com a química 'verdes'".
CONTROVÉRSIA CIENTÍFICA
As previsões do IPCC baseiam-se em modelos utilizados para estabelecer a importância de diferentes fatores no aquecimento global, como emissões humanas de gases causadores de efeito estufa e de aerosóis. Foram gerados 35 cenários distintos, que variam entre pessimistas e otimistas. As previsões do aquecimento global dependem do tipo de cenário levado em consideração, nenhum dos quais leva em consideração qualquer medida para evitar o aquecimento global. Apesar das previsões do IPCC serem consideradas as melhores disponíveis, elas são o centro de uma grande controvérsia científica. O IPCC admite a necessidade do desenvolvimento de melhores modelos analíticos e compreensão científica dos fenômenos climáticos, assim como a existência de incertezas nas pesquisas de campo.
Críticos apontam para o fato de que os dados disponíveis não são suficientes para determinar a importância real dos gases causadores do efeito estufa nas mudanças climáticas. A sensibilidade do clima aos gases estufa estaria sendo superestimada, enquanto fatores externos estariam sendo subestimados.
Por outro lado, o IPCC não atribui qualquer probabilidade aos cenários em que suas previsões são baseadas. Segundo os críticos isso leva a distorções dos resultados finais, pois os cenários que predizem maiores impactos seriam menos passíveis de concretização. Para mais informações consulte o site www.ipcc.ch.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
VIVAMAR, PESCADORES E NÁUTICA DO RIO SE UNEM PELO USO SUSTENTÁVEL DAS ILHAS CAGARRAS
No próximo dia dois de maio (quarta-feira), às 19h, na Universidade Cândido Mendes (Rua Joana Angélica 63, Ipanema), o Ibama fará uma consulta pública para a criação do “Monumento Natural do Arquipélago das Cagarras”, que pretende proibir o acesso a este sítio natural — localizado a 5 km da praia de Ipanema, no Rio; e composto pelas ilhas Pontuda, Alfavaca, Meio, Cagarra, Comprida, Filhote da Cagarra, Redonda e Filhote da Redonda — bem como à área de 200 metros à sua volta. Além disso, o projeto atinge as ilhas Tijucas e do Meio, abrangendo praticamente todas as ilhas ao largo do município do Rio de Janeiro.
Com a proibição, o Ibama causará um grande impacto na vida de pessoas que dependem economicamente das ilhas. A opção de criar uma “unidade de conservação integral”, que na prática exclui por completo a presença humana, compromete a vocação do turismo na cidade do Rio de Janeiro, além de todas as atividades auto-sustentáveis relacionadas às ilhas, incluindo aí a pesca artesanal e a pesca amadora (que é regulamentada pelo próprio Ibama), atividades que não causam impacto negativo ao ecossistema das Cagarras.
A Vivamar, organização não-governamental que luta pela preservação do litoral brasileiro e por uma cultura náutica no país; os pescadores artesanais da Colônia Z13; os clubes náuticos do Rio; a Confederação Brasileira de Pesca em Apnéia e a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), entre outras instituições, se uniram para mostrar que o uso sustentável das Cagarras é possível e que, na verdade, é preciso impedir urgentemente a pesca industrial e predatória naquele conjunto de ilhas, bem como em seu entorno.
— Em 89, o Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) sugeriu, através da resolução nº11, que o Ibama criasse uma ARIE (Área de Relevância e Interesse Ecológico) no Arquipélago das Cagarras. Trata-se de um tipo de unidade de conservação que tem um conselho gestor, um plano de manejo e regras estabelecidas para o seu uso sustentável. Achamos que esse seria o tipo de unidade de conservação ideal para as ilhas Cagarras e, inclusive, somos contra o desembarque nelas. Outro ponto é a unidade de conservação se limitar às Cagarras, e não a todas as ilhas da região. Mas independente do tipo de unidade de conservação que seja criada, de nada adiantará se não houver fiscalização. Os abusos são muitos e não são praticados pelas pessoas cujo sustento depende exclusivamente daquelas águas — defende Roberto Negraes, diretor executivo da Vivamar.
Roberto sabe bem do que está falando. Em vários pontos da costa brasileira o problema da pesca predatória se repete. E o Rio de Janeiro não é exceção.
— Temos visto muitas matanças provocadas pela pesca de arrasto. São barcos que vêm de longe, às vezes de outros estados. Eles usam malhas finas, proibidas por lei, arrastam toneladas de peixes, arrasam os cardumes, matam os filhotes e não respeitam o defeso das espécies. O Ibama deveria impedir isso, deveria fiscalizar direito — afirma Ricardo Mantovani, porta-voz da Colônia Z13, que agrega cerca de 1,1 mil pescadores, de Copacabana até o Recreio dos Bandeirantes.
Mas por que as Cagarras são tão importantes assim na vida dessas e de outras pessoas no Rio? Porque existem atividades relevantes para a economia da cidade que estão direta ou indiretamente ligadas às ilhas.
O arquipélago fica próximo às praias da Zona Sul carioca. É uma referência para os turistas que visitam a cidade ou passeiam de barco pela orla. Ao mesmo tempo, é um pesqueiro de águas abrigadas em pleno mar aberto, propício à pesca artesanal e esportiva, que serve de refúgio em mau tempo. Vale lembrar que por trás dessas duas últimas atividades, e da náutica como um todo, estão milhares de empregos, não só ligados diretamente à pesca, mas também em marinas, clubes, operadoras de turismo, oficinas de motores náuticos, cursos, etc...
De acordo com Ricardo Mantovani, a renda média mensal de um pescador da Colônia Z13 hoje varia entre R$ 400 e R$ 800. Sem pescar nas Cagarras, a renda destes mesmos pescadores despencaria e o impacto social seria muito grande. Ele conta que os pescadores de Copacabana estão presentes há mais de um século no arquipélago e sempre ajudaram a preservar as ilhas. Mas diz que eles não têm como impedir sozinhos os crimes dos que praticam a pesca ilegal.
— A única coisa que podemos fazer é denunciar. Já fizemos isso várias vezes, mas o Ibama nunca toma providência — diz ele.
Apaixonado pelas Cagarras, onde mergulha desde criança, Luiz Augusto Corrêa de Araújo mantém um site com informações e fotos do arquipélago (www.cagarras.com.br) e está preparando um documentário sobre aquele ecossistema, inclusive com imagens submarinas. Ele conta que sempre acha pedaços de redes de malhas finas (dos barcos de pesca de arrasto) presos às rochas das ilhas, e que os recolhe pacientemente, muitas vezes com a ajuda dos pescadores artesanais.
— Existem pessoas que freqüentam a área em volta das ilhas há anos, sem desembarcar, sem depredar, sem causar danos ao meio ambiente. São pescadores, mergulhadores, navegantes, pessoas conscientes que sabem a importância de preservar o local. É injusto impedir que justamente as pessoas que amam o lugar possam continuar a freqüentá-lo — diz Luiz Augusto.
De acordo com Roberto Negraes, da Vivamar, não existem estudos técnicos e científicos que comprovem que o turismo náutico, mais as pescas artesanal e amadora, comprometam a fauna e a flora do arquipélago. Ou seja, a opção do Ibama por uma unidade de conservação integral não se baseou em nenhum estudo científico a priori. Roberto lembra que em outros países existem unidades de conservação abertas a atividades sustentáveis (a náutica e a pesca amadora são consideradas atividades ecoturísticas), sem prejuízo ao meio-ambiente, gerando empregos para as comunidades locais e lucro para as cidades, principalmente, através do turismo.
— A convivência harmoniosa e pacífica entre o arquipélago e seus freqüentadores é possível, sem danos à natureza, sem impacto negativo na vida de pessoas que dependem das ilhas para sobreviver. Queremos a preservação das Cagarras e acreditamos que a melhor solução é a criação de uma ARIE. É isso que pretendemos mostrar ao Ibama na Consulta Pública do próximo dia 2 — garante Negraes.
Mehane Albuquerque Ribeiro - MAR Assessoria de Comunicação
Com a proibição, o Ibama causará um grande impacto na vida de pessoas que dependem economicamente das ilhas. A opção de criar uma “unidade de conservação integral”, que na prática exclui por completo a presença humana, compromete a vocação do turismo na cidade do Rio de Janeiro, além de todas as atividades auto-sustentáveis relacionadas às ilhas, incluindo aí a pesca artesanal e a pesca amadora (que é regulamentada pelo próprio Ibama), atividades que não causam impacto negativo ao ecossistema das Cagarras.
A Vivamar, organização não-governamental que luta pela preservação do litoral brasileiro e por uma cultura náutica no país; os pescadores artesanais da Colônia Z13; os clubes náuticos do Rio; a Confederação Brasileira de Pesca em Apnéia e a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), entre outras instituições, se uniram para mostrar que o uso sustentável das Cagarras é possível e que, na verdade, é preciso impedir urgentemente a pesca industrial e predatória naquele conjunto de ilhas, bem como em seu entorno.
— Em 89, o Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) sugeriu, através da resolução nº11, que o Ibama criasse uma ARIE (Área de Relevância e Interesse Ecológico) no Arquipélago das Cagarras. Trata-se de um tipo de unidade de conservação que tem um conselho gestor, um plano de manejo e regras estabelecidas para o seu uso sustentável. Achamos que esse seria o tipo de unidade de conservação ideal para as ilhas Cagarras e, inclusive, somos contra o desembarque nelas. Outro ponto é a unidade de conservação se limitar às Cagarras, e não a todas as ilhas da região. Mas independente do tipo de unidade de conservação que seja criada, de nada adiantará se não houver fiscalização. Os abusos são muitos e não são praticados pelas pessoas cujo sustento depende exclusivamente daquelas águas — defende Roberto Negraes, diretor executivo da Vivamar.
Roberto sabe bem do que está falando. Em vários pontos da costa brasileira o problema da pesca predatória se repete. E o Rio de Janeiro não é exceção.
— Temos visto muitas matanças provocadas pela pesca de arrasto. São barcos que vêm de longe, às vezes de outros estados. Eles usam malhas finas, proibidas por lei, arrastam toneladas de peixes, arrasam os cardumes, matam os filhotes e não respeitam o defeso das espécies. O Ibama deveria impedir isso, deveria fiscalizar direito — afirma Ricardo Mantovani, porta-voz da Colônia Z13, que agrega cerca de 1,1 mil pescadores, de Copacabana até o Recreio dos Bandeirantes.
Mas por que as Cagarras são tão importantes assim na vida dessas e de outras pessoas no Rio? Porque existem atividades relevantes para a economia da cidade que estão direta ou indiretamente ligadas às ilhas.
O arquipélago fica próximo às praias da Zona Sul carioca. É uma referência para os turistas que visitam a cidade ou passeiam de barco pela orla. Ao mesmo tempo, é um pesqueiro de águas abrigadas em pleno mar aberto, propício à pesca artesanal e esportiva, que serve de refúgio em mau tempo. Vale lembrar que por trás dessas duas últimas atividades, e da náutica como um todo, estão milhares de empregos, não só ligados diretamente à pesca, mas também em marinas, clubes, operadoras de turismo, oficinas de motores náuticos, cursos, etc...
De acordo com Ricardo Mantovani, a renda média mensal de um pescador da Colônia Z13 hoje varia entre R$ 400 e R$ 800. Sem pescar nas Cagarras, a renda destes mesmos pescadores despencaria e o impacto social seria muito grande. Ele conta que os pescadores de Copacabana estão presentes há mais de um século no arquipélago e sempre ajudaram a preservar as ilhas. Mas diz que eles não têm como impedir sozinhos os crimes dos que praticam a pesca ilegal.
— A única coisa que podemos fazer é denunciar. Já fizemos isso várias vezes, mas o Ibama nunca toma providência — diz ele.
Apaixonado pelas Cagarras, onde mergulha desde criança, Luiz Augusto Corrêa de Araújo mantém um site com informações e fotos do arquipélago (www.cagarras.com.br) e está preparando um documentário sobre aquele ecossistema, inclusive com imagens submarinas. Ele conta que sempre acha pedaços de redes de malhas finas (dos barcos de pesca de arrasto) presos às rochas das ilhas, e que os recolhe pacientemente, muitas vezes com a ajuda dos pescadores artesanais.
— Existem pessoas que freqüentam a área em volta das ilhas há anos, sem desembarcar, sem depredar, sem causar danos ao meio ambiente. São pescadores, mergulhadores, navegantes, pessoas conscientes que sabem a importância de preservar o local. É injusto impedir que justamente as pessoas que amam o lugar possam continuar a freqüentá-lo — diz Luiz Augusto.
De acordo com Roberto Negraes, da Vivamar, não existem estudos técnicos e científicos que comprovem que o turismo náutico, mais as pescas artesanal e amadora, comprometam a fauna e a flora do arquipélago. Ou seja, a opção do Ibama por uma unidade de conservação integral não se baseou em nenhum estudo científico a priori. Roberto lembra que em outros países existem unidades de conservação abertas a atividades sustentáveis (a náutica e a pesca amadora são consideradas atividades ecoturísticas), sem prejuízo ao meio-ambiente, gerando empregos para as comunidades locais e lucro para as cidades, principalmente, através do turismo.
— A convivência harmoniosa e pacífica entre o arquipélago e seus freqüentadores é possível, sem danos à natureza, sem impacto negativo na vida de pessoas que dependem das ilhas para sobreviver. Queremos a preservação das Cagarras e acreditamos que a melhor solução é a criação de uma ARIE. É isso que pretendemos mostrar ao Ibama na Consulta Pública do próximo dia 2 — garante Negraes.
Mehane Albuquerque Ribeiro - MAR Assessoria de Comunicação
Mata Atlântica
Publicado no site do Ibama:
A Mata Atlântica é considerada como a quinta área mais ameaçada e rica em espécies endêmicas do mundo.
Em termos gerais, a Mata Atlântica pode ser vista como um mosaico diversificado de ecossistemas, apresentando estruturas e composições florísticas diferenciadas, em função de diferenças de solo, relevo e características climáticas existentes na ampla área de ocorrência desse bioma no Brasil.
Atualmente, restam cerca de 7,3% de sua cobertura florestal original, tendo sido inclusive identificada como a quinta área mais ameaçada e rica em espécies endêmicas do mundo. Na Mata Atlântica existem 1.361 espécies da fauna brasileira, com 261 espécies de mamíferos, 620 de aves, 200 de répteis e 280 de anfíbios, sendo que 567 espécies só ocorrem nesse bioma. Possui, ainda, cerca de 20 mil espécies de plantas vasculares, das quais 8 mil delas também só ocorrem na Mata Atlântica. Várias espécies da fauna são bem conhecidas pela população, tais como os mico-leões e muriquis, espécies de primatas dos gêneros Leontopithecus e Brachyteles, respectivamente. Vale lembrar que, no sul da Bahia, foi identificada, recentemente, a maior diversidade botânica do mundo para plantas lenhosas, ou seja, foram registradas 454 espécies em um único hectare.
A exploração da Mata Atlântica vem ocorrendo desde a chegada dos portugueses ao Brasil, cujo interesse primordial era a exploração do pau-brasil. O processo de desmatamento prosseguiu durante os ciclos da cana-de-açúcar, do ouro, da produção de carvão vegetal, da extração de madeira, da plantação de cafezais e pastagens, da produção de papel e celulose, do estabelecimento de assentamentos de colonos, da construção de rodovias e barragens, e de um amplo e intensivo processo de urbanização, com o surgimento das maiores capitais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, e de diversas cidades menores e povoados.
A sua área atual encontra-se altamente reduzida e fragmentada com seus remanescentes florestais localizados, principalmente, em áreas de difícil acesso. A preservação desses remanescentes vem garantindo a contenção de encostas, propiciando oportunidades para desfrute de exuberantes paisagens e desenvolvimento de atividades voltadas ao ecoturismo, além de servir de abrigo para várias populações tradicionais, incluindo nações indígenas. Além disso, nela estão localizados mananciais hídricos essenciais para abastecimento de cerca de 70% da população brasileira.
A conservação da Mata Atlântica tem sido buscada por setores do Governo, da sociedade civil organizada, instituições acadêmicas e setor privado. Vários estudos e iniciativas têm sido desenvolvidos nos últimos anos, gerando um acervo de conhecimento e experiência significativo. Vale ressaltar, também, a existência de um amplo arcabouço legal para a proteção do bioma.
Leia mais: www.ibama.gov.br
A Mata Atlântica é considerada como a quinta área mais ameaçada e rica em espécies endêmicas do mundo.
Em termos gerais, a Mata Atlântica pode ser vista como um mosaico diversificado de ecossistemas, apresentando estruturas e composições florísticas diferenciadas, em função de diferenças de solo, relevo e características climáticas existentes na ampla área de ocorrência desse bioma no Brasil.
Atualmente, restam cerca de 7,3% de sua cobertura florestal original, tendo sido inclusive identificada como a quinta área mais ameaçada e rica em espécies endêmicas do mundo. Na Mata Atlântica existem 1.361 espécies da fauna brasileira, com 261 espécies de mamíferos, 620 de aves, 200 de répteis e 280 de anfíbios, sendo que 567 espécies só ocorrem nesse bioma. Possui, ainda, cerca de 20 mil espécies de plantas vasculares, das quais 8 mil delas também só ocorrem na Mata Atlântica. Várias espécies da fauna são bem conhecidas pela população, tais como os mico-leões e muriquis, espécies de primatas dos gêneros Leontopithecus e Brachyteles, respectivamente. Vale lembrar que, no sul da Bahia, foi identificada, recentemente, a maior diversidade botânica do mundo para plantas lenhosas, ou seja, foram registradas 454 espécies em um único hectare.
A exploração da Mata Atlântica vem ocorrendo desde a chegada dos portugueses ao Brasil, cujo interesse primordial era a exploração do pau-brasil. O processo de desmatamento prosseguiu durante os ciclos da cana-de-açúcar, do ouro, da produção de carvão vegetal, da extração de madeira, da plantação de cafezais e pastagens, da produção de papel e celulose, do estabelecimento de assentamentos de colonos, da construção de rodovias e barragens, e de um amplo e intensivo processo de urbanização, com o surgimento das maiores capitais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, e de diversas cidades menores e povoados.
A sua área atual encontra-se altamente reduzida e fragmentada com seus remanescentes florestais localizados, principalmente, em áreas de difícil acesso. A preservação desses remanescentes vem garantindo a contenção de encostas, propiciando oportunidades para desfrute de exuberantes paisagens e desenvolvimento de atividades voltadas ao ecoturismo, além de servir de abrigo para várias populações tradicionais, incluindo nações indígenas. Além disso, nela estão localizados mananciais hídricos essenciais para abastecimento de cerca de 70% da população brasileira.
A conservação da Mata Atlântica tem sido buscada por setores do Governo, da sociedade civil organizada, instituições acadêmicas e setor privado. Vários estudos e iniciativas têm sido desenvolvidos nos últimos anos, gerando um acervo de conhecimento e experiência significativo. Vale ressaltar, também, a existência de um amplo arcabouço legal para a proteção do bioma.
Leia mais: www.ibama.gov.br
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