Brasília, DF - O infrator que receber multa por crime ambiental e quiser recorrer da penalidade terá que depositar 70% do valor. A nova regra estará entre as mudanças na Lei de Crimes Ambientais, que serão anunciadas em duas semanas, de acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Outras alterações, já anunciadas por Minc, serão a redução de quatro anos para quatro meses do prazo para recursos das infrações e a possibilidade de leilão dos bens apreendidos em fiscalizações ambientais.
“O decreto terá mais de 100 artigos. Já conversei com o presidente Lula e estão sendo feitos os últimos acertos. A minha expectativa é de duas semanas para a assinatura”, comentou Minc hoje (18), antes de participar de lançamento de livro do Fórum Brasileira de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Fboms).
“Hoje em dia é uma vergonha: mais de 90% das multas não são pagas. Isso desmoraliza os órgãos ambientais. A razão do decreto é fazer com que esse percentual aumente. Nosso objetivo é combater a impunidade ambiental de maneira decisiva”, disse.
A conversão da multa em “serviço ambiental imediato” também será outra possibilidade a ser oferecida aos infratores para garantir o cumprimento da penalidade e a compensação do dano ambiental, segundo Minc.
sábado, 21 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Minc promete mudança na Lei de Crimes Ambientais
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, prometeu nesta terça-feira (10) que em 15 dias o governo anunciará mudanças na Lei de Crimes Ambientais, de 1998. O ministro contou que, no vôo entre Brasília e São Paulo em companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (9) convenceu o chefe do governo a baixar um decreto com as alterações.
O documento proposto por Minc, com 50 artigos, prevê a diminuição dos prazos para aplicação de multas a quem descumprir a lei. "Atualmente só 5% das multas por crimes contra o meio ambiente são pagas", afirmou Minc. "Isso porque há prazo de até 4 anos para recorrer às penalidades." O ministro garante que o prazo cairá para 4 meses na nova regulamentação. "Isso vai aumentar a efetividade da lei e diminuir a impunidade."
O ministro informou ainda que o governo encaminhará ao Congresso um projeto de lei que aumenta as penas para crimes ambientais. "A idéia é diferenciar a pessoa que tem um passarinho de estimação em casa daquela que organiza uma rede para enviar mil pássaros ao exterior", explica Minc. "Queremos punir com mais rigor grandes redes de tráfico de animais."
Apreensão - Para dar mais efetividade à fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o ministro quer dar ao órgão poder de leiloar materiais apreendidos em suas operações. Hoje cabe exclusivamente à Receita Federal dar destinação a produtos de apreensões. "Queremos dar ao Ibama um poder que hoje só a Receita tem, para que os bens apreendidos sejam imediatamente leiloados." (Fonte: Estadão Online)
O documento proposto por Minc, com 50 artigos, prevê a diminuição dos prazos para aplicação de multas a quem descumprir a lei. "Atualmente só 5% das multas por crimes contra o meio ambiente são pagas", afirmou Minc. "Isso porque há prazo de até 4 anos para recorrer às penalidades." O ministro garante que o prazo cairá para 4 meses na nova regulamentação. "Isso vai aumentar a efetividade da lei e diminuir a impunidade."
O ministro informou ainda que o governo encaminhará ao Congresso um projeto de lei que aumenta as penas para crimes ambientais. "A idéia é diferenciar a pessoa que tem um passarinho de estimação em casa daquela que organiza uma rede para enviar mil pássaros ao exterior", explica Minc. "Queremos punir com mais rigor grandes redes de tráfico de animais."
Apreensão - Para dar mais efetividade à fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o ministro quer dar ao órgão poder de leiloar materiais apreendidos em suas operações. Hoje cabe exclusivamente à Receita Federal dar destinação a produtos de apreensões. "Queremos dar ao Ibama um poder que hoje só a Receita tem, para que os bens apreendidos sejam imediatamente leiloados." (Fonte: Estadão Online)
Protótipos de casas de bambu em Sergipe atestam viabilidade dessa opção em políticas de habitação popular
O bambu vem ganhando espaço como matéria-prima para uma série de produtos, que vão de móveis e artesanato às fibras têxteis (veja notícias relacionadas no final da matéria). Mais recentemente, porém, uma iniciativa desenvolvida em Aracaju (SE) deu um passo significativo para inserir a planta no rol dos instrumentos palpáveis no caminho do desenvolvimento sustentável.
Mais que isso, torna o bambu agente da resolução de um problema sério no país. Segundo dados do IBGE, o déficit habitacional no Brasil atinge a casa dos 6 milhões de unidades, envolvendo uma população de 30 milhões, pessoas que vivem em habitações subnormais ou co-habitam em precárias condições de salubridade e higiene.
Esse desafio levou o arquiteto Ricardo Nunes a mergulhar na tarefa de desenvolver a pesquisa e aplicação de novos materiais e tecnologias baseadas nos recursos naturais e humanos de cada região. O entendimento a movê-lo foi o de que esse trabalho pode representar um incremento significativo para o equacionamento do déficit de moradia com qualidade, sustentabilidade econômica e ambiental.
O pontapé inicial da proposta aconteceu em 2004, quando ele elaborou, como objeto de pesquisa acadêmica para dissertação de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, uma construção experimental para o Centro de Educação Agroflorestal da Petrobras , na cidade sergipana de Carmópolis, a 64 Km da capital.
A edificação, com 255 m² de área, utilizou o bambu para elevação de toda a sua estrutura e confecção das paredes, construídas a partir de painéis pré-moldados de esteiras de bambu, rebocados com areia e cal. O espaço é usado para cursos e aulas de educação ambiental e capacitação de agricultores inseridos no projeto de agro-floresta, desenvolvido pela Petrobras naquele município.
”Sabíamos que os materiais e os métodos de construção utilizados no Centro poderiam representar grande impacto econômico na construção de casas e, para isso, precisaríamos testar em protótipos”, disse Ricardo Nunes a AmbienteBrasil.
No mesmo ano, 2004, ele fundou o Instituto de Desenvolvimento Comunitário Sustentável (Incomun), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com sede em Aracaju, que institucionalizou a proposta de pesquisar essas técnicas.
Apresentado o projeto à Prefeitura de Aracaju, dentro de um programa de RSE (Responsabilidade Social Empresarial), a parceria foi firmada em junho de 2007, também incluindo a Petrobras, com o objetivo de levar a termo dois protótipos de habitação popular.
As casas foram edificadas com 47 m² cada, e dividem-se, cada uma, em dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda (confira fachada na foto ao lado). Localizadas no Parque da Sementeira, em Aracaju, encontram-se em processo de avaliação técnica de desempenho dos materiais e processos tecnológicos durante o ano de 2008, enquanto são utilizadas pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) em suas atividades administrativas.
Também como produto deste projeto, em breve estará sendo editado o “Manual de Construção de Habitação com Bambu”, acompanhado de um DVD para a capacitação de arquitetos para a elaboração de projetos, e mão-de-obra de carpinteiros e aprendizes para a execução das construções.
“Demonstramos que uma habitação social pode ser construída pela metade do preço de uma construção convencional; que a tecnologia é simples e pode ser apropriada facilmente por comunidades pobres e que a sustentabilidade, nesse caso, não é uma mera peça de marketing, mas uma prática de fato”, diz o arquiteto, registrando que as casa são “bonitas, duráveis e muito confortáveis” (veja mais fotos no final da matéria).
Fora a redução do custo construtivo pela metade – o que pode cair ainda mais, a depender da escala -, o uso do bambu em residências tem outros méritos em relação aos materiais convencionais. “Para a produção de dez mil blocos cerâmicos, é queimado um caminhão de lenha”, diz Ricardo. “Com o bambu, ao invés de emitirmos CO2 para a atmosfera, o carbono é seqüestrado pela planta e fixado na construção, reduzindo poluição e efeito estufa”.
O uso do material ainda não foi contemplado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), lacuna que, no entanto, não desanima o arquiteto. “A questão da normatização pela ABNT é apenas uma formalidade institucional para que casas de bambu possam ser financiadas pelas agências oficiais”, diz ele.
E completa: “mesmo sem normatização, elas podem ser legalmente construídas por iniciativa das próprias comunidades, com apoio de governos e ONG's. Os protótipos construídos dentro do rigor do método científico onde todos os procedimentos técnicos foram registrados para futuras repetições é suficiente para a criação de um programa de construção em série”.
Outro estudo no sentido de valorizar o bambu contra o déficit habitacional está em curso no Rio de Janeiro, por intermédio do Sebrae na cidade de Três Rios, conforme AmbienteBrasil mostrou na reportagem EXCLUSIVO: "Casa ecológica" com bambu e raspas de pneus pode ser aprovada pelo Sistema Financeiro de Habitação, de setembro passado.
Mais que isso, torna o bambu agente da resolução de um problema sério no país. Segundo dados do IBGE, o déficit habitacional no Brasil atinge a casa dos 6 milhões de unidades, envolvendo uma população de 30 milhões, pessoas que vivem em habitações subnormais ou co-habitam em precárias condições de salubridade e higiene.
Esse desafio levou o arquiteto Ricardo Nunes a mergulhar na tarefa de desenvolver a pesquisa e aplicação de novos materiais e tecnologias baseadas nos recursos naturais e humanos de cada região. O entendimento a movê-lo foi o de que esse trabalho pode representar um incremento significativo para o equacionamento do déficit de moradia com qualidade, sustentabilidade econômica e ambiental.
O pontapé inicial da proposta aconteceu em 2004, quando ele elaborou, como objeto de pesquisa acadêmica para dissertação de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, uma construção experimental para o Centro de Educação Agroflorestal da Petrobras , na cidade sergipana de Carmópolis, a 64 Km da capital.
A edificação, com 255 m² de área, utilizou o bambu para elevação de toda a sua estrutura e confecção das paredes, construídas a partir de painéis pré-moldados de esteiras de bambu, rebocados com areia e cal. O espaço é usado para cursos e aulas de educação ambiental e capacitação de agricultores inseridos no projeto de agro-floresta, desenvolvido pela Petrobras naquele município.
”Sabíamos que os materiais e os métodos de construção utilizados no Centro poderiam representar grande impacto econômico na construção de casas e, para isso, precisaríamos testar em protótipos”, disse Ricardo Nunes a AmbienteBrasil.
No mesmo ano, 2004, ele fundou o Instituto de Desenvolvimento Comunitário Sustentável (Incomun), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com sede em Aracaju, que institucionalizou a proposta de pesquisar essas técnicas.
Apresentado o projeto à Prefeitura de Aracaju, dentro de um programa de RSE (Responsabilidade Social Empresarial), a parceria foi firmada em junho de 2007, também incluindo a Petrobras, com o objetivo de levar a termo dois protótipos de habitação popular.
As casas foram edificadas com 47 m² cada, e dividem-se, cada uma, em dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda (confira fachada na foto ao lado). Localizadas no Parque da Sementeira, em Aracaju, encontram-se em processo de avaliação técnica de desempenho dos materiais e processos tecnológicos durante o ano de 2008, enquanto são utilizadas pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) em suas atividades administrativas.
Também como produto deste projeto, em breve estará sendo editado o “Manual de Construção de Habitação com Bambu”, acompanhado de um DVD para a capacitação de arquitetos para a elaboração de projetos, e mão-de-obra de carpinteiros e aprendizes para a execução das construções.
“Demonstramos que uma habitação social pode ser construída pela metade do preço de uma construção convencional; que a tecnologia é simples e pode ser apropriada facilmente por comunidades pobres e que a sustentabilidade, nesse caso, não é uma mera peça de marketing, mas uma prática de fato”, diz o arquiteto, registrando que as casa são “bonitas, duráveis e muito confortáveis” (veja mais fotos no final da matéria).
Fora a redução do custo construtivo pela metade – o que pode cair ainda mais, a depender da escala -, o uso do bambu em residências tem outros méritos em relação aos materiais convencionais. “Para a produção de dez mil blocos cerâmicos, é queimado um caminhão de lenha”, diz Ricardo. “Com o bambu, ao invés de emitirmos CO2 para a atmosfera, o carbono é seqüestrado pela planta e fixado na construção, reduzindo poluição e efeito estufa”.
O uso do material ainda não foi contemplado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), lacuna que, no entanto, não desanima o arquiteto. “A questão da normatização pela ABNT é apenas uma formalidade institucional para que casas de bambu possam ser financiadas pelas agências oficiais”, diz ele.
E completa: “mesmo sem normatização, elas podem ser legalmente construídas por iniciativa das próprias comunidades, com apoio de governos e ONG's. Os protótipos construídos dentro do rigor do método científico onde todos os procedimentos técnicos foram registrados para futuras repetições é suficiente para a criação de um programa de construção em série”.
Outro estudo no sentido de valorizar o bambu contra o déficit habitacional está em curso no Rio de Janeiro, por intermédio do Sebrae na cidade de Três Rios, conforme AmbienteBrasil mostrou na reportagem EXCLUSIVO: "Casa ecológica" com bambu e raspas de pneus pode ser aprovada pelo Sistema Financeiro de Habitação, de setembro passado.
Macacos da selva da Indonésia aprendem a pescar
Macacos de cauda longa têm a reputação de saber dar um jeito de conseguir comida - seja colhendo frutas das árvores da selva ou roubando de turistas. Agora, pesquisadores dizem ter descoberto grupos de primatas de pêlo prateado na Indonésia que pescam.
Bandos de macacos de cauda longa foram vistos, por quatro vezes ao longo dos últimos oito anos, pegando peixes pequenos com as mãos e comendo-os ao longo de rios das províncias indonésias de Kalimantan Oriental e Sumatra do Sul, dizem pesquisadores da Nature Conservancy e do Great Ape Trust.
Sabia-se que a espécie comia frutas, além de capturar caranguejos e insetos, mas nunca tinha sido vista pescando em rios.
"É impressionante, depois de tanto tempo, ver um comportamento novo", disse Erik Meijaard, um dos autores do estudo sobre macacos pescadores que aparece na edição de maio do International Journal of Primatology. "É uma indicação de como conhecemos pouco a espécie".
Meijaard, um consultor científico da Nature Conservancy, disse que não está claro o que levou os macacos de cauda longa a partir para a pesca. Mas afirmou que a mudança mostra um lado dos macacos que já era conhecido, a capacidade de adaptação às variações do ambiente e das fontes de alimento.
"São uma espécie sobrevivente, que sabe como lidar com condições difíceis", disse ele. "Seu comportamento tem o potencial de representar flexibilidade ecológica". (Fonte: Estadão Online)
Bandos de macacos de cauda longa foram vistos, por quatro vezes ao longo dos últimos oito anos, pegando peixes pequenos com as mãos e comendo-os ao longo de rios das províncias indonésias de Kalimantan Oriental e Sumatra do Sul, dizem pesquisadores da Nature Conservancy e do Great Ape Trust.
Sabia-se que a espécie comia frutas, além de capturar caranguejos e insetos, mas nunca tinha sido vista pescando em rios.
"É impressionante, depois de tanto tempo, ver um comportamento novo", disse Erik Meijaard, um dos autores do estudo sobre macacos pescadores que aparece na edição de maio do International Journal of Primatology. "É uma indicação de como conhecemos pouco a espécie".
Meijaard, um consultor científico da Nature Conservancy, disse que não está claro o que levou os macacos de cauda longa a partir para a pesca. Mas afirmou que a mudança mostra um lado dos macacos que já era conhecido, a capacidade de adaptação às variações do ambiente e das fontes de alimento.
"São uma espécie sobrevivente, que sabe como lidar com condições difíceis", disse ele. "Seu comportamento tem o potencial de representar flexibilidade ecológica". (Fonte: Estadão Online)
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ministério da Justiça descarta criação de Guarda Nacional Ambiental
O Ministério da Justiça não vai criar uma força de segurança específica para atuar na proteção ambiental, contrariando a idéia defendida pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que previa a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, nos moldes da Força Nacional de Segurança (FNS). Minc reuniu-se na quarta-feira (11) com o ministro da Justiça, Tarso Genro.
“A idéia da guarda, pelo menos com o Ministério da Justiça, não está sendo discutida. O ministério está discutindo com o ministro Minc uma especialização de parte do efetivo da FNS e a continuidade das operações ordinárias da Força em operações em diversas frentes de proteção ao meio ambiente”, apontou o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, que também participou da reunião.
A alternativa do Ministério da Justiça, apresentada a Minc, é destinar para ações ambientais um grupo de 50 a 100 homens de um contingente especializado que o ministério pretende formar para reforçar a FNS. Cerca de 250 homens da Força já atuam em ações ambientais, segundo o ministério.
“Vamos formar 550 homens, com capacitação especializada e equipamentos modernos, o Batalhão Especial de Pronta Entrega (Bepe). Dentro do Bepe, teremos um segmento altamente especializado na preservação do meio ambiente. Não haverá uma força nacional ambiental; talvez isso seja parte de alguma negociação do ministro Minc diretamente com a Presidência, com o MJ, não”, detalhou Balestreri.
O Ministério da Justiça também avalia, segundo o secretário, realocar recursos do orçamento da pasta para fortalecer a atuação de bombeiros e policiais militares de batalhões florestais na repressão de crimes ambientais.
“Vamos estudar a realocação de parte do orçamento para que injetemos nos bombeiros recursos muito significativos e peçamos aos entes federados uma contrapartida de que esses recursos e esses efetivos serão necessariamente utilizados na preservação do meio ambiente.”
Ao deixar a reunião, Minc afirmou que vai apresentar e discutir a proposta com os 27 governadores do país para firmar convênios. Sem a criação de uma corporação específica, o ministro espera contar com os cerca de 9 mil policiais militares que atuam em batalhões florestais e “dezenas de milhares de bombeiros” para ações policiais de preservação ambiental. (Fonte: Agência Brasil)
“A idéia da guarda, pelo menos com o Ministério da Justiça, não está sendo discutida. O ministério está discutindo com o ministro Minc uma especialização de parte do efetivo da FNS e a continuidade das operações ordinárias da Força em operações em diversas frentes de proteção ao meio ambiente”, apontou o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, que também participou da reunião.
A alternativa do Ministério da Justiça, apresentada a Minc, é destinar para ações ambientais um grupo de 50 a 100 homens de um contingente especializado que o ministério pretende formar para reforçar a FNS. Cerca de 250 homens da Força já atuam em ações ambientais, segundo o ministério.
“Vamos formar 550 homens, com capacitação especializada e equipamentos modernos, o Batalhão Especial de Pronta Entrega (Bepe). Dentro do Bepe, teremos um segmento altamente especializado na preservação do meio ambiente. Não haverá uma força nacional ambiental; talvez isso seja parte de alguma negociação do ministro Minc diretamente com a Presidência, com o MJ, não”, detalhou Balestreri.
O Ministério da Justiça também avalia, segundo o secretário, realocar recursos do orçamento da pasta para fortalecer a atuação de bombeiros e policiais militares de batalhões florestais na repressão de crimes ambientais.
“Vamos estudar a realocação de parte do orçamento para que injetemos nos bombeiros recursos muito significativos e peçamos aos entes federados uma contrapartida de que esses recursos e esses efetivos serão necessariamente utilizados na preservação do meio ambiente.”
Ao deixar a reunião, Minc afirmou que vai apresentar e discutir a proposta com os 27 governadores do país para firmar convênios. Sem a criação de uma corporação específica, o ministro espera contar com os cerca de 9 mil policiais militares que atuam em batalhões florestais e “dezenas de milhares de bombeiros” para ações policiais de preservação ambiental. (Fonte: Agência Brasil)
Excesso de nitrogênio nos oceanos influencia no desmatamento
O homem aumentou a oferta nos oceanos de nitrogênio disponível a organismos em quase 50%. Além disso, tem influenciado gravemente os ciclos desse elemento químico na atmosfera e no solo do planeta. As afirmações estão em dois estudos independentes publicados na edição de 16 de maio da revista Sciente.
O aumento tem sérias implicações para as mudanças climáticas, uma vez que o nitrogênio em excesso aumenta a atividade biológica marinha e a absorção de dióxido de carbono, o que, por sua vez, leva à produção de mais óxido nitroso, considerado ainda mais prejudicial ao aquecimento global do que o metano ou o próprio dióxido de carbono.
Que o homem tem interferido no ciclo de nitrogênio, por meio do uso indiscriminado de fertilizantes na agricultura e da queima de combustíveis fósseis, é algo que já se sabia. Mas os novos estudos são os primeiros a avaliar o impacto da produção antropogênica do elemento químico nos oceanos.
Os estudos foram coordenados por Robert Duce, do Departamento de Oceanografia e Ciências Atmosféricas da Universidade Texas A&M, e James Galloway, do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade da Virgínia, ambas nos Estados Unidos.
O segundo artigo conta com a participação de Luiz Antonio Martinelli, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), e um dos maiores especialistas no país sobre alterações no ciclo de nitrogênio.
Os dois trabalhos destacam a necessidade de que sejam conduzidos mais estudos para investigar os efeitos da atividade humana nos ciclos de nitrogênio, mas são categóricos em afirmar que as conseqüências negativas nos níveis globais do elemento químico se intensificarão nos próximos anos.
Duce e colegas descrevem em seu artigo que as formas de nitrogênio antropogênico já são responsáveis por cerca de 3% de toda a nova produção biológica marinha. E a contribuição humana é responsável por cerca de um terço do óxido nitroso e um décimo do dióxido de carbono que chega aos oceanos do planeta todos os anos.
Segundo os autores, essa influência pode reduzir níveis de oxigênio essenciais na água e tem efeitos sérios no clima, na produção de alimentos e em ecossistemas espalhados por todo o mundo.
Galloway e colaboradores destacam os problemas ambientais e de saúde que derivam do aumento dos níveis de nitrogênio produzidos pela atividade humana. Eles também apontam o “desequilíbrio extremo” de nitrogênio que existe atualmente.
Os pesquisadores ressaltam a “importância crítica da redução de nitrogênio reativo [usado por organismos] no ambiente” e lançam uma série de questões para serem consideradas por estudos futuros.
“Muito do nitrogênio antropogênico se perde no ar, na água e no solo, causando problemas ambientais e de saúde humana em cascata. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos em algumas partes do mundo é deficiente em nitrogênio, ressaltando as disparidades na produção de fertilizantes que contêm o elemento químico. Otimizar a necessidade desse recurso importante ao homem e, ao mesmo tempo, minimizar suas conseqüências negativas requerem uma abordagem interdisciplinar e o desenvolvimento de estratégias para diminuir os resíduos que contenham nitrogênio”, afirmaram.
“O ciclo natural do nitrogênio tem sido grandemente influenciado pela atividade humana no último século – talvez mais do que o ciclo de carbono – e estimamos que os efeitos destruidores continuem a aumentar. Por conta disso, é fundamental que ações sejam tomadas para enfrentar o problema, como no controle do uso de fertilizantes ou na diminuição da poluição promovida pelo crescente aumento no número de automóveis”, disse Peter Liss, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, que participou do estudo coordenado por Duce.
Os artigos Transformation of the nitrogen cycle: Recent trends, questions, and potential solutions, de James Galloway e outros, e Impacts of atmospheric anthropogenic nitrogen on the open ocean, de Robert Duce e outros, podem ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
O aumento tem sérias implicações para as mudanças climáticas, uma vez que o nitrogênio em excesso aumenta a atividade biológica marinha e a absorção de dióxido de carbono, o que, por sua vez, leva à produção de mais óxido nitroso, considerado ainda mais prejudicial ao aquecimento global do que o metano ou o próprio dióxido de carbono.
Que o homem tem interferido no ciclo de nitrogênio, por meio do uso indiscriminado de fertilizantes na agricultura e da queima de combustíveis fósseis, é algo que já se sabia. Mas os novos estudos são os primeiros a avaliar o impacto da produção antropogênica do elemento químico nos oceanos.
Os estudos foram coordenados por Robert Duce, do Departamento de Oceanografia e Ciências Atmosféricas da Universidade Texas A&M, e James Galloway, do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade da Virgínia, ambas nos Estados Unidos.
O segundo artigo conta com a participação de Luiz Antonio Martinelli, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), e um dos maiores especialistas no país sobre alterações no ciclo de nitrogênio.
Os dois trabalhos destacam a necessidade de que sejam conduzidos mais estudos para investigar os efeitos da atividade humana nos ciclos de nitrogênio, mas são categóricos em afirmar que as conseqüências negativas nos níveis globais do elemento químico se intensificarão nos próximos anos.
Duce e colegas descrevem em seu artigo que as formas de nitrogênio antropogênico já são responsáveis por cerca de 3% de toda a nova produção biológica marinha. E a contribuição humana é responsável por cerca de um terço do óxido nitroso e um décimo do dióxido de carbono que chega aos oceanos do planeta todos os anos.
Segundo os autores, essa influência pode reduzir níveis de oxigênio essenciais na água e tem efeitos sérios no clima, na produção de alimentos e em ecossistemas espalhados por todo o mundo.
Galloway e colaboradores destacam os problemas ambientais e de saúde que derivam do aumento dos níveis de nitrogênio produzidos pela atividade humana. Eles também apontam o “desequilíbrio extremo” de nitrogênio que existe atualmente.
Os pesquisadores ressaltam a “importância crítica da redução de nitrogênio reativo [usado por organismos] no ambiente” e lançam uma série de questões para serem consideradas por estudos futuros.
“Muito do nitrogênio antropogênico se perde no ar, na água e no solo, causando problemas ambientais e de saúde humana em cascata. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos em algumas partes do mundo é deficiente em nitrogênio, ressaltando as disparidades na produção de fertilizantes que contêm o elemento químico. Otimizar a necessidade desse recurso importante ao homem e, ao mesmo tempo, minimizar suas conseqüências negativas requerem uma abordagem interdisciplinar e o desenvolvimento de estratégias para diminuir os resíduos que contenham nitrogênio”, afirmaram.
“O ciclo natural do nitrogênio tem sido grandemente influenciado pela atividade humana no último século – talvez mais do que o ciclo de carbono – e estimamos que os efeitos destruidores continuem a aumentar. Por conta disso, é fundamental que ações sejam tomadas para enfrentar o problema, como no controle do uso de fertilizantes ou na diminuição da poluição promovida pelo crescente aumento no número de automóveis”, disse Peter Liss, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, que participou do estudo coordenado por Duce.
Os artigos Transformation of the nitrogen cycle: Recent trends, questions, and potential solutions, de James Galloway e outros, e Impacts of atmospheric anthropogenic nitrogen on the open ocean, de Robert Duce e outros, podem ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
O que não dizem sobre o Meio Ambiente em Niterói
Por Gerhard Sardo*
Nos últimos anos, Niterói vem praticando a política do desenvolvimento insustentável, associando o crescimento de construções irregulares e a indústria imobiliária de risco ambiental sobre áreas naturais frágeis à ocupação humana. Não bastasse as inúmeras e constantes omissões de setores do Poder Público local em definir soluções viáveis para a preservação dos recursos naturais, ainda somos obrigados a conviver com a ausência de informações sobre a administração municipal, que persiste, mesmo em meio a tantos focos de ameaça ao meio ambiente, em não consolidar o seu Conselho Municipal do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, que criado por lei, regulamentado por decreto, e possuindo regimento interno aprovado e publicado em Diário Oficial, não consegue sensibilizar e mobilizar o atual prefeito.
Em Niterói prevalece a impunidade e a insegurança ambiental. Dentro da atual conjuntura institucional em nível municipal, conclui-se que nada de real vem sendo realizado em favor do meio ambiente na Cidade.
Não resta dúvida que a política ambiental em Niterói é uma falácia. Para comprovar essa afirmação, basta lembrar:
· o desinteresse pela aprovação do Projeto de Emenda a Lei Orgânica de Niterói nº 003/03, de 24/11/03, que poderia garantir a destinação de 20% da arrecadação dos royalties do petróleo para implantação e manejo das unidades de conservação em nível municipal;
· a omissão na articulação política pela aprovação do Projeto de Lei nº 66/04, que autoriza o Poder Executivo a criar o Parque Natural Municipal do Morro do Morcego;
· a não implementação dos planos de manejo do Monumento Natural da Praia do Sossego - Decreto Municipal nº 9.058/03, da APA do Morro da Viração - Decreto Municipal nº 9.059/03, e do Parque Municipal da Cidade - Decreto Municipal nº 6.061/03;
· o descaso com os membros do Conselho Municipal de Meio e dos Recursos Hídricos de Niterói - Portaria nº 1.549, em 05/10/04, para analisar programas e projetos em execução pela Prefeitura Municipal;
· o descumprimento das normas gerais para instalação de equipamentos transmissores de radiação eletromagnética relativos a serviços fixos e móveis de telefonia celular - Lei Municipal nº 2.174/04, uma vez que não se manifestou contra ERB's instaladas em áreas florestadas e de proteção ambiental;
· a desarticulação operacional do Núcleo de Patrulhamento Ambiental do corpo da Guarda Municipal de Niterói - Decreto Municipal nº 9.380/04;
- e a falta de empenho político no encaminhamento administrativo de minuta de projeto-de-lei que prevê a reclassificação da Reserva Ecológica Municipal Darcy Ribeiro em Parque Natural Municipal, elaborado desde 2001, e que ganhou o "embargo de gaveta" junto a Procuradoria Geral da Prefeitura.
Para agravar essa situação, oportuno recordar, ainda, outras particularidades ambientais em Niterói que não são assumidas e esclarecidas pela municipalidade, como:
1) Parque da Cidade - No Parque da Cidade, localizado no Morro da Viração, com acesso por Charitas, a "área protegida" não alcança seu objetivo devido a ausência de Plano de Manejo e evidente falta de uma administração que viabilize sua gestão participativa junto aos moradores de São Francisco, Charitas e Jurujuba, ou mesmo as comunidades de baixa-renda do Preventório e Santo Inácio. Não há no local qualquer evidência de manejo sustentável das áreas florestadas ou garantia de fiscalização permanente, sinalização de trilhas ou mesmo segurança para os visitantes. Uma vergonha.
2) Lixão do Morro do Céu - O Lixão do Morro do Céu, situado no bairro do Caramujo, Zona Norte de Niterói, continua a acumular toneladas de lixo orgânico e inorgânico, infiltrando in natura todo o seu chorume em direção a bacia hidrográfica do rio Matapaca, contaminando o lençol freático da região e, provavelmente, a Baía de Guanabara, uma vez que o sistema de coleta e tratamento ora utilizado não indica seu grau de eficiência. Com sua previsão de vida útil estendida por força da expansão da área hoje saturada, qual é a estimativa dos danos socioambientais que serão gerados por sua manutenção num local onde centenas de famílias vivem em estado de insalubridade? Para onde têm ido o lixo hospitalar da Cidade?
3) Estações de Tratamento de Esgoto - Qual é a realidade numérica de contaminantes líquidos originados pelas Estações de Tratamento de Esgoto na Cidade? As atuais ETEs tem sido eficazes na descontaminação de nossos corpos d'água, em especial aqueles identificados junto ao sistema lagunar de Niterói? Quais são os critérios de uso sustentável dos mananciais que abastecem o Município?
4) Indústria Naval - A Indústria Naval avança no Município, estimulada pela reativação do Porto de Niterói e descoberta de novos poços para exploração e produção de hidrocarbonetos (petróleo e gás) no banco da Bacia de Santos, contudo há dúvidas sobre o licenciamento ambiental para as atuais empresas que estão se estabelecendo e as já estabelecidas. As auditorias ambientais, estabelecidas por lei, estão sendo cumpridas ? Há fiscalização dos agentes poluidores motivados pelos estaleiros ? Qual a quantidade e qualidade de metais pesados despejados na Baía de Guanabara ? Há medidas compensatórias previstas ?
5) Indústrias de Sardinha - As Indústrias de Sardinha estabelecidas em Niterói estão em acordo com o definido pelos Termos de Ajustamento de Conduta - TACs exigidos pelo Ministério Público? E a validade das licenças ambientais, estão em dia? Quantas empresas estão operando com ecoeficiência ?
6) Empresas de Mineração - Quantas Empresas de Mineração estão em operação no Município de Niterói ? Dispõem de licença ambiental? Estão em dia com a execução dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas - PRADs? Qual a área total de destruição florestal ocasionada pela ação de pedreiras e saibreiras na Cidade? Há rios e nascentes em risco pela ação do rejeito mineral carreado pelas chuvas? Há indícios de desertificação ocasionado pela ação descontrolada de empresas de mineração?
7) Postos de Gasolina - Os postos de gasolina em Niterói estão adequados à legislação ambiental ? Quantos dispõem de licenciamento ambiental ? Quantos estão agindo regularmente ? Quantos são agentes poluidores com derramamento de óleos, graxas e combustível ? Há algum que esteja contaminando rios e lagunas ? E o lençol freático estaria sob ameaça ?
8) Cemitérios - Os cemitérios em Niterói dispõem de algum controle ambiental? Qual é o atual nível de carga de poluentes do subsolo no entorno dos cemitérios gerado pelo necrochorume? Há risco de poluição hídrica no entorno dos cemitérios?
Surpreendentemente, outro dia foi anunciado na imprensa que Niterói receberá R$ 1,3 milhão de recursos repassados pela ICMS Verde, em reconhecimento do Governo estadual aos "cuidados ambientais" que a Prefeitura municipal vem desenvolvendo. Ao que parece, a decisão do mérito do repasse é meramente política, uma vez que a realidade difere dos "indicadores oficiais".
*Gerhard Sardo é jornalista, analista ambiental, coordenador regional da Assembléia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA-RJ), conselheiro municipal e estadual do Meio Ambiente. Site: www.gerhardsardo.com.br
Nos últimos anos, Niterói vem praticando a política do desenvolvimento insustentável, associando o crescimento de construções irregulares e a indústria imobiliária de risco ambiental sobre áreas naturais frágeis à ocupação humana. Não bastasse as inúmeras e constantes omissões de setores do Poder Público local em definir soluções viáveis para a preservação dos recursos naturais, ainda somos obrigados a conviver com a ausência de informações sobre a administração municipal, que persiste, mesmo em meio a tantos focos de ameaça ao meio ambiente, em não consolidar o seu Conselho Municipal do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, que criado por lei, regulamentado por decreto, e possuindo regimento interno aprovado e publicado em Diário Oficial, não consegue sensibilizar e mobilizar o atual prefeito.
Em Niterói prevalece a impunidade e a insegurança ambiental. Dentro da atual conjuntura institucional em nível municipal, conclui-se que nada de real vem sendo realizado em favor do meio ambiente na Cidade.
Não resta dúvida que a política ambiental em Niterói é uma falácia. Para comprovar essa afirmação, basta lembrar:
· o desinteresse pela aprovação do Projeto de Emenda a Lei Orgânica de Niterói nº 003/03, de 24/11/03, que poderia garantir a destinação de 20% da arrecadação dos royalties do petróleo para implantação e manejo das unidades de conservação em nível municipal;
· a omissão na articulação política pela aprovação do Projeto de Lei nº 66/04, que autoriza o Poder Executivo a criar o Parque Natural Municipal do Morro do Morcego;
· a não implementação dos planos de manejo do Monumento Natural da Praia do Sossego - Decreto Municipal nº 9.058/03, da APA do Morro da Viração - Decreto Municipal nº 9.059/03, e do Parque Municipal da Cidade - Decreto Municipal nº 6.061/03;
· o descaso com os membros do Conselho Municipal de Meio e dos Recursos Hídricos de Niterói - Portaria nº 1.549, em 05/10/04, para analisar programas e projetos em execução pela Prefeitura Municipal;
· o descumprimento das normas gerais para instalação de equipamentos transmissores de radiação eletromagnética relativos a serviços fixos e móveis de telefonia celular - Lei Municipal nº 2.174/04, uma vez que não se manifestou contra ERB's instaladas em áreas florestadas e de proteção ambiental;
· a desarticulação operacional do Núcleo de Patrulhamento Ambiental do corpo da Guarda Municipal de Niterói - Decreto Municipal nº 9.380/04;
- e a falta de empenho político no encaminhamento administrativo de minuta de projeto-de-lei que prevê a reclassificação da Reserva Ecológica Municipal Darcy Ribeiro em Parque Natural Municipal, elaborado desde 2001, e que ganhou o "embargo de gaveta" junto a Procuradoria Geral da Prefeitura.
Para agravar essa situação, oportuno recordar, ainda, outras particularidades ambientais em Niterói que não são assumidas e esclarecidas pela municipalidade, como:
1) Parque da Cidade - No Parque da Cidade, localizado no Morro da Viração, com acesso por Charitas, a "área protegida" não alcança seu objetivo devido a ausência de Plano de Manejo e evidente falta de uma administração que viabilize sua gestão participativa junto aos moradores de São Francisco, Charitas e Jurujuba, ou mesmo as comunidades de baixa-renda do Preventório e Santo Inácio. Não há no local qualquer evidência de manejo sustentável das áreas florestadas ou garantia de fiscalização permanente, sinalização de trilhas ou mesmo segurança para os visitantes. Uma vergonha.
2) Lixão do Morro do Céu - O Lixão do Morro do Céu, situado no bairro do Caramujo, Zona Norte de Niterói, continua a acumular toneladas de lixo orgânico e inorgânico, infiltrando in natura todo o seu chorume em direção a bacia hidrográfica do rio Matapaca, contaminando o lençol freático da região e, provavelmente, a Baía de Guanabara, uma vez que o sistema de coleta e tratamento ora utilizado não indica seu grau de eficiência. Com sua previsão de vida útil estendida por força da expansão da área hoje saturada, qual é a estimativa dos danos socioambientais que serão gerados por sua manutenção num local onde centenas de famílias vivem em estado de insalubridade? Para onde têm ido o lixo hospitalar da Cidade?
3) Estações de Tratamento de Esgoto - Qual é a realidade numérica de contaminantes líquidos originados pelas Estações de Tratamento de Esgoto na Cidade? As atuais ETEs tem sido eficazes na descontaminação de nossos corpos d'água, em especial aqueles identificados junto ao sistema lagunar de Niterói? Quais são os critérios de uso sustentável dos mananciais que abastecem o Município?
4) Indústria Naval - A Indústria Naval avança no Município, estimulada pela reativação do Porto de Niterói e descoberta de novos poços para exploração e produção de hidrocarbonetos (petróleo e gás) no banco da Bacia de Santos, contudo há dúvidas sobre o licenciamento ambiental para as atuais empresas que estão se estabelecendo e as já estabelecidas. As auditorias ambientais, estabelecidas por lei, estão sendo cumpridas ? Há fiscalização dos agentes poluidores motivados pelos estaleiros ? Qual a quantidade e qualidade de metais pesados despejados na Baía de Guanabara ? Há medidas compensatórias previstas ?
5) Indústrias de Sardinha - As Indústrias de Sardinha estabelecidas em Niterói estão em acordo com o definido pelos Termos de Ajustamento de Conduta - TACs exigidos pelo Ministério Público? E a validade das licenças ambientais, estão em dia? Quantas empresas estão operando com ecoeficiência ?
6) Empresas de Mineração - Quantas Empresas de Mineração estão em operação no Município de Niterói ? Dispõem de licença ambiental? Estão em dia com a execução dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas - PRADs? Qual a área total de destruição florestal ocasionada pela ação de pedreiras e saibreiras na Cidade? Há rios e nascentes em risco pela ação do rejeito mineral carreado pelas chuvas? Há indícios de desertificação ocasionado pela ação descontrolada de empresas de mineração?
7) Postos de Gasolina - Os postos de gasolina em Niterói estão adequados à legislação ambiental ? Quantos dispõem de licenciamento ambiental ? Quantos estão agindo regularmente ? Quantos são agentes poluidores com derramamento de óleos, graxas e combustível ? Há algum que esteja contaminando rios e lagunas ? E o lençol freático estaria sob ameaça ?
8) Cemitérios - Os cemitérios em Niterói dispõem de algum controle ambiental? Qual é o atual nível de carga de poluentes do subsolo no entorno dos cemitérios gerado pelo necrochorume? Há risco de poluição hídrica no entorno dos cemitérios?
Surpreendentemente, outro dia foi anunciado na imprensa que Niterói receberá R$ 1,3 milhão de recursos repassados pela ICMS Verde, em reconhecimento do Governo estadual aos "cuidados ambientais" que a Prefeitura municipal vem desenvolvendo. Ao que parece, a decisão do mérito do repasse é meramente política, uma vez que a realidade difere dos "indicadores oficiais".
*Gerhard Sardo é jornalista, analista ambiental, coordenador regional da Assembléia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA-RJ), conselheiro municipal e estadual do Meio Ambiente. Site: www.gerhardsardo.com.br
domingo, 8 de junho de 2008
Petrobras vai financiar despoluição na Baía da Guanabara, diz ministro
RIO DE JANEIRO (Agência Brasil), 8 de junho - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse neste domingo (8) que as obras de despoluição do Canal do Cunha, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, serão iniciadas em breve pela Petrobras.
Minc participou da cerimônia de posse da nova diretoria da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), quando informou já ter conversado sobre a questão com o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.
“Agora o Canal do Cunha virou uma questão nacional. Não é mais um problema do Rio de Janeiro. É um problema do país. Portanto, eu espero brevemente que essas obras comecem”.
Em maio passado, quando ainda era secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc informou que a versão final das obras de engenharia estava em análise pela Petrobras, que financiaria a execução do projeto.
Naquela ocasião, o atual ministro disse que as obras de recuperação e revitalização dos canais do Fundão e do Cunha e do seu entorno, na Baía da Guanabara, começariam em julho, devido ao aumento do custo do projeto, avaliado inicialmente em R$ 70 milhões, para cerca de R$ 280 milhões.
O Canal do Fundão e o Canal do Cunha encontram-se assoreados e poluídos, impedindo a circulação das águas da baía. Serão dragados e desassoreados cerca de 6,5 quilômetros de extensão dos canais.
Posteriormente, a região receberá tratamento urbanístico e paisagístico, de acordo com informação da secretaria do Ambiente do estado.
Minc participou da cerimônia de posse da nova diretoria da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), quando informou já ter conversado sobre a questão com o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.
“Agora o Canal do Cunha virou uma questão nacional. Não é mais um problema do Rio de Janeiro. É um problema do país. Portanto, eu espero brevemente que essas obras comecem”.
Em maio passado, quando ainda era secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc informou que a versão final das obras de engenharia estava em análise pela Petrobras, que financiaria a execução do projeto.
Naquela ocasião, o atual ministro disse que as obras de recuperação e revitalização dos canais do Fundão e do Cunha e do seu entorno, na Baía da Guanabara, começariam em julho, devido ao aumento do custo do projeto, avaliado inicialmente em R$ 70 milhões, para cerca de R$ 280 milhões.
O Canal do Fundão e o Canal do Cunha encontram-se assoreados e poluídos, impedindo a circulação das águas da baía. Serão dragados e desassoreados cerca de 6,5 quilômetros de extensão dos canais.
Posteriormente, a região receberá tratamento urbanístico e paisagístico, de acordo com informação da secretaria do Ambiente do estado.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
"Spider Man" francês escala prédio do New York Times
NOVA YORK (Reuters), 5 de junho - O escalador francês conhecido como "Homem-Aranha" escalou o prédio do jornal New York Times, nesta quinta-feira, com o intuito de chamar a atenção para o problema do aquecimento global.
Antes da subir, Alain Robert, de 45 anos, disse a repórteres que a escalada estava sendo feita no Dia Internacional do Meio Ambiente para "chamar a atenção para o aquecimento global, já que este é um dos maiores problemas do nosso tempo".
Ao chegar ao topo do prédio, ele levantou os dois braços e acenou para os observadores. A polícia já o esperava lá.
O "Homem-Aranha" já escalou edificações como a torre Eiffel e a ponte Golden Gate. Durante passagem por São Paulo em fevereiro, ele subiu o Edifício Itália.
Ele subiu o prédio do New York Time pela treliça da fachada, usando apenas pó para as mãos e sapatos próprios para escalada.
Quando estava perto do décimo andar, ele pendurou um cartaz na fachada que dizia: "O aquecimento global mata mais pessoas que o 11 de setembro toda semana".
A escalada atraiu centenas de espectadores, policiais, bombeiros e as equipes de outros serviços de emergência.
"Ele deve ser louco", disse Sammy Cataldo, que trabalhava na construção de um prédio vizinho.
O New York Times mudou-se há um ano para um prédio de 52 andares em Manhattan. Desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, sua antena alcança 348 metros.
A porta-voz do jornal não fez nenhum comentário sobre a escalada.
O "Homem-Aranha", que diz sofrer de vertigem, já escalou mais de 80 arranha-céus e pontos turísticos, como a torre Sears, em Chicago, e a Taipei 101, em Taiwan, o prédio mais alto do mundo.
Suas escaladas costumam ser ilegais, já que feitas sem permissão e sem corda de proteção.
No ano passado, ele foi preso por cinco dias na China, depois de escalar o prédio Jin Mao, de 88 andares, em Xangai. Ele foi expulso e proibido de entrar na China por cinco anos.
Por Marcy Nicholson, reportagem de Marcu Nicholson
Antes da subir, Alain Robert, de 45 anos, disse a repórteres que a escalada estava sendo feita no Dia Internacional do Meio Ambiente para "chamar a atenção para o aquecimento global, já que este é um dos maiores problemas do nosso tempo".
Ao chegar ao topo do prédio, ele levantou os dois braços e acenou para os observadores. A polícia já o esperava lá.
O "Homem-Aranha" já escalou edificações como a torre Eiffel e a ponte Golden Gate. Durante passagem por São Paulo em fevereiro, ele subiu o Edifício Itália.
Ele subiu o prédio do New York Time pela treliça da fachada, usando apenas pó para as mãos e sapatos próprios para escalada.
Quando estava perto do décimo andar, ele pendurou um cartaz na fachada que dizia: "O aquecimento global mata mais pessoas que o 11 de setembro toda semana".
A escalada atraiu centenas de espectadores, policiais, bombeiros e as equipes de outros serviços de emergência.
"Ele deve ser louco", disse Sammy Cataldo, que trabalhava na construção de um prédio vizinho.
O New York Times mudou-se há um ano para um prédio de 52 andares em Manhattan. Desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, sua antena alcança 348 metros.
A porta-voz do jornal não fez nenhum comentário sobre a escalada.
O "Homem-Aranha", que diz sofrer de vertigem, já escalou mais de 80 arranha-céus e pontos turísticos, como a torre Sears, em Chicago, e a Taipei 101, em Taiwan, o prédio mais alto do mundo.
Suas escaladas costumam ser ilegais, já que feitas sem permissão e sem corda de proteção.
No ano passado, ele foi preso por cinco dias na China, depois de escalar o prédio Jin Mao, de 88 andares, em Xangai. Ele foi expulso e proibido de entrar na China por cinco anos.
Por Marcy Nicholson, reportagem de Marcu Nicholson
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Cúpula da FAO prega ‘revolução verde’ para a África
ROMA (Reuters), 4 de junho - Uma cúpula da FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, pediu nesta quarta-feira aos países ricos que ajudem a "revolucionar" a agricultura nos países em desenvolvimento, especialmente na África, para que se produza mais alimentos.
"A crise alimentar global serve de alarme para que a África se lance em uma 'revolução verde' já há muito atrasada", disse o ministro nigeriano da Agricultura, Sayyadi Abba Ruma, no segundo dos três dias da cúpula.
"A cada segundo, uma criança morre de fome. A hora de agir é agora. Chega de retórica, mais ação!", afirmou o ministro.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, recebeu um abaixo-assinado sobre o tema, com mais de 300 mil nomes. O esboço de declaração final da cúpula diz que os 151 países participantes se comprometem a "eliminar a fome e assegurar comida para todos".
A FAO convocou a cúpula por causa do acentuado aumento de preços nos últimos meses, o que ameaça levar a fome a mais 100 milhões de pessoas - além das 850 milhões que já sofrem com isso no mundo.
Nos últimos anos, o preço de produtos como arroz, milho e trigo mais do que dobrou. A OCDE (entidade que reúne países desenvolvidos) estima que haverá um recuo em curto prazo, mas que na próxima década os alimentos podem subir mais 50%.
Ban disse que a cúpula já é um sucesso. "Há uma clara sensação de resolução, responsabilidade compartilhada e compromisso político entre os Estados membros no sentido de fazer escolhas políticas corretas e investir na agricultura nos próximos anos."
"A fome degrada tudo contra o que estamos lutando nos últimos anos e décadas. Temos o dever de agir, de agir agora e de agir unificadamente", afirmou o sul-coreano a jornalistas.
O antecessor dele na ONU, Kofi Annan, também está em Roma para assinar um acordo com as agências alimentares da ONU para estimular a produção agrícola na África.
"Esperamos promover uma revolução verde na África, que respeite a biodiversidade e as distintas regiões do continente", disse Annan, natural de Gana, que preside a Aliança para uma Revolução Verde na África.
O novo mecanismo dará apoio técnico para melhorias no solo e gerenciamento hídrico, acesso a sementes e fertilizantes e desenvolvimento de infra-estrutura nas regiões mais férteis da África.
O ministro nigeriano disse que seu país tem potencial para se tornar "o cesto de alimentos da África". Mas suas lavouras dependem 90% das chuvas, o que as torna vulneráveis às alterações climáticas. E, segundo ele, 14 milhões de pequenos proprietários rurais usam técnicas "rudimentares".
A cúpula de Roma ditará o tom das decisões sobre ajuda alimentar e subsídios a serem tomadas na Cúpula do G8, em julho, no Japão. É possível que influencie também as negociações da chamada Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio.
Por Stephen Brown e Robin Pomeroy
"A crise alimentar global serve de alarme para que a África se lance em uma 'revolução verde' já há muito atrasada", disse o ministro nigeriano da Agricultura, Sayyadi Abba Ruma, no segundo dos três dias da cúpula.
"A cada segundo, uma criança morre de fome. A hora de agir é agora. Chega de retórica, mais ação!", afirmou o ministro.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, recebeu um abaixo-assinado sobre o tema, com mais de 300 mil nomes. O esboço de declaração final da cúpula diz que os 151 países participantes se comprometem a "eliminar a fome e assegurar comida para todos".
A FAO convocou a cúpula por causa do acentuado aumento de preços nos últimos meses, o que ameaça levar a fome a mais 100 milhões de pessoas - além das 850 milhões que já sofrem com isso no mundo.
Nos últimos anos, o preço de produtos como arroz, milho e trigo mais do que dobrou. A OCDE (entidade que reúne países desenvolvidos) estima que haverá um recuo em curto prazo, mas que na próxima década os alimentos podem subir mais 50%.
Ban disse que a cúpula já é um sucesso. "Há uma clara sensação de resolução, responsabilidade compartilhada e compromisso político entre os Estados membros no sentido de fazer escolhas políticas corretas e investir na agricultura nos próximos anos."
"A fome degrada tudo contra o que estamos lutando nos últimos anos e décadas. Temos o dever de agir, de agir agora e de agir unificadamente", afirmou o sul-coreano a jornalistas.
O antecessor dele na ONU, Kofi Annan, também está em Roma para assinar um acordo com as agências alimentares da ONU para estimular a produção agrícola na África.
"Esperamos promover uma revolução verde na África, que respeite a biodiversidade e as distintas regiões do continente", disse Annan, natural de Gana, que preside a Aliança para uma Revolução Verde na África.
O novo mecanismo dará apoio técnico para melhorias no solo e gerenciamento hídrico, acesso a sementes e fertilizantes e desenvolvimento de infra-estrutura nas regiões mais férteis da África.
O ministro nigeriano disse que seu país tem potencial para se tornar "o cesto de alimentos da África". Mas suas lavouras dependem 90% das chuvas, o que as torna vulneráveis às alterações climáticas. E, segundo ele, 14 milhões de pequenos proprietários rurais usam técnicas "rudimentares".
A cúpula de Roma ditará o tom das decisões sobre ajuda alimentar e subsídios a serem tomadas na Cúpula do G8, em julho, no Japão. É possível que influencie também as negociações da chamada Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio.
Por Stephen Brown e Robin Pomeroy
domingo, 1 de junho de 2008
Carioquinha 2008 começou com descontos de até 50%
População gastará menos para visitar pontos turísticos da cidade
Rio - Está de volta a temporada do Carioquinha. O projeto, que completa
10 anos, vem cheio de novidades na versão 2008. A partir do dia 30 de
maio e até 30 de junho, haverá descontos de até 50% em pontos turísticos
da cidade, como Pão de Açúcar e Corcovado, bem como promoção de
atividades especiais, além de serviços de hospedagem em hotéis e
pousadas, entre outras atrações, para nascidos ou residentes no Rio e
Grande Rio.
Mergulho, rapel, caminhadas ecológicas, no Rio e em cidades do
interior, vôos duplos em asa delta e parapente – tudo isso e mais o
turismo ecológico e de aventura são alguns destaques desta edição.
O roteiro inclui também uma lista de hospedagem e de gastronomia da
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH/RJ)
com ofertas que ultrapassam 50% dos preços normalmente praticados pelo
mercado. E para quem quiser passar um fim de semana fora, o Carioquinha
oferece opções em pousadas e hotéis, tanto da capital como do interior.
A partir do dia 30 de maio, a programação das atrações poderá ser
acessada através do site www.carioquinha.com.br. Nele estão relacionados
os benefícios que cada uma das atrações oferece, podendo-se, a partir
daí, montar sua programação já para o primeiro fim de semana de
junho.
Em pontos tradicionais como Pão de Açúcar e Corcovado, os descontos
chegam a 50%. O Planetário do Rio, além desse desconto, criou uma sessão
especial, às quartas-feiras, com entrada gratuita. Uma novidade é o
passeio à Ilha das Cobras, onde funciona o Museu do Corpo dos Fuzileiros
Navais, com direito a visita guiada e gratuita às ligações subterrâneas
construídas nos séculos XVII e XVIII. Outra novidade é o passeio de
barco costeando a orla da Zona Sul carioca em lanchas da Macuco Rio.
O Carioquinha ainda põe à disposição uma lista de pousadas e hotéis. As
opções podem estar tanto na Barra da Tijuca e na Zona Sul do Rio, para
quem quer passar um fim de semana diferente e confortável sem sair da
cidade, como em Cabo Frio, Búzios, Teresópolis, Nogueira, Penedo,
Itatiaia ou Angra dos Reis, para quem deseja dar uma esticada a
localidades vizinhas. Os descontos variam de 10% a 50% na diária da
hospedagem ou em serviços.
Uma experiência interessante é o Cama & Café, em Santa Tereza, onde é
possível ficar hospedado na casa de um morador do próprio bairro. O
desconto, nesse caso, é de 10% na diária com direito a um late check out
(uma saída tardia até as 18h). Preços normais ente R$ 70 e R$ 190 e
preços Carioquinha entre R$ 63 e R$ 171.
Para os almoços de fim de semana, o Carioquinha oferece nove opções de
restaurantes com descontos de 10% a 30%. Assim, uma feijoada completa
pode sair por R$ 26,60 (mais 10% de serviço), num dos restaurantes
conveniados. A picanha, prato tão apreciado pelo carioca, pode custar R$
27. É só acessar o site www.carioquinha.com.br e ver as opções do "Menu
Carioquinha".
O Carioquinha abrange os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias,
Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá,
Mesquita, Nilópolis, Niterói, Paracambi, Nova Iguaçu, Queimados, Rio,
São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.
Rio - Está de volta a temporada do Carioquinha. O projeto, que completa
10 anos, vem cheio de novidades na versão 2008. A partir do dia 30 de
maio e até 30 de junho, haverá descontos de até 50% em pontos turísticos
da cidade, como Pão de Açúcar e Corcovado, bem como promoção de
atividades especiais, além de serviços de hospedagem em hotéis e
pousadas, entre outras atrações, para nascidos ou residentes no Rio e
Grande Rio.
Mergulho, rapel, caminhadas ecológicas, no Rio e em cidades do
interior, vôos duplos em asa delta e parapente – tudo isso e mais o
turismo ecológico e de aventura são alguns destaques desta edição.
O roteiro inclui também uma lista de hospedagem e de gastronomia da
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH/RJ)
com ofertas que ultrapassam 50% dos preços normalmente praticados pelo
mercado. E para quem quiser passar um fim de semana fora, o Carioquinha
oferece opções em pousadas e hotéis, tanto da capital como do interior.
A partir do dia 30 de maio, a programação das atrações poderá ser
acessada através do site www.carioquinha.com.br. Nele estão relacionados
os benefícios que cada uma das atrações oferece, podendo-se, a partir
daí, montar sua programação já para o primeiro fim de semana de
junho.
Em pontos tradicionais como Pão de Açúcar e Corcovado, os descontos
chegam a 50%. O Planetário do Rio, além desse desconto, criou uma sessão
especial, às quartas-feiras, com entrada gratuita. Uma novidade é o
passeio à Ilha das Cobras, onde funciona o Museu do Corpo dos Fuzileiros
Navais, com direito a visita guiada e gratuita às ligações subterrâneas
construídas nos séculos XVII e XVIII. Outra novidade é o passeio de
barco costeando a orla da Zona Sul carioca em lanchas da Macuco Rio.
O Carioquinha ainda põe à disposição uma lista de pousadas e hotéis. As
opções podem estar tanto na Barra da Tijuca e na Zona Sul do Rio, para
quem quer passar um fim de semana diferente e confortável sem sair da
cidade, como em Cabo Frio, Búzios, Teresópolis, Nogueira, Penedo,
Itatiaia ou Angra dos Reis, para quem deseja dar uma esticada a
localidades vizinhas. Os descontos variam de 10% a 50% na diária da
hospedagem ou em serviços.
Uma experiência interessante é o Cama & Café, em Santa Tereza, onde é
possível ficar hospedado na casa de um morador do próprio bairro. O
desconto, nesse caso, é de 10% na diária com direito a um late check out
(uma saída tardia até as 18h). Preços normais ente R$ 70 e R$ 190 e
preços Carioquinha entre R$ 63 e R$ 171.
Para os almoços de fim de semana, o Carioquinha oferece nove opções de
restaurantes com descontos de 10% a 30%. Assim, uma feijoada completa
pode sair por R$ 26,60 (mais 10% de serviço), num dos restaurantes
conveniados. A picanha, prato tão apreciado pelo carioca, pode custar R$
27. É só acessar o site www.carioquinha.com.br e ver as opções do "Menu
Carioquinha".
O Carioquinha abrange os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias,
Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá,
Mesquita, Nilópolis, Niterói, Paracambi, Nova Iguaçu, Queimados, Rio,
São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.
O Ministério do Meio Ambiente anunciou, hoje, a liberação de R$ 1 bilhão para a recuperação de áreas destruídas na Amazônia.
Governadores de sete dos nove estados da Amazônia se reuniram para discutir o futuro da região.
Durante o encontro foi lida a carta do Pará, um documento que será entregue à Presidência da República em que os governadores assumem os compromissos de combater o desmatamento e de trabalhar pela regularização fundiária e pelo desenvolvimento sustentável da região.
O presidente Lula, que participou do encontro, disse o país sabe o quanto é importante preservar a floresta.
“O Brasil pode, tranquilamente, ser exemplo para o mundo. Aqueles que estão dão palpite sobre o Brasil não têm mais uma árvore em pé. Então deixa o Brasil cuidar do que é seu”, afirmou Lula.
O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc anunciou que o governo vai liberar R$ 1 bilhão para recompor áreas destruídas.
O ministro afirmou que está mantida a resolução que entrará em vigor em primeiro de julho e que proíbe empréstimos oficiais a produtores da Amazônia que não estejam cumprindo exigências ambientais. Minc explicou que áreas de cerrado não estão incluídas nas restrições.
“Não flexibilizamos, não tem poder para flexibilizar. Eu não tenho poderes para mexer em uma resolução do Banco Central. Apenas expliquei como poderia ser comprovado aqueles que estão dentro ou fora do bioma. Porque a resolução é só para o bioma amazônico”, disse Carlos Minc.
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, aprovou. Pelo menos 39% das áreas do estado são de cerrado.
“Se trata, eu acho, de fazer um pouco de justiça porque a medida tinha sido muito forte. Quer dizer, estava considerando isso como um embargo econômico ao estado do Mato Grosso”, comentou o governador.
O governador e o ministro minimizaram a troca de farpas entre eles, por causa do desmatamento na Amazônia.
“Eu não vim aqui para ir no ringue, eu vim aqui para negociar e discutir”, disse o governador.
“Na verdade eu nunca tinha brigado com ele. Eu fiz apenas algumas declarações, digamos assim, um pouco ousadas. Mas agora o que a gente tá é trabalhando junto pelo desenvolvimento sustentável dentro da lei”, comentou o ministro.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
Durante o encontro foi lida a carta do Pará, um documento que será entregue à Presidência da República em que os governadores assumem os compromissos de combater o desmatamento e de trabalhar pela regularização fundiária e pelo desenvolvimento sustentável da região.
O presidente Lula, que participou do encontro, disse o país sabe o quanto é importante preservar a floresta.
“O Brasil pode, tranquilamente, ser exemplo para o mundo. Aqueles que estão dão palpite sobre o Brasil não têm mais uma árvore em pé. Então deixa o Brasil cuidar do que é seu”, afirmou Lula.
O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc anunciou que o governo vai liberar R$ 1 bilhão para recompor áreas destruídas.
O ministro afirmou que está mantida a resolução que entrará em vigor em primeiro de julho e que proíbe empréstimos oficiais a produtores da Amazônia que não estejam cumprindo exigências ambientais. Minc explicou que áreas de cerrado não estão incluídas nas restrições.
“Não flexibilizamos, não tem poder para flexibilizar. Eu não tenho poderes para mexer em uma resolução do Banco Central. Apenas expliquei como poderia ser comprovado aqueles que estão dentro ou fora do bioma. Porque a resolução é só para o bioma amazônico”, disse Carlos Minc.
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, aprovou. Pelo menos 39% das áreas do estado são de cerrado.
“Se trata, eu acho, de fazer um pouco de justiça porque a medida tinha sido muito forte. Quer dizer, estava considerando isso como um embargo econômico ao estado do Mato Grosso”, comentou o governador.
O governador e o ministro minimizaram a troca de farpas entre eles, por causa do desmatamento na Amazônia.
“Eu não vim aqui para ir no ringue, eu vim aqui para negociar e discutir”, disse o governador.
“Na verdade eu nunca tinha brigado com ele. Eu fiz apenas algumas declarações, digamos assim, um pouco ousadas. Mas agora o que a gente tá é trabalhando junto pelo desenvolvimento sustentável dentro da lei”, comentou o ministro.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
Novo destino para o lixo do Rio
Após cinco anos de espera, a Comissão Estadual de Controle Ambiental concedeu na última terça-feira a licença prévia para instalação do Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos do Rio (CTR-Rio), em Paciência. O novo aterro sanitário deverá receber as nove mil toneladas de lixo produzidas diariamente no Rio e vai substituir os saturados aterros de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, e Gericinó, em Bangu, onde milhares de pessoas trabalham como catadores de lixo.
Cercado de polêmica desde sua licitação, o CTR-Rio vai ser instalado na Fazenda Santa Rosa, num terreno de 3,6 milhões de metros quadrados e, segundo a Comlurb, vai obedecer às mais modernas técnicas de destinação final do lixo com estações de tratamento do chorume (líquido altamente tóxico proveniente da decomposição do lixo), reaproveitamento energético do biogás e impermeabilização e preservação das águas subterrâneas.
O projeto tem a oposição de grupos ligados ao meio-ambiente, como o Fórum de Meio Ambiente da Baía de Sepetiba, que reúne moradores de Paciência, e dos cerca de seis mil catadores de lixo, que trabalham em Gramacho e Gericinó em condições degradantes e desumanas, mas mesmo assim, temem perder sua única fonte de renda.
Fonte: Globo Online
Cercado de polêmica desde sua licitação, o CTR-Rio vai ser instalado na Fazenda Santa Rosa, num terreno de 3,6 milhões de metros quadrados e, segundo a Comlurb, vai obedecer às mais modernas técnicas de destinação final do lixo com estações de tratamento do chorume (líquido altamente tóxico proveniente da decomposição do lixo), reaproveitamento energético do biogás e impermeabilização e preservação das águas subterrâneas.
O projeto tem a oposição de grupos ligados ao meio-ambiente, como o Fórum de Meio Ambiente da Baía de Sepetiba, que reúne moradores de Paciência, e dos cerca de seis mil catadores de lixo, que trabalham em Gramacho e Gericinó em condições degradantes e desumanas, mas mesmo assim, temem perder sua única fonte de renda.
Fonte: Globo Online
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Tribo de índios isolada tenta derrubar avião a flechadas
Uma das últimas tribos indígenas ainda sem contato com o resto do mundo foi fotografada do alto, e as imagens divulgadas nesta quinta-feira mostram seus integrantes com os corpos pintados de vermelho-vivo, brandindo arcos e flechas.
A tribo vive no Acre, perto da fronteira com o Peru, e segundo a Funai está ameaçada pela extração ilegal de madeira da Amazônia. A foto é uma rara comprovação de que esse grupo de fato existe.
"O que está acontecendo nesta região é um crime monumental contra o mundo natural, as tribos, a fauna, e mais um testemunho da completa irracionalidade com a qual nós, os 'civilizados', tratamos o mundo", disse o sertanista José Carlos Meirelles, da Funai, segundo nota da ONG Survival International.
Numa das fotos, que pode ser vista no site Survival International, dois índios pintados de vermelho se preparam para disparar flechas contra o avião, sob o olhar de outros índios.
Outra foto mostra cerca de 15 índios sob ocas, alguns deles também preparando flechas para disparar.
"O mundo precisa acordar para isto, e garantir que seu território esteja protegido em concordância com o direito internacional. Do contrário, em breve eles estarão extintos", disse Stephen Corry, diretor da Survival International, entidade que apóia povos indígenas em todo o mundo.
Das mais de cem tribos isoladas do mundo, mais de metade estão no Brasil e Peru, segundo a Survival International, e todas correm riscos de perder suas terras, serem assassinados ou sofrerem epidemias.
Fonte: www.click21.com.br
A tribo vive no Acre, perto da fronteira com o Peru, e segundo a Funai está ameaçada pela extração ilegal de madeira da Amazônia. A foto é uma rara comprovação de que esse grupo de fato existe.
"O que está acontecendo nesta região é um crime monumental contra o mundo natural, as tribos, a fauna, e mais um testemunho da completa irracionalidade com a qual nós, os 'civilizados', tratamos o mundo", disse o sertanista José Carlos Meirelles, da Funai, segundo nota da ONG Survival International.
Numa das fotos, que pode ser vista no site Survival International, dois índios pintados de vermelho se preparam para disparar flechas contra o avião, sob o olhar de outros índios.
Outra foto mostra cerca de 15 índios sob ocas, alguns deles também preparando flechas para disparar.
"O mundo precisa acordar para isto, e garantir que seu território esteja protegido em concordância com o direito internacional. Do contrário, em breve eles estarão extintos", disse Stephen Corry, diretor da Survival International, entidade que apóia povos indígenas em todo o mundo.
Das mais de cem tribos isoladas do mundo, mais de metade estão no Brasil e Peru, segundo a Survival International, e todas correm riscos de perder suas terras, serem assassinados ou sofrerem epidemias.
Fonte: www.click21.com.br
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Biodigestor
O processo de biometanação envolve a conversão anaeróbica de biomassa em metano. A decomposição biológica da matéria orgânica compreende quatro fases: hidrólise, acidogênese, acetogênese e metanogênese. Esta conversão do complexo orgânico requer uma mistura de espécies bacterianas, as quais podem depender de cada uma para seu crescimento e ocorrer, pela seqüência de quatro reações: hidrólise, acidogênese, acetogênese e metanogênese. Dependendo da temperatura que o processo está acontecendo, o tratamento de resíduos orgânicos é basicamente de três tipos. A biometanação com temperatura entre 45 – 60oC é considerada termofílica, a que ocorre entre as temperaturas de 20 – 45oC é a mesofílica. A digestão anaeróbia de matéria orgânica em baixas temperaturas (>20oC) são referidas como digestão psicrofílica.
A conversão anaeróbica produz quantidade relativamente pequena de energia para os microorganismos, por isso, as suas velocidades de crescimento são pequenas e apenas uma pequena porção do resíduo é convertida em nova biomassa celular.
O tratamento de dejetos por digestão anaeróbia, possui várias vantagens, tais como destruir organismos patogênicos e parasitas, o metano pode ser usado como uma fonte de energia, produção de baixa biomassa determina menor volume de dejetos e menor custo, capacidade de estabilizar grande volumes de dejetos orgânicos diluídos a baixo custo.
A conversão anaeróbica produz quantidade relativamente pequena de energia para os microorganismos, por isso, as suas velocidades de crescimento são pequenas e apenas uma pequena porção do resíduo é convertida em nova biomassa celular.
O tratamento de dejetos por digestão anaeróbia, possui várias vantagens, tais como destruir organismos patogênicos e parasitas, o metano pode ser usado como uma fonte de energia, produção de baixa biomassa determina menor volume de dejetos e menor custo, capacidade de estabilizar grande volumes de dejetos orgânicos diluídos a baixo custo.
Escolha de Minc para o Meio Ambiente desagrada parlamentares da base aliada
A escolha do secretário estadual do Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, para substituir Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente não agradou parte dos parlamentares da base aliada do governo. A Folha Online apurou que os governistas defendiam o nome do ex-governador Jorge Viana (PT-AC) para o cargo pelo seu histórico na defesa do ambiente.
Os parlamentares admitem, nos bastidores, que a indicação de Minc mostra a disposição do governo federal em priorizar o desenvolvimento do país, com a execução de obras que muitas vezes põem em risco o ambiente. Oficialmente, porém, os parlamentares mantêm o discurso de que não há uma disputa dentro do governo entre os ambientalistas e os chamados "desenvolvimentistas".
"Não quero tratar isso como uma queda de braço. Não há nenhum desenvolvimento possível sem respeitar o meio ambiente. O Jorge Viana, por ser da Amazônia, talvez diminuísse os impactos de três situações dentro do governo: os conflitos na reserva Raposa/Serra do Sol, a absolvição dos assassinos da irmã Dorothy e a saída da ministra Marina", disse a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).
A senadora não escondeu que torcia para indicação de Viana, mas ressaltou que administrativamente não vê diferenças entre a gestão de Minc ou do ex-governador. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) disse que a escolha de Minc mostra a opção do governo em priorizar o desenvolvimento.
"Essa é a visão do governo: priorizar o desenvolvimento em detrimento do meio ambiente. Os ministros tentam resistir a isso, vamos ver quanto tempo ele (Minc) consegue", disse Gabeira (PV-RJ).
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse esperar que o novo ministro consiga reduzir as resistências dentro do governo à implantação de políticas ambientais. "Com a ministra Marina, ninguém pode negar que havia posições extremadas no governo. Com uma cara nova no governo, pode ser que os que faziam cara feia para a ministra Marina diminuam sua cara feia."
Garibaldi disse que vai conceder um "crédito de confiança" a Minc porque acredita que fará uma boa atuação na pasta. "Eu não o conheço muito bem, mas acredito que tenha sido uma boa escolha porque vem de um trabalho realizado no governo do Rio, que tem o governador Sérgio Cabral (PMDB) à frente", afirmou o senador. (Fonte: Folha Online)
Os parlamentares admitem, nos bastidores, que a indicação de Minc mostra a disposição do governo federal em priorizar o desenvolvimento do país, com a execução de obras que muitas vezes põem em risco o ambiente. Oficialmente, porém, os parlamentares mantêm o discurso de que não há uma disputa dentro do governo entre os ambientalistas e os chamados "desenvolvimentistas".
"Não quero tratar isso como uma queda de braço. Não há nenhum desenvolvimento possível sem respeitar o meio ambiente. O Jorge Viana, por ser da Amazônia, talvez diminuísse os impactos de três situações dentro do governo: os conflitos na reserva Raposa/Serra do Sol, a absolvição dos assassinos da irmã Dorothy e a saída da ministra Marina", disse a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).
A senadora não escondeu que torcia para indicação de Viana, mas ressaltou que administrativamente não vê diferenças entre a gestão de Minc ou do ex-governador. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) disse que a escolha de Minc mostra a opção do governo em priorizar o desenvolvimento.
"Essa é a visão do governo: priorizar o desenvolvimento em detrimento do meio ambiente. Os ministros tentam resistir a isso, vamos ver quanto tempo ele (Minc) consegue", disse Gabeira (PV-RJ).
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse esperar que o novo ministro consiga reduzir as resistências dentro do governo à implantação de políticas ambientais. "Com a ministra Marina, ninguém pode negar que havia posições extremadas no governo. Com uma cara nova no governo, pode ser que os que faziam cara feia para a ministra Marina diminuam sua cara feia."
Garibaldi disse que vai conceder um "crédito de confiança" a Minc porque acredita que fará uma boa atuação na pasta. "Eu não o conheço muito bem, mas acredito que tenha sido uma boa escolha porque vem de um trabalho realizado no governo do Rio, que tem o governador Sérgio Cabral (PMDB) à frente", afirmou o senador. (Fonte: Folha Online)
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Ar limpo pode acabar com a Amazônia, dizem pesquisadores
Um ar mais limpo devido redução da combustão de carvão poderia ajudar a destruir a Amazônia neste século, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (7) que destaca os complexos desafios da mudança climática global.
O estudo na revista Nature identificou uma relação entre a redução das emissões de dióxido de enxofre por combustão de carvão e do aumento das temperaturas da superfície tropical do Atlântico Norte, que estimula o risco de desertificação da floresta Amazônica.
Com a floresta tropical já ameaçada pela evolução, altas temperaturas globais podem inclinar a balança, afirmam.
"Normalmente, a poluição é algo ruim. Mas neste caso, a melhora do ar pode ter levado, ironicamente, a uma seca da Amazônia", disse Peter Cox, um pesquisador da Universidade de Exeter na Grã-Bretanha, que liderou o estudo.
"Isso só mostra que é preciso lidar com os gases estufa."
A poluição no hemisfério norte limitou o aquecimento no Atlântico norte tropical, matendo a Amazônia mais úmida do que ela normalmente estaria.
Mas com a proteção evaporando devido ao ar mais limpo e aos gases estufa, a floresta agora encara um risco de seca, segundo os pesquisadores.
A Amazônia tem papel crucial no sistema climático global porque contém cerca de 10% do carbono armazenado em ecossistemas terrestres.
Os pesquisadores estimaram que por volta de 2025 uma seca nas mesmas proporções poderia ocorrer a cada dois anos. Em 2060, a crise poderia ocorrer em 9 anos a cada 10 - o suficiente para tornar a Amazônia uma savana, segundo Cox.
As descobertas mostram a necessidade de lutar não só com os gases estufa, mas também com a destruição direta das florestas tropicais, segundo os pesquisadores.
O estudo na revista Nature identificou uma relação entre a redução das emissões de dióxido de enxofre por combustão de carvão e do aumento das temperaturas da superfície tropical do Atlântico Norte, que estimula o risco de desertificação da floresta Amazônica.
Com a floresta tropical já ameaçada pela evolução, altas temperaturas globais podem inclinar a balança, afirmam.
"Normalmente, a poluição é algo ruim. Mas neste caso, a melhora do ar pode ter levado, ironicamente, a uma seca da Amazônia", disse Peter Cox, um pesquisador da Universidade de Exeter na Grã-Bretanha, que liderou o estudo.
"Isso só mostra que é preciso lidar com os gases estufa."
A poluição no hemisfério norte limitou o aquecimento no Atlântico norte tropical, matendo a Amazônia mais úmida do que ela normalmente estaria.
Mas com a proteção evaporando devido ao ar mais limpo e aos gases estufa, a floresta agora encara um risco de seca, segundo os pesquisadores.
A Amazônia tem papel crucial no sistema climático global porque contém cerca de 10% do carbono armazenado em ecossistemas terrestres.
Os pesquisadores estimaram que por volta de 2025 uma seca nas mesmas proporções poderia ocorrer a cada dois anos. Em 2060, a crise poderia ocorrer em 9 anos a cada 10 - o suficiente para tornar a Amazônia uma savana, segundo Cox.
As descobertas mostram a necessidade de lutar não só com os gases estufa, mas também com a destruição direta das florestas tropicais, segundo os pesquisadores.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Greenpeace reafirma posição contrária à energia de fonte nuclear
A coordenadora da campanha antinuclear da Organização Não-Governamental (ONG) ambientalista Greenpeace, Beatriz Carvalho, disse que a opção de energia nuclear não tem viabilidade no Brasil. “A gente sempre foi contra e continua sendo contra”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.
Beatriz Carvalho participou das audiências públicas sobre a Usina Nuclear Angra 3, promovidas na última semana no Rio de Janeiro e São Paulo pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela considera que essas audiências são importantes porque representam “o único momento realmente democrático” que o brasileiro tem para discutir se quer ter essa solução energética no país.
Carvalho disse que Angra 3 vai contribuir muito pouco para a matriz energética brasileira, em comparação com o potencial energético do país, a partir de outras fontes renováveis, que seriam “seguras e limpas”. O aumento, em termos de fornecimento de energia, seria de apenas 1% na matriz energética, acrescentou.
Em relatório econômico divulgado recentemente no país, o Greenpeace acusa o governo de ter feito uma “ginástica financeira" para apresentar tarifa baixa para a energia nuclear de R$ 138,00 por megawatt/hora (MWh). “A gente contesta esses dados, mostrando que, na verdade, há subsídios que estão escondidos nessa conta. E que tem dinheiro público sendo jogado fora nessa construção matemática que eles fizeram. Os custos da usina, principalmente de construção, vão ser muito mais altos do que o governo está apresentando”, afirmou Beatriz Carvalho.
Segundo a ativista do Greenpeace, o custo de construção declarado pelo governo para Angra 3 seria de R$ 7,2 bilhões. A entidade alega que com a incidência de juros sobre o capital que está imobilizado para as obras, esse valor seria de R$ 9,5 bilhões. “E se contar os quatro anos de atraso médio na construção de uma usina nuclear, o valor dela vai dobrar para R$ 15 bilhões”.
Ela lembrou que o ponto principal que o Greenpeace debate na questão nuclear está ligado à insegurança, à falta de soluções para o lixo de alta radioatividade e à instabilidade geopolítica “que gera o país que tem a tecnologia nuclear”. Lembrou ainda que o Greenpeace é totalmente contra o uso dessa energia para quaisquer finalidades, a não ser para fazer exames médicos. "Mas, para geração de energia, a gente é contra”. (Agência Brasil)
Beatriz Carvalho participou das audiências públicas sobre a Usina Nuclear Angra 3, promovidas na última semana no Rio de Janeiro e São Paulo pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela considera que essas audiências são importantes porque representam “o único momento realmente democrático” que o brasileiro tem para discutir se quer ter essa solução energética no país.
Carvalho disse que Angra 3 vai contribuir muito pouco para a matriz energética brasileira, em comparação com o potencial energético do país, a partir de outras fontes renováveis, que seriam “seguras e limpas”. O aumento, em termos de fornecimento de energia, seria de apenas 1% na matriz energética, acrescentou.
Em relatório econômico divulgado recentemente no país, o Greenpeace acusa o governo de ter feito uma “ginástica financeira" para apresentar tarifa baixa para a energia nuclear de R$ 138,00 por megawatt/hora (MWh). “A gente contesta esses dados, mostrando que, na verdade, há subsídios que estão escondidos nessa conta. E que tem dinheiro público sendo jogado fora nessa construção matemática que eles fizeram. Os custos da usina, principalmente de construção, vão ser muito mais altos do que o governo está apresentando”, afirmou Beatriz Carvalho.
Segundo a ativista do Greenpeace, o custo de construção declarado pelo governo para Angra 3 seria de R$ 7,2 bilhões. A entidade alega que com a incidência de juros sobre o capital que está imobilizado para as obras, esse valor seria de R$ 9,5 bilhões. “E se contar os quatro anos de atraso médio na construção de uma usina nuclear, o valor dela vai dobrar para R$ 15 bilhões”.
Ela lembrou que o ponto principal que o Greenpeace debate na questão nuclear está ligado à insegurança, à falta de soluções para o lixo de alta radioatividade e à instabilidade geopolítica “que gera o país que tem a tecnologia nuclear”. Lembrou ainda que o Greenpeace é totalmente contra o uso dessa energia para quaisquer finalidades, a não ser para fazer exames médicos. "Mas, para geração de energia, a gente é contra”. (Agência Brasil)
terça-feira, 1 de abril de 2008
PASSIVO AMBIENTAL
O que é Passivo Ambiental e o que representa para as Empresas
Em termos contábeis, passivo vem a ser as obrigações das empresas com terceiros, sendo que tais obrigações, mesmo sem uma cobrança formal ou legal, devem ser reconhecidas.
O passivo ambiental representa os danos causados ao meio ambiente, representando, assim, a obrigação, a responsabilidade social da empresa com aspectos ambientais.
Nessa proposta, no balanço patrimonial de uma empresa é incluído, através de cálculos estimativos, o passivo ambiental (danos ambientais gerados), e no ativo (bens e direitos), são incluídos as aplicações de recursos que objetivem a recuperação do ambiente, bem como investimentos em tecnologia de processos de contenção ou eliminação de poluição.
A identificação do passivo ambiental está sendo muito utilizada em avaliações para negociações de empresas e em privatizações, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental podem recair sobre os novos proprietários. Ele funciona como um elemento de decisão no sentido de identificar, avaliar e quantificar posições, custos e gastos ambientais potenciais que precisam ser atendidos a curto, médio e a longo prazo.
Deve ser ressaltado, porém, que o passivo ambiental não precisa estar diretamente vinculado aos balanços patrimoniais, podendo fazer parte de um relatório específico, discriminando-se as ações e esforços desenvolvidos para a eliminação ou redução de danos ambientais. Essa metodologia vem sendo seguida por empresas do mundo inteiro.
Classificação de Passivo Ambiental
O Passivo Ambiental é classificado de acordo com dois aspectos:
- Aspectos Administrativos
- Aspectos Físicos
O Passivo Ambiental, por ser pouco conhecido ou pesquisado, possui características muito abrangentes. Nota-se que, tanto do ponto de vista administrativo como no contexto físico, ele envolve questões que realmente podem influenciar para melhor ou para pior as negociações de determinados patrimônios.
Aspectos administrativos
Nos aspectos administrativos, estão enquadradas as observâncias às normas ambientais e os procedimentos e estudos técnicos efetivados pela empresa, relacionando-se:
- Registros, cadastros junto às instituições governamentais
- Cumprimento de legislações
- Efetivação de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental das atividades
- Conformidade das licenças ambientais
- Pendências de infrações, multas e penalidades
- Acordos tácitos ou escritos com vizinhanças ou comunidades
- Acordos comerciais (por exemplo: certificação ambiental
- Pendência do PBA - Programa Básico Ambiental
- Resultados de auditorias ambientais
- Medidas de compensação, indenização ou minimização pendentes
Aspectos físicos
Os aspectos físicos abrangem:
- Áreas de indústrias contaminadas
- Instalações desativadas (por ex.: depósitos remanescentes)
- Equipamentos obsoletos (por ex.: césio)
- Recuperação de áreas degradadas (por ex.: mineração)
- Reposição florestal não atendida
- Recomposição de canteiros de obras
- Restauração de bota-fora (por ex.: rodovias)
- Reassentamentos humanos não realizados (por ex.: usinas hidrelétricas)
- Transformadores com PCB (por ex.: óleo askarel)
- Existência de resíduos industriais (por ex.: produtos químicos)
- Embalagens de agrotóxicos e produtos perigosos
- Lodo galvânico
- Efluentes industriais (por ex: curtumes)
- Baterias, pilhas, acumuladores
- Pneus usados
- Despejos animais (por ex.: suínos e aves)
- Produtos ou insumos industriais vencidos
- Medicamentos humanos ou veterinários vencidos
- Bacias de tratamento de efluentes abandonadas
- Móveis e utensílios obsoletos (por ex.: formol)
- Contaminação do solo e da água
Fonte: Ambiente Brasil
Em termos contábeis, passivo vem a ser as obrigações das empresas com terceiros, sendo que tais obrigações, mesmo sem uma cobrança formal ou legal, devem ser reconhecidas.
O passivo ambiental representa os danos causados ao meio ambiente, representando, assim, a obrigação, a responsabilidade social da empresa com aspectos ambientais.
Nessa proposta, no balanço patrimonial de uma empresa é incluído, através de cálculos estimativos, o passivo ambiental (danos ambientais gerados), e no ativo (bens e direitos), são incluídos as aplicações de recursos que objetivem a recuperação do ambiente, bem como investimentos em tecnologia de processos de contenção ou eliminação de poluição.
A identificação do passivo ambiental está sendo muito utilizada em avaliações para negociações de empresas e em privatizações, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental podem recair sobre os novos proprietários. Ele funciona como um elemento de decisão no sentido de identificar, avaliar e quantificar posições, custos e gastos ambientais potenciais que precisam ser atendidos a curto, médio e a longo prazo.
Deve ser ressaltado, porém, que o passivo ambiental não precisa estar diretamente vinculado aos balanços patrimoniais, podendo fazer parte de um relatório específico, discriminando-se as ações e esforços desenvolvidos para a eliminação ou redução de danos ambientais. Essa metodologia vem sendo seguida por empresas do mundo inteiro.
Classificação de Passivo Ambiental
O Passivo Ambiental é classificado de acordo com dois aspectos:
- Aspectos Administrativos
- Aspectos Físicos
O Passivo Ambiental, por ser pouco conhecido ou pesquisado, possui características muito abrangentes. Nota-se que, tanto do ponto de vista administrativo como no contexto físico, ele envolve questões que realmente podem influenciar para melhor ou para pior as negociações de determinados patrimônios.
Aspectos administrativos
Nos aspectos administrativos, estão enquadradas as observâncias às normas ambientais e os procedimentos e estudos técnicos efetivados pela empresa, relacionando-se:
- Registros, cadastros junto às instituições governamentais
- Cumprimento de legislações
- Efetivação de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental das atividades
- Conformidade das licenças ambientais
- Pendências de infrações, multas e penalidades
- Acordos tácitos ou escritos com vizinhanças ou comunidades
- Acordos comerciais (por exemplo: certificação ambiental
- Pendência do PBA - Programa Básico Ambiental
- Resultados de auditorias ambientais
- Medidas de compensação, indenização ou minimização pendentes
Aspectos físicos
Os aspectos físicos abrangem:
- Áreas de indústrias contaminadas
- Instalações desativadas (por ex.: depósitos remanescentes)
- Equipamentos obsoletos (por ex.: césio)
- Recuperação de áreas degradadas (por ex.: mineração)
- Reposição florestal não atendida
- Recomposição de canteiros de obras
- Restauração de bota-fora (por ex.: rodovias)
- Reassentamentos humanos não realizados (por ex.: usinas hidrelétricas)
- Transformadores com PCB (por ex.: óleo askarel)
- Existência de resíduos industriais (por ex.: produtos químicos)
- Embalagens de agrotóxicos e produtos perigosos
- Lodo galvânico
- Efluentes industriais (por ex: curtumes)
- Baterias, pilhas, acumuladores
- Pneus usados
- Despejos animais (por ex.: suínos e aves)
- Produtos ou insumos industriais vencidos
- Medicamentos humanos ou veterinários vencidos
- Bacias de tratamento de efluentes abandonadas
- Móveis e utensílios obsoletos (por ex.: formol)
- Contaminação do solo e da água
Fonte: Ambiente Brasil
Consulta Pública definirá espécies da fauna como animais de estimação
Brasília (06/03/2008) - Ibama disponibilizou para Consulta Pública a lista prévia de espécies da fauna silvestre nativa que poderão ser criadas e comercializadas como animais de estimação, conforme determina o Art. 3º da Resolução Conama nº 394 de 6 de novembro de 2007.
A Consulta Pública estará disponível até o dia 6 de abril de 2008 no site do Ibama. Ao término deste prazo, o Ibama fará a análise de todo o conteúdo, objetivando editar uma lista que atenda aos anseios da sociedade brasileira.
As contribuições devem ser enviadas para o e-mail: fauna.sede@ibama.gov.br com as espécies a serem incluídas ou excluídas devidamente justificadas com base nos critérios estabelecidos pela Resolução Conama nº 394/2007. Somente serão analisadas as contribuições que estiverem dentro dos critérios estabelecidos.
Segundo o diretor de Uso sustentável da Biodiversidade e Florestas, Antônio Carlos Hummel, o Ibama utilizou os critérios indicados na Resolução para preparar a lista.
1. Classe Aves
1.1 – Família Cardinalidae
Nome cientifico Nome comum
Cyanocompsa brissonii Azulão verdadeiro
Cyanocompsa cyanoides Azulão da Amazônia
Saltator maximus Tempera-viola
Saltator similis Trinca-ferro verdadeiro
1.2 - Família Fringillidae
Carduelis magellanica Pintassilgo
1.3 - Família Icteridae
Gnorimopsar chopi Graúna
1.4 - Família Psittacidae
Amazona aestiva Papagaio verdadeiro
Amazona amazônica Papagaio do mangue
Ara ararauna Arara canindé
Ara macao Arara canga
Ara chloropera Arara vermelha grande
Ara severa Maracanã-guaçu
Aratinga aurea Jandaia-estrela
Aratinga auricapilla Jandaia
Aratinga cactorum Periquito da caatinga
Aratinga jandaya Jandaia verdadeira
Aratinga leucophthalma Periquitão-maracanã
Aratinga solstitialis Jandaia
Aratinga weddellii Jandaia de cabeça azulada
Brotogeris versicolurus Periquito de asas amarelas
Brotogeris chiriri Periquito de encontro amarelo
Brotogeris cyanoptera Periquito-de-asa-azul
Brotogeris chrysopterus Periquito de asas douradas
Brotogeris sanctihomae Periquito estrela
Deroptyus accipitrinus Anacã
Diopsittaca nobilis Maracanã-pequena
Forpus passerinus Tuim-santo
Guarouba guarouba Ararajuba
Graydidascalus brachyurus Curica-verde
Myiopsitta monachus Caturrita
Nandayus nenday Jandaia de cabeça negra
Orthopsittaca manilata Ararinha do buriti
Pionites leucogaster Marianinha-de-cabeça-amarela
Pionites melanocephala Periquito de cabeça preta
Pionus menstruus Maitaca
Pionus maximiliani Maitaca-verde
Pionus fuscus Maitaca-roxa
Propyrrhura auricollis Maracanã-de-colar
Propyrrhura maracana Maracanã
Propyrrhura couloni Maracanã-de-cabeça-azul
Triclaria malachitacea Araçuaiava
1.5 - Família Ramphastidae
Ramphastos toco Tucano
1.6 -Família Turdidae
Turdus rufiventris Sabiá-laranjeira
1.7 - Família Emberezidae
Paroaria coronata Cardeal
Sicalis flaveola Canário-da-terra
Sporophila angolensis Curió
Sporophila caerulescens Papa-capim
Sporophila lineola Bigodinho
Sporophila maximiliani Bicudo
Sporophila nigricollis Coleiro-baiano
Zonotrichia capensis Tico-tico
2 – Classe Répteis
2.1 - Família Iguanidae
Iguana iguana Iguana
2.2 - Família Polychrotidae
Polychrus acutirostris Lagarto-preguiça
Polychrus marmoratus Papa-vento
Fonte: IBAMA
A Consulta Pública estará disponível até o dia 6 de abril de 2008 no site do Ibama. Ao término deste prazo, o Ibama fará a análise de todo o conteúdo, objetivando editar uma lista que atenda aos anseios da sociedade brasileira.
As contribuições devem ser enviadas para o e-mail: fauna.sede@ibama.gov.br com as espécies a serem incluídas ou excluídas devidamente justificadas com base nos critérios estabelecidos pela Resolução Conama nº 394/2007. Somente serão analisadas as contribuições que estiverem dentro dos critérios estabelecidos.
Segundo o diretor de Uso sustentável da Biodiversidade e Florestas, Antônio Carlos Hummel, o Ibama utilizou os critérios indicados na Resolução para preparar a lista.
1. Classe Aves
1.1 – Família Cardinalidae
Nome cientifico Nome comum
Cyanocompsa brissonii Azulão verdadeiro
Cyanocompsa cyanoides Azulão da Amazônia
Saltator maximus Tempera-viola
Saltator similis Trinca-ferro verdadeiro
1.2 - Família Fringillidae
Carduelis magellanica Pintassilgo
1.3 - Família Icteridae
Gnorimopsar chopi Graúna
1.4 - Família Psittacidae
Amazona aestiva Papagaio verdadeiro
Amazona amazônica Papagaio do mangue
Ara ararauna Arara canindé
Ara macao Arara canga
Ara chloropera Arara vermelha grande
Ara severa Maracanã-guaçu
Aratinga aurea Jandaia-estrela
Aratinga auricapilla Jandaia
Aratinga cactorum Periquito da caatinga
Aratinga jandaya Jandaia verdadeira
Aratinga leucophthalma Periquitão-maracanã
Aratinga solstitialis Jandaia
Aratinga weddellii Jandaia de cabeça azulada
Brotogeris versicolurus Periquito de asas amarelas
Brotogeris chiriri Periquito de encontro amarelo
Brotogeris cyanoptera Periquito-de-asa-azul
Brotogeris chrysopterus Periquito de asas douradas
Brotogeris sanctihomae Periquito estrela
Deroptyus accipitrinus Anacã
Diopsittaca nobilis Maracanã-pequena
Forpus passerinus Tuim-santo
Guarouba guarouba Ararajuba
Graydidascalus brachyurus Curica-verde
Myiopsitta monachus Caturrita
Nandayus nenday Jandaia de cabeça negra
Orthopsittaca manilata Ararinha do buriti
Pionites leucogaster Marianinha-de-cabeça-amarela
Pionites melanocephala Periquito de cabeça preta
Pionus menstruus Maitaca
Pionus maximiliani Maitaca-verde
Pionus fuscus Maitaca-roxa
Propyrrhura auricollis Maracanã-de-colar
Propyrrhura maracana Maracanã
Propyrrhura couloni Maracanã-de-cabeça-azul
Triclaria malachitacea Araçuaiava
1.5 - Família Ramphastidae
Ramphastos toco Tucano
1.6 -Família Turdidae
Turdus rufiventris Sabiá-laranjeira
1.7 - Família Emberezidae
Paroaria coronata Cardeal
Sicalis flaveola Canário-da-terra
Sporophila angolensis Curió
Sporophila caerulescens Papa-capim
Sporophila lineola Bigodinho
Sporophila maximiliani Bicudo
Sporophila nigricollis Coleiro-baiano
Zonotrichia capensis Tico-tico
2 – Classe Répteis
2.1 - Família Iguanidae
Iguana iguana Iguana
2.2 - Família Polychrotidae
Polychrus acutirostris Lagarto-preguiça
Polychrus marmoratus Papa-vento
Fonte: IBAMA
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