terça-feira, 17 de março de 2009

Waterkeeper's em Maricá

Em seu terceiro dia no Brasil, e sob orientação dos ativistas ecológicos Gerhard Sardo e Sérgio Mattos, os waterkeeper’s norte-americanos David, Andrew e Steve, conheceram a sede administrativa do Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Itaipuaçu, o complexo ecossistêmico da Área de Proteção Ambiental - APA de Maricá e a sede da Associação de Pescadores de Zacarias.

Em sua passagem pelo município de Maricá, os waterkeeper’s conheceram o trabalho do Movimento Pró-Restinga, que tem como objetivo a criação de um parque natural na região hoje abandonada pelo poder público estadual e sob ameaça de um projeto turístico e imobiliário luso-espanhol.

A Waterkeeper Alliance (http://www.waterkeeper.org/) possui representações em toda a América do Norte e em várias partes do Mundo, tendo como principal objetivo estimular ações de defesa dos recursos naturais.

terça-feira, 10 de março de 2009

Campanha promove pintura de telhado para reduzir aquecimento global

Apesar do recorde de calor atingido por São Paulo na última semana, desde o mês passado, uma campanha chamada One Degree Less (Um Grau a Menos) aponta uma solução relativamente simples para diminuir a temperatura no interior das casas e, de quebra, reduzir o aquecimento global em 1ºC: pintar telhados de branco.

Criada pela GBC (Green Building Council), uma entidade que promove mundialmente o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil, a campanha se baseia em um estudo científico do Berkeley Lab., laboratório ligado ao Departamento de Energia dos EUA.

De acordo com esse estudo, a pintura de telhados e lajes superiores com cores claras reduz a temperatura no interior das edificações em cerca de 6°C, pois o branco reflete até 90% dos raios solares, enquanto a telha cerâmica comum absorve essa mesma porcentagem de calor.

Como consequência, o consumo de energia ligado à refrigeração dos ambientes (ar-condicionado e ventiladores) diminui entre 20% e 70%, o que, por sua vez, reduz a emissão de CO2 na atmosfera.

"Se 30% a 40% dos telhados mundo forem pintados, a temperatura da Terra poderia cair em 1°C, por isso o nome da campanha", diz Marcos Casado, gerente técnico da GBC.

Mas algumas mãos de tinta seriam tão eficazes a ponto de ajudar em um problema tão complexo quanto o aquecimento do planeta?

Arquitetos ouvidos pela Folha fazem ressalvas, mas são categóricos ao afirmar que pintar os telhados e até paredes que tenham alta incidência solar reduz 'de forma impactante' as temperaturas ambientes.

Nelson Solano Vianna, arquiteto e consultor de conforto ambiental e energia, diz que não é possível precisar em quanto a pintura reduz a temperatura interna de uma residência.

"Isso depende muito da posição da edificação em relação ao sol, da quantidade de janelas, que permitem a entrada de calor, e até da localização geográfica. Mas, de maneira geral, (a pintura clara) é muito importante e extremamente eficiente no controle de calor."

Vianna ressalta que é preciso fazer manutenção periódica da pintura e recomenda que seja feita em novembro, quando se inicia o período de maior incidência do sol no hemisfério sul.

A arquiteta Leiko Motomura, que trabalha com o conceito de arquitetura de mínimo impacto sobre o meio ambiente, é cautelosa quanto à pintura clara.

"A produção da tinta também agride a natureza. É possível fazer um sistema de ventilação entre o forro e o teto que é bastante eficiente no resfriamento da edificação."

O preço dessa ação politicamente correta é razoável: um galão de 18 litros da tinta especial para telhados custa cerca de R$ 170, enquanto a tinta convencional para exteriores sai a R$ 125.

Já a telha cerâmica pintada custa em média R$ 1,60 a peça, enquanto a vermelha convencional sai a R$ 0,50. (Fonte: James Cimino/ Folha Online)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Usinas de cana podem ser adaptadas para produzir etanol a partir da mandioca

A obtenção de biocombustível a partir da mandioca pode ser feita também pelas usinas de cana-de-açúcar, devido às similaridades entre os processos de fermentação e de destilação dos dois produtos. A informação é do vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Antônio Donizetti Fadel.

“O processo de fermentação e destilação da mandioca é igual ao da cana. A diferença está na etapa de moagem e no processo de sacarificação, que transforma o amido em açúcar”, explica Fadel.

Segundo ele, há a possibilidade de se postergar a colheita da raiz pode tornar o produto mais atraente para os usineiros durante as entre-safras da cana.

“A mandioca permite uma maior liberdade para a definição da época de colheita, que pode chegar a até 30 meses após o plantio. A vantagem é que enquanto ela não é colhida continua crescendo. E, com ela, os lucros”, disse.

Fadel explica que com 12 meses a produtividade da mandioca é, em média, de 25 toneladas por hectare. “Mas, com 24 meses é possível chegarmos a 40 toneladas por hectare”, garante. (Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil)

Lucro energético da mandioca é maior do que os do milho e da cana, afirma pesquisador

Transformar cana, milho ou mandioca em biocombustível é um processo que consome energia. Quantificar a energia gasta para essa produção, e compará-la à energia obtida a partir do etanol, foi o propósito de um estudo realizado pelo técnico agro-florestal da Secretaria de Desenvolvimento Agro-Florestal do Acre, Diones Assis Salla. O pesquisador chegou à conclusão de que, entre os três produtos pesquisados, a mandioca é o que proporciona “maior lucro energético”.

“Meu objetivo foi medir o quanto se gasta de energia ao longo de todo o processo produtivo de etanol desses três produtos, desde o início do processo, ainda na terra, até a industrialização. Depois, nós comparamos esses números com a energia obtida a partir do biocombustível”, explica Diones.

Segundo a pesquisa, para cada caloria de energia investida com a mandioca há um retorno de 1,67 caloria de energia em etanol. “São 67% de lucratividade energética com a mandioca, contra 9% da cana e 19% do milho”, argumentou. “Portanto a mandioca é, entre os três produtos, o que causa menor impacto no agroecossistema de cultivo”, conclui. O estudo desconsiderou a utilização do bagaço da cana como fonte de energia. (Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ANP coloca em leilão mais 315 milhões de litros de biodiesel

RIO DE JANEIRO (Agência Brasil), 27 de fevereiro - A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta sexta (27) o 13º Leilão de Biodiesel, quando estarão sendo ofertados 315 milhões de litros do produto.


O leilão atende à Resolução nº 2, do Conselho Nacional de Política Energética, em vigor desde julho do ano passado, que determina a adição de 3% de biodiesel ao diesel mineral (B3) comercializado nos postos do país. Será adotada a modalidade pregão, na forma presencial, uma vez que haverá duas rodadas de ofertas de preço, sendo consideradas vencedoras as de menor valor.


No primeiro lote serão ofertados 252 milhões de litros por produtores autorizados pela agência a exercer a atividade de produção e de comercialização de biodiesel e que sejam detentores do Registro Especial da Secretaria da Receita Federal e do Selo Combustível Social.


O segundo lote, de 63 milhões de litros de biodiesel, destina-se a produtores que preencham todos os requisitos exigidos para o primeiro lote, com exceção do Selo Combustível Social.


Segundo a ANP, o produto será adquirido pela Petrobras e a Refinaria Alberto Pasqualini. As usinas vencedoras da licitação terão prazo entre abril e junho deste ano para a entrega do produto – que se destina ao atendimento do mercado no segundo semestre do ano.


Nos 12 leilões já realizados pela ANP foram comercializados 2,1 bilhões de litros de biodiesel, dos quais 885 milhões na fase opcional da mistura - quando foram realizadas cinco licitações.


Mais 1,3 bilhão de litros foram licitados na fase da mistura obrigatória. Trinta e duas empresas arrecadaram R$ 4,7 bilhões nos 12 leilões.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Linha 3 do metrô ligando a cidade de Niterói a São Gonçalo (RJ) tem licença ambiental garantida

Rio - A Comissão Estadual de Controle Ambiental – a CECA – publicou, nesta quarta-feira, no Diário Oficial, autorização para a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente, a Feema, emitir a Licença Ambiental Prévia para a construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo. Isso significa que todos os procedimentos adotados pela Secretaria Estadual de Transportes, tanto no estudo de engenharia, quanto nos levantamentos de impacto ambiental, como no resultado das duas audiências públicas, realizadas semana retrasada, foram aceitos.

Agora, a Secretaria de Transportes precisa conseguir a Licença de Instalação, que autoriza o início das obras. Para requerer a Licença de Instalação, a Secretaria Estadual de Transportes vai entregar, nos próximos dias, o Plano Básico Ambiental da obra, contendo o detalhamento do estudo de engenharia e os programas de monitoramento e controle ambiental recomendados na licença prévia. Esta licença também é emitida pela Feema e deve levar de 30 a 45 dias para ser expedida. A meta da secretaria é instalar o primeiro canteiro de obras ainda este ano.

"A construção da Linha 3 é uma prioridade. O governador Sérgio Cabral determinou todo empenho para iniciarmos as obras o quanto antes. Se tudo correr dentro do previsto, em 2011, será possível ir de Niterói à São Gonçalo em apenas 20 minutos", comemorou o secretário Julio Lopes.

A Linha 3 do metrô vai beneficiar entre 80 mil e 100 mil pessoas por dia. O projeto prevê a ligação da Praça Araribóia, no Centro de Niterói, à Guaxindiba, em São Gonçalo, num total de 22 quilômetros de linha e 14 estações. A obra está orçada em, aproximadamente, R$ 1,2 bilhão. A licitação foi feita em 2002, e teve como consórcio vencedor o Construtor Fluminense, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Carioca Engenharia.

O secretário Julio Lopes acredita que a nova ligação facilitará a vida não só dos moradores de Niterói e São Gonçalo, mas também dos de Magé, Guapimirim e Itaboraí - municípios que juntos somam 1,8 milhão de habitantes. Outro benefício destacado pelo secretário é a geração de milhares de empregos.

"Calculamos que a obra vai gerar 1.600 novos empregos diretos. De empregos indiretos, serão mais de 6 mil. Além disso, toda aquela área ao longo da linha do trem, que hoje está degradada, será reurbanizada, o que vai valorizar em muito o preço dos imóveis e as atividades comerciais do entorno", afirmou Julio Lopes.

ICMS VERDE

Após anos tramitando na ALERJ o ICMS Verde foi finalmente aprovado na forma da Lei n. 5100 em 4/10/07 e passa a vigorar a partir deste ano, quando distribuirá cerca de 36 milhões de reais aos municípios segundo critérios de conservação ambiental. Este valor (estimado pela Secretaria de Fazenda) ainda representa somente 1% do valor total arrecadado no ICMS, mas a lei já garante 1,8% em 2010 e 2,5% em 2011.

O ICMS Verde é um novo imposto?

Não. Trata-se da redistribuição de 2,5% do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) segundo critérios ambientais.

Esta redistribuição foi pensada para compensar os municípios que tinham historicamente, o uso de seu território limitado pela presença de unidades de conservação (reservas, parques e etc) ou por mananciais estratégicos para o abastecimento das cidades.

Quais são os critérios para a distribuição destes recursos aos municípios?

Os recursos do ICMS Verde serão distribuídos da seguinte maneira:

I – área e efetiva implantação das unidades de conservação, das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN, conforme definidas no SNUC, e Áreas de Preservação Permanente – APP, 45% (quarenta e cinco por cento), sendo que desse percentual 20% (vinte por cento) serão computados para áreas criadas pelos municípios;

II – índice de qualidade ambiental dos recursos hídricos, 30% (trinta por cento);

III – coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos, 25% (vinte e cinco por cento).

Ou seja, 75% dos recursos ou 27 milhões de reais (estimativa) serão destinados em 2009 para os municípios que tratarem bem suas florestas e águas.

Estas informações são coletadas nos bancos de dados do Estado, principalmente os da FEEMA, SERLA e IEF (atuais INEA), e por meio de questionários encaminhados aos municípios. A Fundação CIDE fica responsável pelos cálculos. Infelizmente em 2008, 14 municípios não responderam estes questionários, ficando com suas pontuações zeradas e não receberão recursos em 2009.

Existirá controle social sobre estes recursos?

Sim. Os municípios só poderão receber os recursos do ICMS Verde se o seu Sistema Municipal do Meio Ambiente estiver estruturado minimamente por:

I - Conselho Municipal do Meio Ambiente;

II - Fundo Municipal do Meio Ambiente;

III - Órgão administrativo executor da política ambiental municipal (Secretaria específica);

IV – Guarda Municipal ambiental.

Saiba quanto seu município receberá e exija transparência na aplicação dos recursos.

Os recursos do ICMS Verde serão obrigatoriamente utilizados para a conservação ambiental?

Infelizmente não. Os recursos podem ser utilizados para quaisquer objetivos, obviamente, legais. No entanto, com um pouco de inteligência o gestor público perceberá que quanto mais investir em ações que melhorem os indicadores verificados no ICMS Verde, mais ele receberá no próximo ano. Por exemplo, se um município não tem nenhuma unidade de conservação (UC) em seu município, poderá investir recursos recebidos em 2009 na criação de uma, para que, em 2010, possa receber mais.

Mas lembre: Unidades de Conservação de Uso Sustentável, como as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) contarão pouco na pontuação. Portanto, se forem criar uma UC, esta deverá ser preferencialmente de Proteção Integral. Ou seja, um Parque, uma Reserva Biológica, uma Estação Ecológica ou mesmo apoiar a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) certificadas pelo Governo do Estado.

Outro exemplo é o município que já tem uma UC criada e que investirá seus recursos do ICMS Verde para estruturá-la, com a elaboração do Plano de Manejo, sede, postos de fiscalização ou sinalização. Ou mesmo o município que teve baixa pontuação no índice de qualidade da água e quer melhorar em curto prazo seus indicadores, investindo no controle de sedimentos e tratamentos de efluentes por meio de sistemas alternativos e de baixo custo. Tudo isso contará mais pontos e fará com que o município receba mais no próximo ano.

Enfim, o gestor inteligente será aquele que tiver a capacidade de investir estrategicamente os recursos do ICMS Verde para ganhar mais a cada ano!

Participação Social em 2009:

Para incentivar esta dinâmica, este “círculo virtuoso” que é o ICMS Verde, a Secretaria de Estado do Ambiente irá, todos os anos, refinar seus indicadores em parceria com a sociedade civil organizada e os municípios. Neste sentido, a partir deste ano o Instituto Terra, o Instituto BioAtlântica, a Associação Mico- Leão-Dourado, em parceria com o Secretaria de Estado do Ambiente iniciarão uma parceria com o intuito de garantir o aperfeiçoamento desta importante ferramenta de conservação ambiental que é o ICMS Verde.

A previsão é de que, já em 2010, o valor bruto do ICMS Verde seja triplicado. Portanto, vamos fazer bom uso destes recursos em 2009, para que ele cresça em 2010

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Especialista diz que mudança da Usina de Jirau pode causar impactos irreversíveis ao meio ambiente

Especialista diz que mudança da Usina de Jirau pode causar impactos irreversíveis ao meio ambiente

A mudança do local da construção da Usina Hidrelétrica de Jirau no Rio Madeira pode causar danos irreversíveis para a biodiversidade da área. Segundo o professor de Planejamento de Sistemas Energéticos da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Arthur Moretti, não foram realizados estudos prévios sobre os riscos para o ambiente do novo local.

Moretti afirmou, em entrevista no programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional, que o consórcio vencedor do leilão para a construção da hidrelétrica, Energia Sustentável do Brasil, realizou a mudança de 9,2 quilômetros da área inicial, interessado somente nos ganhos econômicos e não nos prejuízos que serão causados com a nova construção.

“Fizeram apenas uma análise técnica e econômica para o leilão, mas não existe nenhum estudo feito nos moldes que a legislação ambiental exige”, disse. Com a mudança haverá uma economia de R$ 1 bilhão no custo total da obra, estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em R$ 8,7 bilhões.

Com a construção já em andamento, o professor afirmou que milhares de peixes já morreram no mês passado e que o estudo da área original do projeto pode ser descartado, porque a biodiversidade do novo local pode ser muito diferente.

Moretti questionou ainda a decisão da justiça de manter a validade da licença ambiental da hidrelétrica. “Nós conseguimos uma liminar da Justiça Federal de Rondônia para impedir que a obra começasse, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF, sediado em Brasília] derrubou, alegando que não tinha nenhum dano causado ao meio ambiente, ou seja, é estranha essa constatação, porque, se não há estudo, como é que existe uma constatação?”, questionou o professor.
O Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais (ONGs) e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento encaminhou um recurso à Justiça solicitando a elaboração de uma avaliação ambiental da área depois da decisão do TRF. (Fonte: Radiobrás)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Incêndios na Austrália são alerta climático, dizem especialistas

Os incêndios florestais que mataram 173 pessoas durante o fim de semana na Austrália servem de alerta e prenúncio das mudanças climáticas para a opinião pública e os políticos, disseram especialistas nesta terça-feira (10).

O número de mortos depois da onda de incêndios mais grave da história australiana continua subindo. Alguns analistas dizem que, diante de tamanha tragédia, a iniciativa privada pode desistir de pressionar o governo por metas menos rígidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

"O que os incêndios florestais poderiam fazer é tirar o oxigênio do debate. Acho que a consciência da opinião pública está novamente voltada para a mudança climática. Sabíamos o que os cientistas haviam previsto, e realmente vimos na prática", disse Matthew Clarke, da Universidade Deakin, em Melbourne.

"Pode ficar dificílimo para quem quiser metas mais fracas para a redução do carbono ou para os que querem seu adiamento apresentar esses argumentos para a esfera pública. A atmosfera pode ser mais hostil a esses argumentos", disse Clarke, professor-associado da Escola de Estudos Internacionais e Políticos.

O fogo, que devastou comunidades na Grande Melbourne, foi alimentado pela onda de calor e pelo vento. No sábado, a temperatura na cidade atingiu o recorde de 46,4 graus Celsius.

O governo divulgou em dezembro um dossiê com suas propostas para a criação de um mercado de créditos de carbono, a fim de controlar as emissões que provocam o aquecimento global.

Por essa proposta, a Austrália deveria, em 2020, emitir 5 por cento de carbono a menos do que em 2000. Caso no final deste ano haja a definição de um novo tratado climático global, a meta seria ampliada para 15 por cento.

Mas o Partido Verde, citando os incêndios e as inundações no norte do país, pede metas mais rígidas.

Os verdes e dois políticos independentes são os fiéis da balança no Senado, e o governo do primeiro-ministro Kevin Rudd deve ter dificuldades em aprovar o pacote climático.

As grandes empresas, especialmente as concessionárias de energia que geram eletricidade em usinas a carvão, dizem que o esquema de créditos de carbono será custoso demais. O setor do gás natural liquefeito, que fatura bilhões de dólares em exportações, diz que pode até mesmo ter de se mudar do país.

Alguns analistas dizem que os incêndios eram previsíveis e que há anos os climatologistas alertam para a vulnerabilidade da Austrália por causa da elevação das temperaturas e redução das chuvas em grande parte do sul da ilha-continente. (Fonte: Estadão Online)

Pinguins morrem de fome por mudanças climáticas na costa argentina

Aquecimento global, pesca excessiva e poluição estão levando os pinguins que fazem seus ninhos na costa argentina a morrer de fome, já que esses animais vêm sendo forçados a nadar 40 km a mais do que o usual para conseguir comida, alertou um estudo divulgado nesta quinta-feira (12).

"Também têm de nadar 40 km de volta e estão nadando esses 80 km extras, enquanto suas companheiras estão com as crias, sentadas em um ninho e morrendo de fome", afirmou a professora de Biologia Dee Boersma, da Universidade de Washington.

Esses três fatores têm contribuído para a perda de reservas de peixes em quase 1.600 km perto de Punta Tombo, ao sul de Buenos Aires, advertiu Boersma.

A colônia já encolheu em mais de 20%, em 22 anos, caindo dos 300.000 para 200.000 pares capazes de se reproduzir. (Fonte: Folha Online)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pesquisadores brasileiros encontraram problemas visuais e alterações celulares nos crustáceos

Uma pesquisa brasileira acaba de apontar mais um impacto negativo da destruição da camada de ozônio: a radiação ultravioleta que passa hoje pelos buracos dessa camada afeta embriões de camarões de água doce. Os animais podem nascer com alterações celulares e na forma e pigmentação dos olhos, o que reduziria suas chances de atingir a vida adulta.

A pesquisa, que faz parte do doutorado da bióloga Evelise Nazari no Programa de Pós-graduação em Ciências Morfológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou amostras de ovos de camarões obtidas em aquário e submetidas a radiação ultravioleta B (UVB) em laboratório durante quatro dias. A quantidade de radiação utilizada foi semelhante à que incide hoje sobre o estado de Santa Catarina, onde foram coletados os camarões adultos que puseram os ovos.

Além disso, os pesquisadores simularam as demais condições ambientais da região, baseados nas médias dos meses de verão, época do ano que coincide com o período reprodutivo desses crustáceos.

Após o experimento, foram observadas diversas alterações nesses embriões, como no formato dos olhos, que chegaram a não se formar em alguns casos. Além disso, a coloração dos olhos ficou mais clara. Os embriões apresentaram ainda problemas no desenvolvimento dos apêndices corporais, estruturas responsáveis pela locomoção: alguns cresceram demais e outros, muito pouco.

No ambiente, foram encontrados embriões com alterações na pigmentação dos olhos semelhantes às observadas no laboratório. Segundo Nazari, isso sugere que a incidência de radiação pode já estar interferindo nos ecossistemas.

“Esses embriões irão se desenvolver em larvas que possivelmente terão poucas condições de natação e captura de alimentos”, afirma a pesquisadora. “As chances de sobrevivência desses animais são bastante reduzidas.”

Alterações celulares
Os pesquisadores também verificaram alterações nas células dos embriões, principalmente no índice de proliferação celular e na taxa de apoptose (morte programada das células).

Para a orientadora da pesquisa, a bióloga Silvana Allodi, da UFRJ, o aumento da ocorrência de apoptose nas células pode significar um mecanismo de defesa contra a agressão sofrida pela radiação. “Com a morte programada, algumas células são eliminadas para que o tecido como um todo sobreviva”, explica.

O estudo de Nazari é parte de uma ampla pesquisa que avalia os efeitos da radiação ultravioleta e do bisfenol A (composto químico presente em objetos como garrafas PET e latas de conserva) em crustáceos. O trabalho é desenvolvido por pesquisadores da UFRJ, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

As biólogas ressaltam que os crustáceos funcionam como monitores da qualidade dos diferentes ambientes em que vivem. Além disso, a diminuição do número desses animais pode causar diversos problemas ao ecossistema. “Os camarões de água doce, por exemplo, se alimentam de restos animais ou vegetais e são alimento para peixes e aves”, lembra Nazari. “Se houver redução dessa população, a repercussão ecológica será significativa”, alerta.

Estudo mostra impacto das monoculturas de eucalipto sobre as mulheres

Agência Envolverde

Um estudo de caso produzido pela Friends of the Earth e Movimiento Mundial por los Bosques Tropicales (WRM), em parceira com o Núcleo Amigos da Terra/Brasil, mostra a realidade vivida por mulheres que se encontram na região de expansão dos monocultivos de eucalipto das papeleiras, o bioma Pampa. O trabalho foi apresentado 19/12, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, às 14h.

Trata-se de um subsídio ao encontro organizado pelo Movimento Nacional em Direitos Humanos, "Relatório da violação dos direitos humanos pela atividade da silvicultura no Estado do Rio Grande do Sul 2005-2008". A autora é a bióloga e mestre em Educação Ambiental Cíntia Pereira Barenho.

"É uma importante ferramenta não só para a luta contra a expansão dos megaprojetos de celulose e papel dos movimentos sociais e ambientalistas, mas também para todos os setores da sociedade porque mostra a realidade de mulheres que pouco ou quase nada têm sido divulgado pela mídia," diz. Conforme a bióloga, a situação destas mulheres ainda é de invisibilidade social, apesar de elas já estarem à frente de lutas de resistência.

Contaminação do ambiente

O estudo de caso contou com a participação de vinte mulheres de movimentos sociais do campo e da cidade que relataram diferentes impactos da silvicultura em suas vidas. As participantes moram em Rio Grande, Hulha Negra, Piratini, Encruzilhada do Sul, Barra do Ribeiro, São José do Norte, Santana do Livramento, Herval e Porto Alegre.

Dentre os problemas decorrentes dos monocultivos relatados pelas mulheres, constatou-se dificuldades acerca das condições sociais e de sobrevivência diária, como a contaminação do ambiente e de animais devido a utilização de grande quantidade de agroquímicos nas lavouras de eucalipto e também a precária situação das estradas rurais devido ao tráfego de veículos pesados.

Além disso, elas relatara, situações de violência e assédio sexual com o início das plantações de eucalipto; escassez de água; degradação da terra e precárias condições de trabalho nos plantios. A reforma agrária foi paralisada e o abandono do campo tem se intensificado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mortos chegam a 97 em Santa Catarina; Lula libera quase R$ 2 bi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou nesta quarta-feira as regiões de Santa Catarina mais atingidas pelas chuvas, que deixaram 97 mortos até o momento, e destinou cerca de 2 bilhões de reais para ajudar as vítimas e a reconstrução do Estado e outras regiões do país.

Lula realizou um sobrevôo de helicóptero, que durou cerca de 30 minutos, sobre algumas áreas atingidas. Nove municípios já declararam estado de calamidade pública e sete cidades estão inacessíveis desde o fim de semana, com diversas estradas bloqueadas e casas inundadas.

Em entrevista após o sobrevôo, que foi encurtado devido à chuva, Lula prometeu que enviaria ao Ministério da Fazenda uma solicitação para que o FGTS dos moradores que perderam tudo com a enchente fosse liberado, além de um pedido pela prorrogação do recebimento de impostos para as cidades catarinenses mais atingidas,segundo a Defesa Civil do Estado.

A enxurrada já deixou ao menos 97 mortos, a maioria por soterramento, e 19 desaparecidos em Santa Catarina. A Defesa Civil do Estado havia divulgado anteriormente 99 mortes, mas corrigiu o número informando que dois óbitos haviam sido indevidamente repassados pela prefeitura de Luiz Alves.

Outros 78 mil estão desabrigados ou desalojados no Estado. Cidades estão submersas ou com as ruas tomadas pela lama, enquanto estabelecimentos comerciais foram saqueados pela população em meio à falta de água, luz e comida. O total de pessoas afetadas pelas chuvas no Estado passa de 1,5 milhão.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Bacia do Jequitinhonha

RIO DE JANEIRO (Agência Brasil), 25 de novembro - A Petrobras informou nesta terça-feira À noite, em nota oficial, a comprovação da presença de hidrocarbonetos em um poço pioneiro (1-BAS-147), localizado ao sul da Bacia do Jequitinhonha, na costa do estado da Bahia, em reservatórios arenosos acima da camada de sal.

Segundo a empresa a descoberta indica “o bom potencial daquela bacia”. O poço é operado pela Petrobras ( que tem 60% de participação) e localiza-se na Bacia Marítima – Jequitinhonha – 3 (BM-J-3), onde a estatal brasileira tem como sócia a StatoilHydro, com os outros 40%.

O bloco está localizado a 74 quilômetros da costa do Estado da Bahia, em lâmina d'água profunda, 2.354 metros, com os reservatórios situados a aproximadamente 3.630 metros de profundidade.

A nota informa, ainda, que a extensão da jazida e sua economicidade serão avaliadas posteriormente em Plano de Avaliação a ser proposto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme determina o contrato de concessão.Adianta, porém, que as perfurações terão seguimento até profundidades maiores, conforme programação original.

Sítio arqueológico de Angra dos Reis será aberto a visitação

Um sítio arqueológico, descoberto no início dos anos 90, na praia de Piraquara, município de Angra dos Reis, se tornará museu e será inaugurado no início de 2009.

A praia onde se localiza o museu é pequena, porém riquíssima em áreas de interesse histórico, como explica a professora Nanci Vieira, do Laboratório de Antropologia Biológica da UERJ: "Naquela área você tem um sambaqui - um sítio pré-colonial - sítios oficinas pré-coloniais, edificações do século XVIII, e uma fortificação do início do século XIX, tudo isso numa praia de 300 metros". A fortificação instalada pelos portugueses fazia parte de uma rede responsável por vigiar toda a costa do Rio de Janeiro e enviar as informações à Corte por meio de sinalizações com bandeiras, como descobriu a professora em uma outra pesquisa na região.

Segundo Nanci, toda a área de Angra e Parati é rica em sítios arqueológicos ainda não descobertos, que precisam ser preservados. "Eu fui para a região de Angra, com o apoio de Furnas, em busca das aldeias canibais citadas pelo aventureiro Hans Staden em suas viagens pelo Brasil no século XVI. Lá eu encontrei um senhor que me falou de algumas 'pedras estranhas' na praia de Piraquara. Quando eu cheguei lá descobri que essas pedras eram, na verdade, polidores que os índios usavam para fazer suas ferramentas. Foi aí que eu encontrei e mapeei os sítios" - conta a professora.

O sítio-museu, que será aberto à visitação, está localizado na área de ocupação indígena pré-colonial, conhecida pelos arqueólogos como sambaqui, uma palavra de origem tupi usada para designar ocupações muito antigas de índios coletores de moluscos. Os interessados em fazer uma visita ao local devem entrar em contato com o centro de informações da Eletronuclear, responsável pela área de Piraquara, para agendar uma visita guiada aos sítios da região e aprender mais sobre essas fascinantes civilizações antigas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ibama publica licença ambiental de Jirau em site

O Ibama publicou nessa quarta-feira (19) em sua página na internet a licença parcial que permitirá a instalação dos canteiros de obra da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. O consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersul), responsável pela obra, confirmou ter recebido o documento. Com isso, fica liberada a instalação do canteiro de obras, a abertura de uma pedreira, dos caminhos de acesso ao canteiro e das chamadas ensecadeiras - espécie de dique que seca parte do leito do rio para futura instalação de outras partes da obras.

A licença do Ibama foi publicada com quase uma semana de atraso. Na quinta-feira passada, o presidente do Ibama, Roberto Messias, anunciou que a licença estaria no site do Instituto na sexta-feira, o que acabou não ocorrendo. Fontes do Ibama disseram à Agência Estado que o atraso deveu-se à resistência de alguns técnicos em liberar a licença. (Fonte: Leonardo Goy/ Estadão Online)

Eletrobrás pretende construir cinco novas usinas no Rio Tapajós

O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, anunciou na quarta-feira (19), no 22º Congresso Brasileiro de Energia, que a holding estuda a construção de cinco novas usinas hidrelétricas no Rio Tapajós (que abrange os estados do Amazonas e Pará).

Os empreendimentos teriam capacidade de produção de 10,68 mil megawatts (MW) de energia e os projetos seriam licitados até meados de 2010.

De acordo com a Elebrás, a construção das unidades faz parte dos projetos no setor de energia com sustentabilidade, integrados às comunidades da Região Norte. A Eletrobrás estuda ainda a instalação de linhas de transmissão para integrar mais a Região Norte do país, por intermédio do chamado “Linhão”, ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Muniz antecipoua que a intenção da Eletrobrás é construir as novas unidades no chamado conceito de usina-plataforma – modelo proposto pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O conceito prevê a instalação da hidrelétrica sem a infra-estrutura tradicional, como estradas e canteiros de obras com alojamentos, que atraem numerosa população para o entorno da obra.

O presidente da Eletrobrás adiantou que a holding já apresentou os estudos do inventário do Rio Tapajós à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Agora, a Eletrobrás vai negociar com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que os estudos e relatórios de impacto ambiental (EIA/Rima) possam ser concedidos ao mesmo tempo, nos moldes do que foi feito com as usinas do Complexo do Rio Madeira..

Na ocasião, José Antônio Muniz informou que a Usina de Belo Monte, também no Pará, com capacidade prevista para 11,18 mil MW, deve se aproximar ainda mais desse novo conceito de usina-plataforma.

O executivo também anunciou a intenção da Eletrobrás de propor à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a inclusão, no planejamento estratégico do setor elétrico, da construção de três novas linhas de transmissão na Região Norte.

Segundo ele, a primeira ligará Boa Vista (RR) - Manaus (AM), com 230 kV, para reforçar o atendimento ao estado de Roraima, hoje ligado por meio de conexão à Venezuela.

Já a segunda também interligará Porto Velho (RO) a Manaus, reforçando o atendimento ao estado, enquanto a terceira linha pretende trazer para o Brasil a energia do conjunto das seis usinas que podem vir a ser implantadas no Peru.

Muniz informou também que já foi iniciada a implantação de outra linha de transmissão - Tucuruí (PA) - Manaus (AM) - Macapá (AP).

Em sua avaliação é “uma obra monumental, que possibilitará a integração com o Sistema Interligado Nacional (SIN), de modo a que, até 2012, não existirá mais o Sistema Isolado", disse, referindo-se ao isolamento do ponto de vista do abastecimento de energia elétrica de parte da Região Norte ao restante do país. (Fonte: Nielmar de Oliveira/ Agência Brasil)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Com Obama, ONU espera EUA mais ativos contra o efeito estufa

O chefe do órgão das Nações Unidas para o combate à mudança climática disse esperar que os Estados Unidos assumam uma postura mais ativa na luta contra o efeito estufa, depois que Barack Obama assumir a Presidência, em janeiro.

"Com o presidente eleito Obama, minha esperança é de que os EUA possam assumir um papel de liderança" nas negociações do acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto sobre mudança climática, disse o diretor-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança Climática, Yvo de Boer. Sob o governo de George W. Bush, os EUA recusaram-se a ratificar e cumprir o protocolo.

Obama declarou que pretende fazer os EUA um líder na questão da mudança climática e retomar a colaboração com a Convenção-Quadro, o tratado que deu origem ao protocolo. Ele disse ter planos de introduzir limites para emissão de CO2 nos EUA e reduzir essas emissões em 80% até 2050.

Mas, mesmo sob Obama, é improvável que os EUA venham a aderir ao Protocolo de Kyoto, disse de Boer no primeiro dia de uma conferência sobre tema na capital da China.

Ele disse que seria impossível aos Estados Unidos adaptarem-se, a esta altura, às metas estipuladas em Kyoto. As emissões americanas de gases do efeito estufa subiram 14% em relação aos níveis de 1990, disse ele, e o pacto requer um corte de 6% sobre a mesma base.

A administração atual dos EUA rejeitou o acordo de Kyoto, alegando que a exigência de corte de emissões prejudicaria a economia americana, ao mesmo tempo em que o protocolo autoriza os países em desenvolvimento a poluir livremente.

China, Índia, Brasil e outros países em desenvolvimento assinaram o acordo, que não os obriga a cortar emissões.

A reunião em Pequim discute transferências tecnológicas para combater o aquecimento global, em preparação para uma conferência da ONU prevista para dezembro, na Polônia, que dará continuidade às negociações para o acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto, firmado em 1997. (Fonte: Estadão Online)

Cientistas descobrem rocha capaz de absorver CO2

Uma rocha encontrada principalmente em Omã pode ser usada para reter dióxido de carbono, o que conseqüentemente reduziria as emissões de gases do efeito estufa, segundo cientistas.

Quando o dióxido de carbono (CO2) entra em contato com a rocha peridotita, o gás se transforma em minerais sólidos, como a calcita.

O geólogo Peter Kelemen e o geoquímico Juerg Matter disseram que esse processo natural pode ser amplificado em 1 milhão de vezes para que minérios subterrâneos possam acumular permanentemente pelo menos 2 bilhões das 30 bilhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas anualmente pela humanidade.

O estudo será publicado na edição do dia 11 deste mês da revista Proceedings, da Academia de Ciências Naturais dos EUA. Seus autores são ligados ao Observatório Geológico Lamont-Doherty, da Universidade Columbia, em Nova York.

A peridotita é a rocha mais comum do manto terrestre, a camada diretamente abaixo da crosta. Ela também aparece na superfície, particularmente em Omã (Península da Arábia), país convenientemente próximo de uma região que emite quantidades substanciais de dióxido de carbono na produção de combustíveis fósseis.

"Estar perto de toda aquela infra-estrutura do gás e petróleo não é uma coisa ruim", disse Matter em entrevista.

Os cientistas também calcularam o custo de extração da rocha e de seu transporte até usinas poluidoras. Concluíram que, ao menos por enquanto, o processo seria caro demais.

Na experiência-piloto, para a qual há uma patente preliminar, os pesquisadores injetaram água quente contendo CO2 pressurizado dentro da peridotita.

Segundo eles, de 4 a 5 bilhões de toneladas de CO2 poderiam ser armazenadas por ano na peridotita de Omã e arredores, caso seja usada paralelamente uma técnica desenvolvida por Klaus Lackner, da Universidade Columbia, que usa "árvores" sintéticas para extrair o carbono do ar.

Ambas as tecnologias ainda precisam ser mais desenvolvidas antes de chegarem a um estágio comercial.

A peridotita também ocorre nas ilhas de Papua-Nova Guiné e Nova Caledônia (Oceania), na costa do mar Adriático e, em quantidades menores, na Califórnia.

Grandes países emissores de CO2, como EUA, China e Índia, onde não existem superfícies abundantes dessa rocha, teriam de encontrar outras formas de capturar ou reduzir as emissões. (Fonte: Estadão Online)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Catalisador de cobre e cromo reduz emissões causadoras do efeito estufa

A compra, o armazenamento, o uso e a disposição final dos resíduos gerados pelo processo de manufatura podem gerar muitos problemas para as empresas. Estes incluem aspectos financeiros, assim como também emissões associadas à qualidade ambiental, à saúde e à segurança dos trabalhadores. A prevenção da poluição é obtida quando são tomadas medidas para reduzir os resíduos gerados pelo processo industrial.

A instalação de um catalisador de cobre e cromo em fábricas da Texas Instrument Incorporated (TI) reduziu as emissões de óxidos de nitrogênio e melhorou o desempenho dos componentes orgânicos voláteis (VOC). Esses componentes contêm vários carbonos, como os hidrocarburos (que têm átomos de carvão e oxigênio), incluindo o benzeno e o tolueno e os oxigenados, que contêm carvão, hidrogênio e oxigênio, e provêm dos tubos de escape dos automóveis e de reações químicas atmosféricas.

Por conta desta tecnologia inovadora, a Texas Instruments foi uma das 11 indicadas ao Prêmio Anual outorgado pela EPA, devido ao seu compromisso em desenvolver e melhorar a qualidade do ar e a redução dos gases que causam o efeito estufa. Os prêmios entregados em Washington abrangem quatro categorias: tecnologia de ar limpo, ação na comunidade, educação e inovações em políticas reguladoras.

A Texas Instruments e a Matros Technologies Inc., (MT) foram reconhecidas por sua inovadora tecnologia de purificação do ar desenvolvida em conjunto, que inicialmente colaborou para a redução de emissões de três das fábricas de semicondutores da Texas. Como resultado desta parceria para pesquisa e desenvolvimento, as companhias descobriram importantes benefícios para o meio ambiente.

A gasolina e o gás natural são feitos de químicos orgânicos e combustão, por isso são as maiores fontes de componentes orgânicos voláteis no mundo. Estes são emitidos em uma ampla gama de materiais de construção e móveis, equipamentos de oficina, além de materiais como a cola e os marcadores. Todos esses componentes desprendem VOC ao serem usadas e também quando são armazenadas.

O catalisador opera usando 50 a 60% menos de combustível e gera, aproximadamente, 40% menos de óxidos de nitrogênio. Além disso, dada a natureza dos catalisadores, a eficiência pode ser mantida por mais tempo, melhorando a recuperação da energia e reduzindo a necessidade de manutenção.

Os prêmios pela excelência em ar limpo reconhecem os inovadores esforços em conseguir em ar mais puro. Estes prêmios foram instaurados em 2000 por recomendação do Comitê Assessor em Ações para um Ar Limpo (Clean Air Act Advisory Committee -CAAAC), um grupo que recomenda políticas ambientais e assessora a EPA na implementação de iniciativas para conseguir um ar livre de poluição. Para ter acesso à lista completa dos ganhadores deste prêmio visite: www.epa.gov/air/caaac/recipients.html.