terça-feira, 25 de maio de 2010

Acordo garante proteção ao meio ambiente na Serra da Mantiqueira

Um dos principais objetivos da ação do MPF é proteger a rica fauna e flora da região e evitar a degradação de área de preservação ambiental, que abrange os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro



O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, terá de apresentar um plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) para implantar o Parque Nacional Altos da Mantiqueira (Parna) em área de 87 mil hectares de 16 municípios dos estados de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro. A decisão faz parte do acordo firmado pela instituição com o Ministério Público Federal. O documento deve ser concluído em até dois anos. A falta desse planejamento tem sido um dos principais argumentos usados por prefeitos, produtores rurais e empresários da região contrários à criação do reserva florestal.

Segundo proposta do instituto, o objetivo do parque é proteger uma área de preservação permanente com grande variedade de fauna e flora, remanescentes de mata atlântica, e de nascentes dos principais rios do Sul de Minas e Vale do Paraíba. Atualmente, a APA da Serra da Mantiqueira é uma unidade de conservação federal. Criada em 3 de junho de 1985, abrange 25 municípios dos três estados e compreende regiões montanhosas, que abrigam nascentes de afluentes dos rios Grande e Paraíba do Sul, dois dos principais da Região Sudeste.

Segundo o procurador da República em Guaratinguetá, Adjame Alexandre Gonçalves Oliveira, autor da ação, os problemas com relação a danos ambientais ocorridos na região da APA da Mantiqueira foram os principais motivos que levaram o MPF a tomar a iniciativa. “A falta do plano causa a degradação ambiental e dificulta o uso da área de forma sustentável pelos proprietários de terras. Quando tivermos o diagnóstico ambiental, teremos informações das ocupações humanas e assim o ICMBio terá condições de determinar com clareza o que pode ou não ser feito na área. Todo processo terá participação da comunidade e, no fim, isso vai contribuir para esclarecer, informar as pessoas e trazer ferramentas que possam ser usadas na preservação do meio ambiente”, salientou.

De acordo com a decisão do Ministério Público Federal, o ICMBio terá prazo até o fim do ano para contratar técnicos encarregados da elaboração do plano de manejo da APA e apresentar o cronograma de execução do plano, que é o principal instrumento de planejamento e de gestão de uma unidade de conservação. Depois do cronograma, o ICMBio terá um ano e meio para apresentar o plano de manejo.

Manejo

A Procuradoria da República de Minas Gerais também é a favor da criação do plano de manejo. O procurador de Varginha, que cuida da área da APA no Sul de Minas, Marcelo José Ferreira, disse que há pelo menos 70 processos, reunidos nos últimos anos, de problemas que degradação do meio ambiente na área de proteção, sobretudo nos municípios de Aiuruoca, Bocaina de Minas e Baependi, no Sul de Minas. Na opinião dele, é importante cobrar uma ação mais enérgica de instituições, como o ICMBio, para melhor proteção da biodiversidade. “Na região, a atuação dos órgãos ambientais é precária. No caso de crimes ambientais, a instituição do governo deveria autuar, mas às vezes não faz isso e alega que não tem material e pessoal suficiente para atender a demanda”, disse.

Proprietários rurais que vivem na área do parque estão preocupados com desapropriação das terras, que em muitos casos são heranças de família, e com a possibilidade de não serem devidamente indenizados. Também empresas que atuam no plantio de eucalipto e pinos e temem perder os negócios. As prefeituras estão receosas com o impacto social que a mudança das famílias da zona rural para as cidades pode ocasionar. Cerca de 300 famílias vivem próximos à área proposta para o parque.

Se for criado, o parque vai abranger as extensões de florestas de seis cidades mineiras: Delfim Moreira, Marmelópolis, Virgínia, Passa Quatro, Itanhandu e Itamonte; os municípios paulistas de Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Cruzeiro, Guaratinguetá, Lavrinhas, Pindamonhangaba, Piquete, Queluz e Santo Antônio do Pinhal, além de Resende, no Rio de Janeiro.


Patrícia Rennó - Estado de Minas

terça-feira, 18 de maio de 2010

CARIOCA VAI CONHECER MELHOR A QUALIDADE DO AR QUE RESPIRA

Com novidades, secretaria passa a monitorar parâmetros meteorológicos, gases poluentes, entre outros

Após uma interrupção de quatro anos, a Prefeitura do Rio retoma um dos seus programas ambientais mais importantes: o que permitirá ao carioca conhecer melhor a qualidade do ar que respira.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), em convênio com a Petrobras, lançou, dia 6 de maio, às 10h, na estação do metrô Cardeal Arcoverde, em Copacabana, o Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar da Cidade, o MonitorAr-Rio.

O lançamento, que contou com as presenças do Secretário de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, do Subsecretário, Altamirando Moraes, e do representante da Petrobras, Ricardo Azevedo, terá ainda a apresentação de atividades de educação ambiental.

Além desta estação entrarão também em funcionamento, no mesmo dia, mais duas estações de monitoramento: no Largo da Carioca e no Campo de São Cristóvão. Uma quarta estação começará a funcionar ainda neste semestre, na Praça Sãens Peña, na Tijuca.

Outras regiões da cidade serão atendidas por uma unidade móvel, instalada em uma viatura, que começará a avaliar a qualidade do ar, a princípio, na Avenida Rio Branco, no Centro.

O resultado do monitoramento será conhecido pela população através de boletins diários - inclusive nos fins de semana -, que informarão a qualidade do ar e seus efeitos sobre a saúde da população. O primeiro boletim estará à disposição a partir das 17h de hoje, no site da Prefeitura: www.rio.rj.gov.br.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

DUELOS VERDES

O que é melhor para o planeta: beber vinho ou cerveja? Usar joias ou bijuterias? Ter filhos ou não? Aqui está um guia de sustentabilidade nos mínimos detalhes
É MELHOR TOMAR ÁGUA EM COPO DE PLÁSTICO OU ANDAR COM UMA CANECA?
COPO
• Para suprir sua mítica necessidade diária de 2 litros de água, uma pessoa precisaria consumir 16 copinhos de 125 mililitros por dia, quase 6 mil por ano. Ainda que fabricar os copos consuma 100 litros de água, eles servirão 730 litros – 732 em anos bissextos.
• Mas a fabricação das embalagens provoca a emissão de 4,6 quilos de CO2 e outros gases responsáveis pelo aquecimento global. Só nos EUA, a fabricação, o transporte e a reciclagem de embalagens produzem gases de efeito estufa equivalentes aos de uma frota de 1,3 milhão de carros durante um ano.
• Por fim, cada copinho demora pelo menos 100 anos para se decompor.
CANECA
• Lavar uma caneca de 200 mililitros por 5 segundos gasta 500 mililitros de água.
• Logo, se os tais 2 litros por dia forem bebidos nessa caneca, será necessário lavar o copo 8 vezes, gastando quase 4 litros diários de água.
• Ao longo de um ano, essa atividade terá consumido 1 460 litros de água – 1 464 em anos bissextos.

CONCLUSÃO
Beber água em um recipiente reaproveitável causa menos danos ao planeta.�
Fontes - Sabesp, Ciclo de Vida das Embalagens no Brasil, de Renata Valt (Thesaurus Editora), Beverage Marketing Corporation, Proconve.

PEÇO O SACO DE PAPEL OU LEVO MINHA ECOBAG?
ECOBAG
• As queridas dos naturebas duram 5 anos.
• Cada uma delas é capaz de eliminar até 1 000 sacolas descartáveis em sua vida útil.
• Levou-a para o supermercado 4 vezes? É o que basta para seu impacto ambiental se tornar menor que o das sacolas plásticas ou de papel em todos os indicadores.
SACO DE PAPEL
• Demora menos tempo para se decompor, mas nem por isso é menos poluente.
• Comparando com a ecobag, sua produção emite 80% mais gases de efeito estufa, gasta 3 vezes mais água e resulta em 2 vezes mais resíduos e 70% mais gases que provocam chuva ácida.
• Só nos EUA, 14 milhões de árvores são cortadas para produzir preciosas sacolas de papel.
• Esta vai doer: gasta-se 98% mais energia para reciclar sacolas de papel que as de plástico.

CONCLUSÃO
As ecobags são a alternativa mais ecologicamente correta: desde que você não acumule dezenas delas.
Fontes - Ecobilan – Évaluation des impacts environnementaux des sacs de caisse Carrefour; Institute for LifeCycle Environmental Assessment

O QUE AGRIDE MENOS O PLANETA, CERVEJA OU VINHO?
VINHO
• Um estudo da consultoria Water Footprint Network revelou que a produção de cada litro de vinho consome outros 960 litros de água, a maior parte deles gasta no cuidadoso cultivo das uvas.
• Em outras palavras, são necessários 120 litros de água para produzir cada taça de vinho. Vinhos ruins, inclusive.
• Os 22% de vinhos importados consumidos no Brasil representam muito mais emissões de CO2 com transporte do que o 1% de cerveja importada.
CERVEJA
• De acordo com um relatório apresentado na Semana Mundial da Água em agosto pela ong WWF e uma indústria cervejeira, a produção de cada litro de cerveja consome 155 litros de água – um banho no vinho.

Ou não, porque consome menos água… ah, você entendeu.
• Em lata, a cerveja é ainda mais vantajosa para o ambiente, já que o Brasil é recordista mundial de reciclagem de latas de alumínio, com um índice de 96,5%.
• A reciclagem do alumínio economiza energia elétrica: em 2007 permitiu poupar 2 300 GWh/ano, o suficiente para abastecer por um ano uma cidade de 1 milhão de habitantes, como Goiânia.
CONCLUSÃO
No Brasil, o consumo de cerveja representa menos danos.
Fontes - Sindcerv, Ibravin, Abal, Water Footprint Network, WWF

É MELHOR MORAR EM APARTAMENTO OU CASA?
APARTAMENTO
• Na teoria, prédios concentrariam atividades em menos espaço, permitindo menos deslocamentos de carros.
• Serviços urbanos, como coleta de lixo, também se beneficiam do adensamento ao deslocarem-se menos para atender moradores.
• Outra vantagem da concentração populacional é que quem mora em apartamento não gasta água lavando seus carros na calçada nem molhando seus jardins.
CASA
• Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a construção de casas promove a expansão descontrolada da mancha urbana, aumentando o percurso e o tempo de viagem entre trabalho e residência e, consequentemente, o volume de fumaça saindo do escapamento dos veículos.
CONCLUSÃO
Do ponto de vista da ocupação do solo e aproveitamento dos recursos, morar num prédio é mais sustentável. Sem carro, de preferência.
Fonte - Cetesb

DEVO COMPRAR JOIAS OU BIJUTERIAS?
JOIAS
• Fora abalar o sustento de quem compra, a obtenção de metais nobres, usados em joias, agride o planeta. Para cada tonelada de ouro, é preciso cavucar 300 mil toneladas de minério.
• Essa retirada de grandes volumes de terra e rocha pode alterar paisagens naturais e comprometer ecossistemas.
• Muitas minas utilizam o cianeto de sódio, uma substância tóxica, na separação do ouro. Assim como o mercúrio usado nos garimpos, ela pode causar acidentes ambientais.
BIJUTERIAS
• Para obter 1 tonelada de cobre, cuja liga metálica é usada em muitas bijuterias, removem-se 110 toneladas de minério – bem mais em conta.
• Após a etapa chamada de galvanoplastia – um banho metálico dado na peça -, são descartadas soluções contendo metais pesados e substâncias como ácido sulfúrico e ácido crômico. O tratamento inadequado desses resíduos pode contaminar a água usada no abastecimento e destruir ecossistemas.

CONCLUSÃO
A produção de joias tem maior impacto ambiental. E os riscos da fabricação de bijuterias podem ser reduzidos com procedimentos dentro das empresas.
Fontes - U.S. Geological Survey; Mining the Earth (Washington, DC: Worldwatch Institute)

É MAIS ECOLÓGICO USAR ROUPAS DE ALGODÃO OU DE LÃ?


• São necessários 500 mil litros de água para produzir cada tonelada de lã.

Sim, essas ovelhas bebem.
• Além de insaciáveis, os animais de onde é extraída a lã emitem grandes quantidades de metano. Estamos falando de 20 a 30 litros diários de pum de ovelhas, bezerros e carneiros, gases que contribuem 21 vezes mais para o aquecimento global que o CO2.
ALGODÃO
• A exportação de algodão asiático para a Europa é responsável por 20% do ressecamento do mar de Aral, por causa da irrigação de lavouras em países como o Uzbequistão. Se Felipão e Rivaldo estiverem usando uniformes de algodão no FC Bunyodkor, eles também são parte do problema.
• Por trás da fabricação de uma única calça jeans estão 11 mil litros de água.
• O fertilizante utilizado nas lavouras é à base de nitrogênio. Quando aplicado inadequadamente, libera óxido nitroso, um gás muito tóxico.

Conclusão
É praticamente um empate. Como couro, pele e tecidos sintéticos são igualmente agressivos à Mãe Terra, o jeito é apelar para tecidos sintéticos e, claro, brechós – quer algo mais sustentável que reciclar roupa?

FONTES Water Footprint Network

ESCOVO OS DENTES NA PIA OU NO BANHO?

NA PIA
• Se uma pessoa escova os dentes na pia por 5 minutos com a torneira aberta, gasta 12 litros de água.
• No entanto, se ela molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes e, depois, enxaguar a boca com a água de um copo, gastará menos que 1 litro de água na escovação.

NO BANHO
• Considerando que a escovação aconteça durante um banho de chuveiro, serão consumidos 15 litros de água.
• E há o gasto desnecessário de eletricidade. Nos horários de pico, a partir das 19h30, esse desperdício significa ativar usinas termelétricas, movidas a gás natural, carvão ou diesel, e que lançam dióxido de carbono na atmosfera.

Conclusão
Escovar os dentes na pia, desde que com a torneira fechada.

FONTES Cetesb, Sabesp

POSSO TER FILHOS?

NÃO TER FILHOS
• Nos últimos 45 anos, a demanda pelos recursos do planeta dobrou. Esse aumento se deve, em boa parte, ao crescimento demográfico.
• Diante disso, há quem proponha cortar o mal pela raiz. O Movimento de Extinção Voluntária da Humanidade, por exemplo, prega que as pessoas deveriam parar de se reproduzir. Sem gente, o mundo seria um lugar muito melhor, diz o movimento, que no entanto ainda não deu início ao processo.

TER FILHOS
• Para muitos especialistas, não é o crescimento demográfico, mas o padrão de consumo que ameaça os recursos naturais. Os americanos, por exemplo, consomem 4 vezes e meia mais do que o considerado sustentável.
• No livro O Mundo sem Nós, Alan Weisman, da Universidade do Arizona, propõe que se adote a política do filho único. Desse modo, seria possível reduzir a população do mundo para 5 bilhões de pessoas até 2100.

Conclusão
Consumo não predatório é mais viável que propor a extinção da humanidade. Basta consumir menos que o planeta nos aguenta.

FONTE: World Wildlife Fund / Planeta Sustentável (http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/duelos-verdes-atitudes-realmente-sustentaveis-542533.shtml)

Brasil é o campeão do lixo eletrônico entre emergentes

Escrito por forumblog em maio 10, 2010

O Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano. O alerta é da ONU, que nesta segunda-feira, 22, lançou seu primeiro relatório sobre o tema e advertiu que o Brasil não tem nem estratégia para lidar com o fenômeno, e o tema sequer é prioridade para a indústria.

Leia o relatório da ONU na íntegra

ONU pede medidas contra lixo eletrônico a países emergentes

Projeto de lei volta a prever coleta de lixo eletrônico

O Brasil é também o país emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descartar celulares, TVs e impressoras.

O estudo foi realizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), diante da constatação de que o crescimento dos países emergentes de fato gerou maior consumo doméstico, com uma classe média cada vez mais forte e estabilidade econômica para garantir empréstimos para a compra de eletroeletrônicos. Mas, junto com isso, veio a geração sem precedente de lixo.

A estimativa é de que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano. Grande parte certamente ocorre nos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo. Mas o que a ONU alerta agora é para a explosão do fenômeno nos emergentes e a falta de capacidade para lidar com esse material, muitas vezes perigoso. Para Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma, Brasil, México, Índia e China serão os países mais afetados pelo lixo, enfrentando “crescentes danos ambientais e problemas de saúde pública”.

Em meio a críticas ao Brasil, por não contar com dados sobre o assunto, a ONU optou por fazer sua própria estimativa. O resultado foi preocupante. Por ano, o Brasil abandona 96,8 mil toneladas métricas de PCs. O volume só é inferior ao da China, com 300 mil toneladas. Mas, per capita, o Brasil é o líder. Por ano, cada brasileiro descarta o equivalente a meio quilo desse lixo eletrônico. Na China, com uma população bem maior, a taxa per capita é de 0,23 quilo, contra 0,1 quilo na Índia.



Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

Matéria retirada do site http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,brasil-e-o-campeao-do-lixo-eletronico-entre-emergentes,514495,0.htm

terça-feira, 4 de maio de 2010

'Dá licença, mermão!'

Hoje em dia falar mal do licenciamento ambiental é mais comum que enchente no Rio de Janeiro. Diz-se que é um entrave ao progresso, um ninho de ambientalistas radicais, trincheira dos "salvem-as-baleias", enfim: é o supra-sumo da burocracia brasileira. Eita cartório difícil esse do IBAMA!

No entanto, é preciso colocar alguns pingos nos is de "licenciamento". Para início de conversa, ao contrário de outros licenciamentos corriqueiros na nossa vida, o licenciamento ambiental não é um ato cartorial, de simples conferência de documentação. Na realidade, o licenciamento ambiental foi a forma encontrada no Brasil para implementar a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) quando esta se difundiu pelo mundo ao longo da década de 1970.

Hoje, a Avaliação de Impacto Ambiental é adotada formalmente em mais de uma centena de países, incluindo todas as economias desenvolvidas e a grande maioria dos países "em desenvolvimento". Muito além de uma burocracia, o papel da AIA é o de garantir a adequada consideração da variável ambiental nas propostas de desenvolvimento, evitando que decisões sejam tomadas sem o dimensionamento das suas consequências ambientais. O seu principal instrumento é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que, muito mais do que uma exigência do órgão licenciador, deveria ser um instrumento de auxílio ao planejamento de projetos mais amigáveis ao meio ambiente, identificando e avaliando os impactos e riscos do empreendimento e propondo as medidas de gestão ambiental a serem adotadas para minimizar os prejuízos ambientais.

Acontece que, infelizmente, essa perspectiva cartorial - do "tirar a licença" - é a que predomina entre o empresariado nacional e obviamente encontra bastante eco na cobertura da imprensa sobre o licenciamento ambiental. Os estudos ambientais muitas vezes são colagens de outros anteriores, realizadas por uma consultora sem possibilidade alguma de interferência no projeto, a qual foi escolhida porque ofereceu ao contratante o menor preço...

Voltando aos pingos no "is", vamos pensar o que é um licenciamento ambiental "bom"? Em uma primeira tentativa de aproximação, alguém poderia dizer que é aquele onde a avaliação dos impactos e riscos ambientais de determinado empreendimento pôde ser realizada na profundidade adequada, permitindo a proposição de mecanismos adequados de mitigação, compensação e monitoramento, e utilizando para isso o menor tempo possível ao menor custo global possível. Colou? Muito bem, agora, como se operacionaliza isso?

Não parece muito difícil... E se colocássemos profissionais qualificados, em quantidade suficiente, para analisar esses estudos? Hummm... E se esses profissionais, além de bem formados, fossem capacitados para avaliar os impactos de diferentes empreendimentos? Além disso, e se esse pessoal fosse adquirindo cada vez mais experiência no licenciamento, ganhando confiança para propor soluções mais eficientes e eficazes?

Pois então. Parece simples, não? Mas esqueceram de um detalhe: para isso dar certo, esse pessoal precisa querer trabalhar com licenciamento! E esse pessoal só vai querer trabalhar com licenciamento na medida em que esse trabalho for valorizado de acordo com a importância e responsabilidade nele embutidas!

A vida como ela é: no concurso de 2002, o primeiro da história do IBAMA, entraram cerca de 60 analistas de nível superior para trabalhar na Diretoria de Licenciamento Ambiental, em Brasília. Em sua maioria, profissionais qualificados, muitos com mestrado ou doutorado, que vieram para a sede do IBAMA vindos de diversas partes do Brasil. Sabem quantos destes analistas trabalham hoje na DILIC? Apenas um. Definitivamente, analista experiente no licenciamento é espécie em extinção.

A razão da evasão? Óbvia. A clara incompatibilidade entre a responsabilidade envolvida no processo de licenciamento ambiental e a desvalorização do servidor público dedicado a essa função. Por desvalorização englobamos uma série de questões que passam pelas condições adequadas de trabalho (computadores, capacitação, espaço de trabalho, bancos de dados, suporte jurídico etc.) e chegam, inexoravelmente, à questão salarial.

O analista ambiental, não só do IBAMA, mas também do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente, hoje está submetido a uma proto-carreira na qual o patamar salarial do nível mais alto disponível (final de carreira) é inferior ao nível salarial de entrada da carreira de Especialista em Recursos Hídricos/Geoprocessamento da Agência Nacional de Águas, também vinculada ao MMA e com atribuições muito similares de regulação, controle, fiscalização e inspeção. E durma-se com um barulho desses...

Por conta dessa desvalorização, o trabalho no licenciamento ambiental no IBAMA tem se tornado um paradeiro temporário para o analista ambiental, mero compasso de espera enquanto se prepara para uma outra oportunidade que ofereça melhores condições de trabalho e de salário. Nesse cenário tenebroso, o tempo médio de permanência do profissional na Diretoria de Licenciamento Ambiental é de apenas 18 meses. Ora bolas! Como desenvolver excelência técnica, aprimorar e padronizar procedimentos, melhorar termos de referência com uma rotatividade dessas?

E é nesse contexto que chega o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com diversos projetos de infraestrutura pelo Brasil adentro, demandando licenciamentos em prazos exíguos e jogando faísca nesse barril de pólvora que é o licenciamento ambiental federal. Não dá para dar certo. Qual a solução? Fortalecimento e valorização do licenciamento ambiental, para alcançar maior eficiência e eficácia no processo? Ilusão...

O que se viu nos últimos anos foi uma sucessão de "Destrava IBAMA", "Agiliza IBAMA", "Desocupa-a-moita IBAMA": pseudo-pacotes de medidas com finalidade puramente midiática e de nenhuma repercussão prática no dia a dia do licenciamento ambiental. Que, por sinal, continua sem implementar seu sistema informatizado de licenciamento - o SISLIC -, que já foi "lançado" oficialmente por uns 2 ou 3 presidentes do IBAMA e permanece empacado, sem uso.

São sintomas de que a própria política ambiental conduzida pelo governo encara o licenciamento numa perspectiva cartorial, de "carimbador-maluco". Aliás, instituiu-se no IBAMA o rodízio de diretores de Licenciamento: é um a cada hidrelétrica polêmica. Acabou seu turno, muito obrigado, próximo da fila!

Em síntese: quer licenciamento ambiental ágil e eficaz? Valorize o analista ambiental. Dê-lhe um salário compatível com o desafio de uma regulação de excelência. Forneça capacitação continuada e estimule o aprofundamento dos estudos em pós-graduação. Disponibilize modernos recursos de sistemas de informação para otimizar seu trabalho. Mantenha o profissional por um longo tempo na casa para que seu aprendizado seja incorporado pela instituição. Sem isso, dá licença, "mermão"!


Este artigo foi escrito por um leitor do Globo.
Cristiano Vilardo Nunes Guimarães é analista ambiental do Ibama

terça-feira, 20 de abril de 2010

Aquífero na Amazônia pode ser o maior do mundo, dizem geólogos

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresentou um estudo, na sexta-feira (16), que aponta o Aquífero Alter do Chão como o de maior volume de água potável do mundo. A reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá e tem volume de 86 mil km³ de água doce, o que seria suficiente para abastecer a população mundial em cerca de 100 vezes, ainda de acordo com a pesquisa. Um novo levantamento, de campo, deve ser feito na região para avaliar a possibilidade de o aquífero ser ainda maior do que o calculado inicialmente pelos geólogos.

Em termos comparativos, a reserva Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani – com 45 mil km³ de volume -, até então considerado o maior do país e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai. “Os estudos que temos são preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aquífero do mundo, já que está sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. O que nos resta agora é convencer toda a cadeia científica do que estamos falando”, disse Milton Matta, geólogo da UFPA.

O Aquífero Alter do Chão deve ter o nome mudado por ser homônimo de um dos principais pontos turísticos do Pará, o que costuma provocar enganos sobre a localização da reserva de água. “Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia e assim teria uma visibilidade comercial mais interessante”, disse Matta, que coordenou a pesquisa e agora busca investimento para concluir a segunda etapa do estudo no Banco Mundial e outros patrocinadores científicos.

De gota em gota – O geólogo informou que a segunda etapa de pesquisa será a visita aos poços já existentes na região do aquífero. “Pretendemos avaliar o potencial de vazão. Dessa maneira teremos como mensurar a capacidade de abastecimento da reserva e calcular a melhor forma de exploração da água, de maneira que o meio ambiente não seja comprometido”, disse

Para Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, em Manaus, a revelação de que o Aquífero Alter do Chão é o maior do mundo comprova que esse tipo de reserva segue a proporção de tamanho da Bacia Hidrográfica que fica acima dela. “Cerca de 40% do abastecimento de água de Manaus é originário do Aquífero Alter do Chão. As demais cidades do Amazonas têm 100% do abastecimento tirado da reserva subterrânea. São Paulo, por exemplo, tem seu abastecimento em torno de 30% vindo do Aquífero Guarani.”

Oliveira disse que a reserva, na área que corresponde a Manaus, já está muito contaminada. “É onde o aquífero aflora e também onde a coleta de esgoto é insuficiente. Ainda é alto o volume de emissão de esgoto ‘in natura’ nos igarapés da região.”

Recuperação da reserva – Oliveira faz um alerta para a exploração comercial da água no Aquífero Alter do Chão. “A água dessa reserva é potável, o que demanda menos tratamento químico. Por outro lado, a médio e longo prazo, a exploração mais interessante é da água dos rios, pois a recuperação da reserva é mais rápida. A vazão do Rio Amazonas é de 200 mil m³/segundo. É muita água. Já nas reservas subterrâneas, a recarga é muito mais lenta.

Ele destaca a qualidade da água que pode ser explorada no Alter do Chão. “A região amazônica é menos habitada e por isso menos poluente. No Guarani, há um problema sério de flúor, metais pesados e inseticidas usados na agricultura. A formação rochosa é diferente e filtra menos a água da superfície. No Alter do Chão as rochas são mais arenosas, o que permite uma filtragem da recarga de água na reserva subterrânea”, disse Oliveira. (Fonte: Glauco Araújo/ G1)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mosaico de áreas protegidas estabelece gestão integrada de UCs da Mata Atlântica

Medida vai fortalecer e dar maior eficiência às ações de proteção dos ecossistemas associados ao bioma

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou na manhã desta segunda-feira (1º/03), no Rio de Janeiro, do lançamento do Mosaico Carioca de Áreas Protegidas, que estabelece a gestão integrada, solidária e participativa das unidades de conservação federais, estaduais e municipais da cidade do Rio de Janeiro.

O colegiado não substituirá a administração individual. O objetivo é fortalecer e dar maior eficiência às ações de proteção dos ecossistemas associados ao bioma Mata Atlântica e zonas costeiras adjacentes localizadas na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro.

O ministro lembrou que, desde 2008, foram criados 7,5 milhões de hectares de áreas protegidas e declarou apoio à gestão integrada entre as UCs, defendendo como é importante a criação deste Mosaico. Com a iniciativa, Minc espera que "as pessoas aprendam a conhecer, a usufruir e a defender melhor as nossas unidades de proteção da Mata Atlântica".

O Mosaico Carioca de Áreas Protegidas abrange, além de áreas localizadas na cidade do Rio de Janeiro, pequenas porções dos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis, mais de 35 mil hectares. É composto por 27 unidades de conservação da natureza e mais duas áreas protegidas: o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Reserva Florestal Vista Chinesa.

Nele estão contidos os três principais maciços montanhosos da cidade - Tijuca, Pedra Branca e Gericinó/Mendanha - além de diversos rios, lagunas, manguezais, praias, áreas marinhas e ilhas. Em função da diversidade de habitats, a região abrangida pelo Mosaico é rica em espécies endêmicas, raras e ameaçadas de extinção.

A principal experiência de união de esforços para a gestão integrada tem sido desenvolvida no Parque Nacional da Tijuca, onde os governos federal, estadual e municipal participam da gestão compartilhada da unidade desde o final da década de 90.

Participaram também do lançamento do Mosaico, o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha, o presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Liszt Vieira, e a presidente da Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (formada pela Fundação SOS Mata Atlântica e pela Conservação Internacional), Márcia Hirota, organização que irá apoiar financeiramente os projetos que serão desenvolvidos pelo Mosaico, voltados à proteção, ao manejo, à recuperação e à gestão desses espaços protegidos.

Museu do Meio Ambiente - Em seguida, Minc participou da solenidade de publicação do edital Concurso Público Nacional para Estudo Preliminar de Arquitetura e Urbanização para Ampliação do Museu do Meio Ambiente, na sede fluminense do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).
"O concurso público é o caminho, não tem favorecimento para A, B ou C. O Museu do Meio Ambiente vai ser um marco nacional", disse Minc no lançamento.

O objetivo do concurso é selecionar um projeto para construção de prédio sustentável que funcionará como anexo do museu, dentre os projetos apresentados por arquitetos de todo o país, a solução arquitetônica e de urbanização mais adequada ao conjunto denominado Expansão do Museu do Meio Ambiente, que fica no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, além do tratamento urbanístico e paisagístico de seu entorno, localizado numa área de aproximadamente 8.600 m².

Os novos prédios serão construídos com base nos conceitos da Arquitetura Sustentável e deverão se tornar elementos de visitação do Museu. A expansão terá dois novos edifícios: o Anexo I terá a finalidade de abrigar a Exposição de Longa Duração e o Anexo II compreenderá auditório e núcleo de apoio administrativo. No total, serão 1.400 m² de área construída.

Após a divulgação do resultado final do Concurso, sua homologação e classificação final dos trabalhos concorrentes, serão conferidos aos vencedores, prêmio de R$ 20 mil ao primeiro colocado, além do contrato com o Jardim Botânico para elaboração do anteprojeto e do projeto executivo de arquitetura, complementares, urbanização e paisagismo e a coordenação dos mesmos; R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil reais para o terceiro colocado.

O Museu do Meio Ambiente, primeiro voltado especificamente a essa temática na América Latina, é um espaço concebido para estimular a conscientização sobre os temas e problemas socioambientais, com ênfase no território brasileiro, por meio de exposições, atividades de divulgação científica, educação e pesquisa, bem como sensibilizar o público para a necessidade de conservar a biodiversidade e promover formas sustentáveis de relação entre a humanidade e o meio ambiente.

O período de inscrições será de 2 de março a 16 de abril de 2010. Os candidatos devem acessar o portal do Concurso www.iabrj.org.br/concursomuma. O valor da taxa de inscrição é R$ 150 e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2557-4480.

A solenidade contou com a presença, entre outros, do presidente do IAB, Sergio Magalhães, do coordenador-geral do concurso, Henrique Barandier, e do presidente do JBRJ, Liszt Vieira.




Fonte: Prof. Célia Russo / MMA / JBRJ.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Minc defende o uso de alternativas energéticas para proteger Caatinga

O Ministério do Meio Ambiente anunciou na terça-feira (2) os primeiros dados do monitoramento do Bioma Brasileiro da Caatinga. De acordo com o ministro Carlos Minc, o principal fator de desmatamento da Caatinga é o energético, o uso da mata nativa para fazer lenha e carvão.

“Não haverá solução para a defesa da Caatinga sem mudar a matriz energética, com o uso de energia eólica, de pequenas centrais hidrelétricas e do gás natural”, afirmou o ministro.

A taxa anual de desmatamento da Caatinga entre 2002 e 2008 foi de 2.763 quilômetros quadrados (km²), com emissão média de 25 milhões de toneladas de carbono.

Segundo dados do ministério, a maior parte do carvão é usada em siderúrgicas de Minas Gerais e do Espírito Santo, no polo gesseiro e no cerâmico do Nordeste e também em pequenas indústrias que usam lenha e carvão. Outra fonte de desmatamento é a pecuária, principalmente a bovina, que está associada ao corte raso da Caatinga.

O ministro informou que, desta quarta (3) até sexta-feira (5), serão discutidas, simultaneamente em Juazeiro do Norte e em Petrolina (Pernambuco), soluções para combater o desmatamento e investir no uso sustentável da Caatinga.

Entre as medidas que serão defendidas está a criação do Fundo Caatinga, proposto pelo Banco do Nordeste do Brasil, e de um fundo de combate à desertificação, proposto pelo Banco do Brasil.

“Nós pleitearemos que o Fundo de Mudanças Climáticas, que tem R$1 bilhão, assinado pelo presidente Lula no final do ano passado, tenha metade de seu valor destinado ao Nordeste, região que será mais afetada pelas mudanças climáticas”, disse Minc.

A Caatinga é um ecossistema existente apenas no Brasil e abrange os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e da Bahia, além do norte de Minas Gerais, ocupando 11% do território nacional. A flora desse bioma tem 932 tipos de plantas e a fauna, 148 mamíferos e 510 aves. (Fonte: Agência Brasil)

terça-feira, 2 de março de 2010

Nº de abelhas no mundo cai drasticamente

Sumiço do inseto tem consequências ecológicas e econômicas

Essa perda no número de insetos prejudica os países igualmente, mesmo que eles tenham diferentes climas, faunas e floras. Em qualquer tipo de ambiente onde vivem, as abelhas têm o importante papel de polinizar cerca de 75% das espécies vegetais consumidas pelos seres humanos e de produzirem o mel que também integra o cardápio de muitas pessoas, além de fazer parte da composição de diversos cosméticos.

Tal sumiço generalizado já ganhou um nome: a sigla CCD, que em inglês significa “desordem de colapso de colônias”. Essa nomenclatura une pesquisas de diferentes partes do Hemisfério Norte que seguem três linhas principais de investigação: o emprego de pesticidas na agricultura, um ácaro parasita chamado Varroa ou até mesmo a diminuição de floradas no habitat – esses três fatores podem ser responsáveis pelo fenômeno de diminuição da quantidade de abelhas no mundo.

Chips na luta pela preservação

Para conseguirem mais dados, os biólogos também empregam soluções criativas, como é o caso do grupo de cientistas franceses da Acta - Associação para Coordenação Técnica Agrícola, de Lyon, que estão equipando os insetos com microchips dotados de rádios com identificador de frequência, antes de liberá-los na natureza. Desta forma, o minúsculo aparelho registra uma série de dados durante a vida do animal em busca de pistas sobre seu extermínio.

Os dados mais atualizados sobre a diminuição da população mundial de abelhas vêm do Apimondia, congresso internacional apícola realizado em setembro de 2009 na França. Seus indicadores mostram que Europa, Estados Unidos, China e países da América Latina, estão ameaçados por perdas ecológicas e econômicas com o desaparecimento das abelhas.

Abelhas brasileiras são exceções

O Brasil destaca-se como exceção entre os países latino-americanos por não sofrer com o problema. Segundo a Confederação Brasileira de Apicultura as abelhas brasileiras, conhecidas como africanizadas, possuem genética diferente das afetadas pelo sumiço, por isso não correm risco de extinção. Mesmo assim, vale prestar mais atenção a esse importante inseto que pode fazer muita falta na vida humana e na natureza.



RETIRADO DO SITE AMBIENTE BRASIL
Fonte: Walk Show.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Qual a contribuição das árvores e algas para produção de O2?

Estudos apontam que as algas podem ser importantes produtoras de oxigênio, contribuindo para purificação do ar assim como as árvores


Por Cristina Leite


Diariamente uma grande quantidade de CO2 é lançada na atmosfera, por isso para amenizar a poluição causada pelas atividades humanas, as plantas têm desenvolvido um importante papel na captura de gás carbônico e produção de oxigênio, por meio da fotossíntese. A atividade de absorção de CO2, energia luminosa, água e liberação de oxigênio, tanto das árvores quanto das algas, pode ser considerada um dos processos biológicos mais importantes do planeta.

As áreas florestais, assim como algumas espécies de algas, são de extrema relevância para purificação do ar, mas parte do O2 que é produzido pelas árvores é também consumido pelas próprias, por meio da respiração. Porém, algumas espécies de algas fabricam muito mais oxigênio do que precisam e desta forma as algas são, juntamente com as árvores, importantes contribuintes para amenizar a quantidade de CO2 emitido por ações poluidoras. Além disso, as algas podem ter grande importância para produção de O2 porque ocupam uma área maior que a das árvores. "Afinal, 70% do planeta é coberto de água e todos os oceanos são habitados por algas microscópicas produtoras de oxigênio", diz a bióloga, Estela Maria Plastino, da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o professor da Universidade Estadual de Londrina, Dr. Francisco Striquer Soares, é muito difícil afirmar que as algas são maiores produtoras de O2, a produção depende da espécie da alga, mas alguns fatores podem ser levados em consideração. Um dos pontos que podem contribuir com a maior produção de O2 pelas algas é que elas estão presentes em rios, oceanos e represas, alcançando assim maior extensão territorial.

Outro ponto mencionado pelo professor que favorece as algas, é que, para produção de O2, as algas precisam de energia luminosa, fundamental para a fotossíntese. “Em florestas, como as que situam na região da Amazônia, onde se concentram uma quantidade expressiva de árvores de grande porte, com alto potencial para produção de O2, a energia solar, necessária para produção de O2, pode chegar numa camada de penetração de até 30 metros”, explica.

Por outro lado, a energia solar em rios e oceanos, além de alcançar grande extensão territorial pode chegar até 100 metros ou mais , alcançando assim uma profundidade maior do que nas florestas, o que destaca as algas em sua produção de oxigênio.

Os fatores apontados pelo professor fazem parte de estudos recentes, porém o que se já sabe é que a ameaça de extinção de algumas espécies de algas já é afirmada por alguns estudiosos. “Elas podem estar em ameaça de extinção se considerar que o aquecimento global afeta a temperatura das águas. Cada alga, de acordo com sua espécie precisa de uma determinada temperatura para as etapas do ciclo de vida, incluindo a reprodução, quando há mudanças significativas no tempo, compromete a proliferação dessas algas, consequentemente a produção de O2”, destaca.

Porém, grande importância existe em preservar as florestas, principalmente a da Amazônia. “Mais estudos devem ser direcionados aos microorganismos, porém o ser humano é um animal terrestre, devemos nos preocupar em cuidar ainda mais do ambiente onde estamos inseridos”, conclui Soares.


Fábricas de ar:
Só as algas marinhas produzem mais da metade do gás vital

Origem - Bosques e florestas % Produzida - 24,9%
Origem - Estepes, campos e pastos % Produzida - 9,1%
Origem - Áreas cultivadas % Produzida - 8,0%
Origem - Regiões desérticas % Produzida - 3,0%
Origem - Árvores (total) % Produzida - 45%
Origem - Algas marinhas % Produzida - 54,7%
Origem - Algas de água doce % Produzida - 0,3%
Origem - Algas (total) % Produzida - 55%

Fonte: IBFlorestas / Ecologia, de Ramón Margalef.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Esgoto substitui adubo e aumenta produção de madeira de eucaliptos

O lodo de esgoto, em uma dose de 7,7 toneladas por hectare, aumenta em 8% o volume de madeira com casca no cultivo de eucalipto em relação ao uso somente de adubos minerais.

Esse foi um dos principais resultados que a engenheira agrônoma Lúcia Pittol Firme constatou em sua tese de doutorado, que faz parte de um experimento realizado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Menos adubos por hectare

No tratamento com adubo mineral de modo convencional, com aplicação de 84 quilos (kg) por hectare de fósforo e 142 kg por hectare de nitrogênio, o volume de madeira obtido foi de 150 metros cúbicos (m³) por hectare.

Já com a aplicação de 7,7 toneladas por hectare de lodo e 28 kg por hectare de fósforo, sem adição de nitrogênio, foi estimado um volume de madeira de 162 m³ por hectare.

Além de aumentar a produtividade, a aplicação de lodo nessa dose permite reduzir o uso de adubos de nitrogênio e fosfato em, respectivamente, 100% e 66%.

Minerais nas plantas

Além disso, se observou que, conforme se aumentava a dose de lodo, também crescia a quantidade de minerais, como ferro, cobre, zinco e magnésio. A quantidade desses elementos aumentava tanto no solo como na biomassa total da planta, que é composta por lenha, folha, casco e galho.

Apesar disso, Lúcia afirma que o lodo não possui todos os minerais necessários para a adubação. Por exemplo, no experimento, devido ao baixo teor de potássio no lodo, foi aplicado 175 kg por hectare desse mineral. Em compensação, a pesquisadora diz que o lodo não causou a contaminação do sistema solo-planta.

Adubo de lodo

Com parceria da Suzano Papel e Celulose, empresa de base florestal, o experimento foi conduzido em área comercial da empresa, em Itatinga (SP). Para verificar os efeitos do lodo de esgoto, Lúcia preparou quatro doses diferentes para lodo, quatro para nitrogênio e quatro para fósforo. "Primeiro aplicamos o lodo sozinho. Depois, para cada tratamento foi aplicada uma quantidade de fosfato e nitrogênio", explica Lúcia.

Da combinação das doses de cada um desses componentes do experimento, se obteve 64 tratamentos. Houve ainda uma repetição da aplicação das combinações para verificação dos dados, somando 128 tratamentos.

Feitas as aplicações das doses, após 43 meses do plantio, Lúcia coletou os dados. No final, se chegou à quantidade de 7,7 toneladas por hectare como dose ideal do lodo.

Segundo Lúcia, foi estabelecida essa quantidade não somente pela produtividade, mas também porque é a dose que contém a quantidade limite de nitrogênio (de 142 kg por hectare), de acordo com o critério estabelecido pela resolução 375 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) do Ministério do Meio Ambiente.

Vantagens e desvantagens

Lúcia lista alguns benefícios da aplicação de lodo de esgoto. Ela destaca o aumento na produtividade e diminuição dos custos, visto que a utilização do lodo não é cara e, com ele, se usa menos adubos minerais, que têm um preço elevado.

Porém, dependendo da origem do lodo, ele pode conter metais pesados, resíduos orgânicos tóxicos e outros componentes danosos à produção agrícola e à saúde humana.

No caso do experimento, foi utilizado lodo de esgoto da Estação de Tratamento de Jundiaí (SP). O professor acredita que a utilização do lodo como adubo depende do município de origem e, principalmente, do tratamento que teve: "Com tratamento adequado, (o lodo) poderá ter um aproveitamento na agricultura".




Fonte: Inovação Tecnológica / Agância USP.

Minc anuncia a liberação de Usina de Belo Monte

Vencedor da licitação arcará com os custos para amenizar impacto provocado pela obra



O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, confirmou nesta segunda-feira que a licença para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já está liberada. S egundo ele, a demora na concessão da licença ocorreu devido à necessidade de alterações, no projeto básico, que reduzissem o impacto ambiental da obra, preservando flora e fauna da região.

O ministro afirmou que a licença prevê que o construtor que vencer a licitação para realizar o empreendimento terá que desembolsar R$ 1,5 bilhão em obras de preservação e como contrapartida para a região pelo impacto provocado pela obra. "Vamos querer que este investimento seja destinado para educação, saneamento básico daquela população e também preservação das áreas indígenas. O meio ambiente tem um custo e é preciso pagar por isso", disse.

Para que a obra seja liberada, o Ibama exige ainda a adoção de medidas que mantenham a navegabilidade do Rio Xingu durante todo o tempo de construção e operação da usina. Também é exigido dos futuros empreendedores um plano de conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres na região da usina.

Segundo o ministro, além de ser o licenciamento mais complexo e mais difícil de todos, o de Belo Monte foi o de mais longa discussão. "Todo mundo está olhando, por isso tomamos um cuidado muito grande", comentou Minc. Lembrou que o projeto original previa quatro hidrelétricas no Rio Xingu e que, ao longo dos anos, a meta foi reduzida a uma usina - a de Belo Monte.

Inicialmente, a previsão de área alagada para a construção de Belo Monte era de 1,5 mil quilômetros quadrados, mas, observou o ministro, foi reduzida a 500 quilômetros quadrados, metade da qual já é alagada todos os anos, com a cheia do rio. Para mitigar os impactos ambientais da futura obra, o Ministério do Meio Ambiente exige investimentos de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com o ministro, pelo menos a metade da área que será alagada já sofre constantes alagamentos na época de chuvas. "Dos 500 km² que serão alagados, apenas 250 km² têm vegetação a ser substituída", explicou. Ele disse ainda que o governo vai exigir o deslocamento no posicionamento original da usina na curva do rio Xingu (PA) para garantir a vazão mínima necessária para a navegabilidade, a manutenção de espécies de peixe e o abastecimento de água na região.

O ministro descartou que a contrapartida afaste investidores do leilão, que já tem a presença garantida da estatal Eletrobrás. "O preço é esse, acredito que o empreendimento se viabiliza", avaliou Minc. "Não podemos dar uma contrapartida para facilitar o leilão e prejudicar o meio ambiente, comprometer os peixes ou acabar com a navegação. Não posso subordinar a proteção da lei, da população da Amazônia, a um custo econômico-financeiro", completou.

Há mais de 20 anos na gaveta, o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte terá capacidade para gerar cerca de 11 mil megawatts, volume próximo ao produzido pela usina binacional de Itaipu, de 14 mil MW.


Avaliação de Minc

"É a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a mais polêmica e a terceira hidrelétrica do mundo", afirmou o ministro. Disse, também, que durante o processo de licenciamento prévio houve pressões e "posições extremadas". De um lado, segundo o ministro, estavam os movimentos ambientais, indígenas e religiosos e o Ministério Público, preocupados com a preservação do ambiente e, do outro lado, os futuros empreendedores acusavam os órgãos ambientais de lentidão e excesso de zelo. "Tanto de um lado quanto de outro, as pressões foram muito fortes. Mas a democracia é assim", disse Minc.

Sobre a contrapartida de R$ 1,5 bilhão Minc disse que "não é compensação ambiental. São mitigações, contrapartidas, precauções", disse o ministro. Ele acrescentou que o desafio do Brasil é o de ampliar suas fontes renováveis de energia para evitar aumento de emissão de gás carbônico.

Segundo Minc, nos últimos anos, o não licenciamento de novas hidrelétricas criou a necessidade de aumento da geração de energia proveniente de usinas termoelétricas movidas a óleo e a carvão, mais poluentes. "Então, realmente, tem que ter boas hidrelétricas", disse o ministro, referindo-se a usinas com reservatórios que inundem a menor extensão possível de áreas.

Fonte: Monitor Mercantil .

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cientistas holandeses criam técnica barata para tirar CO2 do ar

Um novo dispositivo apresentado nesta quinta-feira (14) por cientistas pode um dia se tornar uma máquina para salvar o planeta do aquecimento global: ele tira o dióxido de carbono (CO2) do ar e o transforma em compostos de carbono que podem ser vendidos como matéria-prima à indústria.

Os pesquisadores holandeses autores da invenção, porém, afirmam que ainda não é possível aplicá-la em grande escala.

O que os cientistas fizeram foi criar uma estrutura que ajuda o CO2 do ar a se transformar em uma substância chamada oxalato de lítio. O mecanismo usa um composto do tipo que os cientistas chamam de catalisador, que serve para estimular e acelerar reações químicas.

Conseguir que uma placa feita de um material complexo à base de cobre fizesse isso não foi fácil. Estruturas com cobre expostas ao ar geralmente reagem com o oxigênio (O2), não com o gás carbônico (CO2).

Isso ocorre porque o oxigênio tem muito mais facilidade para participar de reações químicas. Ele é mais instável, se agrupa facilmente com outras moléculas. A estrutura criada pelos holandeses, entretanto, quebra a expectativa e reage com o CO2.

Mistério - Nem os cientistas entenderam direito como conseguiram a façanha. "Por que isso aconteceu, nós não entendemos", disse à Folha Elisabeth Bouwman, da Universidade Leiden, na Holanda, que publicou, com sua equipe, a descoberta na revista "Science".

Eles são especialistas em estruturas sintéticas úteis como catalisadoras em reações com carbono.

Eles ficaram especialmente animados por três motivos. Um deles é que a substância final em que o CO2 se transforma, o oxalato de lítio, é bastante estável. Isso significa que o carbono está bastante preso dentro dela - não vai voltar para a atmosfera tão cedo.

O segundo é que o oxalato de lítio pode servir como insumo na fabricação de produtos de limpeza doméstica ou de substâncias úteis para uso em componentes de refrigeradores.

O último é que o catalisador que criaram é "reciclável". Ou seja, ele pode ser utilizado de novo após oxalato de lítio ser removido dele. Isso torna o mecanismo mais viável.

Começo - O processo, porém, ainda está longe de sair dos laboratórios e ganhar escala. Dificilmente se tornaria viável rápido o suficiente para conter o aquecimento global nas próximas décadas. Segundo Bouwman, seu estudo "é só o começo".

Ainda assim, é um grande passo. Todos os mecanismos propostos até hoje para tirar CO2 da atmosfera e transformá-lo em outra substância gastavam uma quantidade proibitiva de energia. O mecanismo holandês, entretanto, é mais simples e, assim, tem um consumo elétrico pequeno.

Algumas substâncias usadas no processo, porém, ainda encareceriam um ganho em escala. Uma delas é o lítio. Por isso, diz Bouwman, o próximo passo é fazer pequenas modificações nas estruturas usadas.

O trabalho vai adiante em um constante processo de tentativa e erro. "Fazemos as modificações e observamos o que acontece: se o complexo fica mais reativo, se a reação vai mais rápido." (Fonte: Folha Online)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Brasil vai sediar conferência ambiental 20 anos depois da Eco-92

O Brasil vai sediar em 2012 a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, já batizada de Rio+20, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, cidade que deve receber novamente o evento.

A conferência foi aprovada em dezembro pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.

Outra tema na pauta da conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de consenso, que só permite decisões com a aprovação de todos os países, foi colocado em xeque na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, que terminou sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global.
(Fonte: Agência Brasil)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fundo Amazônia Aprova Primeiros Projetos

Fundo Amazônia aprova primeiros projetos que serão financiados
Três projetos que envolvem monitoramento e cadastramento ambiental rural,
recuperação de áreas degradadas e pagamento por serviços ambientais, de
instituições do Pará, Amazonas e Mato Grosso, são os primeiros a receber
recursos do Fundo Amazônia.

Um dos projetos é uma proposta coordenada pela ONG Imazon, em associação com
outras ONGs, que receberá R$ 12 milhões para realização de ações em diversos
municípios do Pará. O projeto, chamado Municípios Verdes, promoverá o
monitoramento, o cadastramento ambiental rural das propriedades, a adequação
ambiental das atividades rurais e madeireira, entre outras ações.

Outro projeto é coordenado pela ONG The Nature Conservancy (TNC) e receberá R$
16 milhões. Em parceira com outras instituições ambientais, serão desenvolvidas
ações como recuperação de áreas degradadas, zoneamento ecológico-econômico,
entre outras atividades que promovam as práticas ambientais em municípios de
Mato Grosso, inclusive os situados no Arco do Desmatamento.

O terceiro projeto será coordenado pela Fundação Amazonas Sustentável, do
governo do Estado do Amazonas, e receberá R$ 20 milhões. O recurso recebido
será revertido em pagamento por serviços ambientais às comunidades
extrativistas, seringueiros e quilombolas para a recomposição de áreas
ambientais degradadas, melhoria das reservas extrativistas, dentre outras
atividades que promovam a conservação ambiental.

O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) e conta com R$ 150 milhões em carteira para mais projetos que
serão aprovados em janeiro e fevereiro de 2010, do total de 1 bilhão de dólares
que serão aportados até 2015 pela Noruega. O Comitê Orientador do fundo está
localizado em Belém (PA), e reúne representantes dos governos estaduais da
Amazônia Legal, do governo federal e de organizações da sociedade civil. O
fundo terá um estande para divulgação das suas ações na Conferência Mundial
sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que começa no próximo dia 7 em Copenhague.

Projetos apoiáveis - Ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento
e de promoção da conservação e do uso sustentável no Bioma Amazônico.

Os projetos passíveis de apoio devem contribuir direta ou indiretamente para a
redução do desmatamento na Amazônia. Até 20% dos recursos do Fundo poderão ser
utilizados no desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do
desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. As
ações do Fundo Amazônia devem observar as diretrizes do Plano Amazônia
Sustentável - PAS e do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na
Amazônia Legal - PPCDAM.
Mais informações em: www.fundoamazonia.gov.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Minc: Brasil fará pressão por recursos

Por Redação Envolverde (www.envolverde.com.br)


Enquanto os negociadores brasileiros em Copenhague tentam chegar a denominadores comuns para a criação do Fundo Global, que administraria os recursos dos países ricos para “desenvolvimento sustentável dos países pobres”, os três ministros brasileiros mais estratégicos para a negociação do clima, Carlos Minc, do Meio Ambiente, Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, e Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia, discutiam ontem (08/12), em Brasília, as estratégias brasileiras que serão levadas à COP-15.

Ao comentar o encontro, Minc disse que o Brasil pretende fazer uma “grande pressão” para que os projetos das nações emergentes para redução de gases de efeito estufa sejam também beneficiados com recursos públicos das nações ricas. Não disse como fará essa pressão, até porque já está certo que as metas brasileiras de reduções serão transformadas em lei.

“Vamos dizer que os recursos que eles estão colocando na mesa são insuficientes, tanto para a redução das emissões quanto para evitar a desertificação e inundações. Não aceitamos isso. Com esses recursos, o problema das mudanças climáticas não fecha”, disse o ministro, garantindo que estará em Copenhague, na semana que vem, com estande do Fundo Amazônia, tentando arrecadar os recursos necessários.

O ministro criticou a postura dos países europeus, que sinalizaram hoje que podem adotar um percentual mais baixo de emissões de gases de efeito estufa. “Os europeus, que falavam em 20% a 30%, estão começando a falar em mais de 20% de corte para permitir que os Estados Unidos entrem com uma menor diferença entre eles. Ou seja, em vez de puxar os Estados Unidos para cima, os europeus querem ir mais para baixo. Seria, para o clima, catastrófico”, ressaltou Minc.

Ele informou ainda que, além dele e da ministra Dilma Rousseff, que chefiará a delegação brasileira na COP-15, devem integrar a comitiva os ministros Sérgio Resende e Celso Amorim, das Relações Exteriores. De acordo com Minc, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá estar na Dinamarca nos dias 17 e 18, nos dois últimos dias do evento.



(Envolverde/ABr)

Águas de verão: perigo nas encostas

Francis Bogossian
Engenheiro

Artigo publicado no Jornal do Brasil do dia 5 de dezembro de 2009

“É melhor prevenir do que remediar”. O dito popular não deve ser esquecido também quando se trata de prevenir deslizamentos de terra. Acidentes desta natureza têm se repetido com frequência no Brasil nos últimos anos. Este perigo ronda as estradas brasileiras, seja quando a terra cobre as pistas, seja quando se abrem crateras no asfalto.

Todos conhecem o “efeito dominó” dos deslizamentos que, sujeitos à lei da gravidade, arrastam para o sopé das elevações, em avalanches, tudo que ficar no seu caminho.

As chuvas este ano chegaram mais cedo. Estamos atravessando uma primavera de pluviosidade excepcional e calor intenso, castigando as encostas sem descanso e provocando inundações. É certa a ocorrência de novas calamidades porque as chuvas de verão são uma certeza em nosso país.

Na década de sessenta, após uma enorme tragédia, com várias mortes e perdas materiais, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu criar uma divisão, na secretaria de obras, especializada em geotecnia que foi o embrião da atual Fundação Geo-Rio, de reconhecida competência.

Hoje a cidade do Rio de Janeiro conta com o Sistema Alerta-Rio, que tem mapeadas diversas áreas de risco e dispõe de rede de pluviômetros capazes de prever condições de alerta. Com base na intensidade das precipitações, o sistema analisa os dados e identifica automaticamente os locais com perigo de escorregamentos. Pode-se, assim, providenciar a evacuação de áreas antes que as enxurradas façam seus periódicos estragos. Mesmo assim, o poder público não tem sido capaz de acompanhar a enorme velocidade de crescimento da ocupação desordenada das várias encostas cariocas e novas áreas de risco surgem nas comunidades de baixa renda instaladas nos morros. As ações judiciais são lentas, a fiscalização é deficiente e as encostas continuam vítimas de desmatamentos criminosos que lhes retiram a proteção natural. Alguns tipos de solos e rochas ficam frágeis se expostos às ações das águas.

Várias iniciativas vêm sendo empreendidas para sensibilizar o poder público quanto à necessidade de tornar abrangentes a todo o estado as ações voltadas à detecção e proteção de áreas de risco. Desde 2005, com mais afinco, a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos, o CREA-RJ, o Clube de Engenharia, a Associação das Empresas de Engenharia, a Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental e a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Angra dos Reis, vêm lutando para que o governo do Estado do Rio de Janeiro crie um órgão, nos moldes da Geo-Rio, para prevenir acidentes de encostas em todo o estado. A mesma proposta também foi levada ao Ministério das Cidades para que esta prevenção se estenda a todos os municípios brasileiros que têm áreas montanhosas. A vontade política, entretanto, não foi ainda suficiente para se concretizarem os projetos.

Prevenir-se contra escorregamentos, além de proteger vidas e patrimônios, custa muito menos que realizar as obras estabilizantes após os sinistros. Muitas vezes, na fase em que a encosta dá os primeiros sinais de instabilidade, uma ação de captação e ordenação dos caminhos das águas (drenagem superficial) mais reflorestamento ou recapeamento das áreas que sofreram erosões, são soluções eficazes para se evitar acidentes de graves proporções.

Isto vale para as zonas urbanas e também para as encostas ao longo das estradas, principalmente nas regiões serranas, com baixo custo.

É preciso, como na medicina, diagnosticar os problemas e tratá-los para que atestados de óbitos não sejam compulsórios e inevitáveis.

O autor é presidente do Clube de Engenharia e da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pneu vira carvão para alto forno e mistura para concreto ecológico

A saída encontrada para reduzir passivos ambientais já está em prática em Campo Grande e brevemente será ampliada para municípios do interior. A solução para destinar 360 mil pneus usados a cada ano não será mais o enterro nos lixões ou fundo de quintal e muito menos cantos de borracharias. Com incentivos fiscais do município, empresa Ecopneus já investiu perto de R$ 2,5 milhões em instalações, aquisição de maquinário e pesquisas para transformação de toneladas de pneus em "lenha" para alto forno e - mais recentemente - complemento para ligas de concreto ecológico.

Estas duas soluções tem sido mecanismo eficaz utilizado na Capital e hoje absorvem 100% da demanda mensal de descartes de pneus, antes destinados para o aterro sanitário, borracharias e terrenos baldios. Além de eliminar focos da dengue e por fim a um passivo ambiental dos mais graves, o empreendimento está gerando empregos e renda para a população. Este modelo, porém, não surgiu de um dia para o outro e está em gestação desde 2006. Foi preciso buscar na Europa ferramentas corretas para baixar custos da reciclagem de pneus, considerada uma das mais complexas por força da mistura de borracha rígida e aço.

Localizada na saída para Sidrolândia, Bairro Tarumã, a Ecopneus é uma indústria recicladora ainda em estágio de implantação, mas já tem capacidade para absorver e transformar 200 toneladas/mês de pneus descartados em Campo Grande, mas quando estiver operando com capacidade máxima, a empresa vai triplicar produção com 700 toneladas/mês de chips (lascas pequenas - do tamanho de britas - e média, de pneus).

A utilização dos pneus de borracha trouxe junto à problemática do impacto ambiental, uma vez que a maior parte dos descartes estavam abandonadas em locais inadequados, causando grandes transtornos para a saúde e a qualidade de vida da população, como intoxicação por fumaça e a proliferação das larvas do mosquito causador da dengue, o Aedes Aegypt.

Para se ter uma idéia, segundo organizações internacionais, a produção de pneus novos está estimada em cerca de dois milhões por dia em todo o mundo. Já o descarte de pneus velhos chega a atingir, anualmente, a marca de quase 800 milhões de unidades. Só no Brasil são fabricados cerca de 40 milhões de pneus por ano. Neste mesmo período metade dessa produção é descartada.

O resultado da parceria da Prefeitura Municipal de Campo Grande com a Ecopneus praticamente eliminou o problema que hoje consome milhares de reais de outras grandes cidades brasileiras que não detém tecnologia para reaproveitamento de pneus descartados.

Na Capital, itinerários dos caminhões de coleta de pneus tem novo destino. Se antes a carga era destinada ao lixão, hoje é desviada do aterro sanitário para o depósito localizado no Jardim Tarumã. "De uma só tacada eliminamos dois sérios problemas ambientais que incomodavam o município, a população, o Ministério Público e as autoridades de saúde pública", comemora o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Marcos Cristaldo.

Lembra que até bem pouco tempo, caminhões do município precisavam fazer varredura pela cidade para recolher toneladas de descartes, num segundo processo, enterrar pneus em área específica do aterro sanitário. "Hoje a situação é outra e o resultado é de tal forma surpreendente que o novo empreendimento comercial vem agregando novas tecnologias que vão garantir sobrevida por muitas décadas", aposta Marcos Cristaldo.

Mas essa tecnologia em pleno desenvolvimento na Capital não foi implantada da noite para o dia. O engenheiro Luis Renato Virgili Pedroso da Ecopneus, precisou correr o mundo para descobrir na Alemanha equipamentos compatíveis para transformação do pneu em chips. Todo o processo de reciclagem obedece quatro estágios.

Por ter componentes rígidos de difícil destruição, os pneus exigem trabalho de máquinas com grande capacidade de força. O pneu tem estrutura interna de aço, fato que dificulta mais o processo de reciclagem, assim como exige máquinas mais sofisticadas para fazer a separação do aço, incorrendo num custo mais alto para a trituração. "Mas nada que possa subtrair o lucro da empresa".

Por enquanto, a Ecopneus trabalha em dois projetos diferentes; o primeiro já em operação é a produção de chips para queimar no alto forno de indústrias de cimento e fornecimento das cintas do aço retiradas antes da reciclagem para a Gerdau.

Para garantir matéria prima suficiente, a Ecopneus ainda conta com a coleta da Recicla Anip (Associação Nacional das Empresas Importadoras de Pneus) que percorre o interior e abastece a empresa em Campo Grande. "Nossa planta está montada para produção de até 700 toneladas/mês de recicláveis de pneus. Hoje, por força da estrutura de coleta e espaços físicos ainda estamos muito longe de atingir esse teto, pois chegamos a apenas 100 toneladas, mas é apenas uma questão de tempo", garante.

Concreto

Uma parceria com o Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) está possibilitando a Ecopneus criar um projeto inédito no País: o concreto ecológico. Com adição de 30% de Chips (pedaços de pneus) na massa, garante menor custo no preço final do produto.

Mesmo ainda em fase experimental o projeto já tem sustentabilidade e a produção, embora pequena, será adquirida pelo município para construção de calçadas em conjuntos habitacionais. Dois tipos de piso estão sendo formatados no projeto. "Estamos trabalhando nessa tecnologia e o resultado tem sido altamente satisfatório e surpreendente", explica Luis Renato Virgili Pedroso.

Medidas mitigadoras

"O objetivo principal da recicladora, sem dúvida, é proteger o meio ambiente. Portanto, o município está fazendo o dever de casa oferecendo incentivos, através de legislações competentes e linhas de créditos específicas, e mostrando para a sociedade em geral a importância do trabalho que desenvolvemos", declara Marcos Cristaldo. Além disso, atenta para influência significativa que a reciclagem exerce no âmbito social, já que uma empresa chega a empregar 30 funcionários, em média. Esse ramo está em pleno desenvolvimento no mundo e nós estamos juntos. "No entanto, falta ainda um maior esclarecimento por parte do setor para que o mercado reaproveite esse material, a exemplo do que já acontece com a reciclagem de papel e de alumínio", lembra o secretário.

Segundo Padilla, existem dois tipos de pneus: os radiais e os diagonais. Já o pneu do tipo diagonal, que tem uma estrutura interna à base de tecidos, é bem mais fácil de reciclar. Porém, a tendência é que tenhamos um crescimento na utilização de pneus do tipo radial, cujos investimentos para reciclagem são maiores.

Estimativas atuais demonstram que o resíduo gerado na produção da indústria da borracha no Brasil e que é jogado fora gera um prejuízo em torno de US$ 38 milhões. Para viabilizar o aumento dessa atividade seria interessante que houvesse incentivo econômico e uma legislação que estimulasse a aplicação desses resíduos reciclados nos compostos de outros produtos, exigindo, inclusive, que os fabricantes utilizassem uma porcentagem de borracha reciclada em seus produtos, como ocorre em Campo Grande com o projeto pioneiro da UFMS e Ecopneus.

O revendedor de pneus Marcos Domingos, trabalha no ramo a mais de 15 anos, considera a reciclagem e o reaproveitamento dos pneus usados uma medida que evita a poluição do meio ambiente. "Antes tínhamos um problema com os pneus velhos, pois, não sabíamos para onde encaminhar. Agora sabemos que a prefeitura tem um depósito de carcaças velhas. Isso ficou mais fácil para os borracheiros", comentou.

Diariamente, Roque Dias Moreira, faz de cinco a seis carretos de pneus velhos para o depósito da prefeitura. Algumas carcaças ele reutiliza para recapear e as outras encaminha para o depósito da prefeitura. Segundo ele o trabalho proporciona uma renda mensal que varia de R$ 2 a R$ 3 mil. "Este é meu emprego. Recolho os pneus para evitar a poluição do meio ambiente e também garanto o sustento de minha família", disse.

O borracheiro Jéferson Conceição comentou que o caminhão da prefeitura passa no local duas vezes por semana para recolher as carcaças. "Para nós é um trabalho muito bom. O pneu pode acumular água e proliferar o mosquito da dengue", frisou.

História

O Pneu de borracha fez com que fossem substituídas as rodas de madeira e ferro, usadas em carroças e carruagens desde os primórdios da História. Esse grande avanço foi possível quando o norte-americano Charles Goodyear inventou o pneu ao descobrir, o processo de vulcanização da borracha quando deixou o produto, misturado com enxofre, cair no fogão. Mal sabia ele que sua intenção revolucionaria o mundo.


Fonte: O Pantaneiro

http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00907/0090710pneu.htm

Líderes mundiais querem adiar acordo sobre o clima

O presidente americano Barack Obama se reuniu neste domingo com outros líderes mundiais durante o fórum da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), em Cingapura, para discutir formas de tentar evitar o fracasso da Conferência do Clima das Nações Unidas, que ocorre em dezembro, em Copenhague. Os presentes ao encontro, porém, consideram improvável um acordo legalmente vinculante nas negociações do clima e já defendem o adiamento do anúncio de um acordo formal. O primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen, que será o anfitrião da Cúpula de dezembro, propôs adiar decisões legais e definitivas para uma reunião posterior.

Ele disse a jornalistas que acredita que não haverá acordo na conferência. "Em vista do fator tempo e da situação dos países individualmente, precisamos, nas próximas semanas, focar o que é possível e não deixar nossa atenção ser desviada para o que não é possível," disse Lokke Rasmussen.

Segundo a rede americana CNN, Mike Froman, o negociador sênior dos EUA, chegou a dizer que nenhum dos líderes presentes ao fórum da Apec acredita que "seja possível chegar a um acordo final em Copenhague, mas ainda sim enxergam a reunião como um passo importante". Froman disse que Obama apoiou a ideia de Rasmussen.

"Houve uma avaliação por parte dos líderes de que seria irrealista esperar que um pacto completo, legalmente compulsório, seja negociado entre hoje e o momento em que o encontro de Copenhague começar, em 22 dias," disse Froman, após o encontro, no qual estavam presentes os líderes dos EUA, China, Japão, Rússia, México, Austrália e Indonésia.

Metas - O plano apresentado por Rasmussen abriria caminho para um acordo político nas negociações, que ocorrem de 7 a 18 de dezembro, seguido por discussões minuciosas sobre compromissos legalmente compulsórios em relação a metas, finanças e transferências de tecnologia, que seriam levadas adiante com menos pressa, mas ainda com um prazo para serem concluídas.

"O acordo de Copenhague deve tornar obrigatória a continuação das negociações legais e fixar um prazo final para a conclusão delas," disse o premiê, que viajou a Cingapura durante a noite para apresentar sua proposta durante o café da manhã na cúpula da Apec.

Impasses - As negociações andam atoladas em impasses, já que os países em desenvolvimento acusam os ricos não fixarem para si metas suficientemente altas de redução das emissões de gases causadores do estufa até 2020.

Não ficou claro se a China, hoje o maior emissor de carbono do mundo, aderiu à proposta apresentada em Cingapura. Na reunião durante o café da manhã, o presidente chinês Hu Jintao falou sobre a necessidade de se criar um mecanismo de financiamento para os países ricos darem apoio financeiro aos países em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas.

Suas declarações ganharam o respaldo do presidente mexicano Felipe Calderon, que disse que, se for possível chegar a um acordo em Copenhague sobre um mecanismo de financiamento global, será "muito mais fácil acordar medidas claras e pragmáticas".

As declarações de Hu Jintao e Calderon foram feitas um dia depois de os presidentes da França e do Brasil, em documento conjunto, terem lançado um pedido por ajuda financeira "substancial" de países mais ricos para ajudá-los a combater as emissões.

(Com agência Reuters)

(Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/lideres-mundiais-querem-adiar-acordo-clima-512450.shtml - 15/11/2009)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Metrô Libera bikes também aos sábados

Metrô Rio libera transporte de bicicletas aos sábados. Passageiros do Metrô agora podem embarcar com suas bicicletas em todas as estações das linhas 1 e 2 também aos sábados, a partir das 14h. O embarque, que já é permitido nos domingos e feriados sem restrição de horário, deve ser feito sempre no último vagão dos trens. Com a novidade, os cariocas poderão usar o Metrô para pedalar nas ciclovias da orla da Zona Sul e de outras áreas de lazer, sem pagar nada a mais pelo serviço. Quem preferir guardar a bicicleta com toda a segurança e seguir de Metrô, mais duas estações, além da Pavuna e Cantagalo, ganharão bicicletários: Irajá e Colégio.



O Metrô Rio abre ao público desde sábado, 24 de outubro, bicicletários gratuitos dentro das estações Colégio e Irajá, da Linha 2. O serviço estará disponível no horário de funcionamento do metrô: das 5h à meia-noite, de segunda a sábado, e das 7h às 23h, aos domingos e feriados. Os passageiros poderão utilizar suas bicicletas como transporte até a estação, estacioná-las no bicicletário com total segurança e seguir viagem no metrô. Inicialmente, serão 10 vagas em Irajá e oito em Colégio. A empresa já tem dois outros bicicletários na Estação Pavuna, com 70 vagas, e em Cantagalo, com 25.


Nos fins de semana, o embarque das bicicletas é permitido a partir das 14h aos sábados e sem restrição de horário aos domingos e feriados e deve ser feito sempre no último carro de cada trem.



Fonte: http://www.metrorio.com.br