Transporte de cargas pesadas para a implantação do Comperj tem alternativas à vista. Licença prévia para implantação de píer em São Gonçalo, inclusive, já foi publicada
O impasse para o transporte das cargas pesadas destinadas à implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) está perto de ser solucionado. A Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) publicou no mês passado a licença prévia para a implantação do píer, em São Gonçalo, e da via especial de acesso para o transporte dos grandes equipamentos, ligando o porto a Itaboraí, e o governo estadual publicou um decreto de utilidade pública da área.
Entretanto, a companhia ainda tem intenção de utilizar o Rio Guaxindiba para transportar parte dos grandes equipamentos, o que preocupa ambientalistas. A criação de um parque de 2.500 hectares no entorno do empreendimento é a boa notícia.
De acordo com o subsecretário estadual do Ambiente, Luiz Firmino, a retificação do Rio Guaxindiba – uma das propostas iniciais da Petrobras para transportar o material para o Comperj – foi deixada de lado e, para resolver a questão do transporte, foi feito o projeto do píer da Praia da Beira e da estrada. Mas devido à demora da construção do porto e da via – cerca de um ano, segundo ele – a empresa solicitou que o rio seja utilizado temporariamente.
“Originalmente, a Petrobras pensava em transportar todo o equipamento pelo rio, mas isso foi vetado. O porto vai resolver esse problema de acesso. O que eles querem, agora, é, sem retificação do rio, transportar máquinas essenciais para a implantação do complexo, o que não chega a 5% dos equipamentos. É uma solução transitória que está sendo analisada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela Área de Proteção Ambiental (APA) Guapimirim”, explicou Firmino.
O gestor da APA Guapimirim, Breno Herrera, acredita que a implantação do porto e da estrada atende aos interesses da Petrobras, sem causar conflitos entre o Inea e o ICMBio. Ele afirma que a estatal retomou ao assunto de utilização do Rio Guaxindiba alegando atraso no cronograma das obras do empreendimento.
“Os 20 representantes do Conselho Gestor da APA Guapimirim recusaram a proposta de retificação do Rio Guaxindiba, apresentada pela Petrobras como alternativa para o transporte dos grandes equipamentos do Comperj. A estatal fez dois projetos voltados para a mesma função, já que, segundo seus dirigentes, há pressa nesse transporte, pois o material já está no Porto do Rio. Conversei por esses dias com o Luiz Firmino e entendo que a proposta do Porto da Beira é a melhor alternativa para não utilizar os rios, beneficiando a população com uma estrada”, declarou Herrera.
Para o biólogo e ambientalista Mário Moscatelli, a retificação do rio seria extremamente nociva ao ecossistema local. Segundo ele, a APA é a última área com aspectos originais da Baía de Guanabara e precisa ser preservada. Além de um desequilíbrio das margens e do mangue, o especialista aponta que a alteração hidrodinâmica deixaria o rio vulnerável a vazamentos de óleo, por exemplo.
“Trata-se de uma unidade de conservação federal e todo cuidado é pouco. Além dos riscos que envolvem essa alteração para o transporte, o rio sofre uma agressão constante, com emissão de lixo e esgoto oriundos de São Gonçalo e Itaboraí. Sou contra esse projeto, mas se for inevitável, que seja bem pago. E a única alternativa para compensar o impacto ambiental seria a construção de uma Estação de Unidade de Tratamento de Rio, que trataria todo o esgoto e seguraria o lixo que deságua na Baía”, pondera o ambientalista. A Petrobras não quis se pronunciar sobre o caso.
Parque – Solucionar a questão da proteção do terreno entre o Comperj e a APA Guapimirim era um dos desafios do processo de licenciamento do empreendimento.
Segundo Luiz Firmino, entre os itens da licença do Comperj quatro eram estruturantes e a criação do parque fecha este ciclo. A área, que fica entre os municípios de Itaboraí e Guapimirim, será reflorestada com o plantio de 1,5 milhão de mudas.
“Três questões já estavam equacionadas: a água, já que R$ 240 milhões foram destinados para a barragem do Rio Guapiaçu, quase dobrando o abastecimento da região; o tratamento do esgoto de Itaboraí e Maricá, com investimentos de R$ 160 milhões; e a recomposição das matas ciliares dos rios Macacu e Caceribu, com investimentos de R$ 50 milhões. Faltava solucionar o que fazer para proteger este terreno entre a APA e o Comperj. Um grupo de trabalho realizou estudos e definiu que seria criada uma Unidade de Conservação voltada para a proteção dos recursos hídricos, é o que chamamos de zona tampão”, finalizou o subsecretário do Ambiente.
O FLUMINENSE
segunda-feira, 5 de março de 2012
Reforma no Zoonit deve ficar finalmente pronta no próximo mês
Primeira etapa de obras já está na sua reta final. Concluído, local servirá como centro de reabilitação de fauna e vai atender Batalhão Florestal e também Delegacia do Ambiente
Está prevista para o fim de abril a entrega da primeira etapa das obras do Zoonit, reformas adequadas para atender às exigências do Ibama. Segundo a presidente da Fundação Zoonit, Giselda Candiotto, neste primeiro momento o local servirá como centro de reabilitação de fauna para atender aos órgãos públicos, como o Batalhão de Polícia Florestal, o Corpo de Bombeiros e a Delegacia do Meio Ambiente.
Além disso, parceria com o setor privado está sendo estudada para que o local possa vir a receber novamente os animais e abra para visitação ao público.
“O Zoonit é datado de 1938, ou seja, ainda mantinha uma estrutura antiga. Por conta disso, muita coisa precisou ser reconstruída. Mas já posso adiantar que a ampliação da veterinária e ambulatório para atender os animais, além da construção de dois banheiros para funcionários e a construção de uma cozinha utilizada por biólogos para preparação dos alimentos, já estão em fase adiantada e esperamos que no fim de abril esteja tudo pronto para recebermos a vistoria. Nesse primeiro momento vamos abrir para atender os órgãos públicos, como o 4º GMar, por exemplo, que muitas vezes resgatam animais feridos e não tem para onde levá-los”, disse Giselda.
Os recintos onde eram abrigados os animais excedentes, como micos, macacos pregos, iguanas e gaviões foram demolidos para a passagem de águas pluviais e para a construção dos banheiros e da cozinha. Por conta da demolição desses recintos, será necessária a construção de novos, que fazem parte da segunda etapa de obras.
“Vamos construir um setor de quarentena para onde serão enviados animais doentes para que não haja contaminação. Uma outra área para abrigar os animais excedentes, já que o espaço que tínhamos foi demolido para as atuais obras; além da remodelação de todos os recintos. Além das obras, pretendo montar uma nova equipe técnica, com veterinários e biólogos e toda a parte de equipamentos necessários será avaliado por essa nova equipe. Estes são os planos para a segunda etapa de obras, que pretendo realizar com recursos de iniciativas privadas, fator que já está sendo estudado. Já estou participando de reuniões com finalidade de conseguir patrocínios para que o Zoonit deixe de depender apenas da verba da prefeitura e possa voltar a receber os animais e o público para visitação”, declarou Giselda.
Presidente do zôo quer animais transferidos de volta- A situação dos animais, que foram transferidos para Brasília e São Paulo, além de criadouros particulares ainda está sendo definida na justiça. De acordo com Giselda, a denúncia de que eles maltratavam os animais não procede. Ela acredita, inclusive, que os animais sentem falta do ambiente onde viveram por anos.
“O leão Iuri, que há 8 anos foi abandonado pelo circo Sarrazany, em Itaboraí, chegou aqui em condições desumanas, muito debilitado, era pele e osso. Com três meses de tratamento intenso, transformamos ele em um leão lindo, o mais bonito do Zoonit, virou nosso xodó. Assim que foi transferido para Brasília, recebi a notícia de que ele foi sacrificado por conta de um carcinoma nos dentes. Fiquei arrasada com a notícia”.
O FLUMINENSE
Está prevista para o fim de abril a entrega da primeira etapa das obras do Zoonit, reformas adequadas para atender às exigências do Ibama. Segundo a presidente da Fundação Zoonit, Giselda Candiotto, neste primeiro momento o local servirá como centro de reabilitação de fauna para atender aos órgãos públicos, como o Batalhão de Polícia Florestal, o Corpo de Bombeiros e a Delegacia do Meio Ambiente.
Além disso, parceria com o setor privado está sendo estudada para que o local possa vir a receber novamente os animais e abra para visitação ao público.
“O Zoonit é datado de 1938, ou seja, ainda mantinha uma estrutura antiga. Por conta disso, muita coisa precisou ser reconstruída. Mas já posso adiantar que a ampliação da veterinária e ambulatório para atender os animais, além da construção de dois banheiros para funcionários e a construção de uma cozinha utilizada por biólogos para preparação dos alimentos, já estão em fase adiantada e esperamos que no fim de abril esteja tudo pronto para recebermos a vistoria. Nesse primeiro momento vamos abrir para atender os órgãos públicos, como o 4º GMar, por exemplo, que muitas vezes resgatam animais feridos e não tem para onde levá-los”, disse Giselda.
Os recintos onde eram abrigados os animais excedentes, como micos, macacos pregos, iguanas e gaviões foram demolidos para a passagem de águas pluviais e para a construção dos banheiros e da cozinha. Por conta da demolição desses recintos, será necessária a construção de novos, que fazem parte da segunda etapa de obras.
“Vamos construir um setor de quarentena para onde serão enviados animais doentes para que não haja contaminação. Uma outra área para abrigar os animais excedentes, já que o espaço que tínhamos foi demolido para as atuais obras; além da remodelação de todos os recintos. Além das obras, pretendo montar uma nova equipe técnica, com veterinários e biólogos e toda a parte de equipamentos necessários será avaliado por essa nova equipe. Estes são os planos para a segunda etapa de obras, que pretendo realizar com recursos de iniciativas privadas, fator que já está sendo estudado. Já estou participando de reuniões com finalidade de conseguir patrocínios para que o Zoonit deixe de depender apenas da verba da prefeitura e possa voltar a receber os animais e o público para visitação”, declarou Giselda.
Presidente do zôo quer animais transferidos de volta- A situação dos animais, que foram transferidos para Brasília e São Paulo, além de criadouros particulares ainda está sendo definida na justiça. De acordo com Giselda, a denúncia de que eles maltratavam os animais não procede. Ela acredita, inclusive, que os animais sentem falta do ambiente onde viveram por anos.
“O leão Iuri, que há 8 anos foi abandonado pelo circo Sarrazany, em Itaboraí, chegou aqui em condições desumanas, muito debilitado, era pele e osso. Com três meses de tratamento intenso, transformamos ele em um leão lindo, o mais bonito do Zoonit, virou nosso xodó. Assim que foi transferido para Brasília, recebi a notícia de que ele foi sacrificado por conta de um carcinoma nos dentes. Fiquei arrasada com a notícia”.
O FLUMINENSE
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Inea diz que falta de oxigênio na Lagoa de Maricá matou peixes
O trecho em questão possui uma lâmina d’água de aproximadamente 30 centímetros, o que favorece a completa depleção de oxigênio rapidamente
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que a causa da mortandade de peixes, predominantemente do tipo savelha, manjubinha e bagre, no último dia 20, nas lagoas de Araçatiba e Marinéia, em Maricá, foi a falta de oxigênio decorrente de causas diversas, tais como: a temperatura da água, que se encontrava bastante elevada, em torno de 28°C a 29°C às 8h, o que propiciou a perda de oxigênio da coluna d’água para a atmosfera. O trecho em questão possui uma lâmina d’água de aproximadamente 30 centímetros, o que favorece a completa depleção de oxigênio rapidamente.
O aumento significativo da população flutuante induz o aumento de carga orgânica para a lagoa, além da movimentação intensa de jet skis na lagoa, que provocou o revolvimento do fundo e a consequente demanda de oxigênio para oxidação da matéria orgânica.
O Inea, na próxima terça-feira, dia 28 de fevereiro, realizará nova vistoria e coleta de amostras nas lagoas do sistema lagunar de Maricá. À época, 20 funcionários da Prefeitura de Maricá com dois caminhões e duas retroescavadeiras foram mobilizados para retirar aproximadamente 50 toneladas de peixes mortos nas duas lagoas.
Para a prefeitura, a possibilidade de novas mortandades será cada vez menor com a concretização de projetos importantes em andamento. Um deles, em estudo junto à comunidade acadêmica, é o da implantação de um canal na Barra de Maricá dotado de eclusa capaz de aproveitar quando o mar estiver mais alto para fazer uma renovação da água das lagoas – como ocorreu após as enchentes de 2010. Também há investimento em soluções estruturais de longo prazo.
“Para os próximos três anos estão previstos investimentos de R$ 93 milhões apenas em tratamento de esgotos na cidade, dos quais R$ 33 milhões vindos pela segunda etapa do PAC e R$ 60 milhões da Petrobras como compensação pelo emissário submarino do Comperj”, adiantou o prefeito Washington Quaquá.
Fonte: O FLUMINENSE
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que a causa da mortandade de peixes, predominantemente do tipo savelha, manjubinha e bagre, no último dia 20, nas lagoas de Araçatiba e Marinéia, em Maricá, foi a falta de oxigênio decorrente de causas diversas, tais como: a temperatura da água, que se encontrava bastante elevada, em torno de 28°C a 29°C às 8h, o que propiciou a perda de oxigênio da coluna d’água para a atmosfera. O trecho em questão possui uma lâmina d’água de aproximadamente 30 centímetros, o que favorece a completa depleção de oxigênio rapidamente.
O aumento significativo da população flutuante induz o aumento de carga orgânica para a lagoa, além da movimentação intensa de jet skis na lagoa, que provocou o revolvimento do fundo e a consequente demanda de oxigênio para oxidação da matéria orgânica.
O Inea, na próxima terça-feira, dia 28 de fevereiro, realizará nova vistoria e coleta de amostras nas lagoas do sistema lagunar de Maricá. À época, 20 funcionários da Prefeitura de Maricá com dois caminhões e duas retroescavadeiras foram mobilizados para retirar aproximadamente 50 toneladas de peixes mortos nas duas lagoas.
Para a prefeitura, a possibilidade de novas mortandades será cada vez menor com a concretização de projetos importantes em andamento. Um deles, em estudo junto à comunidade acadêmica, é o da implantação de um canal na Barra de Maricá dotado de eclusa capaz de aproveitar quando o mar estiver mais alto para fazer uma renovação da água das lagoas – como ocorreu após as enchentes de 2010. Também há investimento em soluções estruturais de longo prazo.
“Para os próximos três anos estão previstos investimentos de R$ 93 milhões apenas em tratamento de esgotos na cidade, dos quais R$ 33 milhões vindos pela segunda etapa do PAC e R$ 60 milhões da Petrobras como compensação pelo emissário submarino do Comperj”, adiantou o prefeito Washington Quaquá.
Fonte: O FLUMINENSE
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO CARIOCA
O Rio de Janeiro é um estado relativamente pobre em ocorrências de cavidades naturais subterrâneas. Isto se deve ao fato de que, em todo o território fluminense, existe apenas um pequeno bolsão de calcário, a rocha mais propícia à formação de cavernas devido à dissolução da mesma por águas fluviais ou pela percolação das águas das chuvas, situado nos municípios de Cantagalo e Itaocara, na Região Serrana.
Este bolsão de calcário, no entanto, a despeito de suas reduzidas dimensões (se comparado aos fenomenais carstes de Minas Gerais, Bahia, Goiás e São Paulo, por exemplo) é explorado há muitos anos por fábricas de cimento, que representam uma ameaça concreta às poucas cavernas ali existentes. Por esta razão, e por serem as cavidades naturais subterrâneas feições geológicas expressamente protegidas pela legislação vigente, encontra-se tramitando na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, projeto de lei de autoria do deputado Carlos Minc (PT/RJ), criando o “Parque Estadual das Cavernas Fluminenses”, que objetiva preservar estas cavernas, das quais a mais importante é a Gruta Novo Tempo, reservando, porém significativa porção do calcário para a continuidade da indústria cimenteira, de forma a não prejudicar a economia daquela região. A criação deste parque, na verdade, representaria um novo vetor de desenvolvimento local, baseado na exploração racional do turismo ecológico, não apenas através da visitação às grutas, mas, também, da prática de outros esportes e atividades ao ar livre, tais como caminhadas, vôo livre e, talvez, passeios a cavalo.
As demais cavidades naturais subterrâneas do Rio de Janeiro resumem-se a pequenas grutas criadas por falhas nos granitos e gnaisses que constituem a litologia predominante no estado, bem como pelo encontro, ou superposição, de grandes blocos destas mesmas rochas. Apesar de sua modesta expressividade, em termos espeleológicos, algumas dessas grutas chegaram a adquirir grande fama local e, em consequência, certa importância turística. A título de exemplo, podemos citar a Gruta do Acaiá, na Ilha Grande; a Gruta do Mero, no Morro da Urca; os “Olhos” e a “Orelha”, na Pedra da Gávea; a Gruta do Presidente, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos; e a Gruta Paulo e Virgínia e a Gruta do Morcego, no Parque Nacional da Tijuca, dentre outras.
Este bolsão de calcário, no entanto, a despeito de suas reduzidas dimensões (se comparado aos fenomenais carstes de Minas Gerais, Bahia, Goiás e São Paulo, por exemplo) é explorado há muitos anos por fábricas de cimento, que representam uma ameaça concreta às poucas cavernas ali existentes. Por esta razão, e por serem as cavidades naturais subterrâneas feições geológicas expressamente protegidas pela legislação vigente, encontra-se tramitando na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, projeto de lei de autoria do deputado Carlos Minc (PT/RJ), criando o “Parque Estadual das Cavernas Fluminenses”, que objetiva preservar estas cavernas, das quais a mais importante é a Gruta Novo Tempo, reservando, porém significativa porção do calcário para a continuidade da indústria cimenteira, de forma a não prejudicar a economia daquela região. A criação deste parque, na verdade, representaria um novo vetor de desenvolvimento local, baseado na exploração racional do turismo ecológico, não apenas através da visitação às grutas, mas, também, da prática de outros esportes e atividades ao ar livre, tais como caminhadas, vôo livre e, talvez, passeios a cavalo.
As demais cavidades naturais subterrâneas do Rio de Janeiro resumem-se a pequenas grutas criadas por falhas nos granitos e gnaisses que constituem a litologia predominante no estado, bem como pelo encontro, ou superposição, de grandes blocos destas mesmas rochas. Apesar de sua modesta expressividade, em termos espeleológicos, algumas dessas grutas chegaram a adquirir grande fama local e, em consequência, certa importância turística. A título de exemplo, podemos citar a Gruta do Acaiá, na Ilha Grande; a Gruta do Mero, no Morro da Urca; os “Olhos” e a “Orelha”, na Pedra da Gávea; a Gruta do Presidente, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos; e a Gruta Paulo e Virgínia e a Gruta do Morcego, no Parque Nacional da Tijuca, dentre outras.
Mudança na Coloroção da Água das Praias
De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) a coloração escurecida e amarronzada apresentada pela água de algumas praias do litoral carioca é oriunda de uma microalga identificada como sendo da espécie Gymnodinium. A Gerência de Qualidade da Água do Inea, responsável pelo monitoramento da qualidade da águas das praias, fez nesta segunda-feira (30/01) a coleta de água para análise em locais onde está ocorrendo floração de microalgas. Esta microalga não acarreta risco a saúde humana e é trazida pela força das marés e pelas correntes marítimas até as praias.
O mar esta para peixe e o Rio de Janeiro, embora amarronzado, continua lindo!
O mar esta para peixe e o Rio de Janeiro, embora amarronzado, continua lindo!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Petrobras escolhe uma mulher para presidente da empresa petrolífera
A atual diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, deve assumir a presidência da empresa em substituição a José Sergio Gabrielli. Oficialmente, o nome de Graça Foster deve ser indicado no próximo dia 9.
A informação foi confirmada na segunda-feira, por meio de nota oficial, divulgada pela assessoria da petrolífera.
De acordo com o comunicado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, deve encaminhar no dia 9 de fevereiro, em reunião, a indicação da atual diretora de Gás e Energia para o comando da empresa.
Apoio de Dilma- Graça Foster conta com a confiança e o apoio da presidente Dilma Rousseff. No final do ano passado, ela foi uma das poucas integrantes da comitiva presidencial que participaram de reuniões políticas e econômicas de Dilma em Bruxelas, na Bélgica
A informação foi confirmada na segunda-feira, por meio de nota oficial, divulgada pela assessoria da petrolífera.
De acordo com o comunicado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, deve encaminhar no dia 9 de fevereiro, em reunião, a indicação da atual diretora de Gás e Energia para o comando da empresa.
Apoio de Dilma- Graça Foster conta com a confiança e o apoio da presidente Dilma Rousseff. No final do ano passado, ela foi uma das poucas integrantes da comitiva presidencial que participaram de reuniões políticas e econômicas de Dilma em Bruxelas, na Bélgica
UE aprova embargo contra petróleo do Irã; aumenta tensão sobre Ormuz
BRUXELAS - Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira sanções ao banco Tejarat, o terceiro maior do Irã, aumentando a restrição de acesso do país ao sistema financeiro mundial. Mais cedo, a União Europeia aprovou um embargo total às importações de petróleo iraniano, aumentando ainda mais a tensão sobre um possível fechamento do Estreito de Ormuz.
O banco Tejarat e seu afiliado Trade Capital Bank entraram na lista de sanções americanas por prestar serviços a outras entidades já bloqueadas pelo governo de Barack Obama.
Mais cedo, um comunicado assinado pela secretária de Estado Hillary Clinton e pelo secretário do Tesouro Timothy Geithner, elogiou as sanções anunciadas nesta segunda-feira pela União Europeia.
“Usada em combinação com várias outras sanções ao Irã que continuarão a ser implementadas pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional, essa nova pressão vai aguçar a escolha dos líderes iranianos e aumentar o custo de sua provocação a obrigações básicas internacionais”, afirmou o documento.
UE anuncia sanções contra importação de petróleo do Irã
Diante da imposição da União Europeia (UE) de um embargo total contra as importações de petróleo de Teerã, o deputado iraniano Heshmatollah Falahapisheh respondeu à medida, de acordo com a agência de notícias semioficial Mehr, dizendo que seu país tem o direito de fechar o Estreito de Ormuz como retaliação.
Com a nova imposição, o bloqueio de Ormuz se tornou uma possibilidade ainda maior, teria dito o parlamentar. A reação não é uma novidade. Há tempos, o Irã vem afirmando que irá fechar o estreito se as sanções ocidentais prejudicarem sua venda de petróleo.
Nesta segunda-feira, diplomatas da UE concordaram em impor um embargo total às importações de petróleo do Irã. A medida deve entrar em vigor pleno no próximo dia 1º de julho. O objetivo é pressionar ainda mais o governo de Teerã a voltar para mesa de negociações e discutir seu programa nuclear.
Por enquanto, os membros do bloco europeu estão proibidos de assinar novos acordos com Teerã, e aqueles que já tem parcerias com o Irã - como é o caso de Espanha, Itália e Grécia - têm até julho para cumprir os contratos pendentes.
- Queremos convencer o Irã a sentar à mesa de negociações de onde a deixamos no ano passado, em Istambul - disse Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, classificou as sanções europeias ao petróleo iraniano como “guerra psicológica” e afirmou que as medidas não impedirão o país de obter seus direitos, em referência ao seu programa nuclear.
Alguns países do bloco apresentavam restrições à medida, enquanto Alemanha, França e Reino Unido reclamavam por ações mais duras contra Teerã. Em entrevista ao “El País”, o chanceler espanhol, José Manuel García-Margallo, disse que seu país “vai se sacrificar em nome da segurança da zona”. O Irã é responsável por 20% do fornecimento de petróleo da Espanha. O país vende 6% do seu petróleo para a UE, que deve substituir as importações iranianas por outros países do Golfo, como a Arábia Saudita.
O acordo foi o passo final antes da reunião dos ministros de Relações Exteriores da UE que formalizará a aprovação ao embargo. Os 27 chanceleres do bloco se reunirão em Bruxelas ainda nesta segunda-feira. Além do embargo contra o petróleo, os europeus devem adotar novas sanções contra Teerã. A expectativa é que a UE bloqueie parcialmente as operações com o banco central iraniano, deixando de lado apenas as negociações alheias ao setor energético. Mais de 500 pessoas físicas e jurídicas iranianas sofrem hoje com o embargo da UE.
Em comunicado, a Rússia expressou “alarde e arrependimento” sobre a nova sanção europeia contra Teerã. França, Reino Unido e Alemanha, entretanto, garantiram que vão continuar a favor de medidas duras até que o Irã decida voltar a discutir seu programa nuclear. Os três países pediram que os iranianos se atenham a suas obrigações internacionais.
Fonte : globo.com
O banco Tejarat e seu afiliado Trade Capital Bank entraram na lista de sanções americanas por prestar serviços a outras entidades já bloqueadas pelo governo de Barack Obama.
Mais cedo, um comunicado assinado pela secretária de Estado Hillary Clinton e pelo secretário do Tesouro Timothy Geithner, elogiou as sanções anunciadas nesta segunda-feira pela União Europeia.
“Usada em combinação com várias outras sanções ao Irã que continuarão a ser implementadas pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional, essa nova pressão vai aguçar a escolha dos líderes iranianos e aumentar o custo de sua provocação a obrigações básicas internacionais”, afirmou o documento.
UE anuncia sanções contra importação de petróleo do Irã
Diante da imposição da União Europeia (UE) de um embargo total contra as importações de petróleo de Teerã, o deputado iraniano Heshmatollah Falahapisheh respondeu à medida, de acordo com a agência de notícias semioficial Mehr, dizendo que seu país tem o direito de fechar o Estreito de Ormuz como retaliação.
Com a nova imposição, o bloqueio de Ormuz se tornou uma possibilidade ainda maior, teria dito o parlamentar. A reação não é uma novidade. Há tempos, o Irã vem afirmando que irá fechar o estreito se as sanções ocidentais prejudicarem sua venda de petróleo.
Nesta segunda-feira, diplomatas da UE concordaram em impor um embargo total às importações de petróleo do Irã. A medida deve entrar em vigor pleno no próximo dia 1º de julho. O objetivo é pressionar ainda mais o governo de Teerã a voltar para mesa de negociações e discutir seu programa nuclear.
Por enquanto, os membros do bloco europeu estão proibidos de assinar novos acordos com Teerã, e aqueles que já tem parcerias com o Irã - como é o caso de Espanha, Itália e Grécia - têm até julho para cumprir os contratos pendentes.
- Queremos convencer o Irã a sentar à mesa de negociações de onde a deixamos no ano passado, em Istambul - disse Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, classificou as sanções europeias ao petróleo iraniano como “guerra psicológica” e afirmou que as medidas não impedirão o país de obter seus direitos, em referência ao seu programa nuclear.
Alguns países do bloco apresentavam restrições à medida, enquanto Alemanha, França e Reino Unido reclamavam por ações mais duras contra Teerã. Em entrevista ao “El País”, o chanceler espanhol, José Manuel García-Margallo, disse que seu país “vai se sacrificar em nome da segurança da zona”. O Irã é responsável por 20% do fornecimento de petróleo da Espanha. O país vende 6% do seu petróleo para a UE, que deve substituir as importações iranianas por outros países do Golfo, como a Arábia Saudita.
O acordo foi o passo final antes da reunião dos ministros de Relações Exteriores da UE que formalizará a aprovação ao embargo. Os 27 chanceleres do bloco se reunirão em Bruxelas ainda nesta segunda-feira. Além do embargo contra o petróleo, os europeus devem adotar novas sanções contra Teerã. A expectativa é que a UE bloqueie parcialmente as operações com o banco central iraniano, deixando de lado apenas as negociações alheias ao setor energético. Mais de 500 pessoas físicas e jurídicas iranianas sofrem hoje com o embargo da UE.
Em comunicado, a Rússia expressou “alarde e arrependimento” sobre a nova sanção europeia contra Teerã. França, Reino Unido e Alemanha, entretanto, garantiram que vão continuar a favor de medidas duras até que o Irã decida voltar a discutir seu programa nuclear. Os três países pediram que os iranianos se atenham a suas obrigações internacionais.
Fonte : globo.com
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Após naufrágio, Itália teme desastre ecológico por vazamento de óleo
Ministro italiano revela que teme que o combustível possa se dispersar no mar, contaminando a costa, prejudicando a fauna marinha e a alimentação dos pássaros
O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, está receoso quanto à possibilidade de um desastre ecológico devido ao naufrágio do navio Costa Concordia, perto da Ilha de Giglio, na Toscana. O temor se baseia na possibilidade de vazar óleo combustível dos reservatórios da embarcação, considerando os abalos ocorridos no casco do navio.
“Esse tem sido o nosso pesadelo”, disse o ministro. "O navio está com os tanques cheios de combustível. É um combustível denso e pesado, que pode se sedimentar no fundo e isso seria um desastre."
Segundo o ministro, o combustível pode se dispersar-se no mar, contaminando a costa, prejudicando a fauna marinha e a alimentação dos pássaros. "Estamos preparados para intervir em caso de vazamento para o mar", disse Clini, lembrando que o casco do navio sofreu danos graves.
Porém, o ministro ressaltou que “a prioridade é salvar os eventuais sobreviventes e começar a esvaziar [neste momento] os tanques é perigoso". Clini destacou ainda que já existem regras estabelecidas sobre a passagem de grandes embarcações pela costa italiana. Para ele, não é necessário aumentar o rigor.
"A medida de prevenção será provavelmente associar a gestão dessas rotas às boas práticas. A ideia é unir os objetivos de proteção do ambiente já previstas", disse o ministro. O navio Costa Concordia naufragou na última sexta-feira (13). Havia 4,5 mil pessoas a bordo, das quais 53 eram brasileiras. Todos os brasileiros sobreviveram. Pelo menos seis pessoas morreram.
Agência Brasil
O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, está receoso quanto à possibilidade de um desastre ecológico devido ao naufrágio do navio Costa Concordia, perto da Ilha de Giglio, na Toscana. O temor se baseia na possibilidade de vazar óleo combustível dos reservatórios da embarcação, considerando os abalos ocorridos no casco do navio.
“Esse tem sido o nosso pesadelo”, disse o ministro. "O navio está com os tanques cheios de combustível. É um combustível denso e pesado, que pode se sedimentar no fundo e isso seria um desastre."
Segundo o ministro, o combustível pode se dispersar-se no mar, contaminando a costa, prejudicando a fauna marinha e a alimentação dos pássaros. "Estamos preparados para intervir em caso de vazamento para o mar", disse Clini, lembrando que o casco do navio sofreu danos graves.
Porém, o ministro ressaltou que “a prioridade é salvar os eventuais sobreviventes e começar a esvaziar [neste momento] os tanques é perigoso". Clini destacou ainda que já existem regras estabelecidas sobre a passagem de grandes embarcações pela costa italiana. Para ele, não é necessário aumentar o rigor.
"A medida de prevenção será provavelmente associar a gestão dessas rotas às boas práticas. A ideia é unir os objetivos de proteção do ambiente já previstas", disse o ministro. O navio Costa Concordia naufragou na última sexta-feira (13). Havia 4,5 mil pessoas a bordo, das quais 53 eram brasileiras. Todos os brasileiros sobreviveram. Pelo menos seis pessoas morreram.
Agência Brasil
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Emissões de CO2 podem retardar início de Era Glacial, diz estudo
Grupos que se opõem à limitação das emissões de gases do efeito estufa já citam a publicação como uma razão para apoiar a manutenção das emissões humanas de CO2
As emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela ação do homem terão o efeito de retardar o início da próxima Era Glacial, segundo afirma um novo estudo.
A última Era Glacial terminou há 11.500 anos, e os cientistas vêm há tempos discutindo quando a próxima começaria.
Os pesquisadores usaram dados da órbita da Terra e outros itens para encontrar o período interglacial mais parecido com o atual.
Em um artigo publicado na revista Nature Geoscience, eles afirmam que a próxima Era Glacial poderia começar em 1.500 anos, mas que isso não acontecerá por causa do alto nível de emissões.
“Nos atuais níveis de CO2, mesmo se as emissões parassem agora teríamos provavelmente uma longa duração interglacial determinada por quaisquer processos de longo prazo que poderiam começar para reduzir o CO2 atmosférico”, afirma o coordenador da pesquisa, Luke Skinner, da Universidade de Cambridge.
Segundo eles, a transição para a última Era Glacial foi sinalizada por um período quando o esfriamento e o aquecimento se revezaram entre os hemisférios norte e sul, provocados por interrupções na circulação global de correntes oceânicas.
Grupos que se opõem à limitação das emissões de gases do efeito estufa já citam o estudo como uma razão para apoiar a manutenção das emissões humanas de CO2.
O grupo britânico Global Warming Policy Foundation, por exemplo, cita um ensaio de 1999 dos astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, que argumentavam: “A volta das condições da Era Glacial deixariam grandes frações das maiores áreas produtoras de alimentos do mundo inoperantes, e levaria inevitavelmente à extinção da maioria da população humana presente”.
“Precisamos buscar um efeito estufa sustentado para manter o presente clima mundial vantajoso. Isso implica a habilidade de injetar efetivamente gases do efeito estufa na atmosfera, o oposto do que os ambientalistas estão erroneamente defendendo”, dizem.
Luke Skinner e sua equipe já antecipavam esse tipo de reação. “É uma discussão filosófica interessante. Poderíamos estar melhor em um mundo mais quente do que em uma glaciação? Provavelmente sim”, observa.
“Mas estaríamos perdendo o ponto central da discussão, porque a direção em que estamos indo não é manter nosso clima quente atual, mas um aquecimento ainda maior, e adicionar CO2 a um clima quente é muito diferente de adicionar a um clima frio”, diz.
“O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso”, afirma Skinner.
Fonte:
Agência Brasil
As emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela ação do homem terão o efeito de retardar o início da próxima Era Glacial, segundo afirma um novo estudo.
A última Era Glacial terminou há 11.500 anos, e os cientistas vêm há tempos discutindo quando a próxima começaria.
Os pesquisadores usaram dados da órbita da Terra e outros itens para encontrar o período interglacial mais parecido com o atual.
Em um artigo publicado na revista Nature Geoscience, eles afirmam que a próxima Era Glacial poderia começar em 1.500 anos, mas que isso não acontecerá por causa do alto nível de emissões.
“Nos atuais níveis de CO2, mesmo se as emissões parassem agora teríamos provavelmente uma longa duração interglacial determinada por quaisquer processos de longo prazo que poderiam começar para reduzir o CO2 atmosférico”, afirma o coordenador da pesquisa, Luke Skinner, da Universidade de Cambridge.
Segundo eles, a transição para a última Era Glacial foi sinalizada por um período quando o esfriamento e o aquecimento se revezaram entre os hemisférios norte e sul, provocados por interrupções na circulação global de correntes oceânicas.
Grupos que se opõem à limitação das emissões de gases do efeito estufa já citam o estudo como uma razão para apoiar a manutenção das emissões humanas de CO2.
O grupo britânico Global Warming Policy Foundation, por exemplo, cita um ensaio de 1999 dos astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, que argumentavam: “A volta das condições da Era Glacial deixariam grandes frações das maiores áreas produtoras de alimentos do mundo inoperantes, e levaria inevitavelmente à extinção da maioria da população humana presente”.
“Precisamos buscar um efeito estufa sustentado para manter o presente clima mundial vantajoso. Isso implica a habilidade de injetar efetivamente gases do efeito estufa na atmosfera, o oposto do que os ambientalistas estão erroneamente defendendo”, dizem.
Luke Skinner e sua equipe já antecipavam esse tipo de reação. “É uma discussão filosófica interessante. Poderíamos estar melhor em um mundo mais quente do que em uma glaciação? Provavelmente sim”, observa.
“Mas estaríamos perdendo o ponto central da discussão, porque a direção em que estamos indo não é manter nosso clima quente atual, mas um aquecimento ainda maior, e adicionar CO2 a um clima quente é muito diferente de adicionar a um clima frio”, diz.
“O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso”, afirma Skinner.
Fonte:
Agência Brasil
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Niterói quer ser modelo para uso da bicicleta e investe em novas rotas
NitTrans conclui mapa que será incluído no ‘Plano Lerner’. Para incentivar o meio de transporte, avenidas receberão ciclovias que ligarão os bairros ao Centro
A Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) acaba de concluir o mapa com cerca de 40 quilômetros de rotas cicláveis que serão implantadas na cidade. O projeto será incluído no “Plano de Melhorias para o Sistema Viário, Trânsito e Transporte Público”, elaborado pela Prefeitura de Niterói, com a consultoria do escritório do urbanista Jaime Lerner. Pensando no incentivo ao uso das bicicletas como alternativa à mobilidade urbana, avenidas movimentadas receberão ciclovias que ligarão os bairros ao Centro.
De acordo com o presidente da NitTrans, Sérgio Marcolini, a intenção é transformar a cidade em referência para o uso da bicicleta no Brasil, assim como acontece em países de primeiro mundo como a Dinamarca e a França. Ele explica que os projetos das rotas cicláveis estão sendo implantados aos poucos, de acordo com o programa de obras previstas no município, como a Via Orla e outras mais complexas, como o alargamento das avenidas Marquês do Paraná e Jornalista Alberto Torres, na Praia de Icaraí. Ruas do Centro, Zona Sul, Zona Norte e Região Oceânica já vêm recebendo as ciclofaixas, espaços delimitados nas vias apenas para ciclistas, e ciclorrotas, compartilhadas com veículos.
“Tratar de bicicleta não se resume em fazer ciclovias. É necessário que haja todo um planejamento cicloviário. Estamos implantando nos nossos projetos o conceito de que as ruas devem ser completas para todos os meios de transporte e usuários. Os projetos de ciclovias serão implantados conforme formos realizando todas as intervenções previstas no Projeto Lerner. Ao mesmo tempo em que estamos projetando os corredores exclusivos para ônibus e BRTs, vamos incluir as ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas”, afirma Marcolini.
Morador do Fonseca, o analista de sistemas Diego Silva, de 27 anos, utiliza a bicicleta como meio de transporte diariamente. Ele reclama da dificuldade de seguir do bairro até o Centro ou Icaraí, devido ao grande movimento de carros nas ruas. A perspectiva de novos espaços para ciclistas o deixa animado.
“Seria um sonho poder transitar de um bairro ao outro na cidade em um espaço apropriado para bicicletas. É dura a vida do ciclista, porque ninguém nos respeita. Se andamos nas ruas os carros quase passam por cima. Aí, se ficamos receosos e subimos pelas calçadas, somos xingados pelos pedestres”, relata o ciclista.
Educação – Responsável pelo planejamento das rotas cicláveis, Glauston Pinheiro, assessor da NitTrans, acredita que os projetos de vias para bicicletas devem priorizar a educação e conscientização da população. Para o ano que vem, a Divisão de Transporte Não Motorizado da autarquia está preparando uma programação que inclui palestras, seminários, campanhas e exposições.
“Vamos distribuir mapas de bolso com todas as rotas para bicicleta da cidade e realizaremos uma série de eventos para promover a educação no trânsito e o respeito aos ciclistas. Entre as ações, vamos visitar empresas de ônibus para ministrar palestras aos motoristas”, explica o especialista no assunto.
Rotas – Entre as principais ciclovias que estão sendo planejadas, Glauston destaca a que será implantada de Charitas ao Gragoatá, na Via Orla, sendo interligada com a ciclovia que o Governo do Estado construirá do Gragoatá ao Terminal Intermodal, no Centro; outro elo de Icaraí ao Centro será a ciclovia que sairá da Rua Miguel de Frias, passando pela Marquês do Paraná até a Rua Doutor Celestino, que não terá mais ônibus, já que eles passarão em mão dupla na Avenida Amaral Peixoto; ligando a Zona Norte ao Centro, a ciclovia da Av. João Brasil até a São Lourenço é uma das apostas da NitTrans; já na Região Oceânica, a intenção é ligar a ciclofaixa do Engenho do Mato até Itacoatiara e Itaipu.
Fonte: O FLUMINENSE
A Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) acaba de concluir o mapa com cerca de 40 quilômetros de rotas cicláveis que serão implantadas na cidade. O projeto será incluído no “Plano de Melhorias para o Sistema Viário, Trânsito e Transporte Público”, elaborado pela Prefeitura de Niterói, com a consultoria do escritório do urbanista Jaime Lerner. Pensando no incentivo ao uso das bicicletas como alternativa à mobilidade urbana, avenidas movimentadas receberão ciclovias que ligarão os bairros ao Centro.
De acordo com o presidente da NitTrans, Sérgio Marcolini, a intenção é transformar a cidade em referência para o uso da bicicleta no Brasil, assim como acontece em países de primeiro mundo como a Dinamarca e a França. Ele explica que os projetos das rotas cicláveis estão sendo implantados aos poucos, de acordo com o programa de obras previstas no município, como a Via Orla e outras mais complexas, como o alargamento das avenidas Marquês do Paraná e Jornalista Alberto Torres, na Praia de Icaraí. Ruas do Centro, Zona Sul, Zona Norte e Região Oceânica já vêm recebendo as ciclofaixas, espaços delimitados nas vias apenas para ciclistas, e ciclorrotas, compartilhadas com veículos.
“Tratar de bicicleta não se resume em fazer ciclovias. É necessário que haja todo um planejamento cicloviário. Estamos implantando nos nossos projetos o conceito de que as ruas devem ser completas para todos os meios de transporte e usuários. Os projetos de ciclovias serão implantados conforme formos realizando todas as intervenções previstas no Projeto Lerner. Ao mesmo tempo em que estamos projetando os corredores exclusivos para ônibus e BRTs, vamos incluir as ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas”, afirma Marcolini.
Morador do Fonseca, o analista de sistemas Diego Silva, de 27 anos, utiliza a bicicleta como meio de transporte diariamente. Ele reclama da dificuldade de seguir do bairro até o Centro ou Icaraí, devido ao grande movimento de carros nas ruas. A perspectiva de novos espaços para ciclistas o deixa animado.
“Seria um sonho poder transitar de um bairro ao outro na cidade em um espaço apropriado para bicicletas. É dura a vida do ciclista, porque ninguém nos respeita. Se andamos nas ruas os carros quase passam por cima. Aí, se ficamos receosos e subimos pelas calçadas, somos xingados pelos pedestres”, relata o ciclista.
Educação – Responsável pelo planejamento das rotas cicláveis, Glauston Pinheiro, assessor da NitTrans, acredita que os projetos de vias para bicicletas devem priorizar a educação e conscientização da população. Para o ano que vem, a Divisão de Transporte Não Motorizado da autarquia está preparando uma programação que inclui palestras, seminários, campanhas e exposições.
“Vamos distribuir mapas de bolso com todas as rotas para bicicleta da cidade e realizaremos uma série de eventos para promover a educação no trânsito e o respeito aos ciclistas. Entre as ações, vamos visitar empresas de ônibus para ministrar palestras aos motoristas”, explica o especialista no assunto.
Rotas – Entre as principais ciclovias que estão sendo planejadas, Glauston destaca a que será implantada de Charitas ao Gragoatá, na Via Orla, sendo interligada com a ciclovia que o Governo do Estado construirá do Gragoatá ao Terminal Intermodal, no Centro; outro elo de Icaraí ao Centro será a ciclovia que sairá da Rua Miguel de Frias, passando pela Marquês do Paraná até a Rua Doutor Celestino, que não terá mais ônibus, já que eles passarão em mão dupla na Avenida Amaral Peixoto; ligando a Zona Norte ao Centro, a ciclovia da Av. João Brasil até a São Lourenço é uma das apostas da NitTrans; já na Região Oceânica, a intenção é ligar a ciclofaixa do Engenho do Mato até Itacoatiara e Itaipu.
Fonte: O FLUMINENSE
domingo, 11 de dezembro de 2011
Medidas ambientais garantem R$ 4 milhões a Niterói para o ICMS Verde
Unidades de conservação da natureza e investimentos ambientais do município vão receber no próximo ano R$ 3.960.207 – R$ 1,347 milhão a mais do que recebeu em 2011
Apesar de ter caído um ponto no ranking do ICMS Verde que será repassado em 2012, ocupando agora o 14º lugar, Niterói vai receber R$ 3.960.207 – R$ 1,347 milhão a mais do que recebeu neste ano. O repasse anual feito pelo governo estadual é uma forma de ressarcir os municípios pela restrição ao uso de seu território, no caso de unidades de conservação da natureza e mananciais de abastecimento, e de recompensá-los pelos investimentos ambientais realizados. Silva Jardim, no Leste Fluminense, ocupa novamente a primeira colocação e receberá R$ 7.936.767.
De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, mesmo perdendo uma posição, Niterói receberá mais recursos porque pontuou mais no quesito captação e tratamento de esgoto – é a cidade que mais pontua neste quesito em todo o estado – e melhorou no quesito Unidades de Conservação Estadual, já que o entorno da Lagoa de Itaipu foi incorporado ao Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset). A expectativa de Minc é de que a cidade pule no ranking de 2013 para a nona posição.
“No ano que vem Niterói vai melhorar na destinação de resíduos sólidos, porque já está encaminhado o lixo para o aterro controlado de Itaboraí e vai encaminhar, também, para o aterro que está sendo implantado no bairro Anaia, em São Gonçalo. Estas medidas, somadas à incorporação do Parque Municipal Darcy Ribeiro ao Peset, que estamos propondo ao município, vão permitir que a cidade suba posições no ranking do ICMS Verde, podendo chegar ao nono lugar”, acredita o secretário.
O ICMS Verde é composto pelos seguintes critérios: 45% para unidades de conservação; 30% para qualidade da água; e 25% para gestão dos resíduos sólidos. Dados da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) revelam que só por conta do quesito destinação e tratamento de esgoto, a cidade vai receber R$ 2.402.308.
Coleta – Segundo Carlos Minc, para melhorar os índices nos próximos anos, os municípios devem investir na coleta e tratamento de esgoto, na implantação de aterros controlados, na coleta seletiva de lixo e na criação e cuidados das Unidades de Conservação Municipais.
O economista da Superintendência de Planejamento e Gestão Ecossistêmica da SEA, Lucas Moura, ressalta que pequenas quedas no ranking, de 2 a 5 posições, como ocorreu com São Gonçalo, que ocupava a 60ª posição e agora vai ocupar a 62ª; Itaboraí, que estava na 67ª e estará na 68ª; e Maricá, que estava na 74ª e passou para 75ª, não são necessariamente por que o município piorou.
“Essa variação ocorre, geralmente, porque outros municípios melhoraram algum item e subiram no ranking. Sem falar que a estimativa dos repasses totais de ICMS Verde será maior em 2012. Enquanto em 2011 foram pagos R$ 111 milhões, no ano que vem o valor vai subir para R$ 172 milhões”, explica.
Para se habilitar a receber os recursos, os municípios devem dispor de Sistema Municipal de Meio Ambiente, composto por órgão executor de política ambiental, um conselho e um Fundo de Meio Ambiente, além de guarda ambiental. Os repasses são proporcionais às metas alcançadas nessas áreas: quanto melhores os indicadores, mais recursos as prefeituras recebem. A cada ano, os índices são recalculados, dando uma oportunidade para que os municípios que investiram em conservação ambiental aumentem sua participação no repasse de ICMS.
Fonte: O FLUMINENSE
Apesar de ter caído um ponto no ranking do ICMS Verde que será repassado em 2012, ocupando agora o 14º lugar, Niterói vai receber R$ 3.960.207 – R$ 1,347 milhão a mais do que recebeu neste ano. O repasse anual feito pelo governo estadual é uma forma de ressarcir os municípios pela restrição ao uso de seu território, no caso de unidades de conservação da natureza e mananciais de abastecimento, e de recompensá-los pelos investimentos ambientais realizados. Silva Jardim, no Leste Fluminense, ocupa novamente a primeira colocação e receberá R$ 7.936.767.
De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, mesmo perdendo uma posição, Niterói receberá mais recursos porque pontuou mais no quesito captação e tratamento de esgoto – é a cidade que mais pontua neste quesito em todo o estado – e melhorou no quesito Unidades de Conservação Estadual, já que o entorno da Lagoa de Itaipu foi incorporado ao Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset). A expectativa de Minc é de que a cidade pule no ranking de 2013 para a nona posição.
“No ano que vem Niterói vai melhorar na destinação de resíduos sólidos, porque já está encaminhado o lixo para o aterro controlado de Itaboraí e vai encaminhar, também, para o aterro que está sendo implantado no bairro Anaia, em São Gonçalo. Estas medidas, somadas à incorporação do Parque Municipal Darcy Ribeiro ao Peset, que estamos propondo ao município, vão permitir que a cidade suba posições no ranking do ICMS Verde, podendo chegar ao nono lugar”, acredita o secretário.
O ICMS Verde é composto pelos seguintes critérios: 45% para unidades de conservação; 30% para qualidade da água; e 25% para gestão dos resíduos sólidos. Dados da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) revelam que só por conta do quesito destinação e tratamento de esgoto, a cidade vai receber R$ 2.402.308.
Coleta – Segundo Carlos Minc, para melhorar os índices nos próximos anos, os municípios devem investir na coleta e tratamento de esgoto, na implantação de aterros controlados, na coleta seletiva de lixo e na criação e cuidados das Unidades de Conservação Municipais.
O economista da Superintendência de Planejamento e Gestão Ecossistêmica da SEA, Lucas Moura, ressalta que pequenas quedas no ranking, de 2 a 5 posições, como ocorreu com São Gonçalo, que ocupava a 60ª posição e agora vai ocupar a 62ª; Itaboraí, que estava na 67ª e estará na 68ª; e Maricá, que estava na 74ª e passou para 75ª, não são necessariamente por que o município piorou.
“Essa variação ocorre, geralmente, porque outros municípios melhoraram algum item e subiram no ranking. Sem falar que a estimativa dos repasses totais de ICMS Verde será maior em 2012. Enquanto em 2011 foram pagos R$ 111 milhões, no ano que vem o valor vai subir para R$ 172 milhões”, explica.
Para se habilitar a receber os recursos, os municípios devem dispor de Sistema Municipal de Meio Ambiente, composto por órgão executor de política ambiental, um conselho e um Fundo de Meio Ambiente, além de guarda ambiental. Os repasses são proporcionais às metas alcançadas nessas áreas: quanto melhores os indicadores, mais recursos as prefeituras recebem. A cada ano, os índices são recalculados, dando uma oportunidade para que os municípios que investiram em conservação ambiental aumentem sua participação no repasse de ICMS.
Fonte: O FLUMINENSE
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Chevron deve manter licença e o direito de voltar a operar no Frade
Agência Nacional de Petróleo não revoga licença de exploração de petróleo concedida à empresa responsável pelo acidente que derramou cerca de 440 mil litros de petróleo
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) não deverá revogar a licença de exploração de petróleo concedida à empresa norte-americana Chevron, responsável pelo acidente que derramou cerca de 440 mil litros de petróleo, o equivalente a 2,4 mil barris, no Campo de Frade, na Bacia de Campos. A informação foi dada ontem pelo representante da agência Silvio Jablonski, em audiência no Senado Federal.
Para o representante da ANP, a cassação da licença implicaria quebra de contrato. “Em nenhum momento se pensou em cassar o registro da empresa no Brasil”, disse Jablonski. “(A extração) está suspensa até entendermos o fato (o vazamento de óleo)”. Segundo ele, “provavelmente, haverá exploração mais adiante”.
No dia 23, a ANP suspendeu as atividades de perfuração da Chevron no local até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento e restabelecidas as condições de segurança do local.
De acordo com Jablonski, técnicos da ANP continuam a bordo da plataforma onde ocorreu o vazamento, acompanhando a cimentação do poço, no fundo do mar. A agência também vai acelerar a investigação das causas do acidente. De acordo com o representante do órgão regulador, as informações obtidas durante a etapa de apuração de responsabilidades pode levar a ANP a propor mudanças no marco regulatório brasileiro que, segundo ele, é reconhecido internacionalmente como bom. “Estamos sempre prontos a aprender com qualquer tipo de incidente que aconteça no Brasil”.
Multas
Após multar em R$ 50 milhões a petroleira norte-americana Chevron o Ibama estuda aplicar mais duas sanções à empresa. Somadas, as duas novas multas podem chegar a R$ 60 milhões. Segundo o presidente do órgão, Curt Trennepohl, uma das multas, de R$ 10 milhões, será aplicada caso seja comprovado que a Chevron não cumpriu adequadamente o Plano de Emergência Individual, elaborado pela empresa e apresentado às instâncias responsáveis ainda durante o processo de licenciamento ambiental. A segunda nova multa, que pode chegar a R$ 50 milhões, depende da confirmação da hipótese de terem ocorrido danos ambientais. Trennepohl afirmou que as multas aplicadas pelo Ibama, além de “irrisórias”, não têm finalidade indenizatória, mas sim “pedagógica ou dissuasória”.
Para o presidente do Ibama, o mais importante para garantir que os danos ambientais sejam reparados seria a criação de um fundo compulsório ao qual as empresas teriam que destinar recursos proporcionais aos valores de suas operações.
Fonte: O FLUMINENSE
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) não deverá revogar a licença de exploração de petróleo concedida à empresa norte-americana Chevron, responsável pelo acidente que derramou cerca de 440 mil litros de petróleo, o equivalente a 2,4 mil barris, no Campo de Frade, na Bacia de Campos. A informação foi dada ontem pelo representante da agência Silvio Jablonski, em audiência no Senado Federal.
Para o representante da ANP, a cassação da licença implicaria quebra de contrato. “Em nenhum momento se pensou em cassar o registro da empresa no Brasil”, disse Jablonski. “(A extração) está suspensa até entendermos o fato (o vazamento de óleo)”. Segundo ele, “provavelmente, haverá exploração mais adiante”.
No dia 23, a ANP suspendeu as atividades de perfuração da Chevron no local até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento e restabelecidas as condições de segurança do local.
De acordo com Jablonski, técnicos da ANP continuam a bordo da plataforma onde ocorreu o vazamento, acompanhando a cimentação do poço, no fundo do mar. A agência também vai acelerar a investigação das causas do acidente. De acordo com o representante do órgão regulador, as informações obtidas durante a etapa de apuração de responsabilidades pode levar a ANP a propor mudanças no marco regulatório brasileiro que, segundo ele, é reconhecido internacionalmente como bom. “Estamos sempre prontos a aprender com qualquer tipo de incidente que aconteça no Brasil”.
Multas
Após multar em R$ 50 milhões a petroleira norte-americana Chevron o Ibama estuda aplicar mais duas sanções à empresa. Somadas, as duas novas multas podem chegar a R$ 60 milhões. Segundo o presidente do órgão, Curt Trennepohl, uma das multas, de R$ 10 milhões, será aplicada caso seja comprovado que a Chevron não cumpriu adequadamente o Plano de Emergência Individual, elaborado pela empresa e apresentado às instâncias responsáveis ainda durante o processo de licenciamento ambiental. A segunda nova multa, que pode chegar a R$ 50 milhões, depende da confirmação da hipótese de terem ocorrido danos ambientais. Trennepohl afirmou que as multas aplicadas pelo Ibama, além de “irrisórias”, não têm finalidade indenizatória, mas sim “pedagógica ou dissuasória”.
Para o presidente do Ibama, o mais importante para garantir que os danos ambientais sejam reparados seria a criação de um fundo compulsório ao qual as empresas teriam que destinar recursos proporcionais aos valores de suas operações.
Fonte: O FLUMINENSE
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Mico Leão de Cara Dourada
Pela primeira vez no Brasil, pesquisadores preparam a retirada de grupos de mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) de uma área em Niterói, no Rio de Janeiro, próxima a uma região habitada por outro primata, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia). A remoção será necessária para evitar que os grupos se encontrem, o que seria prejudicial à manutenção de ambas as espécies. Os micos-leões-de-cara-dourada removidos serão soltos em uma área de Mata Atlântica no sul da Bahia, dentro de sua região de ocorrência natural, mas num lugar onde atualmente não há exemplares da espécie.
O programa de remoção do mico-leão-da-cara-dourada será desenvolvido pelo Instituto Pri-Matas para a Conservação da Biodiversidade, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção a Natureza. O instituto terá também a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Conservação International-Brasil, Associação Mico-Leão-Dourado, Instituto Estadual do Ambiente (INEA-RJ), Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia e Universidade Federal do Espírito Santo/Centro Universitário Norte do Espírito Santo (UFES/CEUNES). Além da Fundação Grupo Boticário, patrocinam a iniciativa: Câmara de Compensação Ambiental - Rio de Janeiro Lion Tamarin of Brazil Fund, Primate Action Fund, Margot Marsh Foundation e MBZ Species Conservation Fund.
A população de micos invasores é de aproximadamente 106 indivíduos, distribuídos em 15 grupos, de acordo com levantamento coordenado em 2009 pela pesquisadora Maria Cecília Kierulff, responsável técnica pelo programa de remoção e afiliada ao Instituto Pri-Matas. Os micos-leões-da-cara-dourada estão em uma área de mata do Parque Estadual da Serra da Tiririca e do Parque Municipal Darcy Ribeiro, próxima a vários condomínios residenciais, e têm convivência com os moradores, que os alimentam com frequência. Os primeiros animais foram observados em 2002 e, segundo Cecília, foram soltos acidentalmente, por ação humana.
Para capturar os micos-leões-da-cara-dourada serão utilizadas armadilhas. O processo prevê a captura de quatro grupos a cada três meses. Se a população dos invasores tiver aumentado, a previsão é de que sejam capturados mais grupos a cada três meses. Após a captura, os grupos passarão por um período de quarentena e depois serão transportados de avião para Porto Seguro, BA e, em seguida, de carro para a área escolhida para sua liberação. Este método é conhecido como translocação. Logo que eles forem soltos serão monitorados diariamente até os pesquisadores terem certeza de que ficarão bem. “Essa será a primeira vez que vamos realmente fazer um manejo de espécies invasoras no Brasil, seguindo os protocolos para captura, quarentena e soltura para mico-leão”, afirma Cecília. O trabalho está na fase inicial e deve ser concluído no período de três anos.
Apesar das diferenças das espécies, o processo de translocação dos micos invasores será parecido com o procedimento adotado por Cecília Kierulff há 15 anos, quando realizou um trabalho com os mico-leões-dourados. Naquela ocasião, Cecília encontrou grupos isolados da espécie em fragmentos de florestas, capturou seis grupos e soltou-os numa floresta única – sem micos-leões-dourados, mas dentro da área de ocorrência dos animais. “Hoje a Reserva União possui 300 indivíduos, segunda maior população da natureza, descendentes dos 42 que foram reintroduzidos no local”, ressalta a pesquisadora.
O único problema neste processo que será iniciado em Niterói, segundo Cecília, é se a população do mico-leão-da-cara-dourada tiver crescido acima do previsto. Se isto ocorreu, os pesquisadores terão problemas para capturar todos e o processo pode ser mais demorado do que o esperado. Por isso, a captura será bem programada para que seja observado o deslocamento de outros grupos da espécie na área e será usado também um equipamento de play back, uma espécie de aparelho de som que transmite o chamados dos grupos para atrair os micos.
Antes de iniciar as capturas, os pesquisadores explicarão aos moradores os motivos da remoção do mico-leão-da-cara-dourada, visto por muitos como “animais de estimação”. Estas pessoas fornecem alimentos para os grupos nos quintais de suas casas e se afeiçoaram aos micos-leões-de-cara-dourada. Por isso, será realizado um programa de comunicação voltado principalmente para estes moradores, para esclarecer sobre os problemas de alimentar os animais e sobre a ameaça que o mico-leão invasor representa para o mico-leão nativo.
Perigos da convivência das duas espécies
Existem grupos de mico-leão-da-cara-dourada vivendo a apenas 50 km de distância de micos-leões-dourados. Além de existirem vários fragmentos de matas pequenos que podem funcionar como ponte conectando as duas populações, grupos de micos-leões podem se locomover em áreas abertas com mais de um quilômetro de extensão. Se nada for feito, em poucos anos a população de mico-leão-da-cara-dourada pode expandir até alcançar as populações de micos-leões-dourados. Se isso acontecer, os animais vão competir entre si pela área e também pelo alimento – eles comem os mesmos alimentos, usam o mesmo habitat e os mesmos locais para dormir. Esta competição fatalmente acabaria por excluir uma espécie, que pode ser o mico nativo. Outro perigo, de acordo com Cecília, é a formação de híbridos, o que já foi observado em cativeiro, cujo resultado ainda é desconhecido. “Híbridos são sempre um problema e se forem mais resistentes do que os originais podem excluir as duas espécies e se espalhar rapidamente ou se não se adaptarem, os resultados podem aparecer somente a partir da segunda ou terceira geração”, explicou. As duas espécies estão na lista oficial brasileira como ameaçadas de extinção, mas o mico-leão-dourado tem uma população menor. Atualmente são 1,2 mil indivíduos contra 6 mil indivíduos de mico-leão-da-cara-dourada.
Apoio a projetos
A Fundação Grupo Boticário apoia projetos por meio de diferentes linhas. A linha de Apoio a Programas, da qual faz parte esse programa de remoção dos micos-leões-de-cara-dourada, foi criada em 2010 com o intuito de financiar instituições para que desenvolvam ações de conservação de médio a longo prazos, de três a quatro anos. O objetivo é que os programas, composto por diferentes projetos complementares e sucessivos, resultem em medidas efetivas de conservação ou sejam seus agentes indutores. A seleção do Apoio a Programas é feita por meio de carta-consulta
O programa de remoção do mico-leão-da-cara-dourada será desenvolvido pelo Instituto Pri-Matas para a Conservação da Biodiversidade, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção a Natureza. O instituto terá também a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Conservação International-Brasil, Associação Mico-Leão-Dourado, Instituto Estadual do Ambiente (INEA-RJ), Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia e Universidade Federal do Espírito Santo/Centro Universitário Norte do Espírito Santo (UFES/CEUNES). Além da Fundação Grupo Boticário, patrocinam a iniciativa: Câmara de Compensação Ambiental - Rio de Janeiro Lion Tamarin of Brazil Fund, Primate Action Fund, Margot Marsh Foundation e MBZ Species Conservation Fund.
A população de micos invasores é de aproximadamente 106 indivíduos, distribuídos em 15 grupos, de acordo com levantamento coordenado em 2009 pela pesquisadora Maria Cecília Kierulff, responsável técnica pelo programa de remoção e afiliada ao Instituto Pri-Matas. Os micos-leões-da-cara-dourada estão em uma área de mata do Parque Estadual da Serra da Tiririca e do Parque Municipal Darcy Ribeiro, próxima a vários condomínios residenciais, e têm convivência com os moradores, que os alimentam com frequência. Os primeiros animais foram observados em 2002 e, segundo Cecília, foram soltos acidentalmente, por ação humana.
Para capturar os micos-leões-da-cara-dourada serão utilizadas armadilhas. O processo prevê a captura de quatro grupos a cada três meses. Se a população dos invasores tiver aumentado, a previsão é de que sejam capturados mais grupos a cada três meses. Após a captura, os grupos passarão por um período de quarentena e depois serão transportados de avião para Porto Seguro, BA e, em seguida, de carro para a área escolhida para sua liberação. Este método é conhecido como translocação. Logo que eles forem soltos serão monitorados diariamente até os pesquisadores terem certeza de que ficarão bem. “Essa será a primeira vez que vamos realmente fazer um manejo de espécies invasoras no Brasil, seguindo os protocolos para captura, quarentena e soltura para mico-leão”, afirma Cecília. O trabalho está na fase inicial e deve ser concluído no período de três anos.
Apesar das diferenças das espécies, o processo de translocação dos micos invasores será parecido com o procedimento adotado por Cecília Kierulff há 15 anos, quando realizou um trabalho com os mico-leões-dourados. Naquela ocasião, Cecília encontrou grupos isolados da espécie em fragmentos de florestas, capturou seis grupos e soltou-os numa floresta única – sem micos-leões-dourados, mas dentro da área de ocorrência dos animais. “Hoje a Reserva União possui 300 indivíduos, segunda maior população da natureza, descendentes dos 42 que foram reintroduzidos no local”, ressalta a pesquisadora.
O único problema neste processo que será iniciado em Niterói, segundo Cecília, é se a população do mico-leão-da-cara-dourada tiver crescido acima do previsto. Se isto ocorreu, os pesquisadores terão problemas para capturar todos e o processo pode ser mais demorado do que o esperado. Por isso, a captura será bem programada para que seja observado o deslocamento de outros grupos da espécie na área e será usado também um equipamento de play back, uma espécie de aparelho de som que transmite o chamados dos grupos para atrair os micos.
Antes de iniciar as capturas, os pesquisadores explicarão aos moradores os motivos da remoção do mico-leão-da-cara-dourada, visto por muitos como “animais de estimação”. Estas pessoas fornecem alimentos para os grupos nos quintais de suas casas e se afeiçoaram aos micos-leões-de-cara-dourada. Por isso, será realizado um programa de comunicação voltado principalmente para estes moradores, para esclarecer sobre os problemas de alimentar os animais e sobre a ameaça que o mico-leão invasor representa para o mico-leão nativo.
Perigos da convivência das duas espécies
Existem grupos de mico-leão-da-cara-dourada vivendo a apenas 50 km de distância de micos-leões-dourados. Além de existirem vários fragmentos de matas pequenos que podem funcionar como ponte conectando as duas populações, grupos de micos-leões podem se locomover em áreas abertas com mais de um quilômetro de extensão. Se nada for feito, em poucos anos a população de mico-leão-da-cara-dourada pode expandir até alcançar as populações de micos-leões-dourados. Se isso acontecer, os animais vão competir entre si pela área e também pelo alimento – eles comem os mesmos alimentos, usam o mesmo habitat e os mesmos locais para dormir. Esta competição fatalmente acabaria por excluir uma espécie, que pode ser o mico nativo. Outro perigo, de acordo com Cecília, é a formação de híbridos, o que já foi observado em cativeiro, cujo resultado ainda é desconhecido. “Híbridos são sempre um problema e se forem mais resistentes do que os originais podem excluir as duas espécies e se espalhar rapidamente ou se não se adaptarem, os resultados podem aparecer somente a partir da segunda ou terceira geração”, explicou. As duas espécies estão na lista oficial brasileira como ameaçadas de extinção, mas o mico-leão-dourado tem uma população menor. Atualmente são 1,2 mil indivíduos contra 6 mil indivíduos de mico-leão-da-cara-dourada.
Apoio a projetos
A Fundação Grupo Boticário apoia projetos por meio de diferentes linhas. A linha de Apoio a Programas, da qual faz parte esse programa de remoção dos micos-leões-de-cara-dourada, foi criada em 2010 com o intuito de financiar instituições para que desenvolvam ações de conservação de médio a longo prazos, de três a quatro anos. O objetivo é que os programas, composto por diferentes projetos complementares e sucessivos, resultem em medidas efetivas de conservação ou sejam seus agentes indutores. A seleção do Apoio a Programas é feita por meio de carta-consulta
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Mudanças climáticas fazem animais e plantas buscarem terras mais altas
O aquecimento global está fazendo animais e plantas migrarem montanhas acima e para longe da linha do equador em uma tentativa de evitar as temperaturas mais altas associadas com as mudanças climáticas, revelaram cientistas em um extenso levantamento feito com quase 1,4 mil espécies.
O ritmo do movimento é em média três vezes mais rápido do que o anteriormente esperado para espécies migrando em direção aos polos e cerca de duas vezes maior para organismos que estão migrando encostas acima nas montanhas, dizem os pesquisadores.
Uma grande revisão da distribuição de animais e plantas, publicada na revista "Science", mostrou enormes variações entre espécies individuais, mas observadas como um grupo parece haver uma clara evidência de que as mudanças climáticas são a causa do movimento em massa, diz o professor Chris Thomas, da Universidade de York.
- Espécies de animais e plantas têm movido sua distribuição para longe do equador e em direção ao polos muito mais rápido do que achávamos - disse Thomas, - De fato, as espécies estão se movendo para o Norte no Hemisfério Norte e para o Sul no Hemisfério Sul a uma média de cerca de 16 a 17 quilômetros por década.
Thomas destacou que essas mudanças são o equivalente aos animais e plantas se afastarem do equador cerca de 20 centímetros por hora, todas as horas do dia, todos os dias do ano. Segundo ele, isso está acontecendo ao longo dos últimos 40 anos e deve continuar pelo menos até o fim deste século.
- É um ritmo fenomenal de movimento de toda uma gama de vida para longe do equador e em direção aos polos - considerou Thomas. - E como sabemos que ele está relacionado com as mudanças climáticas? Bem, parte por que não há nenhuma outra explicação razoável para tudo estar se movimentando pata terras e latitudes mais altas, mas também porque verificamos que o ritmo é maior nas regiões que estão passando por um maior aquecimento. As mudanças climáticas estão um pouco fora da agenda política no momento, mas enquanto isso elas continuam, as espécies estão respondendo a elas e há o risco de mais espécies serem extintas como resultado dessas mudanças.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/08/19/mudancas-climaticas-fazem-animais-plantas-buscarem-terras-mais-altas-925164901.asp#ixzz1WZb55Mvb
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Fonte: oglobo.com
O ritmo do movimento é em média três vezes mais rápido do que o anteriormente esperado para espécies migrando em direção aos polos e cerca de duas vezes maior para organismos que estão migrando encostas acima nas montanhas, dizem os pesquisadores.
Uma grande revisão da distribuição de animais e plantas, publicada na revista "Science", mostrou enormes variações entre espécies individuais, mas observadas como um grupo parece haver uma clara evidência de que as mudanças climáticas são a causa do movimento em massa, diz o professor Chris Thomas, da Universidade de York.
- Espécies de animais e plantas têm movido sua distribuição para longe do equador e em direção ao polos muito mais rápido do que achávamos - disse Thomas, - De fato, as espécies estão se movendo para o Norte no Hemisfério Norte e para o Sul no Hemisfério Sul a uma média de cerca de 16 a 17 quilômetros por década.
Thomas destacou que essas mudanças são o equivalente aos animais e plantas se afastarem do equador cerca de 20 centímetros por hora, todas as horas do dia, todos os dias do ano. Segundo ele, isso está acontecendo ao longo dos últimos 40 anos e deve continuar pelo menos até o fim deste século.
- É um ritmo fenomenal de movimento de toda uma gama de vida para longe do equador e em direção aos polos - considerou Thomas. - E como sabemos que ele está relacionado com as mudanças climáticas? Bem, parte por que não há nenhuma outra explicação razoável para tudo estar se movimentando pata terras e latitudes mais altas, mas também porque verificamos que o ritmo é maior nas regiões que estão passando por um maior aquecimento. As mudanças climáticas estão um pouco fora da agenda política no momento, mas enquanto isso elas continuam, as espécies estão respondendo a elas e há o risco de mais espécies serem extintas como resultado dessas mudanças.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/08/19/mudancas-climaticas-fazem-animais-plantas-buscarem-terras-mais-altas-925164901.asp#ixzz1WZb55Mvb
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Fonte: oglobo.com
Descoberta nova espécie de macaco no Brasil
Uma das áreas mais duramente afetadas pelo desmatamento é lar da mais nova espécie de macaco do mundo. Um tipo inteiramente novo de zogue-zogue foi identificado pelo biólogo Julio Dalponte na Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt. O macaco vive em partes ainda intocadas das florestas do Mato Grosso. O achado confirma a impressionante biodiversidade da Amazônia e mostra como o desmatamento ameaça a existência de espécies que sequer conhecemos.
Na expedição patrocinada pelo WWF no Oeste do Mato Grosso também foram descobertas prováveis espécies novas de peixes e plantas. Quarenta e sete espécies de mamíferos raros foram estudadas, incluindo a onça pintada e tamanduás. Centenas de espécies de aves foram avistadas.
O novo macaco pertence ao gênero Callicebus, descobero pela ciência só nos anos 60. O animal encontrado agora habita matas entre os rios Roosevelt e Guariba.
Fone: globo.com
Na expedição patrocinada pelo WWF no Oeste do Mato Grosso também foram descobertas prováveis espécies novas de peixes e plantas. Quarenta e sete espécies de mamíferos raros foram estudadas, incluindo a onça pintada e tamanduás. Centenas de espécies de aves foram avistadas.
O novo macaco pertence ao gênero Callicebus, descobero pela ciência só nos anos 60. O animal encontrado agora habita matas entre os rios Roosevelt e Guariba.
Fone: globo.com
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Sociedade Civil deve dar respaldo a Dilma, diz Marina Silva
A ex-senadora Marina Silva avaliou hoje que as sucessivas denúncias de corrupção contra a classe política mostram que o Brasil passa por um grave momento em sua história e conclamou a sociedade civil e as instituições a se mobilizarem para contornar o atual cenário de escândalos.
De acordo com ela, a sociedade brasileira deve assumir a corrupção não apenas como uma questão do governo federal, mas deve dar respaldo à presidente Dilma Rousseff no combate aos malfeitos na máquina pública. "A sociedade brasileira deve se mobilizar para dar um basta na corrupção, assim como resolveu dar sustentação política para acabar com a inflação e assim como criou bases políticas para erradicar a pobreza", disse a ex-senadora, após palestra "O Papel do Brasil na Rio+20", realizada hoje na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), na capital paulista.
A ex-senadora cobrou atitude para condenar os atos de corrupção no Brasil das "pessoas de bem" de todos os partidos, dos empresários, dos jovens e dos formadores de opinião. "Se a sociedade assumir a corrupção como um problema dela, e não só da presidente, haverá de criar o constrangimento político e ético para que as instituições públicas sejam devolvidas ao interesse público, e não ao privado", afirmou. Ela, contudo, não detalhou como essa manifestação poderia ocorrer no Brasil. Segundo a ex-senadora, não há atualmente um líder que conclame a sociedade para essa causa. "Nós estamos diante do desafio da autoconvocação", afirmou.
Indagada sobre se a população brasileira tem apoiado a presidente nas mudanças ministeriais, tendo em vista a queda de sua popularidade na última pesquisa CNI/Ibope, de julho, Marina disse que as ações da presidente não podem ser medidas dessa maneira. De acordo com ela, desde a CPI dos Anões do Orçamento, em 1993, o Brasil vive com constantes denúncias, investigações e prisões no setor público. A ex-senadora ressaltou que está na hora da sociedade revogar o mandato daqueles que usam os espaços públicos como privados, para interesses particulares.
Interesse
Ela salientou ainda que os partidos políticos estão hoje desvinculados do interesse público. "Quem disse que, em um governo de coalizão, um determinado partido é o dono de tal pedaço do Estado?", questionou. A ex-senadora ministrou hoje palestra sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será promovida no Rio de Janeiro em 2012. De acordo com ela, o Brasil deve aproveitar a oportunidade do encontro para "não deixar que tenhamos retrocessos nos avanços já conquistados" na área do meio ambiente.
Marina Silva citou como exemplo de retrocesso a aprovação do Código Florestal, votada no início deste ano pela Câmara. "Se o Código Florestal for aprovado (no Senado), vamos perder o controle do desmatamento", afirmou, ao citar que o desmatamento aumentou 450% no Mato Grosso com a expectativa de aprovação da proposta.
"E chegar na Rio+20 com o Código Florestal, que faz da preservação uma exceção, em vez de regra, é para nem termos coragem de aparecer na frente de outros países", criticou. A ex-senadora disse ainda que a Conferência das Nações Unidas é uma oportunidade para o Brasil criar bases políticas e reestruturar a sua matriz energética. Segundo ela, o Brasil é o país que reúne as melhores condições para adotar uma base energética limpa.
Fonte: www.yahoo.com
De acordo com ela, a sociedade brasileira deve assumir a corrupção não apenas como uma questão do governo federal, mas deve dar respaldo à presidente Dilma Rousseff no combate aos malfeitos na máquina pública. "A sociedade brasileira deve se mobilizar para dar um basta na corrupção, assim como resolveu dar sustentação política para acabar com a inflação e assim como criou bases políticas para erradicar a pobreza", disse a ex-senadora, após palestra "O Papel do Brasil na Rio+20", realizada hoje na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), na capital paulista.
A ex-senadora cobrou atitude para condenar os atos de corrupção no Brasil das "pessoas de bem" de todos os partidos, dos empresários, dos jovens e dos formadores de opinião. "Se a sociedade assumir a corrupção como um problema dela, e não só da presidente, haverá de criar o constrangimento político e ético para que as instituições públicas sejam devolvidas ao interesse público, e não ao privado", afirmou. Ela, contudo, não detalhou como essa manifestação poderia ocorrer no Brasil. Segundo a ex-senadora, não há atualmente um líder que conclame a sociedade para essa causa. "Nós estamos diante do desafio da autoconvocação", afirmou.
Indagada sobre se a população brasileira tem apoiado a presidente nas mudanças ministeriais, tendo em vista a queda de sua popularidade na última pesquisa CNI/Ibope, de julho, Marina disse que as ações da presidente não podem ser medidas dessa maneira. De acordo com ela, desde a CPI dos Anões do Orçamento, em 1993, o Brasil vive com constantes denúncias, investigações e prisões no setor público. A ex-senadora ressaltou que está na hora da sociedade revogar o mandato daqueles que usam os espaços públicos como privados, para interesses particulares.
Interesse
Ela salientou ainda que os partidos políticos estão hoje desvinculados do interesse público. "Quem disse que, em um governo de coalizão, um determinado partido é o dono de tal pedaço do Estado?", questionou. A ex-senadora ministrou hoje palestra sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será promovida no Rio de Janeiro em 2012. De acordo com ela, o Brasil deve aproveitar a oportunidade do encontro para "não deixar que tenhamos retrocessos nos avanços já conquistados" na área do meio ambiente.
Marina Silva citou como exemplo de retrocesso a aprovação do Código Florestal, votada no início deste ano pela Câmara. "Se o Código Florestal for aprovado (no Senado), vamos perder o controle do desmatamento", afirmou, ao citar que o desmatamento aumentou 450% no Mato Grosso com a expectativa de aprovação da proposta.
"E chegar na Rio+20 com o Código Florestal, que faz da preservação uma exceção, em vez de regra, é para nem termos coragem de aparecer na frente de outros países", criticou. A ex-senadora disse ainda que a Conferência das Nações Unidas é uma oportunidade para o Brasil criar bases políticas e reestruturar a sua matriz energética. Segundo ela, o Brasil é o país que reúne as melhores condições para adotar uma base energética limpa.
Fonte: www.yahoo.com
sábado, 23 de julho de 2011
Brasil pode acabar com uso de energia nuclear no prazo de 30 anos
País deve seguir tendência praticada pela Itália e Alemanha, que decretaram moratória. Futura medida ainda depende de aprovação de projeto de lei, já em tramitação no Senado
O Brasil pode seguir a tendência de países como Alemanha e Itália, decretando moratória no uso da energia nuclear, se aprovar proposta em tramitação no Senado. Projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) suspende a construção de novas usinas termonucleares em todo o território nacional pelo prazo de 30 anos.
Nos dias 12 e 13 de junho, 94% dos eleitores italianos rejeitaram, em plebiscito, a retomada do programa nuclear naquele país. Na Alemanha, o governo decidiu desativar todas suas usinas nucleares até o ano de 2022. Na justificação do PLS 405, que terá decisão terminativa na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), Cristovam Buarque afirma que a suspensão preventiva contribuirá para afastar do País o clima de incerteza sobre a energia nuclear e não restringirá as pesquisas científicas no setor.
Caso o Brasil opte pela moratória na energia nuclear, o impacto será muito pequeno. No primeiro semestre de 2011, a central nuclear de Angra dos Reis respondeu por 3,19% do mercado de energia elétrica nacional, produzindo 1.793 megawatts médios. Na Alemanha, as usinas termonucleares são responsáveis por 26,12% da energia gerada no país.
Reatores fornecem 14% da produção de energia elétrica
Os reatores respondem atualmente por 14% da produção de energia elétrica no mundo, de acordo com relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Isso os coloca como a terceira maior fonte, atrás do carvão e do gás natural. Os países mais dependentes de energia atômica são Lituânia (76,22%), França (75,17%) e Eslováquia (53,5%).
Uma eventual moratória choca-se contra os planos do Governo Federal, que preveem a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030. Segundo os estudos do Executivo, em 2015, com a entrada em operação de Angra 3, o parque nuclear geraria 3.300 megawatts. Com mais quatro usinas, a capacidade de geração de energia nuclear, em 2030, chegaria a 7.300 megawatts.
O cronograma prevê para 2019 e 2021, respectivamente, o início da operação da primeira e da segunda usina do Nordeste. Em 2023 e 2025, deverão entrar em operação a primeira e a segunda usina do Sudeste.
Japão - As decisões da Itália e da Alemanha contra o uso da energia nuclear foram influenciadas pelo desastre nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, em 11 de março deste ano, depois de um terremoto seguido de tsunami que destruiu as instalações do complexo.
Mesmo uma usina não afetada pelo desastre, a de Hamaoka, no sudoeste de Tóquio, aceitou pedido do governo japonês de suspender as operações dos reatores pelo risco sísmico na região onde está localizada.
Fonte:
O FLUMINENSE
O Brasil pode seguir a tendência de países como Alemanha e Itália, decretando moratória no uso da energia nuclear, se aprovar proposta em tramitação no Senado. Projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) suspende a construção de novas usinas termonucleares em todo o território nacional pelo prazo de 30 anos.
Nos dias 12 e 13 de junho, 94% dos eleitores italianos rejeitaram, em plebiscito, a retomada do programa nuclear naquele país. Na Alemanha, o governo decidiu desativar todas suas usinas nucleares até o ano de 2022. Na justificação do PLS 405, que terá decisão terminativa na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), Cristovam Buarque afirma que a suspensão preventiva contribuirá para afastar do País o clima de incerteza sobre a energia nuclear e não restringirá as pesquisas científicas no setor.
Caso o Brasil opte pela moratória na energia nuclear, o impacto será muito pequeno. No primeiro semestre de 2011, a central nuclear de Angra dos Reis respondeu por 3,19% do mercado de energia elétrica nacional, produzindo 1.793 megawatts médios. Na Alemanha, as usinas termonucleares são responsáveis por 26,12% da energia gerada no país.
Reatores fornecem 14% da produção de energia elétrica
Os reatores respondem atualmente por 14% da produção de energia elétrica no mundo, de acordo com relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Isso os coloca como a terceira maior fonte, atrás do carvão e do gás natural. Os países mais dependentes de energia atômica são Lituânia (76,22%), França (75,17%) e Eslováquia (53,5%).
Uma eventual moratória choca-se contra os planos do Governo Federal, que preveem a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030. Segundo os estudos do Executivo, em 2015, com a entrada em operação de Angra 3, o parque nuclear geraria 3.300 megawatts. Com mais quatro usinas, a capacidade de geração de energia nuclear, em 2030, chegaria a 7.300 megawatts.
O cronograma prevê para 2019 e 2021, respectivamente, o início da operação da primeira e da segunda usina do Nordeste. Em 2023 e 2025, deverão entrar em operação a primeira e a segunda usina do Sudeste.
Japão - As decisões da Itália e da Alemanha contra o uso da energia nuclear foram influenciadas pelo desastre nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, em 11 de março deste ano, depois de um terremoto seguido de tsunami que destruiu as instalações do complexo.
Mesmo uma usina não afetada pelo desastre, a de Hamaoka, no sudoeste de Tóquio, aceitou pedido do governo japonês de suspender as operações dos reatores pelo risco sísmico na região onde está localizada.
Fonte:
O FLUMINENSE
terça-feira, 5 de julho de 2011
Ibama retira 99 animais do Zoológico de Niterói
Segundo o órgão, a retirada ocorreu porque o Zoonit não possui registro no Ibama e o termo de ajustamento de conduta de 2004 não teria sido cumprido integralmente
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) recolheu, na manhã desta terça-feira, 99 animais silvestres da Fundação Jardim Zoológico de Niterói (Zoonit). Entre eles estão sagüis, jibóias, maritacas, tucanos-toco, corujas-do-mato, tigres-d’água-exótico e pragatas. Segundo o órgão, a retirada ocorreu porque a fundação não possui registro no Ibama e o termo de ajustamento de conduta (TAC) de 2004, celebrado como tentativa de regularização, não teria sido cumprido integralmente.
Os animais serão distribuídos entre o Centro de Triagem do Ibama de Lorena, em São Paulo, e o de Seropédica, no Rio. Vinte animais que estariam doentes foram encaminhados ao Hospital Veterinário da Universidade Estácio de Sá. Os veterinários do Zoonit alegam que todos estavam em tratamento.
O zoo de Niterói alega, no entanto, que todas as exigências do TAC foram cumpridas e que a fundação possui um registro provisório no Ibama desde 2008. De acordo com a diretora Giselda Candiotto, 80% dos zoológicos do estado do Rio de Janeiro atuam de forma semelhante, com registros provisórios.
Ela garante ainda que essa repressão aconteça em represália a uma audiência com o Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, que será realizada nesta quarta-feira. Giselda se recusou a entregar as chaves de algumas jaulas e, por isso, foi autuada por descumprimento da Lei de Crimes Ambientais e recebeu multa de R$ 100 mil.
A fundação considerou arbitrária a atuação do Ibama e informou que vai recorrer na Justiça. Atualmente uma liminar impede que os animais sejam retirados por descumprimento ao TAC, que está em tramitação. A Polícia Federal acompanhou toda a operação.
Fonte: O Fluminense
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) recolheu, na manhã desta terça-feira, 99 animais silvestres da Fundação Jardim Zoológico de Niterói (Zoonit). Entre eles estão sagüis, jibóias, maritacas, tucanos-toco, corujas-do-mato, tigres-d’água-exótico e pragatas. Segundo o órgão, a retirada ocorreu porque a fundação não possui registro no Ibama e o termo de ajustamento de conduta (TAC) de 2004, celebrado como tentativa de regularização, não teria sido cumprido integralmente.
Os animais serão distribuídos entre o Centro de Triagem do Ibama de Lorena, em São Paulo, e o de Seropédica, no Rio. Vinte animais que estariam doentes foram encaminhados ao Hospital Veterinário da Universidade Estácio de Sá. Os veterinários do Zoonit alegam que todos estavam em tratamento.
O zoo de Niterói alega, no entanto, que todas as exigências do TAC foram cumpridas e que a fundação possui um registro provisório no Ibama desde 2008. De acordo com a diretora Giselda Candiotto, 80% dos zoológicos do estado do Rio de Janeiro atuam de forma semelhante, com registros provisórios.
Ela garante ainda que essa repressão aconteça em represália a uma audiência com o Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, que será realizada nesta quarta-feira. Giselda se recusou a entregar as chaves de algumas jaulas e, por isso, foi autuada por descumprimento da Lei de Crimes Ambientais e recebeu multa de R$ 100 mil.
A fundação considerou arbitrária a atuação do Ibama e informou que vai recorrer na Justiça. Atualmente uma liminar impede que os animais sejam retirados por descumprimento ao TAC, que está em tramitação. A Polícia Federal acompanhou toda a operação.
Fonte: O Fluminense
domingo, 26 de junho de 2011
Parques de Niterói receberão investimentos de R$ 60 milhões
Verba do governo estadual será destinada a melhorias na estrutura das reservas ambientais e deve atrair mais turistas para a região. Só para a Serra da Tiririca serão R$ 4 milhões para reformas
Niterói receberá atrativos a mais para os apaixonados por trilhas e natureza. Com o intuito de oferecer mais empregos, preservar a mata, e aumentar o turismo de parques estaduais, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, informou que os locais receberão, este ano, cerca de R$ 60 milhões para a melhoria de sua estrutura. Em Niterói, de acordo com a gerente das Unidades de Conservação de Proteção Integral, Patrícia Figueiredo, o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) será um dos contemplados pelo projeto. A reserva receberá em torno de R$ 4 milhões para reformas.
De acordo com Minc, o valor cotado para os investimentos virá do Fundo da Mata Atlântica e, além de dar estrutura para os parques, irá fazer com que eles realmente existam e sejam visitados.
“Esses recursos irão para a construção de sedes, trilhas, guaritas e de centros de visitantes e de pesquisas. Os investimentos são fundamentais para quadruplicar, em quatro anos, o número de pessoas que visitam os parques. Nossa pretensão é fazer com que a média de visitantes, de 200 mil pessoas, passe para 800 mil”, informou o secretário Carlos Minc.
Porém, Fernando Matias, biólogo e chefe do Peset, acredita que é importante priorizar a qualidade dessas visitas para que o meio ambiente não seja prejudicado.
“Acredito que o parque está incluso nesse plano político por sua relevância não só ecológica como social, mas por ser um ícone da luta pela conservação das áreas protegidas no estado. Percebemos o quanto significa essa conquista que vai contemplar a visitação turística, porém, nosso foco é o turismo consciente para que o meio ambiente não seja degradado”, avalia.
Segundo a Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a parcela dos investimentos que será revertida ao Parque terá como principal destinação a revitalização dos Caminhos de Darwin.
“Estão em fase adiantada os processos de desapropriação de imóveis existentes na área e, uma vez concluída esta etapa, a área será reurbanizada e recuperada para uso de visitantes e ciclistas. A implantação do projeto está prevista para 2012. Outro investimento será a edição do Guia de Trilhas do Parque”, afirmou, em nota.
Patrícia Figueiredo informou também, que uma reunião com o secretário Carlos Minc foi realizada na última quarta-feira para que fossem discutidos os projetos de todas as obras dos parques do estado. De acordo com Minc, a intenção é reforçar a estrutura da reconstrução de forma mais eficaz para acelerar o projeto.
“Faremos reuniões com mais frequência, já visando todas as providências para que esse projeto não fique no papel”, informa Minc.
Para aqueles que costumam participar de programas turísticos no município niteroiense, os recursos investidos nos parques poderão ser um atrativo a mais para o local.
“Esse investimento será ótimo para o turismo de Niterói, pois, muitas vezes pela falta de opção, somos obrigados a procurar programas turísticos em outros municípios. A Serra da Tiririca é um lugar espetacular, com uma vista incrível, e realmente estava precisando de uma atenção especial”, afirma o professor de história Bienvenido Garcia.
Fonte: O Fluminense
Niterói receberá atrativos a mais para os apaixonados por trilhas e natureza. Com o intuito de oferecer mais empregos, preservar a mata, e aumentar o turismo de parques estaduais, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, informou que os locais receberão, este ano, cerca de R$ 60 milhões para a melhoria de sua estrutura. Em Niterói, de acordo com a gerente das Unidades de Conservação de Proteção Integral, Patrícia Figueiredo, o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) será um dos contemplados pelo projeto. A reserva receberá em torno de R$ 4 milhões para reformas.
De acordo com Minc, o valor cotado para os investimentos virá do Fundo da Mata Atlântica e, além de dar estrutura para os parques, irá fazer com que eles realmente existam e sejam visitados.
“Esses recursos irão para a construção de sedes, trilhas, guaritas e de centros de visitantes e de pesquisas. Os investimentos são fundamentais para quadruplicar, em quatro anos, o número de pessoas que visitam os parques. Nossa pretensão é fazer com que a média de visitantes, de 200 mil pessoas, passe para 800 mil”, informou o secretário Carlos Minc.
Porém, Fernando Matias, biólogo e chefe do Peset, acredita que é importante priorizar a qualidade dessas visitas para que o meio ambiente não seja prejudicado.
“Acredito que o parque está incluso nesse plano político por sua relevância não só ecológica como social, mas por ser um ícone da luta pela conservação das áreas protegidas no estado. Percebemos o quanto significa essa conquista que vai contemplar a visitação turística, porém, nosso foco é o turismo consciente para que o meio ambiente não seja degradado”, avalia.
Segundo a Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a parcela dos investimentos que será revertida ao Parque terá como principal destinação a revitalização dos Caminhos de Darwin.
“Estão em fase adiantada os processos de desapropriação de imóveis existentes na área e, uma vez concluída esta etapa, a área será reurbanizada e recuperada para uso de visitantes e ciclistas. A implantação do projeto está prevista para 2012. Outro investimento será a edição do Guia de Trilhas do Parque”, afirmou, em nota.
Patrícia Figueiredo informou também, que uma reunião com o secretário Carlos Minc foi realizada na última quarta-feira para que fossem discutidos os projetos de todas as obras dos parques do estado. De acordo com Minc, a intenção é reforçar a estrutura da reconstrução de forma mais eficaz para acelerar o projeto.
“Faremos reuniões com mais frequência, já visando todas as providências para que esse projeto não fique no papel”, informa Minc.
Para aqueles que costumam participar de programas turísticos no município niteroiense, os recursos investidos nos parques poderão ser um atrativo a mais para o local.
“Esse investimento será ótimo para o turismo de Niterói, pois, muitas vezes pela falta de opção, somos obrigados a procurar programas turísticos em outros municípios. A Serra da Tiririca é um lugar espetacular, com uma vista incrível, e realmente estava precisando de uma atenção especial”, afirma o professor de história Bienvenido Garcia.
Fonte: O Fluminense
terça-feira, 21 de junho de 2011
Prefeitura do Rio transformará Babilônia em vitrine sustentável
Localizado no alto da comunidade da Babilônia, no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, o famoso Campinho, xodó dos moradores (foto ao lado), vai estar de cara nova no ano que vem. Ele será alvo de uma das principais mudanças previstas num projeto que quer transformar a Babilônia e o Chapéu Mangueira em ícones de sustentabilidade até meados de 2012: o Morar Carioca Verde, da Secretaria municipal de Habitação. A promessa, é que, até a Rio+20, conferência internacional de meio ambiente que será realizada na cidade, o projeto esteja pronto. Ou seja, a prefeitura tem menos de um ano para implantar na comunidade inovações ousadas como moradias com captação de água da chuva, tijolo ecológico e aquecimento solar e dar um "up" na economia local, com a chegada de programas de microcrédito, ecoturismo e de uma horta orgânica e um horto comunitários, além da revitalização dos espaços de convivência. O local vai se tornar uma vitrine das favelas pacificadas para o mundo. Mas não há sequer previsão de que o projeto seja estendido às demais comunidades. E, lá mesmo na Babilônia e Chapéu Mangueira, moradores pedem mais participação no planejamento do projeto, já que é o cotidiano deles que será afetado diretamente.
Tivemos acesso a detalhes do Morar Carioca Verde com exclusividade, acompanhando uma visita do secretário de Habitação do município, Jorge Bittar, à comunidade. O Morar Carioca já existe desde 2010, prevendo melhorias nas comunidades cariocas, mas a Babilônia e o Chapéu Mangueira vão se tornar uma espécie de laboratório, onde serão testadas ações ambientais e sociais que já ganharam terrreno em áreas carentes de outros países, como a Colômbia. No Brasil, as comunidades do Leme serão pioneiras. Por isso, lá o Morar Carioca incorporou o adjetivo Verde. Além da prefeitura do Rio, a Secretaria Estadual do Ambiente também vai apoiar o projeto, com a proposta de colocar em prática a ideia de UPP Verde. No setor privado, o apoio também é de peso. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) firmou compromisso e já há seis empresas confirmadas: Philips, Itaú, Michelin, Bradesco, Goodyear e Furnas. E, para fechar, a ONU Habitat também é parceira no empreendimento.
Segundo Bittar, os investimentos do Morar Carioca já eram da ordem dos R$ 43 milhões. Com a entrada das inovações sustentáveis, haverá pelo menos mais R$ 10 milhões empenhados nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, sem contar com incentivos privados que estão sendo fechados.
_ Até a Rio+20 teremos pelo menos 2/3 das obras concluídas. Queremos fazer das comunidades um grande laboratório, para sabermos a viabilidade técnica de um projeto como esse nas UPPs. Primeiramente, todas as casas terão saneamento. E outra mudança importante será a construção de uma via de acesso que ligará toda a comunidade, chegando até a sede da UPP. Pela via será feita a coleta seletiva, por exemplo _ explicou o secretário, apontando a via de acesso, que já está em obras.
Os desafios não serão poucos. Além do lixão da comunidade, onde há todo tipo de resíduo, há lixo espalhado em várias partes do morro. Além disso, a decisão de implantar o Morar Carioca Verde veio em cima da hora da Rio+20, o que torna o tempo escasso e o diálogo com a comunidade complicado. Como trata-se de duas comunidades com alto engajamento dos moradores, eles reivindicam participação em todas as fases do programa, ponto básico para qualquer empreendimento sustentável. Mas, segundo alguns habitantes da comunidade, isso não tem acontecido. Eles aproveitaram a visita do secretário, para reivindicar mais voz. Entre os moradores que estavam no grupo, o bombeiro Washington Luiz Costa, morador da Babilônia, explicou que falta esclarecer o projeto para a comunidade:
_ Ainda não sabemos direito o que vai acontecer. O campinho, por exemplo, eles estão querendo transformar numa praça, mas ele é um ícone da comunidade. Todo mundo está com medo de perdê-lo. É aqui que as crianças jogam bola, que fazemos festa. É especial, ninguém pode entrar e sair mudando sem falar com a gente.
Ao ouvir as reivindicações, o secretário garantiu que elas serão atendidas. Vale ressaltar que as comunidades foram escolhidas, pois trata-se de uma área pequena, com forte tradição de recomposição da mata nativa pelo projeto Mutirão de Reflorestamento, da prefeitura, além de estar localizada no coração da Zona Sul, com uma vista deslumbrante para orla. Ali, líderes mundiais que estiverem participando da Rio+20 poderão contemplar o projeto, sem sequer passar perto da realidade das demais comunidades cariocas, onde os problemas são muito maiores.
Serão construídas 117 unidades habitacionais para retirar os moradores que estão localizados em Área de Preservação Ambiental. E serão essas as unidades que receberão as principais inovações, desde o planejamento para aproveitar luz natural e ventilação, até captação de água da chuva e aquecimento solar.
Da parte das empresas, a Philips já garantiu que entrará ajudando na eficiência energética das casas. E bancos como o Bradesco e o Itaú vão entrar com linhas de crédito para facilitar acesso a produtos mais sustentáveis. Para fazer obras nas casas, por exemplo, o CEBDS apostará no modelo de mutirão, como explicou a presidente da instituição Marina Grossi. Ou seja, os moradores terão crédito para comprar o material e, depois, colocarão a mão na massa em conjunto:
_ As empresas que entrarem na Babilônia e Chapéu Mangueira para o projeto terão todas que oferecer cursos de capacitação aos moradores. A nossa base será geração de renda. É uma super parceria público-privada _ disse Marina, explicando que, no CEBDS, o projeto recebe o nome de Rio Cidade Sustentável, uma espécie de braço privado do Morar Carioca Verde.
O economista Sérgio Besserman Viana, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana da cidade foi um dos precurssores da ideia do projeto, e afirmou que o objetivo é também integrar a comunidade ao bairro do Leme:
_ Não há como negar. É mais fácil implantar um projeto desses lá, de frente para a Praia de Copacabana. Será um ícone da Rio+20, não apenas com ações ambientais, mas de combate à pobreza também. Se conseguirmos integrar a Babilônia e Chapéu Mangueira ao Leme será ótimo.
A prefeitura garante que nos próximos três meses já será possível ver os primeiros resultados. E a expectativa é que mais empresas entrem no projeto. O que acontecerá com as outras comcomunidades, no entanto, não se sabe. A menina dos olhos agora está apenas no Leme.
Fonte: globo.com
Tivemos acesso a detalhes do Morar Carioca Verde com exclusividade, acompanhando uma visita do secretário de Habitação do município, Jorge Bittar, à comunidade. O Morar Carioca já existe desde 2010, prevendo melhorias nas comunidades cariocas, mas a Babilônia e o Chapéu Mangueira vão se tornar uma espécie de laboratório, onde serão testadas ações ambientais e sociais que já ganharam terrreno em áreas carentes de outros países, como a Colômbia. No Brasil, as comunidades do Leme serão pioneiras. Por isso, lá o Morar Carioca incorporou o adjetivo Verde. Além da prefeitura do Rio, a Secretaria Estadual do Ambiente também vai apoiar o projeto, com a proposta de colocar em prática a ideia de UPP Verde. No setor privado, o apoio também é de peso. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) firmou compromisso e já há seis empresas confirmadas: Philips, Itaú, Michelin, Bradesco, Goodyear e Furnas. E, para fechar, a ONU Habitat também é parceira no empreendimento.
Segundo Bittar, os investimentos do Morar Carioca já eram da ordem dos R$ 43 milhões. Com a entrada das inovações sustentáveis, haverá pelo menos mais R$ 10 milhões empenhados nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, sem contar com incentivos privados que estão sendo fechados.
_ Até a Rio+20 teremos pelo menos 2/3 das obras concluídas. Queremos fazer das comunidades um grande laboratório, para sabermos a viabilidade técnica de um projeto como esse nas UPPs. Primeiramente, todas as casas terão saneamento. E outra mudança importante será a construção de uma via de acesso que ligará toda a comunidade, chegando até a sede da UPP. Pela via será feita a coleta seletiva, por exemplo _ explicou o secretário, apontando a via de acesso, que já está em obras.
Os desafios não serão poucos. Além do lixão da comunidade, onde há todo tipo de resíduo, há lixo espalhado em várias partes do morro. Além disso, a decisão de implantar o Morar Carioca Verde veio em cima da hora da Rio+20, o que torna o tempo escasso e o diálogo com a comunidade complicado. Como trata-se de duas comunidades com alto engajamento dos moradores, eles reivindicam participação em todas as fases do programa, ponto básico para qualquer empreendimento sustentável. Mas, segundo alguns habitantes da comunidade, isso não tem acontecido. Eles aproveitaram a visita do secretário, para reivindicar mais voz. Entre os moradores que estavam no grupo, o bombeiro Washington Luiz Costa, morador da Babilônia, explicou que falta esclarecer o projeto para a comunidade:
_ Ainda não sabemos direito o que vai acontecer. O campinho, por exemplo, eles estão querendo transformar numa praça, mas ele é um ícone da comunidade. Todo mundo está com medo de perdê-lo. É aqui que as crianças jogam bola, que fazemos festa. É especial, ninguém pode entrar e sair mudando sem falar com a gente.
Ao ouvir as reivindicações, o secretário garantiu que elas serão atendidas. Vale ressaltar que as comunidades foram escolhidas, pois trata-se de uma área pequena, com forte tradição de recomposição da mata nativa pelo projeto Mutirão de Reflorestamento, da prefeitura, além de estar localizada no coração da Zona Sul, com uma vista deslumbrante para orla. Ali, líderes mundiais que estiverem participando da Rio+20 poderão contemplar o projeto, sem sequer passar perto da realidade das demais comunidades cariocas, onde os problemas são muito maiores.
Serão construídas 117 unidades habitacionais para retirar os moradores que estão localizados em Área de Preservação Ambiental. E serão essas as unidades que receberão as principais inovações, desde o planejamento para aproveitar luz natural e ventilação, até captação de água da chuva e aquecimento solar.
Da parte das empresas, a Philips já garantiu que entrará ajudando na eficiência energética das casas. E bancos como o Bradesco e o Itaú vão entrar com linhas de crédito para facilitar acesso a produtos mais sustentáveis. Para fazer obras nas casas, por exemplo, o CEBDS apostará no modelo de mutirão, como explicou a presidente da instituição Marina Grossi. Ou seja, os moradores terão crédito para comprar o material e, depois, colocarão a mão na massa em conjunto:
_ As empresas que entrarem na Babilônia e Chapéu Mangueira para o projeto terão todas que oferecer cursos de capacitação aos moradores. A nossa base será geração de renda. É uma super parceria público-privada _ disse Marina, explicando que, no CEBDS, o projeto recebe o nome de Rio Cidade Sustentável, uma espécie de braço privado do Morar Carioca Verde.
O economista Sérgio Besserman Viana, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana da cidade foi um dos precurssores da ideia do projeto, e afirmou que o objetivo é também integrar a comunidade ao bairro do Leme:
_ Não há como negar. É mais fácil implantar um projeto desses lá, de frente para a Praia de Copacabana. Será um ícone da Rio+20, não apenas com ações ambientais, mas de combate à pobreza também. Se conseguirmos integrar a Babilônia e Chapéu Mangueira ao Leme será ótimo.
A prefeitura garante que nos próximos três meses já será possível ver os primeiros resultados. E a expectativa é que mais empresas entrem no projeto. O que acontecerá com as outras comcomunidades, no entanto, não se sabe. A menina dos olhos agora está apenas no Leme.
Fonte: globo.com
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