Um novo dispositivo apresentado nesta quinta-feira (14) por cientistas pode um dia se tornar uma máquina para salvar o planeta do aquecimento global: ele tira o dióxido de carbono (CO2) do ar e o transforma em compostos de carbono que podem ser vendidos como matéria-prima à indústria.
Os pesquisadores holandeses autores da invenção, porém, afirmam que ainda não é possível aplicá-la em grande escala.
O que os cientistas fizeram foi criar uma estrutura que ajuda o CO2 do ar a se transformar em uma substância chamada oxalato de lítio. O mecanismo usa um composto do tipo que os cientistas chamam de catalisador, que serve para estimular e acelerar reações químicas.
Conseguir que uma placa feita de um material complexo à base de cobre fizesse isso não foi fácil. Estruturas com cobre expostas ao ar geralmente reagem com o oxigênio (O2), não com o gás carbônico (CO2).
Isso ocorre porque o oxigênio tem muito mais facilidade para participar de reações químicas. Ele é mais instável, se agrupa facilmente com outras moléculas. A estrutura criada pelos holandeses, entretanto, quebra a expectativa e reage com o CO2.
Mistério - Nem os cientistas entenderam direito como conseguiram a façanha. "Por que isso aconteceu, nós não entendemos", disse à Folha Elisabeth Bouwman, da Universidade Leiden, na Holanda, que publicou, com sua equipe, a descoberta na revista "Science".
Eles são especialistas em estruturas sintéticas úteis como catalisadoras em reações com carbono.
Eles ficaram especialmente animados por três motivos. Um deles é que a substância final em que o CO2 se transforma, o oxalato de lítio, é bastante estável. Isso significa que o carbono está bastante preso dentro dela - não vai voltar para a atmosfera tão cedo.
O segundo é que o oxalato de lítio pode servir como insumo na fabricação de produtos de limpeza doméstica ou de substâncias úteis para uso em componentes de refrigeradores.
O último é que o catalisador que criaram é "reciclável". Ou seja, ele pode ser utilizado de novo após oxalato de lítio ser removido dele. Isso torna o mecanismo mais viável.
Começo - O processo, porém, ainda está longe de sair dos laboratórios e ganhar escala. Dificilmente se tornaria viável rápido o suficiente para conter o aquecimento global nas próximas décadas. Segundo Bouwman, seu estudo "é só o começo".
Ainda assim, é um grande passo. Todos os mecanismos propostos até hoje para tirar CO2 da atmosfera e transformá-lo em outra substância gastavam uma quantidade proibitiva de energia. O mecanismo holandês, entretanto, é mais simples e, assim, tem um consumo elétrico pequeno.
Algumas substâncias usadas no processo, porém, ainda encareceriam um ganho em escala. Uma delas é o lítio. Por isso, diz Bouwman, o próximo passo é fazer pequenas modificações nas estruturas usadas.
O trabalho vai adiante em um constante processo de tentativa e erro. "Fazemos as modificações e observamos o que acontece: se o complexo fica mais reativo, se a reação vai mais rápido." (Fonte: Folha Online)
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Brasil vai sediar conferência ambiental 20 anos depois da Eco-92
O Brasil vai sediar em 2012 a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, já batizada de Rio+20, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, cidade que deve receber novamente o evento.
A conferência foi aprovada em dezembro pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.
Outra tema na pauta da conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de consenso, que só permite decisões com a aprovação de todos os países, foi colocado em xeque na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, que terminou sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global.
(Fonte: Agência Brasil)
A conferência foi aprovada em dezembro pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.
Outra tema na pauta da conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de consenso, que só permite decisões com a aprovação de todos os países, foi colocado em xeque na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, que terminou sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global.
(Fonte: Agência Brasil)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Fundo Amazônia Aprova Primeiros Projetos
Fundo Amazônia aprova primeiros projetos que serão financiados
Três projetos que envolvem monitoramento e cadastramento ambiental rural,
recuperação de áreas degradadas e pagamento por serviços ambientais, de
instituições do Pará, Amazonas e Mato Grosso, são os primeiros a receber
recursos do Fundo Amazônia.
Um dos projetos é uma proposta coordenada pela ONG Imazon, em associação com
outras ONGs, que receberá R$ 12 milhões para realização de ações em diversos
municípios do Pará. O projeto, chamado Municípios Verdes, promoverá o
monitoramento, o cadastramento ambiental rural das propriedades, a adequação
ambiental das atividades rurais e madeireira, entre outras ações.
Outro projeto é coordenado pela ONG The Nature Conservancy (TNC) e receberá R$
16 milhões. Em parceira com outras instituições ambientais, serão desenvolvidas
ações como recuperação de áreas degradadas, zoneamento ecológico-econômico,
entre outras atividades que promovam as práticas ambientais em municípios de
Mato Grosso, inclusive os situados no Arco do Desmatamento.
O terceiro projeto será coordenado pela Fundação Amazonas Sustentável, do
governo do Estado do Amazonas, e receberá R$ 20 milhões. O recurso recebido
será revertido em pagamento por serviços ambientais às comunidades
extrativistas, seringueiros e quilombolas para a recomposição de áreas
ambientais degradadas, melhoria das reservas extrativistas, dentre outras
atividades que promovam a conservação ambiental.
O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) e conta com R$ 150 milhões em carteira para mais projetos que
serão aprovados em janeiro e fevereiro de 2010, do total de 1 bilhão de dólares
que serão aportados até 2015 pela Noruega. O Comitê Orientador do fundo está
localizado em Belém (PA), e reúne representantes dos governos estaduais da
Amazônia Legal, do governo federal e de organizações da sociedade civil. O
fundo terá um estande para divulgação das suas ações na Conferência Mundial
sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que começa no próximo dia 7 em Copenhague.
Projetos apoiáveis - Ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento
e de promoção da conservação e do uso sustentável no Bioma Amazônico.
Os projetos passíveis de apoio devem contribuir direta ou indiretamente para a
redução do desmatamento na Amazônia. Até 20% dos recursos do Fundo poderão ser
utilizados no desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do
desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. As
ações do Fundo Amazônia devem observar as diretrizes do Plano Amazônia
Sustentável - PAS e do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na
Amazônia Legal - PPCDAM.
Mais informações em: www.fundoamazonia.gov.br
Três projetos que envolvem monitoramento e cadastramento ambiental rural,
recuperação de áreas degradadas e pagamento por serviços ambientais, de
instituições do Pará, Amazonas e Mato Grosso, são os primeiros a receber
recursos do Fundo Amazônia.
Um dos projetos é uma proposta coordenada pela ONG Imazon, em associação com
outras ONGs, que receberá R$ 12 milhões para realização de ações em diversos
municípios do Pará. O projeto, chamado Municípios Verdes, promoverá o
monitoramento, o cadastramento ambiental rural das propriedades, a adequação
ambiental das atividades rurais e madeireira, entre outras ações.
Outro projeto é coordenado pela ONG The Nature Conservancy (TNC) e receberá R$
16 milhões. Em parceira com outras instituições ambientais, serão desenvolvidas
ações como recuperação de áreas degradadas, zoneamento ecológico-econômico,
entre outras atividades que promovam as práticas ambientais em municípios de
Mato Grosso, inclusive os situados no Arco do Desmatamento.
O terceiro projeto será coordenado pela Fundação Amazonas Sustentável, do
governo do Estado do Amazonas, e receberá R$ 20 milhões. O recurso recebido
será revertido em pagamento por serviços ambientais às comunidades
extrativistas, seringueiros e quilombolas para a recomposição de áreas
ambientais degradadas, melhoria das reservas extrativistas, dentre outras
atividades que promovam a conservação ambiental.
O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) e conta com R$ 150 milhões em carteira para mais projetos que
serão aprovados em janeiro e fevereiro de 2010, do total de 1 bilhão de dólares
que serão aportados até 2015 pela Noruega. O Comitê Orientador do fundo está
localizado em Belém (PA), e reúne representantes dos governos estaduais da
Amazônia Legal, do governo federal e de organizações da sociedade civil. O
fundo terá um estande para divulgação das suas ações na Conferência Mundial
sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que começa no próximo dia 7 em Copenhague.
Projetos apoiáveis - Ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento
e de promoção da conservação e do uso sustentável no Bioma Amazônico.
Os projetos passíveis de apoio devem contribuir direta ou indiretamente para a
redução do desmatamento na Amazônia. Até 20% dos recursos do Fundo poderão ser
utilizados no desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do
desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. As
ações do Fundo Amazônia devem observar as diretrizes do Plano Amazônia
Sustentável - PAS e do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na
Amazônia Legal - PPCDAM.
Mais informações em: www.fundoamazonia.gov.br
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Minc: Brasil fará pressão por recursos
Por Redação Envolverde (www.envolverde.com.br)
Enquanto os negociadores brasileiros em Copenhague tentam chegar a denominadores comuns para a criação do Fundo Global, que administraria os recursos dos países ricos para “desenvolvimento sustentável dos países pobres”, os três ministros brasileiros mais estratégicos para a negociação do clima, Carlos Minc, do Meio Ambiente, Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, e Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia, discutiam ontem (08/12), em Brasília, as estratégias brasileiras que serão levadas à COP-15.
Ao comentar o encontro, Minc disse que o Brasil pretende fazer uma “grande pressão” para que os projetos das nações emergentes para redução de gases de efeito estufa sejam também beneficiados com recursos públicos das nações ricas. Não disse como fará essa pressão, até porque já está certo que as metas brasileiras de reduções serão transformadas em lei.
“Vamos dizer que os recursos que eles estão colocando na mesa são insuficientes, tanto para a redução das emissões quanto para evitar a desertificação e inundações. Não aceitamos isso. Com esses recursos, o problema das mudanças climáticas não fecha”, disse o ministro, garantindo que estará em Copenhague, na semana que vem, com estande do Fundo Amazônia, tentando arrecadar os recursos necessários.
O ministro criticou a postura dos países europeus, que sinalizaram hoje que podem adotar um percentual mais baixo de emissões de gases de efeito estufa. “Os europeus, que falavam em 20% a 30%, estão começando a falar em mais de 20% de corte para permitir que os Estados Unidos entrem com uma menor diferença entre eles. Ou seja, em vez de puxar os Estados Unidos para cima, os europeus querem ir mais para baixo. Seria, para o clima, catastrófico”, ressaltou Minc.
Ele informou ainda que, além dele e da ministra Dilma Rousseff, que chefiará a delegação brasileira na COP-15, devem integrar a comitiva os ministros Sérgio Resende e Celso Amorim, das Relações Exteriores. De acordo com Minc, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá estar na Dinamarca nos dias 17 e 18, nos dois últimos dias do evento.
(Envolverde/ABr)
Enquanto os negociadores brasileiros em Copenhague tentam chegar a denominadores comuns para a criação do Fundo Global, que administraria os recursos dos países ricos para “desenvolvimento sustentável dos países pobres”, os três ministros brasileiros mais estratégicos para a negociação do clima, Carlos Minc, do Meio Ambiente, Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, e Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia, discutiam ontem (08/12), em Brasília, as estratégias brasileiras que serão levadas à COP-15.
Ao comentar o encontro, Minc disse que o Brasil pretende fazer uma “grande pressão” para que os projetos das nações emergentes para redução de gases de efeito estufa sejam também beneficiados com recursos públicos das nações ricas. Não disse como fará essa pressão, até porque já está certo que as metas brasileiras de reduções serão transformadas em lei.
“Vamos dizer que os recursos que eles estão colocando na mesa são insuficientes, tanto para a redução das emissões quanto para evitar a desertificação e inundações. Não aceitamos isso. Com esses recursos, o problema das mudanças climáticas não fecha”, disse o ministro, garantindo que estará em Copenhague, na semana que vem, com estande do Fundo Amazônia, tentando arrecadar os recursos necessários.
O ministro criticou a postura dos países europeus, que sinalizaram hoje que podem adotar um percentual mais baixo de emissões de gases de efeito estufa. “Os europeus, que falavam em 20% a 30%, estão começando a falar em mais de 20% de corte para permitir que os Estados Unidos entrem com uma menor diferença entre eles. Ou seja, em vez de puxar os Estados Unidos para cima, os europeus querem ir mais para baixo. Seria, para o clima, catastrófico”, ressaltou Minc.
Ele informou ainda que, além dele e da ministra Dilma Rousseff, que chefiará a delegação brasileira na COP-15, devem integrar a comitiva os ministros Sérgio Resende e Celso Amorim, das Relações Exteriores. De acordo com Minc, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá estar na Dinamarca nos dias 17 e 18, nos dois últimos dias do evento.
(Envolverde/ABr)
Águas de verão: perigo nas encostas
Francis Bogossian
Engenheiro
Artigo publicado no Jornal do Brasil do dia 5 de dezembro de 2009
“É melhor prevenir do que remediar”. O dito popular não deve ser esquecido também quando se trata de prevenir deslizamentos de terra. Acidentes desta natureza têm se repetido com frequência no Brasil nos últimos anos. Este perigo ronda as estradas brasileiras, seja quando a terra cobre as pistas, seja quando se abrem crateras no asfalto.
Todos conhecem o “efeito dominó” dos deslizamentos que, sujeitos à lei da gravidade, arrastam para o sopé das elevações, em avalanches, tudo que ficar no seu caminho.
As chuvas este ano chegaram mais cedo. Estamos atravessando uma primavera de pluviosidade excepcional e calor intenso, castigando as encostas sem descanso e provocando inundações. É certa a ocorrência de novas calamidades porque as chuvas de verão são uma certeza em nosso país.
Na década de sessenta, após uma enorme tragédia, com várias mortes e perdas materiais, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu criar uma divisão, na secretaria de obras, especializada em geotecnia que foi o embrião da atual Fundação Geo-Rio, de reconhecida competência.
Hoje a cidade do Rio de Janeiro conta com o Sistema Alerta-Rio, que tem mapeadas diversas áreas de risco e dispõe de rede de pluviômetros capazes de prever condições de alerta. Com base na intensidade das precipitações, o sistema analisa os dados e identifica automaticamente os locais com perigo de escorregamentos. Pode-se, assim, providenciar a evacuação de áreas antes que as enxurradas façam seus periódicos estragos. Mesmo assim, o poder público não tem sido capaz de acompanhar a enorme velocidade de crescimento da ocupação desordenada das várias encostas cariocas e novas áreas de risco surgem nas comunidades de baixa renda instaladas nos morros. As ações judiciais são lentas, a fiscalização é deficiente e as encostas continuam vítimas de desmatamentos criminosos que lhes retiram a proteção natural. Alguns tipos de solos e rochas ficam frágeis se expostos às ações das águas.
Várias iniciativas vêm sendo empreendidas para sensibilizar o poder público quanto à necessidade de tornar abrangentes a todo o estado as ações voltadas à detecção e proteção de áreas de risco. Desde 2005, com mais afinco, a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos, o CREA-RJ, o Clube de Engenharia, a Associação das Empresas de Engenharia, a Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental e a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Angra dos Reis, vêm lutando para que o governo do Estado do Rio de Janeiro crie um órgão, nos moldes da Geo-Rio, para prevenir acidentes de encostas em todo o estado. A mesma proposta também foi levada ao Ministério das Cidades para que esta prevenção se estenda a todos os municípios brasileiros que têm áreas montanhosas. A vontade política, entretanto, não foi ainda suficiente para se concretizarem os projetos.
Prevenir-se contra escorregamentos, além de proteger vidas e patrimônios, custa muito menos que realizar as obras estabilizantes após os sinistros. Muitas vezes, na fase em que a encosta dá os primeiros sinais de instabilidade, uma ação de captação e ordenação dos caminhos das águas (drenagem superficial) mais reflorestamento ou recapeamento das áreas que sofreram erosões, são soluções eficazes para se evitar acidentes de graves proporções.
Isto vale para as zonas urbanas e também para as encostas ao longo das estradas, principalmente nas regiões serranas, com baixo custo.
É preciso, como na medicina, diagnosticar os problemas e tratá-los para que atestados de óbitos não sejam compulsórios e inevitáveis.
O autor é presidente do Clube de Engenharia e da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ)
Engenheiro
Artigo publicado no Jornal do Brasil do dia 5 de dezembro de 2009
“É melhor prevenir do que remediar”. O dito popular não deve ser esquecido também quando se trata de prevenir deslizamentos de terra. Acidentes desta natureza têm se repetido com frequência no Brasil nos últimos anos. Este perigo ronda as estradas brasileiras, seja quando a terra cobre as pistas, seja quando se abrem crateras no asfalto.
Todos conhecem o “efeito dominó” dos deslizamentos que, sujeitos à lei da gravidade, arrastam para o sopé das elevações, em avalanches, tudo que ficar no seu caminho.
As chuvas este ano chegaram mais cedo. Estamos atravessando uma primavera de pluviosidade excepcional e calor intenso, castigando as encostas sem descanso e provocando inundações. É certa a ocorrência de novas calamidades porque as chuvas de verão são uma certeza em nosso país.
Na década de sessenta, após uma enorme tragédia, com várias mortes e perdas materiais, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu criar uma divisão, na secretaria de obras, especializada em geotecnia que foi o embrião da atual Fundação Geo-Rio, de reconhecida competência.
Hoje a cidade do Rio de Janeiro conta com o Sistema Alerta-Rio, que tem mapeadas diversas áreas de risco e dispõe de rede de pluviômetros capazes de prever condições de alerta. Com base na intensidade das precipitações, o sistema analisa os dados e identifica automaticamente os locais com perigo de escorregamentos. Pode-se, assim, providenciar a evacuação de áreas antes que as enxurradas façam seus periódicos estragos. Mesmo assim, o poder público não tem sido capaz de acompanhar a enorme velocidade de crescimento da ocupação desordenada das várias encostas cariocas e novas áreas de risco surgem nas comunidades de baixa renda instaladas nos morros. As ações judiciais são lentas, a fiscalização é deficiente e as encostas continuam vítimas de desmatamentos criminosos que lhes retiram a proteção natural. Alguns tipos de solos e rochas ficam frágeis se expostos às ações das águas.
Várias iniciativas vêm sendo empreendidas para sensibilizar o poder público quanto à necessidade de tornar abrangentes a todo o estado as ações voltadas à detecção e proteção de áreas de risco. Desde 2005, com mais afinco, a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos, o CREA-RJ, o Clube de Engenharia, a Associação das Empresas de Engenharia, a Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental e a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Angra dos Reis, vêm lutando para que o governo do Estado do Rio de Janeiro crie um órgão, nos moldes da Geo-Rio, para prevenir acidentes de encostas em todo o estado. A mesma proposta também foi levada ao Ministério das Cidades para que esta prevenção se estenda a todos os municípios brasileiros que têm áreas montanhosas. A vontade política, entretanto, não foi ainda suficiente para se concretizarem os projetos.
Prevenir-se contra escorregamentos, além de proteger vidas e patrimônios, custa muito menos que realizar as obras estabilizantes após os sinistros. Muitas vezes, na fase em que a encosta dá os primeiros sinais de instabilidade, uma ação de captação e ordenação dos caminhos das águas (drenagem superficial) mais reflorestamento ou recapeamento das áreas que sofreram erosões, são soluções eficazes para se evitar acidentes de graves proporções.
Isto vale para as zonas urbanas e também para as encostas ao longo das estradas, principalmente nas regiões serranas, com baixo custo.
É preciso, como na medicina, diagnosticar os problemas e tratá-los para que atestados de óbitos não sejam compulsórios e inevitáveis.
O autor é presidente do Clube de Engenharia e da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Pneu vira carvão para alto forno e mistura para concreto ecológico
A saída encontrada para reduzir passivos ambientais já está em prática em Campo Grande e brevemente será ampliada para municípios do interior. A solução para destinar 360 mil pneus usados a cada ano não será mais o enterro nos lixões ou fundo de quintal e muito menos cantos de borracharias. Com incentivos fiscais do município, empresa Ecopneus já investiu perto de R$ 2,5 milhões em instalações, aquisição de maquinário e pesquisas para transformação de toneladas de pneus em "lenha" para alto forno e - mais recentemente - complemento para ligas de concreto ecológico.
Estas duas soluções tem sido mecanismo eficaz utilizado na Capital e hoje absorvem 100% da demanda mensal de descartes de pneus, antes destinados para o aterro sanitário, borracharias e terrenos baldios. Além de eliminar focos da dengue e por fim a um passivo ambiental dos mais graves, o empreendimento está gerando empregos e renda para a população. Este modelo, porém, não surgiu de um dia para o outro e está em gestação desde 2006. Foi preciso buscar na Europa ferramentas corretas para baixar custos da reciclagem de pneus, considerada uma das mais complexas por força da mistura de borracha rígida e aço.
Localizada na saída para Sidrolândia, Bairro Tarumã, a Ecopneus é uma indústria recicladora ainda em estágio de implantação, mas já tem capacidade para absorver e transformar 200 toneladas/mês de pneus descartados em Campo Grande, mas quando estiver operando com capacidade máxima, a empresa vai triplicar produção com 700 toneladas/mês de chips (lascas pequenas - do tamanho de britas - e média, de pneus).
A utilização dos pneus de borracha trouxe junto à problemática do impacto ambiental, uma vez que a maior parte dos descartes estavam abandonadas em locais inadequados, causando grandes transtornos para a saúde e a qualidade de vida da população, como intoxicação por fumaça e a proliferação das larvas do mosquito causador da dengue, o Aedes Aegypt.
Para se ter uma idéia, segundo organizações internacionais, a produção de pneus novos está estimada em cerca de dois milhões por dia em todo o mundo. Já o descarte de pneus velhos chega a atingir, anualmente, a marca de quase 800 milhões de unidades. Só no Brasil são fabricados cerca de 40 milhões de pneus por ano. Neste mesmo período metade dessa produção é descartada.
O resultado da parceria da Prefeitura Municipal de Campo Grande com a Ecopneus praticamente eliminou o problema que hoje consome milhares de reais de outras grandes cidades brasileiras que não detém tecnologia para reaproveitamento de pneus descartados.
Na Capital, itinerários dos caminhões de coleta de pneus tem novo destino. Se antes a carga era destinada ao lixão, hoje é desviada do aterro sanitário para o depósito localizado no Jardim Tarumã. "De uma só tacada eliminamos dois sérios problemas ambientais que incomodavam o município, a população, o Ministério Público e as autoridades de saúde pública", comemora o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Marcos Cristaldo.
Lembra que até bem pouco tempo, caminhões do município precisavam fazer varredura pela cidade para recolher toneladas de descartes, num segundo processo, enterrar pneus em área específica do aterro sanitário. "Hoje a situação é outra e o resultado é de tal forma surpreendente que o novo empreendimento comercial vem agregando novas tecnologias que vão garantir sobrevida por muitas décadas", aposta Marcos Cristaldo.
Mas essa tecnologia em pleno desenvolvimento na Capital não foi implantada da noite para o dia. O engenheiro Luis Renato Virgili Pedroso da Ecopneus, precisou correr o mundo para descobrir na Alemanha equipamentos compatíveis para transformação do pneu em chips. Todo o processo de reciclagem obedece quatro estágios.
Por ter componentes rígidos de difícil destruição, os pneus exigem trabalho de máquinas com grande capacidade de força. O pneu tem estrutura interna de aço, fato que dificulta mais o processo de reciclagem, assim como exige máquinas mais sofisticadas para fazer a separação do aço, incorrendo num custo mais alto para a trituração. "Mas nada que possa subtrair o lucro da empresa".
Por enquanto, a Ecopneus trabalha em dois projetos diferentes; o primeiro já em operação é a produção de chips para queimar no alto forno de indústrias de cimento e fornecimento das cintas do aço retiradas antes da reciclagem para a Gerdau.
Para garantir matéria prima suficiente, a Ecopneus ainda conta com a coleta da Recicla Anip (Associação Nacional das Empresas Importadoras de Pneus) que percorre o interior e abastece a empresa em Campo Grande. "Nossa planta está montada para produção de até 700 toneladas/mês de recicláveis de pneus. Hoje, por força da estrutura de coleta e espaços físicos ainda estamos muito longe de atingir esse teto, pois chegamos a apenas 100 toneladas, mas é apenas uma questão de tempo", garante.
Concreto
Uma parceria com o Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) está possibilitando a Ecopneus criar um projeto inédito no País: o concreto ecológico. Com adição de 30% de Chips (pedaços de pneus) na massa, garante menor custo no preço final do produto.
Mesmo ainda em fase experimental o projeto já tem sustentabilidade e a produção, embora pequena, será adquirida pelo município para construção de calçadas em conjuntos habitacionais. Dois tipos de piso estão sendo formatados no projeto. "Estamos trabalhando nessa tecnologia e o resultado tem sido altamente satisfatório e surpreendente", explica Luis Renato Virgili Pedroso.
Medidas mitigadoras
"O objetivo principal da recicladora, sem dúvida, é proteger o meio ambiente. Portanto, o município está fazendo o dever de casa oferecendo incentivos, através de legislações competentes e linhas de créditos específicas, e mostrando para a sociedade em geral a importância do trabalho que desenvolvemos", declara Marcos Cristaldo. Além disso, atenta para influência significativa que a reciclagem exerce no âmbito social, já que uma empresa chega a empregar 30 funcionários, em média. Esse ramo está em pleno desenvolvimento no mundo e nós estamos juntos. "No entanto, falta ainda um maior esclarecimento por parte do setor para que o mercado reaproveite esse material, a exemplo do que já acontece com a reciclagem de papel e de alumínio", lembra o secretário.
Segundo Padilla, existem dois tipos de pneus: os radiais e os diagonais. Já o pneu do tipo diagonal, que tem uma estrutura interna à base de tecidos, é bem mais fácil de reciclar. Porém, a tendência é que tenhamos um crescimento na utilização de pneus do tipo radial, cujos investimentos para reciclagem são maiores.
Estimativas atuais demonstram que o resíduo gerado na produção da indústria da borracha no Brasil e que é jogado fora gera um prejuízo em torno de US$ 38 milhões. Para viabilizar o aumento dessa atividade seria interessante que houvesse incentivo econômico e uma legislação que estimulasse a aplicação desses resíduos reciclados nos compostos de outros produtos, exigindo, inclusive, que os fabricantes utilizassem uma porcentagem de borracha reciclada em seus produtos, como ocorre em Campo Grande com o projeto pioneiro da UFMS e Ecopneus.
O revendedor de pneus Marcos Domingos, trabalha no ramo a mais de 15 anos, considera a reciclagem e o reaproveitamento dos pneus usados uma medida que evita a poluição do meio ambiente. "Antes tínhamos um problema com os pneus velhos, pois, não sabíamos para onde encaminhar. Agora sabemos que a prefeitura tem um depósito de carcaças velhas. Isso ficou mais fácil para os borracheiros", comentou.
Diariamente, Roque Dias Moreira, faz de cinco a seis carretos de pneus velhos para o depósito da prefeitura. Algumas carcaças ele reutiliza para recapear e as outras encaminha para o depósito da prefeitura. Segundo ele o trabalho proporciona uma renda mensal que varia de R$ 2 a R$ 3 mil. "Este é meu emprego. Recolho os pneus para evitar a poluição do meio ambiente e também garanto o sustento de minha família", disse.
O borracheiro Jéferson Conceição comentou que o caminhão da prefeitura passa no local duas vezes por semana para recolher as carcaças. "Para nós é um trabalho muito bom. O pneu pode acumular água e proliferar o mosquito da dengue", frisou.
História
O Pneu de borracha fez com que fossem substituídas as rodas de madeira e ferro, usadas em carroças e carruagens desde os primórdios da História. Esse grande avanço foi possível quando o norte-americano Charles Goodyear inventou o pneu ao descobrir, o processo de vulcanização da borracha quando deixou o produto, misturado com enxofre, cair no fogão. Mal sabia ele que sua intenção revolucionaria o mundo.
Fonte: O Pantaneiro
http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00907/0090710pneu.htm
Estas duas soluções tem sido mecanismo eficaz utilizado na Capital e hoje absorvem 100% da demanda mensal de descartes de pneus, antes destinados para o aterro sanitário, borracharias e terrenos baldios. Além de eliminar focos da dengue e por fim a um passivo ambiental dos mais graves, o empreendimento está gerando empregos e renda para a população. Este modelo, porém, não surgiu de um dia para o outro e está em gestação desde 2006. Foi preciso buscar na Europa ferramentas corretas para baixar custos da reciclagem de pneus, considerada uma das mais complexas por força da mistura de borracha rígida e aço.
Localizada na saída para Sidrolândia, Bairro Tarumã, a Ecopneus é uma indústria recicladora ainda em estágio de implantação, mas já tem capacidade para absorver e transformar 200 toneladas/mês de pneus descartados em Campo Grande, mas quando estiver operando com capacidade máxima, a empresa vai triplicar produção com 700 toneladas/mês de chips (lascas pequenas - do tamanho de britas - e média, de pneus).
A utilização dos pneus de borracha trouxe junto à problemática do impacto ambiental, uma vez que a maior parte dos descartes estavam abandonadas em locais inadequados, causando grandes transtornos para a saúde e a qualidade de vida da população, como intoxicação por fumaça e a proliferação das larvas do mosquito causador da dengue, o Aedes Aegypt.
Para se ter uma idéia, segundo organizações internacionais, a produção de pneus novos está estimada em cerca de dois milhões por dia em todo o mundo. Já o descarte de pneus velhos chega a atingir, anualmente, a marca de quase 800 milhões de unidades. Só no Brasil são fabricados cerca de 40 milhões de pneus por ano. Neste mesmo período metade dessa produção é descartada.
O resultado da parceria da Prefeitura Municipal de Campo Grande com a Ecopneus praticamente eliminou o problema que hoje consome milhares de reais de outras grandes cidades brasileiras que não detém tecnologia para reaproveitamento de pneus descartados.
Na Capital, itinerários dos caminhões de coleta de pneus tem novo destino. Se antes a carga era destinada ao lixão, hoje é desviada do aterro sanitário para o depósito localizado no Jardim Tarumã. "De uma só tacada eliminamos dois sérios problemas ambientais que incomodavam o município, a população, o Ministério Público e as autoridades de saúde pública", comemora o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Marcos Cristaldo.
Lembra que até bem pouco tempo, caminhões do município precisavam fazer varredura pela cidade para recolher toneladas de descartes, num segundo processo, enterrar pneus em área específica do aterro sanitário. "Hoje a situação é outra e o resultado é de tal forma surpreendente que o novo empreendimento comercial vem agregando novas tecnologias que vão garantir sobrevida por muitas décadas", aposta Marcos Cristaldo.
Mas essa tecnologia em pleno desenvolvimento na Capital não foi implantada da noite para o dia. O engenheiro Luis Renato Virgili Pedroso da Ecopneus, precisou correr o mundo para descobrir na Alemanha equipamentos compatíveis para transformação do pneu em chips. Todo o processo de reciclagem obedece quatro estágios.
Por ter componentes rígidos de difícil destruição, os pneus exigem trabalho de máquinas com grande capacidade de força. O pneu tem estrutura interna de aço, fato que dificulta mais o processo de reciclagem, assim como exige máquinas mais sofisticadas para fazer a separação do aço, incorrendo num custo mais alto para a trituração. "Mas nada que possa subtrair o lucro da empresa".
Por enquanto, a Ecopneus trabalha em dois projetos diferentes; o primeiro já em operação é a produção de chips para queimar no alto forno de indústrias de cimento e fornecimento das cintas do aço retiradas antes da reciclagem para a Gerdau.
Para garantir matéria prima suficiente, a Ecopneus ainda conta com a coleta da Recicla Anip (Associação Nacional das Empresas Importadoras de Pneus) que percorre o interior e abastece a empresa em Campo Grande. "Nossa planta está montada para produção de até 700 toneladas/mês de recicláveis de pneus. Hoje, por força da estrutura de coleta e espaços físicos ainda estamos muito longe de atingir esse teto, pois chegamos a apenas 100 toneladas, mas é apenas uma questão de tempo", garante.
Concreto
Uma parceria com o Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) está possibilitando a Ecopneus criar um projeto inédito no País: o concreto ecológico. Com adição de 30% de Chips (pedaços de pneus) na massa, garante menor custo no preço final do produto.
Mesmo ainda em fase experimental o projeto já tem sustentabilidade e a produção, embora pequena, será adquirida pelo município para construção de calçadas em conjuntos habitacionais. Dois tipos de piso estão sendo formatados no projeto. "Estamos trabalhando nessa tecnologia e o resultado tem sido altamente satisfatório e surpreendente", explica Luis Renato Virgili Pedroso.
Medidas mitigadoras
"O objetivo principal da recicladora, sem dúvida, é proteger o meio ambiente. Portanto, o município está fazendo o dever de casa oferecendo incentivos, através de legislações competentes e linhas de créditos específicas, e mostrando para a sociedade em geral a importância do trabalho que desenvolvemos", declara Marcos Cristaldo. Além disso, atenta para influência significativa que a reciclagem exerce no âmbito social, já que uma empresa chega a empregar 30 funcionários, em média. Esse ramo está em pleno desenvolvimento no mundo e nós estamos juntos. "No entanto, falta ainda um maior esclarecimento por parte do setor para que o mercado reaproveite esse material, a exemplo do que já acontece com a reciclagem de papel e de alumínio", lembra o secretário.
Segundo Padilla, existem dois tipos de pneus: os radiais e os diagonais. Já o pneu do tipo diagonal, que tem uma estrutura interna à base de tecidos, é bem mais fácil de reciclar. Porém, a tendência é que tenhamos um crescimento na utilização de pneus do tipo radial, cujos investimentos para reciclagem são maiores.
Estimativas atuais demonstram que o resíduo gerado na produção da indústria da borracha no Brasil e que é jogado fora gera um prejuízo em torno de US$ 38 milhões. Para viabilizar o aumento dessa atividade seria interessante que houvesse incentivo econômico e uma legislação que estimulasse a aplicação desses resíduos reciclados nos compostos de outros produtos, exigindo, inclusive, que os fabricantes utilizassem uma porcentagem de borracha reciclada em seus produtos, como ocorre em Campo Grande com o projeto pioneiro da UFMS e Ecopneus.
O revendedor de pneus Marcos Domingos, trabalha no ramo a mais de 15 anos, considera a reciclagem e o reaproveitamento dos pneus usados uma medida que evita a poluição do meio ambiente. "Antes tínhamos um problema com os pneus velhos, pois, não sabíamos para onde encaminhar. Agora sabemos que a prefeitura tem um depósito de carcaças velhas. Isso ficou mais fácil para os borracheiros", comentou.
Diariamente, Roque Dias Moreira, faz de cinco a seis carretos de pneus velhos para o depósito da prefeitura. Algumas carcaças ele reutiliza para recapear e as outras encaminha para o depósito da prefeitura. Segundo ele o trabalho proporciona uma renda mensal que varia de R$ 2 a R$ 3 mil. "Este é meu emprego. Recolho os pneus para evitar a poluição do meio ambiente e também garanto o sustento de minha família", disse.
O borracheiro Jéferson Conceição comentou que o caminhão da prefeitura passa no local duas vezes por semana para recolher as carcaças. "Para nós é um trabalho muito bom. O pneu pode acumular água e proliferar o mosquito da dengue", frisou.
História
O Pneu de borracha fez com que fossem substituídas as rodas de madeira e ferro, usadas em carroças e carruagens desde os primórdios da História. Esse grande avanço foi possível quando o norte-americano Charles Goodyear inventou o pneu ao descobrir, o processo de vulcanização da borracha quando deixou o produto, misturado com enxofre, cair no fogão. Mal sabia ele que sua intenção revolucionaria o mundo.
Fonte: O Pantaneiro
http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00907/0090710pneu.htm
Líderes mundiais querem adiar acordo sobre o clima
O presidente americano Barack Obama se reuniu neste domingo com outros líderes mundiais durante o fórum da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), em Cingapura, para discutir formas de tentar evitar o fracasso da Conferência do Clima das Nações Unidas, que ocorre em dezembro, em Copenhague. Os presentes ao encontro, porém, consideram improvável um acordo legalmente vinculante nas negociações do clima e já defendem o adiamento do anúncio de um acordo formal. O primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen, que será o anfitrião da Cúpula de dezembro, propôs adiar decisões legais e definitivas para uma reunião posterior.
Ele disse a jornalistas que acredita que não haverá acordo na conferência. "Em vista do fator tempo e da situação dos países individualmente, precisamos, nas próximas semanas, focar o que é possível e não deixar nossa atenção ser desviada para o que não é possível," disse Lokke Rasmussen.
Segundo a rede americana CNN, Mike Froman, o negociador sênior dos EUA, chegou a dizer que nenhum dos líderes presentes ao fórum da Apec acredita que "seja possível chegar a um acordo final em Copenhague, mas ainda sim enxergam a reunião como um passo importante". Froman disse que Obama apoiou a ideia de Rasmussen.
"Houve uma avaliação por parte dos líderes de que seria irrealista esperar que um pacto completo, legalmente compulsório, seja negociado entre hoje e o momento em que o encontro de Copenhague começar, em 22 dias," disse Froman, após o encontro, no qual estavam presentes os líderes dos EUA, China, Japão, Rússia, México, Austrália e Indonésia.
Metas - O plano apresentado por Rasmussen abriria caminho para um acordo político nas negociações, que ocorrem de 7 a 18 de dezembro, seguido por discussões minuciosas sobre compromissos legalmente compulsórios em relação a metas, finanças e transferências de tecnologia, que seriam levadas adiante com menos pressa, mas ainda com um prazo para serem concluídas.
"O acordo de Copenhague deve tornar obrigatória a continuação das negociações legais e fixar um prazo final para a conclusão delas," disse o premiê, que viajou a Cingapura durante a noite para apresentar sua proposta durante o café da manhã na cúpula da Apec.
Impasses - As negociações andam atoladas em impasses, já que os países em desenvolvimento acusam os ricos não fixarem para si metas suficientemente altas de redução das emissões de gases causadores do estufa até 2020.
Não ficou claro se a China, hoje o maior emissor de carbono do mundo, aderiu à proposta apresentada em Cingapura. Na reunião durante o café da manhã, o presidente chinês Hu Jintao falou sobre a necessidade de se criar um mecanismo de financiamento para os países ricos darem apoio financeiro aos países em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas.
Suas declarações ganharam o respaldo do presidente mexicano Felipe Calderon, que disse que, se for possível chegar a um acordo em Copenhague sobre um mecanismo de financiamento global, será "muito mais fácil acordar medidas claras e pragmáticas".
As declarações de Hu Jintao e Calderon foram feitas um dia depois de os presidentes da França e do Brasil, em documento conjunto, terem lançado um pedido por ajuda financeira "substancial" de países mais ricos para ajudá-los a combater as emissões.
(Com agência Reuters)
(Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/lideres-mundiais-querem-adiar-acordo-clima-512450.shtml - 15/11/2009)
Ele disse a jornalistas que acredita que não haverá acordo na conferência. "Em vista do fator tempo e da situação dos países individualmente, precisamos, nas próximas semanas, focar o que é possível e não deixar nossa atenção ser desviada para o que não é possível," disse Lokke Rasmussen.
Segundo a rede americana CNN, Mike Froman, o negociador sênior dos EUA, chegou a dizer que nenhum dos líderes presentes ao fórum da Apec acredita que "seja possível chegar a um acordo final em Copenhague, mas ainda sim enxergam a reunião como um passo importante". Froman disse que Obama apoiou a ideia de Rasmussen.
"Houve uma avaliação por parte dos líderes de que seria irrealista esperar que um pacto completo, legalmente compulsório, seja negociado entre hoje e o momento em que o encontro de Copenhague começar, em 22 dias," disse Froman, após o encontro, no qual estavam presentes os líderes dos EUA, China, Japão, Rússia, México, Austrália e Indonésia.
Metas - O plano apresentado por Rasmussen abriria caminho para um acordo político nas negociações, que ocorrem de 7 a 18 de dezembro, seguido por discussões minuciosas sobre compromissos legalmente compulsórios em relação a metas, finanças e transferências de tecnologia, que seriam levadas adiante com menos pressa, mas ainda com um prazo para serem concluídas.
"O acordo de Copenhague deve tornar obrigatória a continuação das negociações legais e fixar um prazo final para a conclusão delas," disse o premiê, que viajou a Cingapura durante a noite para apresentar sua proposta durante o café da manhã na cúpula da Apec.
Impasses - As negociações andam atoladas em impasses, já que os países em desenvolvimento acusam os ricos não fixarem para si metas suficientemente altas de redução das emissões de gases causadores do estufa até 2020.
Não ficou claro se a China, hoje o maior emissor de carbono do mundo, aderiu à proposta apresentada em Cingapura. Na reunião durante o café da manhã, o presidente chinês Hu Jintao falou sobre a necessidade de se criar um mecanismo de financiamento para os países ricos darem apoio financeiro aos países em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas.
Suas declarações ganharam o respaldo do presidente mexicano Felipe Calderon, que disse que, se for possível chegar a um acordo em Copenhague sobre um mecanismo de financiamento global, será "muito mais fácil acordar medidas claras e pragmáticas".
As declarações de Hu Jintao e Calderon foram feitas um dia depois de os presidentes da França e do Brasil, em documento conjunto, terem lançado um pedido por ajuda financeira "substancial" de países mais ricos para ajudá-los a combater as emissões.
(Com agência Reuters)
(Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/lideres-mundiais-querem-adiar-acordo-clima-512450.shtml - 15/11/2009)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Metrô Libera bikes também aos sábados
Metrô Rio libera transporte de bicicletas aos sábados. Passageiros do Metrô agora podem embarcar com suas bicicletas em todas as estações das linhas 1 e 2 também aos sábados, a partir das 14h. O embarque, que já é permitido nos domingos e feriados sem restrição de horário, deve ser feito sempre no último vagão dos trens. Com a novidade, os cariocas poderão usar o Metrô para pedalar nas ciclovias da orla da Zona Sul e de outras áreas de lazer, sem pagar nada a mais pelo serviço. Quem preferir guardar a bicicleta com toda a segurança e seguir de Metrô, mais duas estações, além da Pavuna e Cantagalo, ganharão bicicletários: Irajá e Colégio.
O Metrô Rio abre ao público desde sábado, 24 de outubro, bicicletários gratuitos dentro das estações Colégio e Irajá, da Linha 2. O serviço estará disponível no horário de funcionamento do metrô: das 5h à meia-noite, de segunda a sábado, e das 7h às 23h, aos domingos e feriados. Os passageiros poderão utilizar suas bicicletas como transporte até a estação, estacioná-las no bicicletário com total segurança e seguir viagem no metrô. Inicialmente, serão 10 vagas em Irajá e oito em Colégio. A empresa já tem dois outros bicicletários na Estação Pavuna, com 70 vagas, e em Cantagalo, com 25.
Nos fins de semana, o embarque das bicicletas é permitido a partir das 14h aos sábados e sem restrição de horário aos domingos e feriados e deve ser feito sempre no último carro de cada trem.
Fonte: http://www.metrorio.com.br
O Metrô Rio abre ao público desde sábado, 24 de outubro, bicicletários gratuitos dentro das estações Colégio e Irajá, da Linha 2. O serviço estará disponível no horário de funcionamento do metrô: das 5h à meia-noite, de segunda a sábado, e das 7h às 23h, aos domingos e feriados. Os passageiros poderão utilizar suas bicicletas como transporte até a estação, estacioná-las no bicicletário com total segurança e seguir viagem no metrô. Inicialmente, serão 10 vagas em Irajá e oito em Colégio. A empresa já tem dois outros bicicletários na Estação Pavuna, com 70 vagas, e em Cantagalo, com 25.
Nos fins de semana, o embarque das bicicletas é permitido a partir das 14h aos sábados e sem restrição de horário aos domingos e feriados e deve ser feito sempre no último carro de cada trem.
Fonte: http://www.metrorio.com.br
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Governo vai retirar impostos sobre produtos reciclados, anuncia Minc
VLADIMIR
PLATONOW
da Agência Brasil, no Rio O governo vai anunciar ainda em outubro a retirada do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) sobre os produtos reciclados.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc. O objetivo é estimular a cadeia produtiva dos
reciclados, que já teriam pagado impostos anteriormente, na sua forma original
de produção.
"A retirada do imposto sobre os produtos reciclados é uma coisa que há muito tempo
eu converso com o ministro [da Fazenda, Guido] Mantega, o que é fundamental, pois sem mecanismos econômicos de crédito, juros e impostos, estamos no idealismo. O meio ambiente e o clima vão avançar quando entrarem na economia real. O que significa formação de preço, política diferenciada de crédito e política tributária", disse Minc.
O ministro adiantou que o anúncio deve ser feito no dia 29 de outubro, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. Minc afirmou ainda que já
há entendimentos com a Fazenda para a retirada de impostos sobre produtos de geração
eólica e também a respeito da redução tributária sobre o carro elétrico, que
paga mais IPI do que um veículo convencional.
Outra medida em estudo pelo governo é o incentivo a cooperativas de catadores por
meio do pagamento de serviços ambientais urbanos. "É um mecanismo
econômico que inclui mais gente na proteção. Se a sociedade acha que uma coisa
é importante, tem que valorar do ponto de vista monetário. No caso dos
catadores, é estabelecer um preço mínimo de sustentação para os produtos reciclados,
de maneira a impedir que eles fiquem na miséria, como na crise que derrubou o
preço dos produtos", explicou Minc.
Segundo ele, o estudo está sendo finalizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) e deve ser anunciado em novembro pelo presidente Lula.
Saco é um Saco
Minc participou do lançamento da campanha Saco é um Saco, juntamente com a direção
executiva do grupo Carrefour. O objetivo é incentivar os consumidores em todo o
país a substituírem as sacolinhas plásticas em suas compras por sacolas maiores, reutilizáveis.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), são utilizadas no Brasil 12 bilhões de
sacolinhas plásticas, que acabam indo parar nos lixões, córregos e ajudam a agravar os problemas de enchentes nas cidades.
O diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil, Paulo Pianez, disse que, desde junho do ano passado, a rede incentiva a troca das sacolinhas plásticas por sacolas
maiores, que podem ser usadas diversas vezes. "Há três anos não temos mais sacola plástica no grupo Carrefour da França e a idéia é trazer este conceito para o Brasil também. Até agora já conseguimos reduzir em 20% o volume de sacolas plásticas, com a venda de 700 mil sacolas reutilizáveis", disse o executivo.
Segundo ele, o próximo passo será conceder descontos, equivalentes ao preço de cada
sacolinha, para os consumidores que trouxerem de casa suas próprias sacolas. "No ano que vem,vamos lançar o desconto na boca do caixa. O consumidor que deixar de usar a
sacola plástica, vai ganhar o desconto equivalente ao preço do produto",afirmou Pianez.
Atualmente, só o grupo Carrefour consome 90 milhões de sacolas plásticas por mês no país. A meta é reduzir para 50 milhões de sacolas até 2013, chegando a suprimir
totalmente o uso em 2015.
PLATONOW
da Agência Brasil, no Rio O governo vai anunciar ainda em outubro a retirada do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) sobre os produtos reciclados.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc. O objetivo é estimular a cadeia produtiva dos
reciclados, que já teriam pagado impostos anteriormente, na sua forma original
de produção.
"A retirada do imposto sobre os produtos reciclados é uma coisa que há muito tempo
eu converso com o ministro [da Fazenda, Guido] Mantega, o que é fundamental, pois sem mecanismos econômicos de crédito, juros e impostos, estamos no idealismo. O meio ambiente e o clima vão avançar quando entrarem na economia real. O que significa formação de preço, política diferenciada de crédito e política tributária", disse Minc.
O ministro adiantou que o anúncio deve ser feito no dia 29 de outubro, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. Minc afirmou ainda que já
há entendimentos com a Fazenda para a retirada de impostos sobre produtos de geração
eólica e também a respeito da redução tributária sobre o carro elétrico, que
paga mais IPI do que um veículo convencional.
Outra medida em estudo pelo governo é o incentivo a cooperativas de catadores por
meio do pagamento de serviços ambientais urbanos. "É um mecanismo
econômico que inclui mais gente na proteção. Se a sociedade acha que uma coisa
é importante, tem que valorar do ponto de vista monetário. No caso dos
catadores, é estabelecer um preço mínimo de sustentação para os produtos reciclados,
de maneira a impedir que eles fiquem na miséria, como na crise que derrubou o
preço dos produtos", explicou Minc.
Segundo ele, o estudo está sendo finalizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) e deve ser anunciado em novembro pelo presidente Lula.
Saco é um Saco
Minc participou do lançamento da campanha Saco é um Saco, juntamente com a direção
executiva do grupo Carrefour. O objetivo é incentivar os consumidores em todo o
país a substituírem as sacolinhas plásticas em suas compras por sacolas maiores, reutilizáveis.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), são utilizadas no Brasil 12 bilhões de
sacolinhas plásticas, que acabam indo parar nos lixões, córregos e ajudam a agravar os problemas de enchentes nas cidades.
O diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil, Paulo Pianez, disse que, desde junho do ano passado, a rede incentiva a troca das sacolinhas plásticas por sacolas
maiores, que podem ser usadas diversas vezes. "Há três anos não temos mais sacola plástica no grupo Carrefour da França e a idéia é trazer este conceito para o Brasil também. Até agora já conseguimos reduzir em 20% o volume de sacolas plásticas, com a venda de 700 mil sacolas reutilizáveis", disse o executivo.
Segundo ele, o próximo passo será conceder descontos, equivalentes ao preço de cada
sacolinha, para os consumidores que trouxerem de casa suas próprias sacolas. "No ano que vem,vamos lançar o desconto na boca do caixa. O consumidor que deixar de usar a
sacola plástica, vai ganhar o desconto equivalente ao preço do produto",afirmou Pianez.
Atualmente, só o grupo Carrefour consome 90 milhões de sacolas plásticas por mês no país. A meta é reduzir para 50 milhões de sacolas até 2013, chegando a suprimir
totalmente o uso em 2015.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Bob Burnquist dá seu recado contra o aquecimento global
Antes de conquistar o bicampeonato da Oi Megarampa, em São Paulo, o skatista carioca Bob Burnquist assinou o manifesto da campanha TicTacTicTac. O movimento une pessoas ao redor do planeta para persuadir os líderes mundiais a assinarem um novo acordo global de clima justo e eficiente na 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que será realizada em dezembro em Copenhague (Dinamarca).
“TicTacTicTac. O tempo está passando, temos que agir agora. Todo mundo fazendo um pouco já faz acontecer. Mas agora, todo mundo precisa fazer muito, o tempo todo”, alertou Burnquist, um dos principais nomes do skate mundial, para os mais de 10 mil participantes do evento.
Durante a assinatura, uma faixa de 10 metros de comprimento com a mensagem “Dê uma megaforça para salvar o planeta!” foi estendida em uma das extremidades da megarampa. O público presente também pode participar da campanha assinando o manifesto na tenda do WWF-Brasil, no Skate Village.
“É um movimento global, no qual a participação de todos é muito importante. Precisamos pressionar para que os líderes mundiais assinem um novo acordo global de clima capaz de manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 2ºC”, explicou o superintendente de Conservação de Programas Temáticos do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza.
Coordenado pela Campanha Global de Ações pelas Mudanças Climáticas (GCCA, na sigla em inglês), o movimento TicTacTicTac é uma coalizão inédita entre diversas organizações da sociedade civil, como WWF-Brasil, Greenpeace, Oxfam e Vitae Civilis, além de lideranças sindicais, empresariais e religiosas.
Para fazer parte do maior movimento mundial para pedir decisões concretas no combate ao aquecimento global e amenizar os efeitos das mudanças climáticas, basta assinar o manifesto da campanha TicTacTicTac no site oficial ou no das organizações parceiras.
Mais informações sobre a campanha TicTacTicTac no site oficial: www.tictactictac.org.br
“TicTacTicTac. O tempo está passando, temos que agir agora. Todo mundo fazendo um pouco já faz acontecer. Mas agora, todo mundo precisa fazer muito, o tempo todo”, alertou Burnquist, um dos principais nomes do skate mundial, para os mais de 10 mil participantes do evento.
Durante a assinatura, uma faixa de 10 metros de comprimento com a mensagem “Dê uma megaforça para salvar o planeta!” foi estendida em uma das extremidades da megarampa. O público presente também pode participar da campanha assinando o manifesto na tenda do WWF-Brasil, no Skate Village.
“É um movimento global, no qual a participação de todos é muito importante. Precisamos pressionar para que os líderes mundiais assinem um novo acordo global de clima capaz de manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 2ºC”, explicou o superintendente de Conservação de Programas Temáticos do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza.
Coordenado pela Campanha Global de Ações pelas Mudanças Climáticas (GCCA, na sigla em inglês), o movimento TicTacTicTac é uma coalizão inédita entre diversas organizações da sociedade civil, como WWF-Brasil, Greenpeace, Oxfam e Vitae Civilis, além de lideranças sindicais, empresariais e religiosas.
Para fazer parte do maior movimento mundial para pedir decisões concretas no combate ao aquecimento global e amenizar os efeitos das mudanças climáticas, basta assinar o manifesto da campanha TicTacTicTac no site oficial ou no das organizações parceiras.
Mais informações sobre a campanha TicTacTicTac no site oficial: www.tictactictac.org.br
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Brasil não renunciará à agenda ambiental, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na quarta-feira (23/09/09) aos chefes de Estado e de governo dos 192 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a 64ª Assembleia Geral da entidade, em Nova York, que o Brasil não renunciará à agenda ambiental para ser "apenas um gigante do petróleo". Ele afirmou que as "grandes reservas" descobertas vão colocar o País "na vanguarda da produção de combustíveis fósseis", mas acrescentou também que o Brasil tem por objetivo se consolidar como "potência mundial da energia verde".
Nesta linha, Lula citou que, em 2009, o País pode apresentar o menor desmatamento dos últimos 20 anos. O presidente também disse no discurso que o etanol brasileiro é produzido em "condições cada vez mais adequadas". Ele enfatizou que o plantio da cana-de-açúcar não ocupa mais do que 2% das terras agricultáveis brasileiras e, diferentemente de outros biocombustíveis, "não afeta nossa segurança alimentar nem compromete o equilíbrio ambiental". (Fonte: Estadão Online)
Nesta linha, Lula citou que, em 2009, o País pode apresentar o menor desmatamento dos últimos 20 anos. O presidente também disse no discurso que o etanol brasileiro é produzido em "condições cada vez mais adequadas". Ele enfatizou que o plantio da cana-de-açúcar não ocupa mais do que 2% das terras agricultáveis brasileiras e, diferentemente de outros biocombustíveis, "não afeta nossa segurança alimentar nem compromete o equilíbrio ambiental". (Fonte: Estadão Online)
ICMS VERDE NO RIO DE JANEIRO
HISTÓRICO E PERSPECTIVAS
A iniciativa de criação da lei do ICMS Ecológico no Rio de Janeiro foi da Secretaria de Estado do Ambiente, à época capitaneada por Carlos Minc, que teve papel fundamental no processo de condução das discussões que culminaram na aprovação da lei, notadamente junto a Secretaria da Fazenda e a Assembleia Legislativa do Estado.
Mesmo recente, a legislação fluminense surtiu efeito positivo nas municipalidades que passaram a criar seus Sistemas Municipais de Meio Ambiente, condição para habilitarem-se ao recebimento, como igualmente em relação a postura dos prefeitos, que passaram a adotar a temática ambiental em seus pronunciamentos.
Atualmente, o peso dos critérios quantitativos ainda se sobrepõe aos qualitativos para os efeitos dos cálculos do índice de participação dos municípios. De todo modo, a avaliação geral do governo estadual é positiva e, realizados os primeiros repasses, a perspectiva é de que a lei seja aprimorada para conferir maior peso aos critérios qualitativos.
Outra frente que o governo estadual vem atuando é no apoio aos municípios para esclarecimentos sobre a criação, implementação e gestão de UC’s, tudo em consonância com as metas de conservação do governo estadual, que pretende dobrar sua área protegida em Unidades de Conservação de Proteção Integral, saltando de 120 para 240 mil hectares, tendo o estado, à época da construção desse portal, 178 mil hectares de área protegida.
LEGISLAÇÃO
No Rio de Janeiro, o critério ecológico é um dos seis índices considerados para o cálculo do repasse e representará, em futuro breve, 2,5% do valor a ser distribuído aos municípios. O percentual aumentará gradativamente: 1% em 2009; 1,8% em 2010; e, finalmente, 2,5% no exercício fiscal de 2011 em diante.
O índice de repasse do ICMS Ecológico será composto da seguinte forma: 45% para as unidades de conservação; 30% para a qualidade da água; e 25% para a administração dos resíduos sólidos. As prefeituras que criarem suas próprias unidades de conservação terão direito a 20% dos 45% destinados à manutenção de áreas protegidas, ou seja, um “plus” na pontuação aos municípios que assumirem a responsabilidade pela criação, implementação e gestão de Unidades de Conservação da Natureza (municipais) em seus respectivos territórios.
Para beneficiar-se dos recursos previstos nesta Lei, cada município deverá organizar seu próprio Sistema Municipal do Meio Ambiente, composto no mínimo por: Conselho Municipal do Meio Ambiente; Fundo Municipal do Meio Ambiente; órgão administrativo executor da política ambiental municipal e Guarda Municipal Ambiental, sem o que o município não fará jus ao benefício.
A normativa fluminense considera aspectos quantitativos e qualitativos na fórmula para construção do Índice Final de Conservação Ambiental (IFCA) dos Municípios e o governo estadual tem trabalhado no sentido de dar ampla divulgação aos mecanismos e critérios de cálculo para que as prefeituras possam, efetivamente, aprimorar sua gestão ambiental e passar a receber uma fatia maior no bolo do ICMS Ecológico.
Lei n.º 5.100 de 4 de outubro de 2007
Altera a Lei n.º 2.664, de 27 de dezembro de 1996, que trata da repartição aos municípios da parcela de 25% (vinte e cinco por cento) do produto da arrecadação do ICMS, incluindo o critério de conservação ambiental, e dá outras providências.
Decreto n.º 41.844, de 4 de maio de 2009
Estabelece definições técnicas para alocação do percentual a ser distribuído aos municípios em função do ICMS Ecológico.
Maiores informações nos sites do INEA e Secretaria de Meio Ambiente do RJ.
Fonte: www.icmsecologico.org.br
A iniciativa de criação da lei do ICMS Ecológico no Rio de Janeiro foi da Secretaria de Estado do Ambiente, à época capitaneada por Carlos Minc, que teve papel fundamental no processo de condução das discussões que culminaram na aprovação da lei, notadamente junto a Secretaria da Fazenda e a Assembleia Legislativa do Estado.
Mesmo recente, a legislação fluminense surtiu efeito positivo nas municipalidades que passaram a criar seus Sistemas Municipais de Meio Ambiente, condição para habilitarem-se ao recebimento, como igualmente em relação a postura dos prefeitos, que passaram a adotar a temática ambiental em seus pronunciamentos.
Atualmente, o peso dos critérios quantitativos ainda se sobrepõe aos qualitativos para os efeitos dos cálculos do índice de participação dos municípios. De todo modo, a avaliação geral do governo estadual é positiva e, realizados os primeiros repasses, a perspectiva é de que a lei seja aprimorada para conferir maior peso aos critérios qualitativos.
Outra frente que o governo estadual vem atuando é no apoio aos municípios para esclarecimentos sobre a criação, implementação e gestão de UC’s, tudo em consonância com as metas de conservação do governo estadual, que pretende dobrar sua área protegida em Unidades de Conservação de Proteção Integral, saltando de 120 para 240 mil hectares, tendo o estado, à época da construção desse portal, 178 mil hectares de área protegida.
LEGISLAÇÃO
No Rio de Janeiro, o critério ecológico é um dos seis índices considerados para o cálculo do repasse e representará, em futuro breve, 2,5% do valor a ser distribuído aos municípios. O percentual aumentará gradativamente: 1% em 2009; 1,8% em 2010; e, finalmente, 2,5% no exercício fiscal de 2011 em diante.
O índice de repasse do ICMS Ecológico será composto da seguinte forma: 45% para as unidades de conservação; 30% para a qualidade da água; e 25% para a administração dos resíduos sólidos. As prefeituras que criarem suas próprias unidades de conservação terão direito a 20% dos 45% destinados à manutenção de áreas protegidas, ou seja, um “plus” na pontuação aos municípios que assumirem a responsabilidade pela criação, implementação e gestão de Unidades de Conservação da Natureza (municipais) em seus respectivos territórios.
Para beneficiar-se dos recursos previstos nesta Lei, cada município deverá organizar seu próprio Sistema Municipal do Meio Ambiente, composto no mínimo por: Conselho Municipal do Meio Ambiente; Fundo Municipal do Meio Ambiente; órgão administrativo executor da política ambiental municipal e Guarda Municipal Ambiental, sem o que o município não fará jus ao benefício.
A normativa fluminense considera aspectos quantitativos e qualitativos na fórmula para construção do Índice Final de Conservação Ambiental (IFCA) dos Municípios e o governo estadual tem trabalhado no sentido de dar ampla divulgação aos mecanismos e critérios de cálculo para que as prefeituras possam, efetivamente, aprimorar sua gestão ambiental e passar a receber uma fatia maior no bolo do ICMS Ecológico.
Lei n.º 5.100 de 4 de outubro de 2007
Altera a Lei n.º 2.664, de 27 de dezembro de 1996, que trata da repartição aos municípios da parcela de 25% (vinte e cinco por cento) do produto da arrecadação do ICMS, incluindo o critério de conservação ambiental, e dá outras providências.
Decreto n.º 41.844, de 4 de maio de 2009
Estabelece definições técnicas para alocação do percentual a ser distribuído aos municípios em função do ICMS Ecológico.
Maiores informações nos sites do INEA e Secretaria de Meio Ambiente do RJ.
Fonte: www.icmsecologico.org.br
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
LEI ROUANET
A Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), conhecida também por Lei Rouanet, é a lei que institui politicas públicas para a cultural nacional, como o PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. Essa lei teve o importante mérito de retirar da burocracia estatal a seleção de qual seria a cultura que merece receber as verbas públicas.
As diretrizes para a cultura nacional foram estabelecidas nos primeiros artigos, e sua base é a promoção, proteção e valorolização das expressões culturais nacionais.
O grande destaque da Lei Rouanet é a politica de incentivos fiscais que possibilita as empresas (pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoa fisíca) aplicarem uma parte do IR (imposto de renda) devido em ações culturais.
Os incentivos fiscais proporcionaram a expansão da cultura, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiu estimulada a patrocinar eventos culturais. Uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público.
O percentual disponivel de 6% do IR para pessoas físicas e 4% para pessoas juridicas, ainda que relativamente pequeno permitiu que em 2008 fossem investidos em cultura, segundo o MinC (Ministério da Cultura) mais de 1 bilhão.
Em 2009 a Lei Rouanet deve sofrer mudanças, anunciadas e desenvolvidas pelo atual ministro da cultura, Juca Ferreira. O próprio ministro a considera “imperfeita, perversa e pouco democrática”, por privilegiar grupos e artistas do eixo Rio-São Paulo, em detrimento de artistas menores da própria região e do resto do país
As diretrizes para a cultura nacional foram estabelecidas nos primeiros artigos, e sua base é a promoção, proteção e valorolização das expressões culturais nacionais.
O grande destaque da Lei Rouanet é a politica de incentivos fiscais que possibilita as empresas (pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoa fisíca) aplicarem uma parte do IR (imposto de renda) devido em ações culturais.
Os incentivos fiscais proporcionaram a expansão da cultura, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiu estimulada a patrocinar eventos culturais. Uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público.
O percentual disponivel de 6% do IR para pessoas físicas e 4% para pessoas juridicas, ainda que relativamente pequeno permitiu que em 2008 fossem investidos em cultura, segundo o MinC (Ministério da Cultura) mais de 1 bilhão.
Em 2009 a Lei Rouanet deve sofrer mudanças, anunciadas e desenvolvidas pelo atual ministro da cultura, Juca Ferreira. O próprio ministro a considera “imperfeita, perversa e pouco democrática”, por privilegiar grupos e artistas do eixo Rio-São Paulo, em detrimento de artistas menores da própria região e do resto do país
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Brasília GREENMEETING 2009
Como parte das comemorações dos 50 anos de Brasília, a capital federal se mobiliza para sediar nos dias 15, 16 e 17 de setembro de 2009, o IX Encontro Verde das Américas, o “Greenmeeting”, “Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”. Um importante e concorrido Fórum que visa propor soluções sustentáveis para as principais questões sócioambientais e econômicas do Brasil, das Américas e do mundo.
O Encontro busca contribuir e aprofundar o debate sobre os temas que impactam a gestão do Desenvolvimento Sustentável relacionados com as preocupações sócio-ambientais, locais e globais, sem ter o objetivo ou o propósito de ditar normas ou diretrizes governamentais, mas sim, sugerir e propor metas que venham contribuir na solução dos problemas.
O Fórum, totalmente gratuito para o público participante, previamente credenciado, reunirá as principais lideranças nacionais e internacionais sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, tanto governamentais, quanto não governamentais, que entre outros acontecimentos se dará a entrega do Prêmio Verde das Américas 2009.
Participação Gratuita, mediante Credenciamento via site, www.greenmeeting.org
Os participantes, mediante freqüência, receberão certificado de participação.
O Encontro busca contribuir e aprofundar o debate sobre os temas que impactam a gestão do Desenvolvimento Sustentável relacionados com as preocupações sócio-ambientais, locais e globais, sem ter o objetivo ou o propósito de ditar normas ou diretrizes governamentais, mas sim, sugerir e propor metas que venham contribuir na solução dos problemas.
O Fórum, totalmente gratuito para o público participante, previamente credenciado, reunirá as principais lideranças nacionais e internacionais sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, tanto governamentais, quanto não governamentais, que entre outros acontecimentos se dará a entrega do Prêmio Verde das Américas 2009.
Participação Gratuita, mediante Credenciamento via site, www.greenmeeting.org
Os participantes, mediante freqüência, receberão certificado de participação.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE AMPLIAÇÃO DO PESET (LAGUNA DE ITAIPÚ)
Audiência Pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em 26 de agosto, colocou em debate o projeto de lei nº 2430/09, que prevê a anexação das áreas úmidas da laguna de Itaipu ao patrimônio do Parque Estadual da Serra da Tiririca. A proposta legislativa, apresentada em regime de urgência, resgata o conteúdo do decreto estadual nº 41.266/08, que recentemente foi anulado por decisão do órgão especial do Tribunal de Justiça atendendo a mandado de segurança impetrado por três construtoras com interesse imobiliário na região.
Participaram das discussões os deputados estaduais João Pedro (DEM), Luiz Paulo (PSDB), Marcelo Freixo (PSOL) e Rodrigo Neves (PT), o presidente do INEA, Luiz Firmino, o superintendente de Biodiversidade do INEA, André Ilha, o promotor de Justiça Luciano Mattos, o subsecretário municipal de Projetos Especiais de Niterói, Gerhard Sardo, o ex-vereador Paulo Eduardo Gomes e inúmeras lideranças comunitárias e ecológicas com atuação na defesa do sistema lagunar de Itaipu.
Ao final do debate foi deliberado pela maioria presente que o projeto de lei nº 2430/09 deve ser aprovado sem emendas, garantindo seu texto original e rápida tramitação na Alerj para sanção do governador.
Participaram das discussões os deputados estaduais João Pedro (DEM), Luiz Paulo (PSDB), Marcelo Freixo (PSOL) e Rodrigo Neves (PT), o presidente do INEA, Luiz Firmino, o superintendente de Biodiversidade do INEA, André Ilha, o promotor de Justiça Luciano Mattos, o subsecretário municipal de Projetos Especiais de Niterói, Gerhard Sardo, o ex-vereador Paulo Eduardo Gomes e inúmeras lideranças comunitárias e ecológicas com atuação na defesa do sistema lagunar de Itaipu.
Ao final do debate foi deliberado pela maioria presente que o projeto de lei nº 2430/09 deve ser aprovado sem emendas, garantindo seu texto original e rápida tramitação na Alerj para sanção do governador.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
COP 15 (CONFERÊNCIA MUNDIAL DAS PARTES)
Representantes de cerca de 200 países estarão em Copenhague (Dinamarca) entre os dias 7 e 18 de dezembro deste ano para um dos encontros mais importantes na história – a 15a. Conferência das Partes (COP 15) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Sua realização é aguardada com expectativa e esperança por todos os que se preocupam com as mudanças climáticas e seus impactos no planeta.
Para entender um pouco da história do que vai acontecer em Copenhague a ONU organizou em Estocolmo (1972), na Suécia, a primeira conferência mundial para discutir questões ambientais. O encontro reuniu 113 países e mais de 400 ONGs de todo o mundo. Ele é considerado o ponto-zero do debate ambiental mundial e resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Para entender um pouco da história do que vai acontecer em Copenhague a ONU organizou em Estocolmo (1972), na Suécia, a primeira conferência mundial para discutir questões ambientais. O encontro reuniu 113 países e mais de 400 ONGs de todo o mundo. Ele é considerado o ponto-zero do debate ambiental mundial e resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Marina confirma filiação ao PV e se diz 'mantenedora de utopias'
Senadora diz que só confirmará candidatura à Presidência em 2010.
Ex-ministra anunciou saída do PT na última semana.
A senadora Marina Silva (AC) confirmou nesta segunda-feira (24) que irá se filiar ao PV. Segundo ela, este é o segundo passo da sua nova trajetória política, depois de deixar o PT, partido no qual militou por quase 30 anos.
Se dizendo uma "mantenedora de utopias", a ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que a filiação irá ocorrer em evento no próximo domingo, em São Paulo. O partido já havia anunciado a filiação.
Sobre a possível candidatura à Presidência, Marina disse a jornalistas estar honrada pelo fato de o PV considerá-la "candidata prioritária", mas que qualquer anúncio oficial sobre isso só será feito, em 2010. "No momento, quero discutir um plano estratégico que contemple o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável para o Brasil que deve ser considerado a maior potência ambiental do planeta", argumentou.
Dilma
Mesmo não assumindo a candidatura, ressaltou que ela e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessão - têm visões muito diferentes sobre a estratégia de como realizar os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"Os brasileiros é que têm que fazer o julgamento do que é melhor para o Brasil. Ela defende as ideias dela e eu defendo as minhas", disse, referindo-se a uma possível disputa eleitoral com Dilma.
Meio ambiente
Neste momento, disse Marina, o desafio é sensibilizar os partidos políticos e o Congresso Nacional para incluírem as diretrizes ambientais como prioritárias. "Não se pode pensar em desenvolvimento se essa questão não estiver permeando as ações internas programáticas dos partidos, nem fizer parte das ações essenciais de todos os ministérios de maneira integrada", argumentou.
A ex-ministra elogiou os investimentos na política social feitos pelo governo Lula, mas ressaltou que "ninguém pode viver a vida inteira dependendo de Bolsa Família".
E voltou a criticar a legislação articulada pelo ex-ministro Mangabeira Unger, de regularização fundiária na Amazônia. "Não é possível que aqueles que cometeram irregularidades sejam beneficiados e os que seguiram o caminho correto prejudicados. Seria necessário apenas regularizar 7 milhões de hectares para os médios e pequenos agricultores e não os 77 milhões de hectares que beneficiarão os grandes latifundiários e conglomerados jurídicos."
Marina agradeceu o presidente Lula por ter vetado um dos pontos da lei, mas reclamou que ele "não vetou o mais importante que dispensa a fiscalização das terras a serem regularizadas"
Ex-ministra anunciou saída do PT na última semana.
A senadora Marina Silva (AC) confirmou nesta segunda-feira (24) que irá se filiar ao PV. Segundo ela, este é o segundo passo da sua nova trajetória política, depois de deixar o PT, partido no qual militou por quase 30 anos.
Se dizendo uma "mantenedora de utopias", a ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que a filiação irá ocorrer em evento no próximo domingo, em São Paulo. O partido já havia anunciado a filiação.
Sobre a possível candidatura à Presidência, Marina disse a jornalistas estar honrada pelo fato de o PV considerá-la "candidata prioritária", mas que qualquer anúncio oficial sobre isso só será feito, em 2010. "No momento, quero discutir um plano estratégico que contemple o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável para o Brasil que deve ser considerado a maior potência ambiental do planeta", argumentou.
Dilma
Mesmo não assumindo a candidatura, ressaltou que ela e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessão - têm visões muito diferentes sobre a estratégia de como realizar os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"Os brasileiros é que têm que fazer o julgamento do que é melhor para o Brasil. Ela defende as ideias dela e eu defendo as minhas", disse, referindo-se a uma possível disputa eleitoral com Dilma.
Meio ambiente
Neste momento, disse Marina, o desafio é sensibilizar os partidos políticos e o Congresso Nacional para incluírem as diretrizes ambientais como prioritárias. "Não se pode pensar em desenvolvimento se essa questão não estiver permeando as ações internas programáticas dos partidos, nem fizer parte das ações essenciais de todos os ministérios de maneira integrada", argumentou.
A ex-ministra elogiou os investimentos na política social feitos pelo governo Lula, mas ressaltou que "ninguém pode viver a vida inteira dependendo de Bolsa Família".
E voltou a criticar a legislação articulada pelo ex-ministro Mangabeira Unger, de regularização fundiária na Amazônia. "Não é possível que aqueles que cometeram irregularidades sejam beneficiados e os que seguiram o caminho correto prejudicados. Seria necessário apenas regularizar 7 milhões de hectares para os médios e pequenos agricultores e não os 77 milhões de hectares que beneficiarão os grandes latifundiários e conglomerados jurídicos."
Marina agradeceu o presidente Lula por ter vetado um dos pontos da lei, mas reclamou que ele "não vetou o mais importante que dispensa a fiscalização das terras a serem regularizadas"
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Bactérias tornam-se aliadas na limpeza de derramamentos de óleo
Um novo produto de limpeza desenvolvido nos laboratórios da Coppe e do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promete ser um aliado para remediar a poluição causada por derramamentos de óleo no mar ou pelo rompimento de oleodutos em terra.
Trata-se de um detergente biodegradável capaz de limpar as manchas de óleo, conhecido tecnicamente como biossurfactante.
"É um produto de origem microbiana, obtido a partir de fontes renováveis de carbono, que pode ser usado para reduzir a contaminação e minimizar o impacto ao meio ambiente", diz um dos coordenadores da pesquisa, Cristiano Borges, do Programa de Engenharia Química da Coppe.
Biodetergente - O estudo, realizado em parceria com a Petrobras, é o primeiro do gênero no País. "É uma pesquisa inédita, que surgiu há 10 anos por iniciativa da pesquisadora Denise Freire, do Instituto de Química, em parceria com a pesquisadora Lidia Santanna, da Petrobras", conta Borges, que participa do projeto há cinco anos.
De acordo com Kronemberger, a ideia é produzir o detergente em maior escala, na Unidade Piloto para Produção de Biossurfactantes, localizada na Coppe e inaugurada no dia 24 de julho último.
"O laboratório está produzindo cerca de 200 litros por semana do produto, à base de glicerina, mas ainda não realizamos testes em campo. Estamos avaliando a concentração necessária para a aplicação do biossurfactante na praia ou no mar", explica ele, acrescentando que esses testes devem ocorrer em 2010.
O biossurfactante é produzido a partir de um processo de fermentação aeróbia das bactérias Pseudomonas sp, que transformam fontes de carbono no detergente biodegradável. "Essas bactérias produzem naturalmente o biossurfactante porque são originárias de poços de petróleo, onde sua única maneira de sobrevivência é através do consumo das cadeias orgânicas do petróleo", conta Frederico.
A escolha da glicerina como substrato para a produção do detergente foi pautada pela relação custo e benefício. "Fizemos testes com diferentes fontes renováveis de carbono e a glicerina foi a que teve melhor resultado e menor preço, devido à facilidade de encontrá-la nas usinas produtoras de biodiesel, já que se trata de seu principal subproduto. Aliás, a expansão da produção de biodiesel tem feito o preço da glicerina cair cada vez mais, o que tem contribuído para diminuir o custo para a produção do biossurfactante. Embora inicialmente não tenha sido desenvolvida com esse propósito, nossa pesquisa acabou sendo uma alternativa interessante para absorver o excedente cada vez maior de glicerina, que de outra forma poderia causar impacto sobre o meio ambiente", destaca.
Para viabilizar essa fermentação sem a formação de espuma em demasia durante a fabricação do produto, um contactor de membranas é usado para o controle da concentração de oxigênio dissolvido no meio. "A produção excessiva de espuma tornaria inviável a produção em larga escala, daí a necessidade de se utilizar membranas para uma forma não dispersiva de oxigenação", conclui Frederico. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)
Trata-se de um detergente biodegradável capaz de limpar as manchas de óleo, conhecido tecnicamente como biossurfactante.
"É um produto de origem microbiana, obtido a partir de fontes renováveis de carbono, que pode ser usado para reduzir a contaminação e minimizar o impacto ao meio ambiente", diz um dos coordenadores da pesquisa, Cristiano Borges, do Programa de Engenharia Química da Coppe.
Biodetergente - O estudo, realizado em parceria com a Petrobras, é o primeiro do gênero no País. "É uma pesquisa inédita, que surgiu há 10 anos por iniciativa da pesquisadora Denise Freire, do Instituto de Química, em parceria com a pesquisadora Lidia Santanna, da Petrobras", conta Borges, que participa do projeto há cinco anos.
De acordo com Kronemberger, a ideia é produzir o detergente em maior escala, na Unidade Piloto para Produção de Biossurfactantes, localizada na Coppe e inaugurada no dia 24 de julho último.
"O laboratório está produzindo cerca de 200 litros por semana do produto, à base de glicerina, mas ainda não realizamos testes em campo. Estamos avaliando a concentração necessária para a aplicação do biossurfactante na praia ou no mar", explica ele, acrescentando que esses testes devem ocorrer em 2010.
O biossurfactante é produzido a partir de um processo de fermentação aeróbia das bactérias Pseudomonas sp, que transformam fontes de carbono no detergente biodegradável. "Essas bactérias produzem naturalmente o biossurfactante porque são originárias de poços de petróleo, onde sua única maneira de sobrevivência é através do consumo das cadeias orgânicas do petróleo", conta Frederico.
A escolha da glicerina como substrato para a produção do detergente foi pautada pela relação custo e benefício. "Fizemos testes com diferentes fontes renováveis de carbono e a glicerina foi a que teve melhor resultado e menor preço, devido à facilidade de encontrá-la nas usinas produtoras de biodiesel, já que se trata de seu principal subproduto. Aliás, a expansão da produção de biodiesel tem feito o preço da glicerina cair cada vez mais, o que tem contribuído para diminuir o custo para a produção do biossurfactante. Embora inicialmente não tenha sido desenvolvida com esse propósito, nossa pesquisa acabou sendo uma alternativa interessante para absorver o excedente cada vez maior de glicerina, que de outra forma poderia causar impacto sobre o meio ambiente", destaca.
Para viabilizar essa fermentação sem a formação de espuma em demasia durante a fabricação do produto, um contactor de membranas é usado para o controle da concentração de oxigênio dissolvido no meio. "A produção excessiva de espuma tornaria inviável a produção em larga escala, daí a necessidade de se utilizar membranas para uma forma não dispersiva de oxigenação", conclui Frederico. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Motor flex diesel-gasolina bate recorde de eficiência
Um motor capaz de consumir uma mistura de dois combustíveis, qualquer que seja a proporção entre eles, está muito longe de ser uma novidade, pelo menos aqui no Brasil, onde quase a totalidade dos automóveis vendidos têm motor bicombustível, capaz de consumir etanol e gasolina.
E que tal um motor flex capaz de trabalhar com diesel e gasolina? Engenheiros da Universidade de Madison, nos Estados Unidos, afirmam que um motor bicombustível diesel-gasolina tem um aumento de eficiência de 20% e produz níveis muito inferiores de poluentes em relação aos motores diesel tradicionais.
Embora possa parecer que a adoção de combustíveis renováveis fosse uma saída melhor também para os caminhões, o fato é que o motor diesel ainda é imbatível para o transporte de cargas. Com isso, eles continuarão rodando, e poluindo bastante, por um bom tempo. Daí o interesse na solução criada pela equipe do professor Rolf Reitz.
Dois tanques separados - Em vez de misturar os dois combustíveis no tanque, como acontece nos motores bicombustível brasileiros, a técnica consiste em usar dois tanques separados de combustível e misturar diesel e gasolina no bico injetor do motor diesel, enviando para a câmara de combustão a composição precisa para o melhor funcionamento do motor em cada condição de uso.
Essa composição, segundo os testes, variou de uma mistura 50-50 (50% de diesel e 50% de gasolina) para um motor submetido a meia-carga, até uma proporção 15-85 quando o motor foi submetido à sua potência total.
Velas de ignição líquidas - Normalmente uma mistura com 85% de gasolina não seria capaz de fazer funcionar um motor diesel, porque a gasolina é menos reativa e mais difícil de queimar do que o diesel. Os engenheiros resolveram o problema utilizando o que eles descreveram como uma "mistura de resposta rápida," que mantém o diesel na proporção mínima para que o motor continue funcionando com perfeição.
"Você pode imaginar o spray de diesel na câmara de combustão como se fosse uma coleção de velas de ignição líquidas, que incendeiam as gotículas de gasolina," diz Reitz. "A nova estratégia altera as propriedades do combustível misturando-os no interior da câmara de combustão para controlar precisamente o processo de combustão, baseando-se na quantidade e momento que o diesel é injetado."
Eficiência térmica do motor - O processo funciona elevando a eficiência do motor, que passa a retirar mais energia do combustível. A temperatura de funcionamento é cerca de 40% mais baixa do que em um motor diesel convencional, o que diminui a perda de energia por meio da geração de calor.
Os melhores resultados obtidos em laboratório mostraram uma eficiência termal do motor diesel de teste de 53%, superior ao mais eficiente motor em uso atualmente, um gigantesco motor turbinado de dois tempos usado em navios, que alcança 50% de eficiência termal.
Química da combustão - Além disso, o controle preciso da mistura entre os dois combustíveis otimiza a "química da combustão," segundo Reitz, o que se traduz em menos combustível não queimado saindo pelo escapamento e menos gases poluentes.
O pesquisador afirma que, se a técnica fosse aplicada a todos os motores diesel em uso nos Estados Unidos, isso representaria uma economia de combustível de 33%.
Embora tenha sido testado apenas em motores diesel, o engenheiro afirma que a tecnologia também pode ser utilizada no sistema de injeção eletrônica dos motores a gasolina. Os motores a gasolina usados hoje têm uma eficiência termal de cerca de 25%. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)
E que tal um motor flex capaz de trabalhar com diesel e gasolina? Engenheiros da Universidade de Madison, nos Estados Unidos, afirmam que um motor bicombustível diesel-gasolina tem um aumento de eficiência de 20% e produz níveis muito inferiores de poluentes em relação aos motores diesel tradicionais.
Embora possa parecer que a adoção de combustíveis renováveis fosse uma saída melhor também para os caminhões, o fato é que o motor diesel ainda é imbatível para o transporte de cargas. Com isso, eles continuarão rodando, e poluindo bastante, por um bom tempo. Daí o interesse na solução criada pela equipe do professor Rolf Reitz.
Dois tanques separados - Em vez de misturar os dois combustíveis no tanque, como acontece nos motores bicombustível brasileiros, a técnica consiste em usar dois tanques separados de combustível e misturar diesel e gasolina no bico injetor do motor diesel, enviando para a câmara de combustão a composição precisa para o melhor funcionamento do motor em cada condição de uso.
Essa composição, segundo os testes, variou de uma mistura 50-50 (50% de diesel e 50% de gasolina) para um motor submetido a meia-carga, até uma proporção 15-85 quando o motor foi submetido à sua potência total.
Velas de ignição líquidas - Normalmente uma mistura com 85% de gasolina não seria capaz de fazer funcionar um motor diesel, porque a gasolina é menos reativa e mais difícil de queimar do que o diesel. Os engenheiros resolveram o problema utilizando o que eles descreveram como uma "mistura de resposta rápida," que mantém o diesel na proporção mínima para que o motor continue funcionando com perfeição.
"Você pode imaginar o spray de diesel na câmara de combustão como se fosse uma coleção de velas de ignição líquidas, que incendeiam as gotículas de gasolina," diz Reitz. "A nova estratégia altera as propriedades do combustível misturando-os no interior da câmara de combustão para controlar precisamente o processo de combustão, baseando-se na quantidade e momento que o diesel é injetado."
Eficiência térmica do motor - O processo funciona elevando a eficiência do motor, que passa a retirar mais energia do combustível. A temperatura de funcionamento é cerca de 40% mais baixa do que em um motor diesel convencional, o que diminui a perda de energia por meio da geração de calor.
Os melhores resultados obtidos em laboratório mostraram uma eficiência termal do motor diesel de teste de 53%, superior ao mais eficiente motor em uso atualmente, um gigantesco motor turbinado de dois tempos usado em navios, que alcança 50% de eficiência termal.
Química da combustão - Além disso, o controle preciso da mistura entre os dois combustíveis otimiza a "química da combustão," segundo Reitz, o que se traduz em menos combustível não queimado saindo pelo escapamento e menos gases poluentes.
O pesquisador afirma que, se a técnica fosse aplicada a todos os motores diesel em uso nos Estados Unidos, isso representaria uma economia de combustível de 33%.
Embora tenha sido testado apenas em motores diesel, o engenheiro afirma que a tecnologia também pode ser utilizada no sistema de injeção eletrônica dos motores a gasolina. Os motores a gasolina usados hoje têm uma eficiência termal de cerca de 25%. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
IPI zero para Biciletas
*Bicicletas para todos*
Para enfrentar a crise o Governo Federal já baixou o IPI de carros,
caminhões e de eletrodomésticos (a chamada linha branca). Nada mais justo do
que aprovar agora IPI ZERO PARA BICICLETAS, suas partes e peças. É o que
propõe o Projeto de Lei nº 166 de 2009, de autoria do senador Inácio Arruda.
* Isenção de IPI para as bicicletas significa mais trabalhadores,
estudantes e esportistas com acesso facilitado a um equipamento que:*
Preserva o ambiente, pois não polui;
Tem alta eficiência energética. Seu descolamento só depende da energia
humana;
Contribui para a saúde do usuário. É terapêutico e profilático. Restaura e
mantêm o bem estar físico e mental;
É um meio de transporte rápido para distâncias curtas. Diminui conflitos
no trânsito;
É um importante instrumento de lazer e de praticas esportivas.
[image: Total]Total de assinatuas: 7674
*Acesse:http://www.inacio.com.br/abaixo-assinado*
Para enfrentar a crise o Governo Federal já baixou o IPI de carros,
caminhões e de eletrodomésticos (a chamada linha branca). Nada mais justo do
que aprovar agora IPI ZERO PARA BICICLETAS, suas partes e peças. É o que
propõe o Projeto de Lei nº 166 de 2009, de autoria do senador Inácio Arruda.
* Isenção de IPI para as bicicletas significa mais trabalhadores,
estudantes e esportistas com acesso facilitado a um equipamento que:*
Preserva o ambiente, pois não polui;
Tem alta eficiência energética. Seu descolamento só depende da energia
humana;
Contribui para a saúde do usuário. É terapêutico e profilático. Restaura e
mantêm o bem estar físico e mental;
É um meio de transporte rápido para distâncias curtas. Diminui conflitos
no trânsito;
É um importante instrumento de lazer e de praticas esportivas.
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