segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mudanças Climáticas e Desertificação na Bahia é tema de seminário

Representantes de órgãos governamentais, pesquisadores e membros da sociedade se reúnem em Salvador na próxima terça-feira (16) para debaterem sobre os cenários, tendências e adaptações às mudanças climáticas e sua relação com o fenômeno da desertificação na Bahia e o seu impacto nos recursos hídricos.

O I Seminário sobre “Mudanças Climáticas e Desertificação na Bahia”, será realizado no Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca, pelo Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), no Auditório Paulo Jackson, na sede do órgão, no Itaigara, de 8h30 às 18h.

O seminário visa provocar uma discussão entre o poder público, a sociedade civil e os estudiosos sobre as mudanças climáticas e o processo de desertificação na Bahia; discutir a construção das políticas públicas para o tema em conjunto com as comunidades vulneráveis que vivem no semi-árido baiano e promover uma troca de experiências com diversos segmentos da sociedade civil.

O Governo da Bahia, através do INGÁ, já vem atuando no combate aos efeitos da desertificação através de diversas ações no semi árido baiano para compreender e frear os reflexos deste processo que culmina com a degradação das terras, dos solos, dos recursos hídricos, da vegetação e da biodiversidade nas zonas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas.

O órgão gestor das águas no Estado é o responsável pela Política de Adaptação às Mudanças Climáticas e o executor do Programa Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, lançado pelo Governador Jaques Wagner no Dia Mundial do Meio Ambiente.

O Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca traçará um diagnóstico socioambiental e territorial do fenômeno para subsidiar políticas públicas de prevenção convivência com o problema.

De acordo com a coordenadora socioambiental do INGÁ, Anapaula Dias, “as mudanças climáticas afetam diretamente as regiões do Estado, acelerando o processo de desertificação. Por isso, queremos discutir os dois temas juntos”, explica. Além de promover um diálogo com a sociedade, o INGÁ apresentará as ações desenvolvidas pelo órgão no Estado.

O seminário terá a presença dos mais importantes especialistas do Estado e de outras regiões do país, que apresentarão painéis e palestras sobre Mudanças Climáticas e a Desertificação: cenários, tendências e adaptações; Atividades desenvolvidas pelo CEMBA/INGÁ; Atividades da Comissão Pastoral da Terra (CPT); Políticas públicas e experiências no combate à desertificação; Apresentação das ações, atividades, projetos e políticas do CONPAM, do Ceará; Apresentação do Projeto Mata Branca: monitoramento e avaliação; A desertificação e o Estado da Bahia; Atividades do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA); e Programa Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.


Meteorologistas do país elaboram em Salvador
o prognóstico climático para os próximos três meses


Um estudo sobre os impactos das mudanças climáticas na Bahia e nos recursos hídricos nos próximos 50 anos será apresentado pelo doutor em Meteorologia e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INPE/CPTEC), Paulo Nobre, em Salvador, no dia 19, às 11h, no Auditório Paulo Jackson, do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), no Itaigara.

A apresentação se dará junto com a divulgação do prognóstico climático da região Nordeste do país para os meses de julho, agosto e setembro, com a tendência do comportamento das chuvas para os próximos três meses, no dia 19, às 12h.

Paulo Nobre proferirá palestra sobre “Mudanças Climáticas e Desertificação: os desafios para o Estado brasileiro”, e uma oficina para detecção dos índices de mudanças climáticas para os meteorologistas na abertura da reunião, às 9h do dia 17.

O prognóstico climático será elaborado pelos meteorologistas dos centros estaduais de meteorologia do nordeste do país durante a VII Reunião de Análise e Previsão Climática para a Região Nordeste do Brasil, entre a quarta (17) e a sexta-feira (19), no INGÁ. Nessa reunião, serão avaliados os comportamentos das chuvas e dos reservatórios de outubro de 2008 a maio de 2009 em cada Estado do Nordeste. Serão avaliadas também as condições atmosféricas e oceânicas ocorridas durante o ano e sua influência na precipitação sobre a região, além da elaboração da tendência climática para o trimestre julho a setembro.

Paulo Nobre é um dos principais idealizadores dos Centros Estaduais de Meteorologia do país e coordenou por vários anos o Programa de Monitoramento de Tempo, Clima e Recursos Hídricos do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O Centro Estadual de Meteorologia da Bahia (Cemba) faz parte do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), autarquia da secretaria do Meio Ambiente (Sema), e realiza diariamente a previsão de tempo e clima para todo o Estado. As informações podem ser acessadas em www.inga.ba.gov.br/cemba.

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