Cerca de 400 trabalhadores rurais do MST liberaram a passagem na praça de pedágio da BR-116, no município de Correa Pinto (região das Lajes), em protesto pela Reforma Agrária e contra as mudanças no código ambiental em Santa Catarina, nesta sexta-feira (17/4). A ato começou às 9h e terminou por volta das 16h.
A ação faz parta da Jornada de Lutas do MST, que faz ações em todo o país em memória aos 19 mortos no Massacre de Eldorado de Carajás. "Defendemos a realização da Reforma Agrária e estamos contra a flexibilização da legislação ambiental no estado", afirma Andréia Borges, integrante da coordenação nacional do MST.
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou neste mês um projeto que diminui a área de preservação ao longo de rios e cursos de água no Estado. A proposta recebeu críticas de ambientalistas e do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que entendem que a nova regulamentação põe em risco matas ciliares e pode contribuir para enchentes e soterramentos.
"A mudança no código é apoiada e sustentada pelo agronegócio, que quer fazer do nosso estado um laboratório para todo o país. Isso causará um desastre ambiental sem precedentes", avalia Andréia.
Os manifestantes protestam também contra a privatização das rodovias no estado. "A população está apoiando o nosso protesto, porque essa é a primeira praça de pedágio em Santa Catarina", comenta.
O pedágio fica na região do assentamento Pátria Livre e terá um impacto negativo para os pequenos agricultores. "Os pedágios são um dos principais entraves para a pequena agricultura. Encarecem a distribuição dos produtos agrícolas, prejudicando camponeses e os consumidores nas cidades", explica.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Animais silvestres morrem durante obras do Rodoanel
Mais de cem animais silvestres já morreram desde o início das obras
de construção do Trecho Sul do Rodoanel em áreas de mata atlântica,
em São Paulo. Parte era de espécies ameaçadas de extinção. São
veados catingueiros, macacos bugios, preguiças de três dedos,
lagartos teiús, gambás, cobras, corujas orelhudas e várias outras
espécies que deveriam passar por manejo cuidadoso, mas tiveram
ferimentos graves ou sofreram estresse profundo - que resultaram em
óbito.
De 137 animais enviados para recuperação em parques e clínicas
veterinárias, 105 não resistiram. Outros 371 bichos foram devolvidos
para a mata sem apresentar problemas, segundo dados da
Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa do governo do
Estado que administra a obra. Os mortos, contudo, representam 21,9%
dos que passaram pelas mãos dos técnicos da Dersa. Os animais
encontrados nas áreas desmatadas que precisam receber atendimento
veterinário são levados pela Dersa para parques ou encaminhados ao
Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave), da Secretaria
Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.
Pela gravidade dos ferimentos de muitos deles, a Polícia Ambiental
às vezes também os encaminha para veterinários particulares ou para
um santuário localizado em Cotia, na zona oeste da Região
Metropolitana de São Paulo, no sentido oposto das obras do Trecho
Sul. Pesquisador das interferências da ação humana no Parque
Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente, o professor da Unesp Dênis
Abessa acredita que manter animais silvestres em más condições
caracteriza um crime ambiental. "A alta taxa de morte dos animais
remanejados no Rodoanel indica algum problema na coleta, no
transporte ou nos momentos seguintes dessas operações", afirma.
*Culpa*
O gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa,
descarta qualquer tipo de crime ecológico nas obras do Trecho Sul do
Rodoanel e afirma que a empresa está preparada para executar o
projeto de manejo de animais silvestres. Para ele, a culpa pelas
mortes é da natureza e o empreendimento deve ser isentado de
qualquer ação de imperícia ou negligência. "Os animais receberam o
tratamento adequado. A natureza é a responsável pelas mortes, jamais
o empreendimento (o Rodoanel)", alegou. As informações são do jornal
*O Estado de S. Paulo.*
de construção do Trecho Sul do Rodoanel em áreas de mata atlântica,
em São Paulo. Parte era de espécies ameaçadas de extinção. São
veados catingueiros, macacos bugios, preguiças de três dedos,
lagartos teiús, gambás, cobras, corujas orelhudas e várias outras
espécies que deveriam passar por manejo cuidadoso, mas tiveram
ferimentos graves ou sofreram estresse profundo - que resultaram em
óbito.
De 137 animais enviados para recuperação em parques e clínicas
veterinárias, 105 não resistiram. Outros 371 bichos foram devolvidos
para a mata sem apresentar problemas, segundo dados da
Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa do governo do
Estado que administra a obra. Os mortos, contudo, representam 21,9%
dos que passaram pelas mãos dos técnicos da Dersa. Os animais
encontrados nas áreas desmatadas que precisam receber atendimento
veterinário são levados pela Dersa para parques ou encaminhados ao
Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave), da Secretaria
Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.
Pela gravidade dos ferimentos de muitos deles, a Polícia Ambiental
às vezes também os encaminha para veterinários particulares ou para
um santuário localizado em Cotia, na zona oeste da Região
Metropolitana de São Paulo, no sentido oposto das obras do Trecho
Sul. Pesquisador das interferências da ação humana no Parque
Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente, o professor da Unesp Dênis
Abessa acredita que manter animais silvestres em más condições
caracteriza um crime ambiental. "A alta taxa de morte dos animais
remanejados no Rodoanel indica algum problema na coleta, no
transporte ou nos momentos seguintes dessas operações", afirma.
*Culpa*
O gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa,
descarta qualquer tipo de crime ecológico nas obras do Trecho Sul do
Rodoanel e afirma que a empresa está preparada para executar o
projeto de manejo de animais silvestres. Para ele, a culpa pelas
mortes é da natureza e o empreendimento deve ser isentado de
qualquer ação de imperícia ou negligência. "Os animais receberam o
tratamento adequado. A natureza é a responsável pelas mortes, jamais
o empreendimento (o Rodoanel)", alegou. As informações são do jornal
*O Estado de S. Paulo.*
Decisão ambiental passa quase despercebida
Passou praticamente despercebida uma decisão fundamental para o futuro das florestas. Num intervalo entre as reuniões do G-20 sobre como resgatar o mundo da crise econômica, os líderes acertaram, por consenso, que devem destinar de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões ao ano para preservar as florestas tropicais e que não é preciso esperar o novo acordo climático, previsto para o fim do ano, para montar esta arquitetura.
Um grupo de trabalho deve apresentar um rascunho de como fazer isso em julho, na próxima reunião do G-8. "Foi a mais importante reunião de alto nível sobre florestas da história", celebrava ontem, em Cuiabá, Tasso Azevedo, o chefe do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente, chegando diretamente de Londres para o encontro do Katoomba, a reunião de 1,2 mil cientistas, ambientalistas e políticos interessados em viabilizar o pagamento por serviços ambientais. Na reunião de Londres, que seguiu a proposta do grupo do príncipe Charles sobre proteção das florestas, estavam o chanceler Celso Amorim, Angela Merkel, Taro Aso, Hillary Clinton e Nicolas Sarkozy, entre outros.
Quando as negociações internacionais de clima fecharem, possivelmente em dezembro, no encontro de Copenhague, Azevedo acredita que existirá uma espécie de conta-carbono nacional, para cada país com florestas. É sobre este número que irão se basear doações a mecanismos como o Fundo Amazônia ou projetos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). A regra sobre como estes recursos serão utilizados ficará a cargo de cada país.
A expectativa de Azevedo é que o Fundo Amazônia, que já conta com US$ 110 milhões da Noruega (com perspectiva de chegar a US$ 1 bilhão até 2015) possa ter US$ 300 milhões ao ano com o ingresso de mais "dois parceiros". Um deles, já se sabe, é a Alemanha. Há 25 consultas de REDD no BNDES neste momento, disse ele, que nos próximos dias assume o cargo de assessor especial do ministro Carlos Minc para REDD e Fundo Amazônia.
A coisa nem bem começou e já dá atritos entre governo federal e os governos da Amazônia. Na quarta-feira, a governadora Ana Julia Carepa, do Pará, o governador Arnóbio Marques, do Acre e Eduardo Braga, do Amazonas, disseram temer que a centralização dos recursos no governo federal burocratize o processo e o dinheiro não chegue na ponta.
Segundo Azevedo, a distribuição da verba do Fundo Amazônia atenderá a critérios como a sintonia do projeto com o Plano Nacional de Mudança Climática. Lugares que já desmataram muito e hoje se esforçam para reduzir a taxa não podem ser mais premiados que Estados que não desmataram quase nada, como é o caso do Amazonas, que têm 98% de sua cobertura florestal original. "Projetos com certificação CFC pode ser um bom critério que ali há preocupação com desenvolvimento sustentável e se está evitando emissões, e receber recursos do Fundo Amazônia", adiantou.
Se a discussão de como proteger as florestas começa a deslanchar no mundo, em casa, os problemas podem estar começando. O Ministério do Meio Ambiente sofreu um corte no orçamento de 43% (uma redução de cerca de R$ 481 milhões). Parece ainda mais difícil para o governo federal manter as ações de combate ao desmatamento e atingir as metas de corte de emissões a que se comprometeu no Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Pelas suas próprias regras, não poderá recorrer ao Fundo Amazônia para cobrir as ações que deixará de fazer.
Um grupo de trabalho deve apresentar um rascunho de como fazer isso em julho, na próxima reunião do G-8. "Foi a mais importante reunião de alto nível sobre florestas da história", celebrava ontem, em Cuiabá, Tasso Azevedo, o chefe do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente, chegando diretamente de Londres para o encontro do Katoomba, a reunião de 1,2 mil cientistas, ambientalistas e políticos interessados em viabilizar o pagamento por serviços ambientais. Na reunião de Londres, que seguiu a proposta do grupo do príncipe Charles sobre proteção das florestas, estavam o chanceler Celso Amorim, Angela Merkel, Taro Aso, Hillary Clinton e Nicolas Sarkozy, entre outros.
Quando as negociações internacionais de clima fecharem, possivelmente em dezembro, no encontro de Copenhague, Azevedo acredita que existirá uma espécie de conta-carbono nacional, para cada país com florestas. É sobre este número que irão se basear doações a mecanismos como o Fundo Amazônia ou projetos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). A regra sobre como estes recursos serão utilizados ficará a cargo de cada país.
A expectativa de Azevedo é que o Fundo Amazônia, que já conta com US$ 110 milhões da Noruega (com perspectiva de chegar a US$ 1 bilhão até 2015) possa ter US$ 300 milhões ao ano com o ingresso de mais "dois parceiros". Um deles, já se sabe, é a Alemanha. Há 25 consultas de REDD no BNDES neste momento, disse ele, que nos próximos dias assume o cargo de assessor especial do ministro Carlos Minc para REDD e Fundo Amazônia.
A coisa nem bem começou e já dá atritos entre governo federal e os governos da Amazônia. Na quarta-feira, a governadora Ana Julia Carepa, do Pará, o governador Arnóbio Marques, do Acre e Eduardo Braga, do Amazonas, disseram temer que a centralização dos recursos no governo federal burocratize o processo e o dinheiro não chegue na ponta.
Segundo Azevedo, a distribuição da verba do Fundo Amazônia atenderá a critérios como a sintonia do projeto com o Plano Nacional de Mudança Climática. Lugares que já desmataram muito e hoje se esforçam para reduzir a taxa não podem ser mais premiados que Estados que não desmataram quase nada, como é o caso do Amazonas, que têm 98% de sua cobertura florestal original. "Projetos com certificação CFC pode ser um bom critério que ali há preocupação com desenvolvimento sustentável e se está evitando emissões, e receber recursos do Fundo Amazônia", adiantou.
Se a discussão de como proteger as florestas começa a deslanchar no mundo, em casa, os problemas podem estar começando. O Ministério do Meio Ambiente sofreu um corte no orçamento de 43% (uma redução de cerca de R$ 481 milhões). Parece ainda mais difícil para o governo federal manter as ações de combate ao desmatamento e atingir as metas de corte de emissões a que se comprometeu no Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Pelas suas próprias regras, não poderá recorrer ao Fundo Amazônia para cobrir as ações que deixará de fazer.
sábado, 4 de abril de 2009
Nova usina de biodiesel da Petrobras vai aumentar a produção do combustível no país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura na próxima segunda-feira (6) a terceira usina de biodiesel da Petrobras, no município mineiro de Montes Claros. As primeiras unidades foram inauguradas em Candeias (BA) e Quixadá (CE). A cidade foi escolhida para sediar a usina devido à sua “excelente logística rodoviária e ferroviária”, disse na sexta-feira (3) o presidente da Petrobras Biocombustível, Alan Kardec, durante coletiva na cidade mineira.
Kardec informou que a capacidade de processamento da nova usina, batizada com o nome do educador Darcy Ribeiro, deverá ser ampliada dos atuais 57 milhões de litros de biodiesel anuais para 80 milhões de litros/ano até 2013.
Segundo ele, o aumento da capacidade instalada atingirá também a usina de Quixadá e será efetuado de forma gradual, a partir de ajustes que serão realizados no processamento. “Com esses ajustes, vamos aumentar a receita e reduzir o custo operacional”, disse.
Também a usina de Candeias passará por um processo de ampliação de capacidade, que deverá atingir 114 milhões de litros/ano em 2013. A construção da nova usina envolveu investimentos de R$ 95 milhões. Sua capacidade de produção corresponde a 33% da necessidade de consumo de B3 de Minas Gerais.
O B3 é a adição de 3% de biodiesel ao diesel. O funcionamento da unidade foi iniciado em janeiro deste ano. Kardec disse que já foram produzidos até agora três milhões de litros de biodiesel. No leilão realizado em março passado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a usina vendeu a sua produção para a entrega prevista nos próximos três meses.
A usina possui um grande diferencial, que é o elevado sistema de automação, afirmou Alan Kardec. “Ela possui 3.500 pontos de controle, que nos permitem acompanhar em tempo real todas as fases do processamento, até a saída do caminhão carregando biodiesel”.
Para o presidente da Petrobras Biocombustível, “o Brasil está à frente do mundo na questão do biodiesel, que ajuda na redução do aquecimento global e, conseqüentemente, na preservação da vida. É uma questão de vida”.
A estatal quer firmar contratos de cinco anos de duração visando estimular o desenvolvimento sustentável dos pequenos agricultores e gerar emprego e renda no campo. “No caso especial de Montes Claros, há uma meta nossa de atingir 20 mil agricultores familiares. Já temos contratados 8.200 agricultores familiares”, afirmou.
Os pequenos produtores rurais vão garantir o suprimento de matéria-prima para a Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, destacou Kardec. Foram distribuídas 100 toneladas de sementes de mamona e girassol aos agricultores.
A empresa está em negociações com o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) com o objetivo de agilizar o acesso dos agricultores rurais ao crédito de custo agrícola. O Plano Estratégico da Petrobras para o período 2009/2013 destina à Petrobras Biocombustível US$ 2,4 bilhões. (Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil)
Kardec informou que a capacidade de processamento da nova usina, batizada com o nome do educador Darcy Ribeiro, deverá ser ampliada dos atuais 57 milhões de litros de biodiesel anuais para 80 milhões de litros/ano até 2013.
Segundo ele, o aumento da capacidade instalada atingirá também a usina de Quixadá e será efetuado de forma gradual, a partir de ajustes que serão realizados no processamento. “Com esses ajustes, vamos aumentar a receita e reduzir o custo operacional”, disse.
Também a usina de Candeias passará por um processo de ampliação de capacidade, que deverá atingir 114 milhões de litros/ano em 2013. A construção da nova usina envolveu investimentos de R$ 95 milhões. Sua capacidade de produção corresponde a 33% da necessidade de consumo de B3 de Minas Gerais.
O B3 é a adição de 3% de biodiesel ao diesel. O funcionamento da unidade foi iniciado em janeiro deste ano. Kardec disse que já foram produzidos até agora três milhões de litros de biodiesel. No leilão realizado em março passado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a usina vendeu a sua produção para a entrega prevista nos próximos três meses.
A usina possui um grande diferencial, que é o elevado sistema de automação, afirmou Alan Kardec. “Ela possui 3.500 pontos de controle, que nos permitem acompanhar em tempo real todas as fases do processamento, até a saída do caminhão carregando biodiesel”.
Para o presidente da Petrobras Biocombustível, “o Brasil está à frente do mundo na questão do biodiesel, que ajuda na redução do aquecimento global e, conseqüentemente, na preservação da vida. É uma questão de vida”.
A estatal quer firmar contratos de cinco anos de duração visando estimular o desenvolvimento sustentável dos pequenos agricultores e gerar emprego e renda no campo. “No caso especial de Montes Claros, há uma meta nossa de atingir 20 mil agricultores familiares. Já temos contratados 8.200 agricultores familiares”, afirmou.
Os pequenos produtores rurais vão garantir o suprimento de matéria-prima para a Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, destacou Kardec. Foram distribuídas 100 toneladas de sementes de mamona e girassol aos agricultores.
A empresa está em negociações com o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) com o objetivo de agilizar o acesso dos agricultores rurais ao crédito de custo agrícola. O Plano Estratégico da Petrobras para o período 2009/2013 destina à Petrobras Biocombustível US$ 2,4 bilhões. (Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil)
Carbono de florestas esbarra em caos fundiário
Metade da área total de florestas ameaçadas da Amazônia Legal reúne condições para viabilizar economicamente mecanismos de compensação ambiental. Mas essa metade tem apenas 25% de suas áreas em situação fundiária que pode ser considerada regular.
Os números constam do livro "Pagamento por Serviços Ambientais: Perspectivas para a Amazônia Legal", lançado pelo Ministério do Meio Ambiente e apresentado ontem durante o evento ambiental Katoomba Meeting, em Cuiabá.
Segundo o estudo, 53% das áreas em risco de desmatamento - e, portanto, prioritárias para o chamado PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) - estão em terras com "pouca ou nenhuma informação a respeito da situação fundiária", o que impõe uma barreira à iniciativa que prevê compensar financeiramente os proprietários de áreas preservadas.
O trabalho foi coordenado pelo pesquisador Sven Wunder, do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor), com sede na Indonésia.
À Folha, ele disse que, apesar dos esforços governamentais, a situação fundiária amazônica ainda é "bastante caótica".
"Os limites não estão muito claros. Há municípios amazônicos que têm donos para 200% das terras, por exemplo, por conta de títulos sobrepostos. E o fato é que você só pode fazer o pagamento por serviço ambiental em áreas onde você sabe quem é dono", disse.
Identificar os donos legítimos das terras da região, disse o pesquisador, é apenas o primeiro passo. "Além de ser dono, é preciso saber se é um dono ausente. Neste caso, pagar a ele não seria bom negócio para quem quer comprar carbono."
Na quinta-feira (2) pela manhã, a principal discussão do evento tratou do Fundo Amazônia. O Estado do Pará endossou a posição do Amazonas sobre a necessidade de descentralizar o acesso aos mercados de carbono.
Já Mauro Pires, do Ministério do Meio Ambiente, defendeu a necessidade de um posicionamento único, nacional. E adiantou que já está na Casa Civil um projeto do executivo que regulamenta o PSA no país - prevendo, inclusive, que o governo pague por esses serviços. (Fonte: Rodrigo Vargas/ Folha Online)
Os números constam do livro "Pagamento por Serviços Ambientais: Perspectivas para a Amazônia Legal", lançado pelo Ministério do Meio Ambiente e apresentado ontem durante o evento ambiental Katoomba Meeting, em Cuiabá.
Segundo o estudo, 53% das áreas em risco de desmatamento - e, portanto, prioritárias para o chamado PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) - estão em terras com "pouca ou nenhuma informação a respeito da situação fundiária", o que impõe uma barreira à iniciativa que prevê compensar financeiramente os proprietários de áreas preservadas.
O trabalho foi coordenado pelo pesquisador Sven Wunder, do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor), com sede na Indonésia.
À Folha, ele disse que, apesar dos esforços governamentais, a situação fundiária amazônica ainda é "bastante caótica".
"Os limites não estão muito claros. Há municípios amazônicos que têm donos para 200% das terras, por exemplo, por conta de títulos sobrepostos. E o fato é que você só pode fazer o pagamento por serviço ambiental em áreas onde você sabe quem é dono", disse.
Identificar os donos legítimos das terras da região, disse o pesquisador, é apenas o primeiro passo. "Além de ser dono, é preciso saber se é um dono ausente. Neste caso, pagar a ele não seria bom negócio para quem quer comprar carbono."
Na quinta-feira (2) pela manhã, a principal discussão do evento tratou do Fundo Amazônia. O Estado do Pará endossou a posição do Amazonas sobre a necessidade de descentralizar o acesso aos mercados de carbono.
Já Mauro Pires, do Ministério do Meio Ambiente, defendeu a necessidade de um posicionamento único, nacional. E adiantou que já está na Casa Civil um projeto do executivo que regulamenta o PSA no país - prevendo, inclusive, que o governo pague por esses serviços. (Fonte: Rodrigo Vargas/ Folha Online)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ativistas do Greenpeace no vão principal da ponte Rio-Niterói para enviar mensagem ao G20: "Líderes mundiais: o clima e as pessoas em primeiro lugar"
Rio de janeiro, RJ — Para o Greenpeace, líderes mundiais precisam adotar medidas sustentáveis para salvar a economia e o planeta “ao-mesmo-tempo-agora”
Os líderes dos G20, o grupo dos 20 países mais ricos do mundo, se reúnem em Londres hoje para discutir a crise financeira global. No entanto, esta não é a única – e nem a mais importante – crise a assombrar o planeta. Só que, pior do que não falar, é não fazer nada para combater as mudanças climáticas. “O G20 têm uma oportunidade única de resolver a crise econômica e a crise climática simultaneamente: basta investir na construção de uma economia sem carbono”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia, no Rio de Janeiro
Trinta ativistas abriram hoje uma faixa de 50m x 30m no vão principal da ponte Rio-Niterói para enviar uma mensagem clara ao G20: “Líderes mundiais: o clima e as pessoas em primeiro lugar”.
Para o Greenpeace, as nações do G20 devem comprometer pelo menos 1% de seu PIB em medidas econômicas sustentáveis, além de abandonarem os subsídios e outros incentivos econômicos que contribuem com as mudanças climáticas. Os demais países devem fazer tudo o que tiver ao seu alcance para sair do modelo de desenvolvimento baseado em carbono por um futuro de energias renováveis. Além de reduzir emissões, tais iniciativas vão fortalecer os esforços em direção a um acordo global forte e efetivo na Convenção de Clima que acontece em Copenhague, em dezembro.
Os líderes dos G20, o grupo dos 20 países mais ricos do mundo, se reúnem em Londres hoje para discutir a crise financeira global. No entanto, esta não é a única – e nem a mais importante – crise a assombrar o planeta. Só que, pior do que não falar, é não fazer nada para combater as mudanças climáticas. “O G20 têm uma oportunidade única de resolver a crise econômica e a crise climática simultaneamente: basta investir na construção de uma economia sem carbono”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia, no Rio de Janeiro
Trinta ativistas abriram hoje uma faixa de 50m x 30m no vão principal da ponte Rio-Niterói para enviar uma mensagem clara ao G20: “Líderes mundiais: o clima e as pessoas em primeiro lugar”.
Para o Greenpeace, as nações do G20 devem comprometer pelo menos 1% de seu PIB em medidas econômicas sustentáveis, além de abandonarem os subsídios e outros incentivos econômicos que contribuem com as mudanças climáticas. Os demais países devem fazer tudo o que tiver ao seu alcance para sair do modelo de desenvolvimento baseado em carbono por um futuro de energias renováveis. Além de reduzir emissões, tais iniciativas vão fortalecer os esforços em direção a um acordo global forte e efetivo na Convenção de Clima que acontece em Copenhague, em dezembro.
quinta-feira, 26 de março de 2009
A HORA DO PLANETA
A Hora do Planeta, como é chamado o protesto que irá acontecer no dia 28 de março, mais de 50 milhões de pessoas em 400 cidades de 35 países ficarão no escuro. Símbolos nacionais como Coliseu, Golden Gate, terão as luzes apagadas.
" É uma volta às trevas para relembrar o quão longe fomos"
Um ato simbólico, participe no dia 28/03/09 às 20:30 h milhões de pessoas apagarão as luzes de suas casas e ficarão no escuro por 1 hora.
Eu me importo! é por achar atitudes como estas poucas que chegamos ao aquecimento global e a responsabilidade de 75% da emissões, devido ao consumo irresponsável dos cidadãos e ao desmatamento.
Acesse : www.horadoplaneta.org.br.
" É uma volta às trevas para relembrar o quão longe fomos"
Um ato simbólico, participe no dia 28/03/09 às 20:30 h milhões de pessoas apagarão as luzes de suas casas e ficarão no escuro por 1 hora.
Eu me importo! é por achar atitudes como estas poucas que chegamos ao aquecimento global e a responsabilidade de 75% da emissões, devido ao consumo irresponsável dos cidadãos e ao desmatamento.
Acesse : www.horadoplaneta.org.br.
Sérgio Cabral assinou o decreto que regulamenta a Lei nº 5.131
Apesar de ajudar a reduzir o gasto de energia elétrica, as
lâmpadas fluorescentes, quando descartadas de forma inadequada, são
altamente nocivas ao meio ambiente e à saúde humana. O Diário Oficial
do Estado do RJ, do dia 18/03/2009, publicou o decreto que regulamenta
a Lei n° 5.131, que começou a vigorar e estabelece as normas de
descarte desse insumo.
Fabricantes, distribuidores, importadores, revendedores e
comerciantes de lâmpadas fluorescentes do Estado do Rio de Janeiro
ficam obrigados a disponibilizar recipientes adequados para o produto
e providenciar o descarte em local apropriado ou enviá-los para
reciclagem.
Para evitar que sejam confundidas, as embalagens de lâmpadas
usadas devem ser identificadas. O produto deverá ser mantido intacto
de forma a evitar vazamento de substâncias tóxicas até o descarte.
Não deverão ser introduzidos pinos de contato elétrico nas
lâmpadas para evitar vazamento de mercúrio.
O transporte de lâmpadas fluorescentes tipo tubo deverá ser feito
em recipiente adequado de metálico ou de madeira. As lâmpadas tipo
bulbo ou circulares (de vapor de mercúrio, vapor de sódio, luz mista
ou similar) poderá ser feito em tambores.
As empresas públicas ou privadas, concessionárias de energia e
empresas de iluminação usuárias de lâmpadas fluorescentes que contém
mercúrio ficam obrigadas a adotas as medidas de segurança para o
descarte do material.
Os estabelecimentos que servirão de pontos de coleta deverão
afixar, em locais visíveis e de modo explícito, informações para
alertar e conscientizar o usuário sobre a importância e a necessidade
do descarte correto das lâmpadas para evitar a contaminação do meio
ambiente e garantir a proteção da saúde humana.
Os estabelecimentos poderão desenvolver um programa de educação
ambiental para conscientizar os funcionários quanto aos cuidados que
devem ser tomados no manuseio do produto, sobretudo se a lâmpada
estiver quebrada.
Em caso de quebra acidental, o local deverá ser aspirado e os
cacos coletados e depositados em embalagem estanque, de preferência
lacrada, a fim de evitar a evaporação do mercúrio liberado. O operário
responsável pela limpeza do local deverá usar equipamento de segurança
apropriado.
O Instituto Estadual de Ambiente - INEA - é órgão competente para
exercer o poder de polícia administrativa, fiscalizando o cumprimento
das determinações do decreto e aplicando as multas previstas.
Fonte: http://www.odebateon.com.br/2008/noticias/noticia.php?id=8006
lâmpadas fluorescentes, quando descartadas de forma inadequada, são
altamente nocivas ao meio ambiente e à saúde humana. O Diário Oficial
do Estado do RJ, do dia 18/03/2009, publicou o decreto que regulamenta
a Lei n° 5.131, que começou a vigorar e estabelece as normas de
descarte desse insumo.
Fabricantes, distribuidores, importadores, revendedores e
comerciantes de lâmpadas fluorescentes do Estado do Rio de Janeiro
ficam obrigados a disponibilizar recipientes adequados para o produto
e providenciar o descarte em local apropriado ou enviá-los para
reciclagem.
Para evitar que sejam confundidas, as embalagens de lâmpadas
usadas devem ser identificadas. O produto deverá ser mantido intacto
de forma a evitar vazamento de substâncias tóxicas até o descarte.
Não deverão ser introduzidos pinos de contato elétrico nas
lâmpadas para evitar vazamento de mercúrio.
O transporte de lâmpadas fluorescentes tipo tubo deverá ser feito
em recipiente adequado de metálico ou de madeira. As lâmpadas tipo
bulbo ou circulares (de vapor de mercúrio, vapor de sódio, luz mista
ou similar) poderá ser feito em tambores.
As empresas públicas ou privadas, concessionárias de energia e
empresas de iluminação usuárias de lâmpadas fluorescentes que contém
mercúrio ficam obrigadas a adotas as medidas de segurança para o
descarte do material.
Os estabelecimentos que servirão de pontos de coleta deverão
afixar, em locais visíveis e de modo explícito, informações para
alertar e conscientizar o usuário sobre a importância e a necessidade
do descarte correto das lâmpadas para evitar a contaminação do meio
ambiente e garantir a proteção da saúde humana.
Os estabelecimentos poderão desenvolver um programa de educação
ambiental para conscientizar os funcionários quanto aos cuidados que
devem ser tomados no manuseio do produto, sobretudo se a lâmpada
estiver quebrada.
Em caso de quebra acidental, o local deverá ser aspirado e os
cacos coletados e depositados em embalagem estanque, de preferência
lacrada, a fim de evitar a evaporação do mercúrio liberado. O operário
responsável pela limpeza do local deverá usar equipamento de segurança
apropriado.
O Instituto Estadual de Ambiente - INEA - é órgão competente para
exercer o poder de polícia administrativa, fiscalizando o cumprimento
das determinações do decreto e aplicando as multas previstas.
Fonte: http://www.odebateon.com.br/2008/noticias/noticia.php?id=8006
quarta-feira, 25 de março de 2009
QUALIDADE DO SOLO
A tese de mestrado de Fernanda Ribeiro de Andrade Oliveira defendida em dezembro
de 2008 sob a orientação do pesquisador Pedro Valarini, da Embrapa Meio Ambiente
(Jaguariúna, SP) no Curso de Agroecologia e Desenvolvimento Rural na
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar (Campus Araras, SP) em parceria com
a Embrapa Meio Ambiente, comprovou que a avaliação da qualidade do solo permite
aos produtores direcionar técnicas agrícolas para melhorias constantes, além de
estabelecer e manter produtividades adequadas ao equilíbrio de um sistema
auto-sustentável.
O trabalho avaliou o impacto ambiental das atividades rurais através do sistema
APOIA-NovoRural - Avaliação Ponderada de Impacto Ambiental de Atividades do
Novo Rural, desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente Geraldo
Stachetti Rodrigues e Clayton Campanhola em 2003, além da influência de
diferentes sistemas de produção de cana-de-açúcar na qualidade do solo, através
de atributos físicos, químicos e bioquímicos.
Fernanda explica que selecionou seis propriedades de cultivo de cana-de-açúcar
para produção de cachaça em Piracicaba, Socorro, Jaguariúna,Holambra e Ribeirão
Preto, no Estado de São Paulo. Em cada propriedade estudou-se dois tratamentos:
solo cultivado com cana-de-açúcar sob sistema orgânico ou convencional e solo
sob mata nativa, tomado como referência.
"O APOIA-NovoRural indicou desempenho ambiental 17% superior no sistema orgânico
em relação ao convencional, destacando-se as características da ecologia da
paisagem (relação do estabelecimento rural com o meio ambiente natural e os
possíveis efeitos da atividade rural sobre o estado de conservação dos
habitats) e gestão e administração das propriedades (relação do estabelecimento
com os mercados externos)".
Os resultados da pesquisa mostraram também que a maioria dos atributos indicou
que o manejo realizado nas áreas sob cultivo orgânico contribuiu para a
manutenção da qualidade do solo. Entre eles, os parâmetros estabilidade de
agregados (Ea), matéria orgânica (MO), desidrogenase (Des), polissacarídeo
(Poli) e biomassa microbiana (Bm) destacam-se como sensíveis para indicar
modificações no ecossistema.
"Os valores isolados não servem como indicadores precisos e confiáveis das
condições do solo, no entanto, quando avaliados em conjunto, via Análise de
Componentes Principais (ACP), mostram-se sensíveis para captar as alterações
ocorridas no ambiente devido às diferentes formas de uso do solo. Assim, os
atributos selecionados podem fornecer subsídios para o planejamento do uso
correto da terra", diz a aluna.
Para Pedro Valarini, orientador do trabalho, esse melhor desempenho do manejo
orgânico em relação ao convencional, tanto na qualidade dos solos, como no
manejo das propriedades como um todo, é justificado pelas práticas adotadas na
propriedade - a melhor conservação dos recursos naturais, ou seja a proteção
das fontes de água, utilização de práticas conservacionistas do solo com adubos
verdes nas entresafras, cultivo mínimo do solo, manutenção da cobertura do solo,
plantio em curvas de nível, aproveitamento das plantas voluntárias como
cobertura e incremento da biodiversidade do solo e da propriedade com a
manutenção das matas como Reserva Legal, das áreas de proteção permanentes -
APPs (morros e encostas, fontes de água), barreiras com cerca viva e cultivos
consorciados
de 2008 sob a orientação do pesquisador Pedro Valarini, da Embrapa Meio Ambiente
(Jaguariúna, SP) no Curso de Agroecologia e Desenvolvimento Rural na
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar (Campus Araras, SP) em parceria com
a Embrapa Meio Ambiente, comprovou que a avaliação da qualidade do solo permite
aos produtores direcionar técnicas agrícolas para melhorias constantes, além de
estabelecer e manter produtividades adequadas ao equilíbrio de um sistema
auto-sustentável.
O trabalho avaliou o impacto ambiental das atividades rurais através do sistema
APOIA-NovoRural - Avaliação Ponderada de Impacto Ambiental de Atividades do
Novo Rural, desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente Geraldo
Stachetti Rodrigues e Clayton Campanhola em 2003, além da influência de
diferentes sistemas de produção de cana-de-açúcar na qualidade do solo, através
de atributos físicos, químicos e bioquímicos.
Fernanda explica que selecionou seis propriedades de cultivo de cana-de-açúcar
para produção de cachaça em Piracicaba, Socorro, Jaguariúna,Holambra e Ribeirão
Preto, no Estado de São Paulo. Em cada propriedade estudou-se dois tratamentos:
solo cultivado com cana-de-açúcar sob sistema orgânico ou convencional e solo
sob mata nativa, tomado como referência.
"O APOIA-NovoRural indicou desempenho ambiental 17% superior no sistema orgânico
em relação ao convencional, destacando-se as características da ecologia da
paisagem (relação do estabelecimento rural com o meio ambiente natural e os
possíveis efeitos da atividade rural sobre o estado de conservação dos
habitats) e gestão e administração das propriedades (relação do estabelecimento
com os mercados externos)".
Os resultados da pesquisa mostraram também que a maioria dos atributos indicou
que o manejo realizado nas áreas sob cultivo orgânico contribuiu para a
manutenção da qualidade do solo. Entre eles, os parâmetros estabilidade de
agregados (Ea), matéria orgânica (MO), desidrogenase (Des), polissacarídeo
(Poli) e biomassa microbiana (Bm) destacam-se como sensíveis para indicar
modificações no ecossistema.
"Os valores isolados não servem como indicadores precisos e confiáveis das
condições do solo, no entanto, quando avaliados em conjunto, via Análise de
Componentes Principais (ACP), mostram-se sensíveis para captar as alterações
ocorridas no ambiente devido às diferentes formas de uso do solo. Assim, os
atributos selecionados podem fornecer subsídios para o planejamento do uso
correto da terra", diz a aluna.
Para Pedro Valarini, orientador do trabalho, esse melhor desempenho do manejo
orgânico em relação ao convencional, tanto na qualidade dos solos, como no
manejo das propriedades como um todo, é justificado pelas práticas adotadas na
propriedade - a melhor conservação dos recursos naturais, ou seja a proteção
das fontes de água, utilização de práticas conservacionistas do solo com adubos
verdes nas entresafras, cultivo mínimo do solo, manutenção da cobertura do solo,
plantio em curvas de nível, aproveitamento das plantas voluntárias como
cobertura e incremento da biodiversidade do solo e da propriedade com a
manutenção das matas como Reserva Legal, das áreas de proteção permanentes -
APPs (morros e encostas, fontes de água), barreiras com cerca viva e cultivos
consorciados
quinta-feira, 19 de março de 2009
Lei inédita incentiva ruralistas a preservar nascentes
Os proprietários rurais de Apucarana, cidade de 120 mil habitantes do Norte do Paraná, que mantêm suas nascentes preservadas de acordo com as normas ambientais e aqueles que, a partir de agora iniciarem ações de recuperação, tornando-as áreas de preservação permanente, vão receber apoio técnico e financeiro por parte da prefeitura. Chamado de “Projeto Oásis/Apucarana”, o incentivo consta em uma lei municipal aprovada pela Câmara de Vereadores e que vai ser sancionada pelo prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB), nesta segunda-feira (23/03), às 15 horas, em uma solenidade no Cine Teatro Fênix. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente está convidando autoridades ambientais de todo o Paraná para o ato, que celebra o Dia Mundial da Água – 22 de março. “Trata-se de uma iniciativa que vai além do fator financeiro, pois estamos falando em ganho ambiental, qualidade de vida para essa e gerações vindouras”, analisa o prefeito João Carlos. Durante a solenidade de sanção da lei, vai ocorrer um pré-cadastro dos interessados.
A longo prazo, o projeto vai abranger as três bacias hidrográficas: Pirapó, Tibagi e Ivaí, contudo, em um primeiro momento a iniciativa via trabalhar com ruralistas do Rio Pirapó que, dentro dos limites de Apucarana, atinge mais de 550 propriedades em uma área de aproximadamente 170 km². “Queremos a melhoria da vida e da qualidade da água fornecida pelas referidas nascentes ao manancial de abastecimento de Apucarana e Maringá, que utilizam diretamente as águas do Rio Pirapó”, informa o prefeito.
Para pleitear o benefício, que é de quatro anos, prorrogável por igual período, o proprietário rural vai precisar se cadastrar junto ao município que, por sua vez, através de uma comissão técnica, vai analisar “in loco” se a nascente está devidamente protegida de acordo com que prevê a Lei Federal nº 4.771/65. Se não estiver em dia, a pessoa vai receber toda a assessoria necessária para promover a recuperação ambiental. Ao aderir ao projeto, o ruralista deverá promover a averbação de reserva legal, que terá que estar reflorestada ou em processo de reflorestamento, além atender outras medidas que serão definidas por um regulamento.
O apoio financeiro será definido através da medição da vazão da nascente, a ser medida nos meses de março a abril de cada ano. Para cada nascente será destinado o valor mensal de até três Unidades Fiscais do Município (UFM) – hoje cada UFM equivale a R$35. Para uma nascente com vazão até 1,5 mil litros por hora será pago uma UFM; acima de 1,5 mil a 3 mil litros por hora, duas UFM e com vazão acima de 3 mil litros por hora, três UFM ou o mesmo que R$105 por mês. “Os recursos correrão por conta de dotações próprias consignadas no orçamento municipal vigente, de provenientes do Fundo Municipal de Meio Ambiente, ICMS Ecológico das unidades de conservação, Reserva Permanente do Patrimônio Natural (RPPNs), parte de multas ambientais aplicadas pelo Ministério Público e ou órgãos competentes, e mediante convênios a serem firmados com Organizações Não-governamentais (ONGs) e outras entidades”, esclarece João Batista Beltrame (Joba), secretário Municipal de Meio Ambiente e Turismo (Sematur).
A longo prazo, o projeto vai abranger as três bacias hidrográficas: Pirapó, Tibagi e Ivaí, contudo, em um primeiro momento a iniciativa via trabalhar com ruralistas do Rio Pirapó que, dentro dos limites de Apucarana, atinge mais de 550 propriedades em uma área de aproximadamente 170 km². “Queremos a melhoria da vida e da qualidade da água fornecida pelas referidas nascentes ao manancial de abastecimento de Apucarana e Maringá, que utilizam diretamente as águas do Rio Pirapó”, informa o prefeito.
Para pleitear o benefício, que é de quatro anos, prorrogável por igual período, o proprietário rural vai precisar se cadastrar junto ao município que, por sua vez, através de uma comissão técnica, vai analisar “in loco” se a nascente está devidamente protegida de acordo com que prevê a Lei Federal nº 4.771/65. Se não estiver em dia, a pessoa vai receber toda a assessoria necessária para promover a recuperação ambiental. Ao aderir ao projeto, o ruralista deverá promover a averbação de reserva legal, que terá que estar reflorestada ou em processo de reflorestamento, além atender outras medidas que serão definidas por um regulamento.
O apoio financeiro será definido através da medição da vazão da nascente, a ser medida nos meses de março a abril de cada ano. Para cada nascente será destinado o valor mensal de até três Unidades Fiscais do Município (UFM) – hoje cada UFM equivale a R$35. Para uma nascente com vazão até 1,5 mil litros por hora será pago uma UFM; acima de 1,5 mil a 3 mil litros por hora, duas UFM e com vazão acima de 3 mil litros por hora, três UFM ou o mesmo que R$105 por mês. “Os recursos correrão por conta de dotações próprias consignadas no orçamento municipal vigente, de provenientes do Fundo Municipal de Meio Ambiente, ICMS Ecológico das unidades de conservação, Reserva Permanente do Patrimônio Natural (RPPNs), parte de multas ambientais aplicadas pelo Ministério Público e ou órgãos competentes, e mediante convênios a serem firmados com Organizações Não-governamentais (ONGs) e outras entidades”, esclarece João Batista Beltrame (Joba), secretário Municipal de Meio Ambiente e Turismo (Sematur).
terça-feira, 17 de março de 2009
Waterkeeper's em Maricá
Em seu terceiro dia no Brasil, e sob orientação dos ativistas ecológicos Gerhard Sardo e Sérgio Mattos, os waterkeeper’s norte-americanos David, Andrew e Steve, conheceram a sede administrativa do Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Itaipuaçu, o complexo ecossistêmico da Área de Proteção Ambiental - APA de Maricá e a sede da Associação de Pescadores de Zacarias.
Em sua passagem pelo município de Maricá, os waterkeeper’s conheceram o trabalho do Movimento Pró-Restinga, que tem como objetivo a criação de um parque natural na região hoje abandonada pelo poder público estadual e sob ameaça de um projeto turístico e imobiliário luso-espanhol.
A Waterkeeper Alliance (http://www.waterkeeper.org/) possui representações em toda a América do Norte e em várias partes do Mundo, tendo como principal objetivo estimular ações de defesa dos recursos naturais.
Em sua passagem pelo município de Maricá, os waterkeeper’s conheceram o trabalho do Movimento Pró-Restinga, que tem como objetivo a criação de um parque natural na região hoje abandonada pelo poder público estadual e sob ameaça de um projeto turístico e imobiliário luso-espanhol.
A Waterkeeper Alliance (http://www.waterkeeper.org/) possui representações em toda a América do Norte e em várias partes do Mundo, tendo como principal objetivo estimular ações de defesa dos recursos naturais.
terça-feira, 10 de março de 2009
Campanha promove pintura de telhado para reduzir aquecimento global
Apesar do recorde de calor atingido por São Paulo na última semana, desde o mês passado, uma campanha chamada One Degree Less (Um Grau a Menos) aponta uma solução relativamente simples para diminuir a temperatura no interior das casas e, de quebra, reduzir o aquecimento global em 1ºC: pintar telhados de branco.
Criada pela GBC (Green Building Council), uma entidade que promove mundialmente o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil, a campanha se baseia em um estudo científico do Berkeley Lab., laboratório ligado ao Departamento de Energia dos EUA.
De acordo com esse estudo, a pintura de telhados e lajes superiores com cores claras reduz a temperatura no interior das edificações em cerca de 6°C, pois o branco reflete até 90% dos raios solares, enquanto a telha cerâmica comum absorve essa mesma porcentagem de calor.
Como consequência, o consumo de energia ligado à refrigeração dos ambientes (ar-condicionado e ventiladores) diminui entre 20% e 70%, o que, por sua vez, reduz a emissão de CO2 na atmosfera.
"Se 30% a 40% dos telhados mundo forem pintados, a temperatura da Terra poderia cair em 1°C, por isso o nome da campanha", diz Marcos Casado, gerente técnico da GBC.
Mas algumas mãos de tinta seriam tão eficazes a ponto de ajudar em um problema tão complexo quanto o aquecimento do planeta?
Arquitetos ouvidos pela Folha fazem ressalvas, mas são categóricos ao afirmar que pintar os telhados e até paredes que tenham alta incidência solar reduz 'de forma impactante' as temperaturas ambientes.
Nelson Solano Vianna, arquiteto e consultor de conforto ambiental e energia, diz que não é possível precisar em quanto a pintura reduz a temperatura interna de uma residência.
"Isso depende muito da posição da edificação em relação ao sol, da quantidade de janelas, que permitem a entrada de calor, e até da localização geográfica. Mas, de maneira geral, (a pintura clara) é muito importante e extremamente eficiente no controle de calor."
Vianna ressalta que é preciso fazer manutenção periódica da pintura e recomenda que seja feita em novembro, quando se inicia o período de maior incidência do sol no hemisfério sul.
A arquiteta Leiko Motomura, que trabalha com o conceito de arquitetura de mínimo impacto sobre o meio ambiente, é cautelosa quanto à pintura clara.
"A produção da tinta também agride a natureza. É possível fazer um sistema de ventilação entre o forro e o teto que é bastante eficiente no resfriamento da edificação."
O preço dessa ação politicamente correta é razoável: um galão de 18 litros da tinta especial para telhados custa cerca de R$ 170, enquanto a tinta convencional para exteriores sai a R$ 125.
Já a telha cerâmica pintada custa em média R$ 1,60 a peça, enquanto a vermelha convencional sai a R$ 0,50. (Fonte: James Cimino/ Folha Online)
Criada pela GBC (Green Building Council), uma entidade que promove mundialmente o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil, a campanha se baseia em um estudo científico do Berkeley Lab., laboratório ligado ao Departamento de Energia dos EUA.
De acordo com esse estudo, a pintura de telhados e lajes superiores com cores claras reduz a temperatura no interior das edificações em cerca de 6°C, pois o branco reflete até 90% dos raios solares, enquanto a telha cerâmica comum absorve essa mesma porcentagem de calor.
Como consequência, o consumo de energia ligado à refrigeração dos ambientes (ar-condicionado e ventiladores) diminui entre 20% e 70%, o que, por sua vez, reduz a emissão de CO2 na atmosfera.
"Se 30% a 40% dos telhados mundo forem pintados, a temperatura da Terra poderia cair em 1°C, por isso o nome da campanha", diz Marcos Casado, gerente técnico da GBC.
Mas algumas mãos de tinta seriam tão eficazes a ponto de ajudar em um problema tão complexo quanto o aquecimento do planeta?
Arquitetos ouvidos pela Folha fazem ressalvas, mas são categóricos ao afirmar que pintar os telhados e até paredes que tenham alta incidência solar reduz 'de forma impactante' as temperaturas ambientes.
Nelson Solano Vianna, arquiteto e consultor de conforto ambiental e energia, diz que não é possível precisar em quanto a pintura reduz a temperatura interna de uma residência.
"Isso depende muito da posição da edificação em relação ao sol, da quantidade de janelas, que permitem a entrada de calor, e até da localização geográfica. Mas, de maneira geral, (a pintura clara) é muito importante e extremamente eficiente no controle de calor."
Vianna ressalta que é preciso fazer manutenção periódica da pintura e recomenda que seja feita em novembro, quando se inicia o período de maior incidência do sol no hemisfério sul.
A arquiteta Leiko Motomura, que trabalha com o conceito de arquitetura de mínimo impacto sobre o meio ambiente, é cautelosa quanto à pintura clara.
"A produção da tinta também agride a natureza. É possível fazer um sistema de ventilação entre o forro e o teto que é bastante eficiente no resfriamento da edificação."
O preço dessa ação politicamente correta é razoável: um galão de 18 litros da tinta especial para telhados custa cerca de R$ 170, enquanto a tinta convencional para exteriores sai a R$ 125.
Já a telha cerâmica pintada custa em média R$ 1,60 a peça, enquanto a vermelha convencional sai a R$ 0,50. (Fonte: James Cimino/ Folha Online)
quarta-feira, 4 de março de 2009
Usinas de cana podem ser adaptadas para produzir etanol a partir da mandioca
A obtenção de biocombustível a partir da mandioca pode ser feita também pelas usinas de cana-de-açúcar, devido às similaridades entre os processos de fermentação e de destilação dos dois produtos. A informação é do vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Antônio Donizetti Fadel.
“O processo de fermentação e destilação da mandioca é igual ao da cana. A diferença está na etapa de moagem e no processo de sacarificação, que transforma o amido em açúcar”, explica Fadel.
Segundo ele, há a possibilidade de se postergar a colheita da raiz pode tornar o produto mais atraente para os usineiros durante as entre-safras da cana.
“A mandioca permite uma maior liberdade para a definição da época de colheita, que pode chegar a até 30 meses após o plantio. A vantagem é que enquanto ela não é colhida continua crescendo. E, com ela, os lucros”, disse.
Fadel explica que com 12 meses a produtividade da mandioca é, em média, de 25 toneladas por hectare. “Mas, com 24 meses é possível chegarmos a 40 toneladas por hectare”, garante. (Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil)
“O processo de fermentação e destilação da mandioca é igual ao da cana. A diferença está na etapa de moagem e no processo de sacarificação, que transforma o amido em açúcar”, explica Fadel.
Segundo ele, há a possibilidade de se postergar a colheita da raiz pode tornar o produto mais atraente para os usineiros durante as entre-safras da cana.
“A mandioca permite uma maior liberdade para a definição da época de colheita, que pode chegar a até 30 meses após o plantio. A vantagem é que enquanto ela não é colhida continua crescendo. E, com ela, os lucros”, disse.
Fadel explica que com 12 meses a produtividade da mandioca é, em média, de 25 toneladas por hectare. “Mas, com 24 meses é possível chegarmos a 40 toneladas por hectare”, garante. (Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil)
Lucro energético da mandioca é maior do que os do milho e da cana, afirma pesquisador
Transformar cana, milho ou mandioca em biocombustível é um processo que consome energia. Quantificar a energia gasta para essa produção, e compará-la à energia obtida a partir do etanol, foi o propósito de um estudo realizado pelo técnico agro-florestal da Secretaria de Desenvolvimento Agro-Florestal do Acre, Diones Assis Salla. O pesquisador chegou à conclusão de que, entre os três produtos pesquisados, a mandioca é o que proporciona “maior lucro energético”.
“Meu objetivo foi medir o quanto se gasta de energia ao longo de todo o processo produtivo de etanol desses três produtos, desde o início do processo, ainda na terra, até a industrialização. Depois, nós comparamos esses números com a energia obtida a partir do biocombustível”, explica Diones.
Segundo a pesquisa, para cada caloria de energia investida com a mandioca há um retorno de 1,67 caloria de energia em etanol. “São 67% de lucratividade energética com a mandioca, contra 9% da cana e 19% do milho”, argumentou. “Portanto a mandioca é, entre os três produtos, o que causa menor impacto no agroecossistema de cultivo”, conclui. O estudo desconsiderou a utilização do bagaço da cana como fonte de energia. (Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil)
“Meu objetivo foi medir o quanto se gasta de energia ao longo de todo o processo produtivo de etanol desses três produtos, desde o início do processo, ainda na terra, até a industrialização. Depois, nós comparamos esses números com a energia obtida a partir do biocombustível”, explica Diones.
Segundo a pesquisa, para cada caloria de energia investida com a mandioca há um retorno de 1,67 caloria de energia em etanol. “São 67% de lucratividade energética com a mandioca, contra 9% da cana e 19% do milho”, argumentou. “Portanto a mandioca é, entre os três produtos, o que causa menor impacto no agroecossistema de cultivo”, conclui. O estudo desconsiderou a utilização do bagaço da cana como fonte de energia. (Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
ANP coloca em leilão mais 315 milhões de litros de biodiesel
RIO DE JANEIRO (Agência Brasil), 27 de fevereiro - A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta sexta (27) o 13º Leilão de Biodiesel, quando estarão sendo ofertados 315 milhões de litros do produto.
O leilão atende à Resolução nº 2, do Conselho Nacional de Política Energética, em vigor desde julho do ano passado, que determina a adição de 3% de biodiesel ao diesel mineral (B3) comercializado nos postos do país. Será adotada a modalidade pregão, na forma presencial, uma vez que haverá duas rodadas de ofertas de preço, sendo consideradas vencedoras as de menor valor.
No primeiro lote serão ofertados 252 milhões de litros por produtores autorizados pela agência a exercer a atividade de produção e de comercialização de biodiesel e que sejam detentores do Registro Especial da Secretaria da Receita Federal e do Selo Combustível Social.
O segundo lote, de 63 milhões de litros de biodiesel, destina-se a produtores que preencham todos os requisitos exigidos para o primeiro lote, com exceção do Selo Combustível Social.
Segundo a ANP, o produto será adquirido pela Petrobras e a Refinaria Alberto Pasqualini. As usinas vencedoras da licitação terão prazo entre abril e junho deste ano para a entrega do produto – que se destina ao atendimento do mercado no segundo semestre do ano.
Nos 12 leilões já realizados pela ANP foram comercializados 2,1 bilhões de litros de biodiesel, dos quais 885 milhões na fase opcional da mistura - quando foram realizadas cinco licitações.
Mais 1,3 bilhão de litros foram licitados na fase da mistura obrigatória. Trinta e duas empresas arrecadaram R$ 4,7 bilhões nos 12 leilões.
O leilão atende à Resolução nº 2, do Conselho Nacional de Política Energética, em vigor desde julho do ano passado, que determina a adição de 3% de biodiesel ao diesel mineral (B3) comercializado nos postos do país. Será adotada a modalidade pregão, na forma presencial, uma vez que haverá duas rodadas de ofertas de preço, sendo consideradas vencedoras as de menor valor.
No primeiro lote serão ofertados 252 milhões de litros por produtores autorizados pela agência a exercer a atividade de produção e de comercialização de biodiesel e que sejam detentores do Registro Especial da Secretaria da Receita Federal e do Selo Combustível Social.
O segundo lote, de 63 milhões de litros de biodiesel, destina-se a produtores que preencham todos os requisitos exigidos para o primeiro lote, com exceção do Selo Combustível Social.
Segundo a ANP, o produto será adquirido pela Petrobras e a Refinaria Alberto Pasqualini. As usinas vencedoras da licitação terão prazo entre abril e junho deste ano para a entrega do produto – que se destina ao atendimento do mercado no segundo semestre do ano.
Nos 12 leilões já realizados pela ANP foram comercializados 2,1 bilhões de litros de biodiesel, dos quais 885 milhões na fase opcional da mistura - quando foram realizadas cinco licitações.
Mais 1,3 bilhão de litros foram licitados na fase da mistura obrigatória. Trinta e duas empresas arrecadaram R$ 4,7 bilhões nos 12 leilões.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Linha 3 do metrô ligando a cidade de Niterói a São Gonçalo (RJ) tem licença ambiental garantida
Rio - A Comissão Estadual de Controle Ambiental – a CECA – publicou, nesta quarta-feira, no Diário Oficial, autorização para a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente, a Feema, emitir a Licença Ambiental Prévia para a construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo. Isso significa que todos os procedimentos adotados pela Secretaria Estadual de Transportes, tanto no estudo de engenharia, quanto nos levantamentos de impacto ambiental, como no resultado das duas audiências públicas, realizadas semana retrasada, foram aceitos.
Agora, a Secretaria de Transportes precisa conseguir a Licença de Instalação, que autoriza o início das obras. Para requerer a Licença de Instalação, a Secretaria Estadual de Transportes vai entregar, nos próximos dias, o Plano Básico Ambiental da obra, contendo o detalhamento do estudo de engenharia e os programas de monitoramento e controle ambiental recomendados na licença prévia. Esta licença também é emitida pela Feema e deve levar de 30 a 45 dias para ser expedida. A meta da secretaria é instalar o primeiro canteiro de obras ainda este ano.
"A construção da Linha 3 é uma prioridade. O governador Sérgio Cabral determinou todo empenho para iniciarmos as obras o quanto antes. Se tudo correr dentro do previsto, em 2011, será possível ir de Niterói à São Gonçalo em apenas 20 minutos", comemorou o secretário Julio Lopes.
A Linha 3 do metrô vai beneficiar entre 80 mil e 100 mil pessoas por dia. O projeto prevê a ligação da Praça Araribóia, no Centro de Niterói, à Guaxindiba, em São Gonçalo, num total de 22 quilômetros de linha e 14 estações. A obra está orçada em, aproximadamente, R$ 1,2 bilhão. A licitação foi feita em 2002, e teve como consórcio vencedor o Construtor Fluminense, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Carioca Engenharia.
O secretário Julio Lopes acredita que a nova ligação facilitará a vida não só dos moradores de Niterói e São Gonçalo, mas também dos de Magé, Guapimirim e Itaboraí - municípios que juntos somam 1,8 milhão de habitantes. Outro benefício destacado pelo secretário é a geração de milhares de empregos.
"Calculamos que a obra vai gerar 1.600 novos empregos diretos. De empregos indiretos, serão mais de 6 mil. Além disso, toda aquela área ao longo da linha do trem, que hoje está degradada, será reurbanizada, o que vai valorizar em muito o preço dos imóveis e as atividades comerciais do entorno", afirmou Julio Lopes.
Agora, a Secretaria de Transportes precisa conseguir a Licença de Instalação, que autoriza o início das obras. Para requerer a Licença de Instalação, a Secretaria Estadual de Transportes vai entregar, nos próximos dias, o Plano Básico Ambiental da obra, contendo o detalhamento do estudo de engenharia e os programas de monitoramento e controle ambiental recomendados na licença prévia. Esta licença também é emitida pela Feema e deve levar de 30 a 45 dias para ser expedida. A meta da secretaria é instalar o primeiro canteiro de obras ainda este ano.
"A construção da Linha 3 é uma prioridade. O governador Sérgio Cabral determinou todo empenho para iniciarmos as obras o quanto antes. Se tudo correr dentro do previsto, em 2011, será possível ir de Niterói à São Gonçalo em apenas 20 minutos", comemorou o secretário Julio Lopes.
A Linha 3 do metrô vai beneficiar entre 80 mil e 100 mil pessoas por dia. O projeto prevê a ligação da Praça Araribóia, no Centro de Niterói, à Guaxindiba, em São Gonçalo, num total de 22 quilômetros de linha e 14 estações. A obra está orçada em, aproximadamente, R$ 1,2 bilhão. A licitação foi feita em 2002, e teve como consórcio vencedor o Construtor Fluminense, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Carioca Engenharia.
O secretário Julio Lopes acredita que a nova ligação facilitará a vida não só dos moradores de Niterói e São Gonçalo, mas também dos de Magé, Guapimirim e Itaboraí - municípios que juntos somam 1,8 milhão de habitantes. Outro benefício destacado pelo secretário é a geração de milhares de empregos.
"Calculamos que a obra vai gerar 1.600 novos empregos diretos. De empregos indiretos, serão mais de 6 mil. Além disso, toda aquela área ao longo da linha do trem, que hoje está degradada, será reurbanizada, o que vai valorizar em muito o preço dos imóveis e as atividades comerciais do entorno", afirmou Julio Lopes.
ICMS VERDE
Após anos tramitando na ALERJ o ICMS Verde foi finalmente aprovado na forma da Lei n. 5100 em 4/10/07 e passa a vigorar a partir deste ano, quando distribuirá cerca de 36 milhões de reais aos municípios segundo critérios de conservação ambiental. Este valor (estimado pela Secretaria de Fazenda) ainda representa somente 1% do valor total arrecadado no ICMS, mas a lei já garante 1,8% em 2010 e 2,5% em 2011.
O ICMS Verde é um novo imposto?
Não. Trata-se da redistribuição de 2,5% do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) segundo critérios ambientais.
Esta redistribuição foi pensada para compensar os municípios que tinham historicamente, o uso de seu território limitado pela presença de unidades de conservação (reservas, parques e etc) ou por mananciais estratégicos para o abastecimento das cidades.
Quais são os critérios para a distribuição destes recursos aos municípios?
Os recursos do ICMS Verde serão distribuídos da seguinte maneira:
I – área e efetiva implantação das unidades de conservação, das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN, conforme definidas no SNUC, e Áreas de Preservação Permanente – APP, 45% (quarenta e cinco por cento), sendo que desse percentual 20% (vinte por cento) serão computados para áreas criadas pelos municípios;
II – índice de qualidade ambiental dos recursos hídricos, 30% (trinta por cento);
III – coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos, 25% (vinte e cinco por cento).
Ou seja, 75% dos recursos ou 27 milhões de reais (estimativa) serão destinados em 2009 para os municípios que tratarem bem suas florestas e águas.
Estas informações são coletadas nos bancos de dados do Estado, principalmente os da FEEMA, SERLA e IEF (atuais INEA), e por meio de questionários encaminhados aos municípios. A Fundação CIDE fica responsável pelos cálculos. Infelizmente em 2008, 14 municípios não responderam estes questionários, ficando com suas pontuações zeradas e não receberão recursos em 2009.
Existirá controle social sobre estes recursos?
Sim. Os municípios só poderão receber os recursos do ICMS Verde se o seu Sistema Municipal do Meio Ambiente estiver estruturado minimamente por:
I - Conselho Municipal do Meio Ambiente;
II - Fundo Municipal do Meio Ambiente;
III - Órgão administrativo executor da política ambiental municipal (Secretaria específica);
IV – Guarda Municipal ambiental.
Saiba quanto seu município receberá e exija transparência na aplicação dos recursos.
Os recursos do ICMS Verde serão obrigatoriamente utilizados para a conservação ambiental?
Infelizmente não. Os recursos podem ser utilizados para quaisquer objetivos, obviamente, legais. No entanto, com um pouco de inteligência o gestor público perceberá que quanto mais investir em ações que melhorem os indicadores verificados no ICMS Verde, mais ele receberá no próximo ano. Por exemplo, se um município não tem nenhuma unidade de conservação (UC) em seu município, poderá investir recursos recebidos em 2009 na criação de uma, para que, em 2010, possa receber mais.
Mas lembre: Unidades de Conservação de Uso Sustentável, como as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) contarão pouco na pontuação. Portanto, se forem criar uma UC, esta deverá ser preferencialmente de Proteção Integral. Ou seja, um Parque, uma Reserva Biológica, uma Estação Ecológica ou mesmo apoiar a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) certificadas pelo Governo do Estado.
Outro exemplo é o município que já tem uma UC criada e que investirá seus recursos do ICMS Verde para estruturá-la, com a elaboração do Plano de Manejo, sede, postos de fiscalização ou sinalização. Ou mesmo o município que teve baixa pontuação no índice de qualidade da água e quer melhorar em curto prazo seus indicadores, investindo no controle de sedimentos e tratamentos de efluentes por meio de sistemas alternativos e de baixo custo. Tudo isso contará mais pontos e fará com que o município receba mais no próximo ano.
Enfim, o gestor inteligente será aquele que tiver a capacidade de investir estrategicamente os recursos do ICMS Verde para ganhar mais a cada ano!
Participação Social em 2009:
Para incentivar esta dinâmica, este “círculo virtuoso” que é o ICMS Verde, a Secretaria de Estado do Ambiente irá, todos os anos, refinar seus indicadores em parceria com a sociedade civil organizada e os municípios. Neste sentido, a partir deste ano o Instituto Terra, o Instituto BioAtlântica, a Associação Mico- Leão-Dourado, em parceria com o Secretaria de Estado do Ambiente iniciarão uma parceria com o intuito de garantir o aperfeiçoamento desta importante ferramenta de conservação ambiental que é o ICMS Verde.
A previsão é de que, já em 2010, o valor bruto do ICMS Verde seja triplicado. Portanto, vamos fazer bom uso destes recursos em 2009, para que ele cresça em 2010
O ICMS Verde é um novo imposto?
Não. Trata-se da redistribuição de 2,5% do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) segundo critérios ambientais.
Esta redistribuição foi pensada para compensar os municípios que tinham historicamente, o uso de seu território limitado pela presença de unidades de conservação (reservas, parques e etc) ou por mananciais estratégicos para o abastecimento das cidades.
Quais são os critérios para a distribuição destes recursos aos municípios?
Os recursos do ICMS Verde serão distribuídos da seguinte maneira:
I – área e efetiva implantação das unidades de conservação, das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN, conforme definidas no SNUC, e Áreas de Preservação Permanente – APP, 45% (quarenta e cinco por cento), sendo que desse percentual 20% (vinte por cento) serão computados para áreas criadas pelos municípios;
II – índice de qualidade ambiental dos recursos hídricos, 30% (trinta por cento);
III – coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos, 25% (vinte e cinco por cento).
Ou seja, 75% dos recursos ou 27 milhões de reais (estimativa) serão destinados em 2009 para os municípios que tratarem bem suas florestas e águas.
Estas informações são coletadas nos bancos de dados do Estado, principalmente os da FEEMA, SERLA e IEF (atuais INEA), e por meio de questionários encaminhados aos municípios. A Fundação CIDE fica responsável pelos cálculos. Infelizmente em 2008, 14 municípios não responderam estes questionários, ficando com suas pontuações zeradas e não receberão recursos em 2009.
Existirá controle social sobre estes recursos?
Sim. Os municípios só poderão receber os recursos do ICMS Verde se o seu Sistema Municipal do Meio Ambiente estiver estruturado minimamente por:
I - Conselho Municipal do Meio Ambiente;
II - Fundo Municipal do Meio Ambiente;
III - Órgão administrativo executor da política ambiental municipal (Secretaria específica);
IV – Guarda Municipal ambiental.
Saiba quanto seu município receberá e exija transparência na aplicação dos recursos.
Os recursos do ICMS Verde serão obrigatoriamente utilizados para a conservação ambiental?
Infelizmente não. Os recursos podem ser utilizados para quaisquer objetivos, obviamente, legais. No entanto, com um pouco de inteligência o gestor público perceberá que quanto mais investir em ações que melhorem os indicadores verificados no ICMS Verde, mais ele receberá no próximo ano. Por exemplo, se um município não tem nenhuma unidade de conservação (UC) em seu município, poderá investir recursos recebidos em 2009 na criação de uma, para que, em 2010, possa receber mais.
Mas lembre: Unidades de Conservação de Uso Sustentável, como as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) contarão pouco na pontuação. Portanto, se forem criar uma UC, esta deverá ser preferencialmente de Proteção Integral. Ou seja, um Parque, uma Reserva Biológica, uma Estação Ecológica ou mesmo apoiar a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) certificadas pelo Governo do Estado.
Outro exemplo é o município que já tem uma UC criada e que investirá seus recursos do ICMS Verde para estruturá-la, com a elaboração do Plano de Manejo, sede, postos de fiscalização ou sinalização. Ou mesmo o município que teve baixa pontuação no índice de qualidade da água e quer melhorar em curto prazo seus indicadores, investindo no controle de sedimentos e tratamentos de efluentes por meio de sistemas alternativos e de baixo custo. Tudo isso contará mais pontos e fará com que o município receba mais no próximo ano.
Enfim, o gestor inteligente será aquele que tiver a capacidade de investir estrategicamente os recursos do ICMS Verde para ganhar mais a cada ano!
Participação Social em 2009:
Para incentivar esta dinâmica, este “círculo virtuoso” que é o ICMS Verde, a Secretaria de Estado do Ambiente irá, todos os anos, refinar seus indicadores em parceria com a sociedade civil organizada e os municípios. Neste sentido, a partir deste ano o Instituto Terra, o Instituto BioAtlântica, a Associação Mico- Leão-Dourado, em parceria com o Secretaria de Estado do Ambiente iniciarão uma parceria com o intuito de garantir o aperfeiçoamento desta importante ferramenta de conservação ambiental que é o ICMS Verde.
A previsão é de que, já em 2010, o valor bruto do ICMS Verde seja triplicado. Portanto, vamos fazer bom uso destes recursos em 2009, para que ele cresça em 2010
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Especialista diz que mudança da Usina de Jirau pode causar impactos irreversíveis ao meio ambiente
Especialista diz que mudança da Usina de Jirau pode causar impactos irreversíveis ao meio ambiente
A mudança do local da construção da Usina Hidrelétrica de Jirau no Rio Madeira pode causar danos irreversíveis para a biodiversidade da área. Segundo o professor de Planejamento de Sistemas Energéticos da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Arthur Moretti, não foram realizados estudos prévios sobre os riscos para o ambiente do novo local.
Moretti afirmou, em entrevista no programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional, que o consórcio vencedor do leilão para a construção da hidrelétrica, Energia Sustentável do Brasil, realizou a mudança de 9,2 quilômetros da área inicial, interessado somente nos ganhos econômicos e não nos prejuízos que serão causados com a nova construção.
“Fizeram apenas uma análise técnica e econômica para o leilão, mas não existe nenhum estudo feito nos moldes que a legislação ambiental exige”, disse. Com a mudança haverá uma economia de R$ 1 bilhão no custo total da obra, estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em R$ 8,7 bilhões.
Com a construção já em andamento, o professor afirmou que milhares de peixes já morreram no mês passado e que o estudo da área original do projeto pode ser descartado, porque a biodiversidade do novo local pode ser muito diferente.
Moretti questionou ainda a decisão da justiça de manter a validade da licença ambiental da hidrelétrica. “Nós conseguimos uma liminar da Justiça Federal de Rondônia para impedir que a obra começasse, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF, sediado em Brasília] derrubou, alegando que não tinha nenhum dano causado ao meio ambiente, ou seja, é estranha essa constatação, porque, se não há estudo, como é que existe uma constatação?”, questionou o professor.
O Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais (ONGs) e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento encaminhou um recurso à Justiça solicitando a elaboração de uma avaliação ambiental da área depois da decisão do TRF. (Fonte: Radiobrás)
A mudança do local da construção da Usina Hidrelétrica de Jirau no Rio Madeira pode causar danos irreversíveis para a biodiversidade da área. Segundo o professor de Planejamento de Sistemas Energéticos da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Arthur Moretti, não foram realizados estudos prévios sobre os riscos para o ambiente do novo local.
Moretti afirmou, em entrevista no programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional, que o consórcio vencedor do leilão para a construção da hidrelétrica, Energia Sustentável do Brasil, realizou a mudança de 9,2 quilômetros da área inicial, interessado somente nos ganhos econômicos e não nos prejuízos que serão causados com a nova construção.
“Fizeram apenas uma análise técnica e econômica para o leilão, mas não existe nenhum estudo feito nos moldes que a legislação ambiental exige”, disse. Com a mudança haverá uma economia de R$ 1 bilhão no custo total da obra, estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em R$ 8,7 bilhões.
Com a construção já em andamento, o professor afirmou que milhares de peixes já morreram no mês passado e que o estudo da área original do projeto pode ser descartado, porque a biodiversidade do novo local pode ser muito diferente.
Moretti questionou ainda a decisão da justiça de manter a validade da licença ambiental da hidrelétrica. “Nós conseguimos uma liminar da Justiça Federal de Rondônia para impedir que a obra começasse, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF, sediado em Brasília] derrubou, alegando que não tinha nenhum dano causado ao meio ambiente, ou seja, é estranha essa constatação, porque, se não há estudo, como é que existe uma constatação?”, questionou o professor.
O Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais (ONGs) e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento encaminhou um recurso à Justiça solicitando a elaboração de uma avaliação ambiental da área depois da decisão do TRF. (Fonte: Radiobrás)
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Incêndios na Austrália são alerta climático, dizem especialistas
Os incêndios florestais que mataram 173 pessoas durante o fim de semana na Austrália servem de alerta e prenúncio das mudanças climáticas para a opinião pública e os políticos, disseram especialistas nesta terça-feira (10).
O número de mortos depois da onda de incêndios mais grave da história australiana continua subindo. Alguns analistas dizem que, diante de tamanha tragédia, a iniciativa privada pode desistir de pressionar o governo por metas menos rígidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa.
"O que os incêndios florestais poderiam fazer é tirar o oxigênio do debate. Acho que a consciência da opinião pública está novamente voltada para a mudança climática. Sabíamos o que os cientistas haviam previsto, e realmente vimos na prática", disse Matthew Clarke, da Universidade Deakin, em Melbourne.
"Pode ficar dificílimo para quem quiser metas mais fracas para a redução do carbono ou para os que querem seu adiamento apresentar esses argumentos para a esfera pública. A atmosfera pode ser mais hostil a esses argumentos", disse Clarke, professor-associado da Escola de Estudos Internacionais e Políticos.
O fogo, que devastou comunidades na Grande Melbourne, foi alimentado pela onda de calor e pelo vento. No sábado, a temperatura na cidade atingiu o recorde de 46,4 graus Celsius.
O governo divulgou em dezembro um dossiê com suas propostas para a criação de um mercado de créditos de carbono, a fim de controlar as emissões que provocam o aquecimento global.
Por essa proposta, a Austrália deveria, em 2020, emitir 5 por cento de carbono a menos do que em 2000. Caso no final deste ano haja a definição de um novo tratado climático global, a meta seria ampliada para 15 por cento.
Mas o Partido Verde, citando os incêndios e as inundações no norte do país, pede metas mais rígidas.
Os verdes e dois políticos independentes são os fiéis da balança no Senado, e o governo do primeiro-ministro Kevin Rudd deve ter dificuldades em aprovar o pacote climático.
As grandes empresas, especialmente as concessionárias de energia que geram eletricidade em usinas a carvão, dizem que o esquema de créditos de carbono será custoso demais. O setor do gás natural liquefeito, que fatura bilhões de dólares em exportações, diz que pode até mesmo ter de se mudar do país.
Alguns analistas dizem que os incêndios eram previsíveis e que há anos os climatologistas alertam para a vulnerabilidade da Austrália por causa da elevação das temperaturas e redução das chuvas em grande parte do sul da ilha-continente. (Fonte: Estadão Online)
O número de mortos depois da onda de incêndios mais grave da história australiana continua subindo. Alguns analistas dizem que, diante de tamanha tragédia, a iniciativa privada pode desistir de pressionar o governo por metas menos rígidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa.
"O que os incêndios florestais poderiam fazer é tirar o oxigênio do debate. Acho que a consciência da opinião pública está novamente voltada para a mudança climática. Sabíamos o que os cientistas haviam previsto, e realmente vimos na prática", disse Matthew Clarke, da Universidade Deakin, em Melbourne.
"Pode ficar dificílimo para quem quiser metas mais fracas para a redução do carbono ou para os que querem seu adiamento apresentar esses argumentos para a esfera pública. A atmosfera pode ser mais hostil a esses argumentos", disse Clarke, professor-associado da Escola de Estudos Internacionais e Políticos.
O fogo, que devastou comunidades na Grande Melbourne, foi alimentado pela onda de calor e pelo vento. No sábado, a temperatura na cidade atingiu o recorde de 46,4 graus Celsius.
O governo divulgou em dezembro um dossiê com suas propostas para a criação de um mercado de créditos de carbono, a fim de controlar as emissões que provocam o aquecimento global.
Por essa proposta, a Austrália deveria, em 2020, emitir 5 por cento de carbono a menos do que em 2000. Caso no final deste ano haja a definição de um novo tratado climático global, a meta seria ampliada para 15 por cento.
Mas o Partido Verde, citando os incêndios e as inundações no norte do país, pede metas mais rígidas.
Os verdes e dois políticos independentes são os fiéis da balança no Senado, e o governo do primeiro-ministro Kevin Rudd deve ter dificuldades em aprovar o pacote climático.
As grandes empresas, especialmente as concessionárias de energia que geram eletricidade em usinas a carvão, dizem que o esquema de créditos de carbono será custoso demais. O setor do gás natural liquefeito, que fatura bilhões de dólares em exportações, diz que pode até mesmo ter de se mudar do país.
Alguns analistas dizem que os incêndios eram previsíveis e que há anos os climatologistas alertam para a vulnerabilidade da Austrália por causa da elevação das temperaturas e redução das chuvas em grande parte do sul da ilha-continente. (Fonte: Estadão Online)
Pinguins morrem de fome por mudanças climáticas na costa argentina
Aquecimento global, pesca excessiva e poluição estão levando os pinguins que fazem seus ninhos na costa argentina a morrer de fome, já que esses animais vêm sendo forçados a nadar 40 km a mais do que o usual para conseguir comida, alertou um estudo divulgado nesta quinta-feira (12).
"Também têm de nadar 40 km de volta e estão nadando esses 80 km extras, enquanto suas companheiras estão com as crias, sentadas em um ninho e morrendo de fome", afirmou a professora de Biologia Dee Boersma, da Universidade de Washington.
Esses três fatores têm contribuído para a perda de reservas de peixes em quase 1.600 km perto de Punta Tombo, ao sul de Buenos Aires, advertiu Boersma.
A colônia já encolheu em mais de 20%, em 22 anos, caindo dos 300.000 para 200.000 pares capazes de se reproduzir. (Fonte: Folha Online)
"Também têm de nadar 40 km de volta e estão nadando esses 80 km extras, enquanto suas companheiras estão com as crias, sentadas em um ninho e morrendo de fome", afirmou a professora de Biologia Dee Boersma, da Universidade de Washington.
Esses três fatores têm contribuído para a perda de reservas de peixes em quase 1.600 km perto de Punta Tombo, ao sul de Buenos Aires, advertiu Boersma.
A colônia já encolheu em mais de 20%, em 22 anos, caindo dos 300.000 para 200.000 pares capazes de se reproduzir. (Fonte: Folha Online)
Assinar:
Postagens (Atom)